Intensificação da produção de leite por meio do uso sustentável de pastagens tropicais é a solução para altos custos de alimentação
E uma boa maneira de tornar o negócio competitivo é tirando proveito das condições tropicais e sub-tropicais que o Brasil possui, aproveitando principalmente o grande potencial produtivo das gramíneas tropicais em sua produção. Mas para isso os profissionais precisam ficar atentos aos conhecimentos necessários que precisam ter ao adotar este tipo de produção, para que não haja prejuízos em larga escala para o meio ambiente e a qualidade de seu rebanho.
Publicado por: MilkPoint
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E uma boa maneira de tornar o negócio competitivo é tirando proveito das condições tropicais e sub-tropicais que o Brasil possui, aproveitando principalmente o grande potencial produtivo das gramíneas tropicais em sua produção. Mas para isso os profissionais precisam ficar atentos aos conhecimentos necessários que precisam ter ao adotar este tipo de produção, para que não haja prejuízos em larga escala para o meio ambiente e a qualidade de seu rebanho.
No evento AgriPoint Gestão Leite 2008 - "Sustentabilidade Ambiental na Cadeia Produtiva do Leite", que acontecerá entre os dias 31/07 e 02/08, na cidade mineira de Uberlândia, quem vai apresentar uma palestra sobre este assunto é Sila Carneiro da Silva, Professor da ESALQ/USP, que abordará principalmente as oportunidades e riscos da utilização de pastagens tropicais na alimentação dos animais.
O palestrante diz que pretende traçar um panorama geral do que é produzir em pastagens e o que isso representa ou pode representar. Segundo ele, a idéia será apresentar aos participante do evento as oportunidades para o correto manejo deste sistema de produção e as condições onde normalmente se cometem erros, que acabam por resultar em danos às plantas, ao solo e aos animais, degradando o ambiente pastoril e iniciando-se um ciclo vicioso que pode resultar na degradação do pasto.
"Produzir animais em pasto requer conhecimento e é necessário estar preparado para gerir corretamente o sistema. Pretendo demonstrar como fazer o uso adequado de plantas e animais respeitando suas necessidades biológicas, seus ritmos de crescimento e desenvolvimento, utilizando exemplos de nossas próprias plantas forrageiras. E para finalizar, farei recomendações de uso e listarei pontos que devem ser refletidos, incluindo as mudanças de paradigmas", diz o palestrante.
"As pessoas que estão predispostas a produzir leite em pasto, ao assistir esta palestra terão a oportunidade de conhecer esta alternativa, que seguramente possui o menor custo de produção (se devidamente executada), apelo de produção ecologicamente correta e que propicia o bem estar animal", afirma o professor Sila Carneiro da Silva.
O palestrante Sila Carneiro da Silva é engenheiro agrônomo, com mestrado pela ESALQ/USP e doutorado em Pasture Agronomy - Massey University, Nova Zelândia. Atualmente participa de 8 projetos de pesquisa, coordenando 6 destes, sendo a Zootecnia sua área de atuação, com ênfase em ecofisiologia de plantas forrageiras e ecologia do pastejo.
Sila Carneiro, que já participou de 18 eventos no exterior e 38 no Brasil, acredita que o tema deste evento traz um aspecto muito importante para a cadeia produtiva do leite como um todo, uma vez que determina a produtividade, lucratividade e a competitividade da atividade pela importante ótica da sustentabilidade ambiental. Este é um ponto importante e que poderá ser uma das barreiras comerciais a ser enfrentada em futuro próximo, caso o Brasil ganhe mais expressão no cenário mundial como produtor e exportador de leite e de lácteos.
Serviço:
AgriPoint Gestão Leite 2008
Palestra: Intensificação da produção de leite por meio do uso sustentável de pastagens tropicais, dia 01/08, das 9:10 às 9:50 horas. Professor Sila Carneiro da Silva - Professor da Universidade de São Paulo - ESALQ
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BAMBUÍ - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 23/07/2008
Quando acontece uma alta de preços de insumos para alimentação, tem-se como a salvação da lavoura, a produção tropical. Tão logo o preço volta a patamares aceitáveis, a tecnologia tropical é deixada de lado, para uma próxima emergência. Funciona da mesma forma que a produção de volumosos para a seca.
Precisamos ter consciência desta triste realidade, para mudá-la.
O leite tropical é uma atividade econômica sustentável e viável, que tem possibilidade de proporcionar rendimentos superiores a R$ 1.000,00/ha/ano.
Portanto basta uma união de técnicos e produtores para que esta realidade ultrapasse os muros universitários e de centros de pesquisas e alcance as propriedades rurais brasileiras.
Contra isso não há subsídios, protencionismo ou qualquer outra forma de competição (desleal) que possa nos vencer.
Vamos acreditar no campo verde e amarelo, com tecnologia verde e amarela.