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Utilização de cruzamentos em bovinos leiteiros

POR NATHÃ CARVALHO

E EMMANUEL VEIGA DE CAMARGO

NATHÃ CARVALHO E EMMANUEL VEIGA DE CAMARGO

EM 06/01/2017

8 MIN DE LEITURA

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Sobre a prática de cruzamentos nas espécies de interesse zootécnico, Kinghorn (2006) afirma que as indústrias de bovinos leiteiros e de ovinos de lã são exceções devido à disponibilidade de uma excepcional raça pura em cada indústria. Embora seja uma estratégia consagrada em espécies como aves, suínos, ovinos de corte e bovinos de corte, a adoção de cruzamentos na bovinocultura leiteira ainda não é difundida na mesma intensidade, mas vem sendo impulsionada principalmente nas regiões tropicais.

Nos trópicos as raças taurinas puras apresentam na maioria das vezes, problemas de sobrevivência e menores índices produtivos (VACCARO, 1990). Nessas localidades, já é histórica a utilização de cruzamentos entre zebuínos (Bos taurus indicus) e taurinos (Bos taurus taurus) para a produção de animais mestiços com maior adaptabilidade e consequentemente, melhor desempenho.

No entanto, diversos autores em diferentes partes do mundo relatam a superação de limitações relacionadas à fertilidade, saúde e sobrevivência, rusticidade e adaptabilidade, facilidade de parto, resistência a mastite e composição de sólidos no leite em rebanhos resultantes de práticas de cruzamento tanto de raças zebuínas com taurinas, como aqueles ocorridos entre raças taurinas. Knob (2015) pressupõe que o cruzamento entre raças pode, através da complementaridade e do vigor hibrido, melhorar o desempenho do rebanho aumentando a lucratividade da atividade leiteira.

A produção de leite na faixa tropical do Brasil está alicerçada na utilização de mestiças de taurinos com zebuínos, que respondem por uma proporção estimada na ordem de 80% da produção nacional (LEDIC e TETZNER, 2008). Na pecuária leiteira brasileira, os mestiços são aqueles animais conhecidos por serem derivados do cruzamento de uma raça taurina pura, como por exemplo, a Holandesa, com uma raça zebuína, como por exemplo, a Gir Leiteiro (EMBRAPA GADO DE LEITE, 2005). Para Mariante et al. (2003), animais mestiços, de vários grupos sanguíneos, oriundos do cruzamento de diferentes raças taurinas e zebuínas, correspondem a cerca de 95% do número de vacas ordenhadas no Brasil.

Madalena (2012) ressalta que no Brasil, os sistemas de produção predominantes são baseados em pastagens com suplementação e com vacas mestiças, ordenhadas com apojo do bezerro. Acrescenta ainda que os produtores estejam mantendo um rebanho mestiço (durante décadas) na ordem de 16 milhões de vacas, sendo um dos maiores rebanhos mestiços do mundo. Mariante et al. (2003) reforça que a produção de gado de leite na parte tropical do Brasil está baseada majoritariamente em animais mestiços de Bos taurus taurus x Bos taurus indicus, sendo o Holandês a principal raça taurina. Ratificando, McManus et al. (2008) observaram melhores desempenhos nas características produtivas com animais ½ Holandês/Gir e ¾ Holandês/Gir em Goiás, relatando que a exploração de sistemas de cruzamento pode beneficiar o desempenho produtivo e reprodutivo da atividade leiteira.

Conforme Miranda e Freitas (2009) existem resultados de pesquisas científicas mostrando heterose para produção de leite variando de 17,3% até 28% nos cruzamentos entre animais da raça Holandesa e animais das raças zebuínas. Em trabalho descrito por Madalena (2012), baseado na avaliação do desempenho de mais de 600 novilhas de diferentes graus de sangue do cruzamento de Holandês vermelho e branco com zebuínos Guzerá, produzidas pela Embrapa e distribuídas em 67 fazendas cooperadoras da região sudeste, os resultados mostraram efeitos relevantes da heterose na produção de leite, de proteína e de gordura, fertilidade, mortalidade, vida útil, peso, peso/altura, preço da vaca de descarte e resistência aos carrapatos, principalmente em propriedades de baixo nível de manejo.

O cruzamento entre raças especializadas vem ganhando destaque em diversos países, com ênfase para a Nova Zelândia, onde o cruzamento entre animais das raças Jersey e Holandês é largamente utilizado (KNOB, 2015). De acordo com a autora, esta prática envolvendo estas duas raças também é uma das mais disseminadas pelo mundo. Felippe (2013), acrescenta ainda que atualmente os animais cruzados já predominam nos rebanhos neozelandeses com 40,8% do rebanho, ficando à frente do Holandês puro, que representa algo em torno de 38,2%. 

cruzamentos de bovinos leiteiros
Estima-se que atualmente 40,8% dos rebanhos neozelandeses sejam de animais cruzados, principalmente Holandês x Jersey

A abordagem de Neto et al. (2013) corrobora ao observar resultados sobre incremento na lucratividade com a utilização de cruzamentos entre raças especializadas, principalmente Holandês x Jersey, em sistemas de produção baseados em pastagem na Nova Zelândia. Já na Dinamarca, Sorensen et al. (2008) relataram heterose substancial (+18%) para a vida produtiva de vacas mestiças em comparação com vacas de raça pura.

