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COMO ESTAMOS ENFRENTANDO OS DESAFIOS DO VERÃO NA NUTRIÇÃO DE VACAS DE LEITE

NOVIDADES DOS PARCEIROS

EM 16/10/2020

5 MIN DE LEITURA

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Atualizado em 16/10/2020

Nos últimos anos muito se tem falado sobre Stress Calórico em vacas leiteiras, principalmente os desafios e problemas que ocorrem durante os meses em que a temperatura ambiente está acima da faixa ideal para os bovinos de leite. Neste artigo iremos abordar algumas estratégias que estão sendo adotadas por nossos associados do Rio Grande do Sul e estão tendo grande sucesso no enfrentamento a esse desafio gigantesco.

A medida para mensurar o Stress Calórico em bovinos de leite é o THI ou ITU (Índice Temperatura Umidade), o qual correlaciona a temperatura ambiente e a umidade relativa do ar. Quando o THI está acima de 68 os animais entram em situação de stress. Para simplificar quando a temperatura ambiente está acima de 22°C e a umidade relativa do ar está acima de 45% já alcançamos o THI 68.

O acréscimo dos gastos de energia para produção de leite quando a temperatura ambiente aumenta de condições normais para estressantes pode alcançar 15%. Outro efeito causado pelo stress calórico é a diminuição do consumo de alimentos. Estes dois fatores associados podem reduzir em até 10 litros a produção diária de leite.

Além da redução da produção de leite, vacas sofrendo de stress calórico apresentam outros problemas como: redução do teor de gordura e proteína do leite, redução da taxa de concepção, prolongamento do intervalo entre partos, diminuição da imunidade dos animais aumentando a incidência de doenças. Em suma, aumenta o descarte involuntário devido a problemas produtivos, reprodutivos e de doenças.

O período seco de uma vaca é fundamental para o sucesso da futura lactação, pois é nesse momento que os animais se preparam para ela. Porém, normalmente as vacas são negligenciadas durante essa fase, por ser um período não produtivo. Se levarmos apenas resultados imediatos em consideração, existem vários estudos que mostram que vacas expostas ao Stress Térmico durante o período seco produzem de 2,3 a 7,5 kg por dia a menos de leite do que vacas que foram resfriadas.

Outro ponto que precisamos levar em consideração é o que acontece nas terneiras, filhas de vacas que passaram por situações de stress no final da gestação.

Quando se fala nas filhas dessas vacas elas apresentam um menor peso ao nascer, maior índice de mortalidade, maior idade ao primeiro parto e, o mais impactante, produzem menos leite na primeira lactação, sendo que essa diferença passa de 1.500 kg de leite.

Só esse dado de produção de leite das filhas de vacas que sofreram com o calor no final da gestação já nos dá um panorama de o quanto ele é prejudicial para a atividade leiteira. Então seria muito interessante que conseguíssemos evitar que a maior parte de nossas vacas estejam no período seco durante os meses mais quentes do ano. Porém, na maioria das vezes acontece justamente o contrário, com grande parte das vacas sendo secas nos meses de janeiro e fevereiro.

Essa concentração da secagem das vacas ocorre pela dificuldade de conseguirmos boas taxas de prenhez durante os meses de janeiro, fevereiro e março, o auge do verão. Com isso as vacas acabam emprenhando mais tarde, a partir de abril/maio, concentrando os partos no final do verão, fazendo com que as vacas enfrentem o período mais crítico do ano justamente no terço final da gestação.

Para diminuirmos essa concentração de partos e o excesso de vacas secas durante o período mais quente do ano precisamos melhorar as taxas de prenhez durante o verão, pois vacas que são emprenhadas em janeiro irão parir em outubro, prenhes de fevereiro irão parir em novembro e assim por diante.

Existem, porém, algumas estratégias que podem ser utilizadas para diminuir estas perdas. Quando falamos de vacas em sistema de pastejo o principal é fornecer sombra e água de qualidade. Quanto à sombra o recomendado é que se garanta pelo menos 5m2 por animal. Outro fator essencial para enfrentar este desafio é o horário em que as vacas estão no pasto, sendo o ideal as horas mais frescas do dia e durante a noite, sempre com água a disposição.

Com relação à sistemas de confinamento e semi confinamento, deve-se pensar em soluções de resfriamento, que aliem ventilação forçada com a aspersão de água sobre os animais.

Vacas confinadas permanecem deitadas por mais tempo quando submetidas a um sistema de resfriamento eficiente. Com isso ocorre uma diminuição dos problemas de casco e aumento do consumo de Matéria Seca, o que está diretamente relacionado à produção de leite.

Porém, já foi demonstrado que mesmo que todas as medidas citadas acima sejam tomadas, ainda temos uma grande perda de produtividade em virtude do stress calórico. Para enfrentar essa situação fazem 4 anos que a Cotribá lançou um novo conceito no mercado: Ração Cotribá Verão.

A Ração Cotribá Verão foi especialmente desenvolvida para fazer frente aos desafios gerados pelo calor. São duas fórmulas: Ração Cotribá Verão Pasto e Ração Cotribá Verão Confinamento. Elas combinam todos os benefícios da já consolidada Ração Linha Master Cotribá, que tem em sua composição uma grande gama de aditivos como Virginiamicina, Monensina Sódica, Biotina, Óleos Essenciais, Levedura, Algas Marinhas, Bicarbonato de Sódio, Óxido de Magnésio, Biossurfactante baseado em lisofosfolipídeos, com fórmula estendida, apresentando melhor poder de emulsificação e hidrólise das gorduras, Microminerais na forma orgânica, altos níveis de Vitaminas e maior teor de Proteína By Pass, com um Composto Nutricional Redutor de Temperatura e um grande aporte de energia proveniente da Gordura Protegida de Palma, além de uma maior concentração de minerais para repor a perda que ocorre durante os períodos de stress.

Com a inclusão de todos esses aditivos, em concentrações que fomos ajustando ao longo dos anos em que o Conceito Verão da Cotribá está no mercado, garantimos uma ótima estabilidade de pH ruminal, proporcionando mais saúde aos animais. A alta concentração de proteína Bypass associada ao maior aporte de energia vinda principalmente da gordura protegida de palma garante maior produção de leite e melhores índices reprodutivos das vacas.

Graças a sua composição, a Ração Cotribá Verão consegue amenizar as perdas produtivas provocadas pelo calor, pois além de proporcionar mais saúde aos animais ela também tem o efeito de reduzir o stress térmico através de um composto nutricional redutor de temperatura, e com isso temos uma melhora substancial na taxa de concepção das vacas e, consequentemente, maior produção de leite com maiores teores de sólidos.

Quando olhamos para a reprodução das vacas alcançamos ótimos resultados nas propriedades que utilizam a Ração Verão Cotribá, onde conseguimos manter os mesmos índices reprodutivos observados no inverno, garantindo uma melhor distribuição dos partos ao longo do ano, evitando assim a concentração de animais secos durante o verão e proporcionando melhores condições para as filhas dessas vacas, e com isso melhores resultados também das gerações futuras.

Em nosso próximo conteúdo traremos alguns cases que foram observados em propriedades que utilizam a Ração Cotribá Verão há vários anos, com ótimos resultados, mostrando que o investimento em nutrição, quando bem empregado, traz resultados fantásticos para as propriedades de leite.

Rafael Schuster, médico veterinário da Cotribá!

 

Dúvidas? Entre em contato com a Cooperativa Cotribá pelo Box abaixo.

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