Alimentação de vacas leiteiras no início de lactação: posicionamento AgMilk

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Figura 1

Rodrigo Lemos Meirelles

Rodrigo Lemos Meirelles, Nutricionista de Ruminantes da Agroceres Multimix


Entre os fatores que influenciam a eficiência de produção dos sistemas de produção de leite, o custo com a alimentação do rebanho é a mais importante variável dos custos operacionais de produção. A participação dos concentrados e sais mineralizados (minerais e vitaminas) representa de 30 a 40% dos custos operacionais totais, sendo, portanto, os de maior importância.

Para sistemas de produção de leite de média e alta tecnologia, a média de gastos com volumosos é de 17% a 30% dos custos operacionais de produção. Desta forma, considerando os alimentos concentrados, os insumos para a produção de volumosos (fertilizantes, sementes, etc.), mão-de-obra, combustível, maquinários e energia elétrica para produzir, cortar, misturar e fornecer os alimentos aos animais, a alimentação do rebanho pode representar 65% do custo total de produção do leite.

Além da importância econômica, a alimentação de vacas leiteiras é de grande importância por influenciar diretamente o desempenho produtivo dos animais.

Nesse contexto, a alimentação de vacas leiteiras no início de lactação tem sido área prioritária de pesquisas em função da grande importância desta fase para a manutenção da saúde desses animais e das implicações disso sobre o sucesso da atividade leiteira como um todo. O início da lactação de vacas leiteiras é caracterizado por grandes mudanças nas demandas de nutrientes no organismo da vaca leiteira, sendo necessárias coordenadas alterações no metabolismo animal para atender suas exigências nutricionais.

Após o parto, a produção de leite e o consumo de alimentos aumentam consideravelmente em vacas leiteiras. No entanto, a velocidade de aumento na produção de leite é maior do que a velocidade de aumento de consumo de alimentos e, consequentemente, de nutrientes.

Em função dessa assincronia entre a demanda e a disponibilidade de nutrientes, vacas leiteiras são submetidas a períodos de balanço negativo de nutrientes, principalmente energia, proteína e cálcio, no final da gestação e no início da lactação. Para atender a esse estado de balanço negativo de nutrientes, principalmente o balanço energético negativo (BEN), ocorrem adaptações fisiológicas no organismo da vaca.

A adaptação ao BEN consiste em orquestradas adaptações no uso e conservação dos combustíveis corporais. Essas alterações são baseadas na geração de energia a partir de novos compostos (principalmente ácidos graxos), e, ao mesmo tempo, economia na utilização de glicose (energia) por alguns tecidos corporais, principalmente tecidos periféricos como a musculatura esquelética.

Desta forma, existe a necessidade de oferecer adequadamente, qualitativa e quantitativamente, nutrientes nas rações para favorecer o melhor nível de desempenho animal nas diferentes situações de produção. Pode-se incluir também nestas rações diversos aditivos complementares de forma a tentar melhorar ou otimizar o desempenho de vacas leiteiras, especialmente no início de lactação.

Problemas como acidose, laminite, diarréia e queda de consumo de alimentos, são alguns dos distúrbios de ordem metabólica que são usuais em criações de média e alta tecnologia, sendo que o correto balanceamento da dieta, juntamente com a utilização de aditivos, podem ser solução para isto.

O que buscamos é maximizar a produção leiteira, otimizando conceitos de nutrição, conciliando novas tecnologias que possam levar a vaca a expressar o máximo de seu potencial genético. Os entraves encontrados são solucionados com o ajuste fino da dieta e manejo, pois só assim acreditamos contribuir de fato com o crescimento do setor leiteiro no Brasil.

A linha AgMilk desempenha efetivamente este papel, já com alguns anos demonstrando no mercado seu forte e elaborado conceito de nutrição que leva ao homem do campo a máxima produção de leite conciliada com o correto manejo da dieta direcionando todos ao sucesso pleno da atividade.

Fonte: Rennó, F. P. Avaliação do desempenho produtivo de vacas leiteiras no início da lactação. Arquivo Agroceres Multimix, 2010.

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