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Silagem de milho: Qual é o tamanho ideal da partícula?

Neste momento, muitos produtores estão colhendo o milho para silagem ou irão colher a partir do próximo mês. Quando a colhedora vai para o campo, a equipe necessita decidir como a máquina irá processar a planta de milho, gerando o que chamamos de tamanho de partículas.

No passado, ouvíamos a recomendação de 1 cm, 2 cm, 3 cm e por vai..., ou seja, uma maneira bem simplista de se resolver uma questão que não é tão simples assim. Afinal de contas, como devo regular a colhedora?

Se as tuas vacas recebem silagem apenas como “suplementação” ao pasto, ou seja, não estão confinadas, a única missão é regular a máquina para que os grãos sejam processados, podendo inclusive pulverizar as partículas.

Contudo, se as tuas vacas encontram-se confinadas o desafio é maior. Por que? Do campo até chegar ao cocho, a silagem terá que interagir com diversos componentes. O primeiro é o tipo de colhedora (autopropelida ou tracionado por trato). Colhedoras autopropelidas possuem os recursos que a nutrição de ruminantes requer atualmente, enquanto as colhedoras tracionadas se limitam a menos tecnologia.

Depois de pronta, a silagem será removida do painel e, neste momento, a remoção pode ser feita com o uso de fresa, o que pode reduzir o tamanho da partícula. Posteriormente, a silagem será colocada no vagão misturador que, dependendo do modelo, também pode reduzir o tamanho das partículas. Somado a interação com estes equipamentos, nós temos que avaliar quais serão os demais ingredientes da dieta que irão interagir com a silagem de milho, principalmente os fornecedores de energia. Por exemplo, a troca de milho seco moído por silagem de grãos irá afetar o sítio de digestão de amido na vaca (deslocando mais amido digerido para o rúmen), o que aumenta o risco de distúrbios metabólicos, como acidose.

Portanto, a decisão pelo ideal tamanho de partícula passa por uma avaliação bem mais criteriosa do que muitos imaginam. Uma vez que os aspectos acima foram avaliados, a ferramenta que nós temos para direcionar o tamanho de partículas é o uso das peneiras, sistema criado pela Universidade da Pennsylvania em 1996. Atualmente, o conjunto é composto pelas peneiras com crivo de 19, 8 e 4 mm e o fundo. De forma geral, o objetivo é maximizar a retenção na peneira de 8 mm (65-75%) e, o restante (35-25%), distribuídos nas demais peneiras. Caso a colheita seja feita por uma colhedora autopropelida, há a possibilidade de mover parte da quantidade (15%) que ficaria na peneira de 8 mm para a de 19 mm, porém as partículas necessitam ser uniformes, conforme exemplificado na Figura 1. Partículas desuniformes e longas na peneira de 19 mm causam seleção, o que afeta negativamente o desempenho (Figura 2).

THIAGO FERNANDES BERNARDES

Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - MG.
www.tfbernardes.com

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LEANDRO EBERT

GUAPORÉ - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 31/01/2020

Thiago! Muito boa e sintética avaliação! Só uma observação: em sistemas a base de pasto, não é tao simples assim tbm. Enquanto que silagens mais finas diminuem o efeito substitutivo ao pasto, permitindo maior consumo do primeiro, associada a ele, também não servem como bom substituto em casos de períodos de baixa oferta de forragem, como em vazios forrageiros. Se a silagem é usada como complemento em caso de baixa oferta de forragem, é melhor possui silagem tbm com as partículas adequadas ao teste das peneiras, com fibras fisicamente efetivas. Senão, nesses períodos será necessária outra fonte de volumoso que forneça essa fibra, geralmente mais caras, como feno.
JOÃO LEONARDO PIRES CARVALHO FARIA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/01/2020

O uso criterioso de uma peneira da Penn State é um dos maiores desafios à campo para os nutricionistas!