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Interleite Sul 2018: o contexto para a definição do programa

A produção de leite brasileira, em especial a do Sul do país, se expandiu consideravelmente entre os anos de 2000 e 2015, fruto de uma combinação de fatores que envolveu forte crescimento do consumo interno e políticas de proteção, como as tarifas-antidumping, o limite de cotas com a Argentina e a tarifa externa comum (TEC) do Mercosul.

Apesar do sucesso inequívoco deste processo, o foco praticamente exclusivo no mercado interno, junto à elevação dos custos de produção (aumento dos custos do trabalho, custo de oportunidade da terra, custo de insumos) e à ausência de uma abordagem sistêmica que olhasse para a nossa competitividade como um todo, fez com que, ao longo destes anos, passássemos a ter um custo de produção (refletido no preço do leite) mais elevado do que no início do século. Em outras palavras, assim como em outros segmentos da economia, “o Brasil ficou caro antes de ficar bom”.

Esse cenário se torna mais preocupante ao se considerar que outros países têm feito a lição de casa no sentido de elevar sua competitividade, como é o caso das nações que compõem a União Europeia, bem como os Estados Unidos, que se tornaram exportadores estruturais. Assim, as tradicionais vantagens competitivas, como baixo custo de produção e condições naturais, que compensavam ineficiências na coordenação da cadeia e na produtividade, bem como o chamado “Custo Brasil”, não são mais suficientes, necessitando uma nova agenda que enfrente, de forma propositiva, as causas da baixa competitividade do leite brasileiro.

Esta é a tônica do Interleite Sul 2018. O evento leva em consideração que, aquilo que nos trouxe até aqui não é garantia para nos levar adiante. A constatação dessa realidade nos estimula a propor uma agenda baseada nos seguintes pontos: melhoria da coordenação da cadeia de lácteos, especialmente na relação indústria-produtor; entendimento das razões pelas quais nossa competitividade no cenário mundial é inferior àquela que obtemos em outros segmentos do agronegócio e proposição de políticas setoriais que melhorem esta condição; casos de sucesso de produtores e programas de assistência técnica que possam ser replicados; tecnologia aplicada e economia da produção de leite.

Por fim, o evento parte do princípio de que há um processo de transformação ocorrendo, em que o Sul do país é um dos grandes protagonistas. Nossa visão é que o Interleite Sul, realizado em Chapecó, Santa Catarina, seja o fórum permanente de discussões dessas mudanças, sendo o epicentro do processo de divulgação de informações e de discussões e debates que, em última análise, continuarão a transformar o leite da região em direção a um modelo de grande eficiência técnica, social e econômica. A seguir, o programa – versão preliminar.

INTERLEITE SUL 2018: “Sistemas de Produção e Eficiência Econômica para o Sul do Brasil”

interleite sul 2018

Confira a programação do evento: 

Quarta-feira - 09 de maio

08h00: Inscrições e café da manhã

09h30: Painel de Abertura


Painel 1 - Mercado e Organização da Cadeia do Leite

10h00 Competitividade do leite brasileiro: o que não estamos olhando? Glauco Rodrigues Carvalho, pesquisador da Embrapa Gado de Leite;

10h20 Oportunidades que o Brasil têm para ser competitivo e não aproveita como deveria, a confirmar;

10h40 Papel e visão de futuro pela indústria de laticínios, Marcelo Costa Martins, diretor da Viva Lácteos;

11h00 A Aliança Sul Láctea: agenda de competitividade para o leite do Sul do país, Ronei Volpi, coordenador da Aliança Sul Láctea;

11h20 É possível termos uma relação melhor coordenada entre produtores e indústria? Uma análise da situação atual e possíveis caminhos, Marcelo Pereira de Carvalho, sócio da AgriPoint;

11h40 Debate e Perguntas – Moderação Valter Galan – sócio MilkPoint Mercado;

12h20 Almoço e networking. 


Painel 2 – Tema: Excelência no Compost Barn

14h00 A movimentação em direção ao confinamento via compost barn: números e constatações, Ana Luiza Bachmann Schogor, UDESC, Chapecó;

14h40 Manejo da cama em compost barn: como não errar? Eduardo Pinheiro, FMVZ/USP;

15h20 Questionamentos e debate com o público;

15h40 Milk break e networking. 


Painel 3 – Tema: A transformação do leite no Sul do país

16h10 Terceirização de atividades como forma de otimizar a propriedade familiar e ganhar eficiência, Christiano Nascif, Labor Rural, Viçosa/MG;

16h50 Otimização de resultados pela intensificação de pastagens no Sul do país, Renato Serena Fontaneli, Embrapa Trigo, Passo Fundo/RS;

17h30 Gestão de pessoas e sucessão rural: um caso real de superação e sucesso, Emerson Vriesman, produtor de leite, Carambeí/PR;

18h10 Questionamentos e debate com o público;

18h30 Término do primeiro dia. 


Quinta-feira, 10 de maio

Painel 4 – Tema: Assistência técnica visando o novo contexto da produção de leite no Sul do país

08h15 Chegada dos participantes;

08h30 A visão e os resultados práticos da Emater/RS, Jaime Eduardo Ries;

08h55 A visão e os resultados práticos da Emater/PR, Paulo Tadadoshi Hiroki;

09h20 A visão e os resultados práticos da Epagri/SC, Carlos Mader Fernandes;

09h45 A visão e os resultados práticos do Senar/SC, Olices Santini;

10h10 Debate entre os participantes;

10h45 Milk break e networking. 


Painel 5 – Tecnologia aplicada (patrocinadores Diamante)

11h15 Syngenta;

11h35 Apresentação técnica 2 - a definir;

11h55 Apresentação técnica 3 - a definir;

12h15 Perguntas (15 min);

12h30 Almoço e networking.


Painel 6 – Tema – Economia da produção de leite

14h00 O que os melhores do leite estão conseguindo no Sudeste e Centro-Oeste? Quais as razões desse sucesso? Paulo Rafael Lemos Amaral, zootecnista da Cifra Leite, Uberlândia/MG;

14h40 O que os melhores do leite estão conseguindo no Sul do país? Quais as razões desse sucesso? Wagner Beskow, Transpondo;

15h20 Caso de sucesso de produtor: Renato Acker, Cândido Godói (RS);

15h40 Caso de sucesso de produtor: a confirmar;

16h00 Caso de sucesso de produtor: Sedimar Zanquettin, São Lourenço do Oeste (SC);

16h20 Questionamentos e debate com o público (30 min);

16h50 Término.


Em breve, o site do evento estará no ar e as inscrições já estarão abertas! Aguarde mais informações! 
 

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ALOÍSIO BASTOS LO FEUDO

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/01/2018

Estes eventos são importantes, mas é preciso união dos produtores e decidir que politica de administração adotar. Com custos elevados, o leite produzido a pasto é a melhor opção no momento. E não adianta o produtor reclamar e não haver união e uma palavra só. Lembrem que a produção desenvolve a industria que gera emprego nas fabricas. Então está tudo ligado na cadeia produtiva.Se o produtor quebrar é menos um cliente a adquirir produtos e equipamentos do agronegócio. Todos tem que voltar seus olhos para isso e decidir uma politica de preços, dentro da maior lei de mercado que é a da oferta e procura. Outra coisa é o marketing voltado pra isso. Muito fraco.
ADEMIR LUIZ TASSI

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/01/2018

Não vejo perspectiva de melhora para o leite. Tivemos melhora das condições para a Argentina exportar para o Brasil, industrias que pagam cada vez menos pelo leite. Ministério da agricultura muito fraco. Não resta outra alternativa, se não for parar com a atividade.