Os inoculantes para silagem são iguais?
Inoculantes bacterianos são aditivos utilizados na confecção de silagens com o objetivo de corrigir alguma "falha" que a cultura ensilada apresenta. As culturas podem não fermentar adequadamente ou serem susceptíveis ao processo de deterioração aeróbia (quando são atacadas por mofos).
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A fermentação inadequada apresentada por determinadas culturas pode ser guiada por três grupos de microrganismos: as leveduras, os clostrideos e as enterobactérias. Desse modo, inoculantes com características distintas devem ser aplicados para poder controlar o problema de forma pontual, pois aqueles que controlam as leveduras não atuam contra clostrideos e enterobactérias.
A deterioração aeróbia, segunda fonte de perdas apontada anteriormente, é ativada por algumas espécies de leveduras (na maioria das vezes diferentes daquelas relacionadas a fermentação). Então, o inoculante deve apresentar especificidade contra tais microrganismos, pois após o aparecimento deles surgem os mofos finalizando o processo de deterioração. Por exemplo: A bactéria Lactobacillus buchneri é recomendada no controle da deterioração por ser muito efetiva contra leveduras e fungos filamentosos (mofos); contudo, não é efetiva no controle de clostrideos, por exemplo.
Para fixar um prego ninguém utiliza chave de fenda, pois há uma ferramenta denominada martelo para conduzir tal tarefa. Assim devemos fazer com os inoculantes bacterianos recomendados para a produção de silagens.
Para finalizar, lembrem-se que qualquer aditivo deve ser utilizado de forma estratégica, ou seja, somente quando algum problema existir. Pois é possível confeccionar silagens de alta qualidade sem o uso desses produtos. Lembrem-se também que para um inoculante ser eficiente vários fatores precisam estar em sintonia, tais como: dose a ser aplicada, homogeneidade com a forragem, condições ambientais no momento da aplicação e acima de tudo aquilo que discutimos neste texto: compatibilidade com o problema a ser enfrentado.
Material escrito por:
Thiago Bernardes
Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - MG. www.tfbernardes.com
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MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 04/01/2016
Muitos não se preocupam com a colheita no momento certo, compactação, vedação, tempo para fechar o silo, mas utillizam o inoculante como "salvador da pátria".
Não que sua utilização seja ineficiente, mas deve ser vista como um fator no conjunto de todas as outras ações.

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 01/01/2016
LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 28/12/2015
Jamais o odor alcoólico será adequado para a silagem. Quando isso ocorre é porque microrganismos indesejáveis predominaram durante a fermentação, o que reduz o valor nutritivo do alimento.
Qualquer silagem deve apresentar odor agradável sem haver predominância de odor alcoólico, acético ou pútrido.
Att,
Thiago Bernardes

JOAQUIM TÁVORA - PARANÁ
EM 24/12/2015
Sempre tenho ouvido de produtores rurais que trabalham com ensilagem que:" um produto final, para ser bom precisa apresentar cheiro de cachaça (alcólico). Não me lembro bem, mas, há alguns dias li que essa fermentação alcoólica não é adequada. Ela indica perda de qualidade nutritiva da ensilagem . O que disso é muito ou verdade?