Conforme o estudo, a heterose para características de valor econômico para três tipos de cruzamentos foi superior a 21%. A pesquisa dinamarquesa concluiu que o cruzamento sistemático contribui para um aumento substancial do desempenho econômico dos sistemas de produção leiteira, mostrando claramente que existe heterose para as características economicamente mais importantes na produção de leite, cujo ganho adicional obtido é mais pronunciado para as características funcionais. Além disso, os níveis de consanguinidade (endogamia) apresentaram um rápido aumento na maioria das raças de leite e o cruzamento entre raças pode ter um ótimo efeito para reduzir este impacto nas propriedades comercias de leite (WEIGEL e BARLASS, 2003).

De acordo com Weigel e Barlass (2003) alguns produtores americanos passaram a realizar experiências com cruzamento entre raças por causa da preocupação com fertilidade, facilidade de parto, saúde e longevidade em seus rebanhos de raças puras. Heins et al. (2006) reforçam em sua publicação que o declínio da fertilidade e sobrevivência de vacas Holandesas puras tem levado a um aumento de produtores adeptos a utilizar cruzamentos. Na Nova Zelândia, país referência em produção de leite, Neto et al. (2013) ressaltaram que com a viabilidade da implantação de políticas de pagamento por componentes do leite, somado à crescente preocupação com sanidade e fertilidade, observou-se maior interesse pelo cruzamento. Nesse país, experimentos mostraram que os sistemas de cruzamento adotados determinaram maior lucratividade por animal e por área (PIZZOL, 2012).

Pesquisas sobre o desempenho econômico de raças alternativas de taurinos (Bos taurus taurus) em cruzamentos, nos sistemas de produção brasileiros aparecem como uma necessidade premente (MADALENA, 2012). De acordo com Neto et al. (2013) esforços de pesquisa sobre cruzamentos entre raças leiteiras especializadas foram intensificadas nos países de pecuária leiteira avançada. Conforme o autor, apesar da intensificação atual de estudos sobre o tema, ainda existe diversas lacunas de conhecimento a serem preenchidas.

Em razão das perdas já mencionadas, em especial nos rebanhos puros, Ledic e Tetzner (2008) sugerem que se deve tentar a utilização de diferentes raças taurinas nos cruzamentos, em especial, as raças que estão sendo selecionadas para aumento de sanidade de úbere e aumento de sólidos totais. Os autores citam como exemplos as raças Jersey, Sueca Vermelha e Branca, Simental e Normanda. Cabe salientar, que exatamente estas raças, têm sido amplamente utilizadas em estratégias de cruzamentos com o Holandês em diferentes partes do mundo, inclusive no Brasil. Também se observa a utilização das raças Norueguesa Vermelha, Montbeliárde, Pardo Suíço, Ayrshire e Guernsey. Entre as zebuínas, o Gir Leiteiro, o Guzerá, o Indubrasil e o Sindi (principalmente no Nordeste) são as raças mais utilizadas para a produção de F1 leiteiras pelos produtores brasileiros (LEDIC e TETZNER, 2008). 

cruzamentos de bovinos leiteiros
No Brasil, a grande maioria dos animais ordenhados são oriundos do cruzamento entre zebuínos Gir Leiteiro e Holandês

Alguns produtores do Sul do Brasil, observando a utilização de cruzamentos entre raças especializadas no exterior, iniciaram programas de cruzamentos em suas propriedades (NETO et al., 2013). Em estudo realizado por Knob (2015) nos estados de Santa Catarina e Paraná, com um criador que cruzou vacas Holandesas com Simental, as fêmeas meio sangue apresentaram maior produção de leite, com maior qualidade, mediante menor escore de células somáticas e maior teor de sólidos, além de desempenho reprodutivo superior. De acordo com Neto et al. (2013), esses produtores buscam nas possibilidades de cruzamentos solucionar deficiências nos rebanhos da raça Holandesa referentes à composição do leite, saúde, fertilidade, longevidade e facilidade de parto.

Nos próximos artigos, discutiremos de forma mais ampla e profunda os impactos da utilização de cruzamentos em rebanhos leiteiros comerciais.

Referências bibliográficas

FELIPPE, E. W. Comparação de vacas mestiças das raças Holandesa x Jersey com vacas puras quanto à eficiência produtiva e reprodutiva. 2013. 55 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal)-Universidade do Estado de Santa Catarina, Lages, 2013.

HEINS, B. J.; HANSEN, L. B.; SEYKORA, A J. Calving difficulty and stillbirths of pure Holsteins versus crossbreds of Holstein with Normande, Montbeliarde, and Scandinavian Red. Journal of Dairy Science, v. 89, n. 7, p. 2805–10, jul. 2006a.

KINGHORN, B. Melhoramento Animal: Uso de novas tecnologias. Piracicaba: FEALQ, 2006. 367 p.

KNOB, D. A. Crescimento, desempenho produtivo e reprodutivo de vacas Holandês comparadas às mestiças Holandês x Simental. 2015. 100 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal)-Universidade do Estado de Santa Catarina, Lages, 2015.

LEDIC, I. L.; TETZNER, T. A. D. Grandezas do Gir Leiteiro: O milagre zootécnico do século XX. Uberaba: 3 Pinti, 2008. 324 p.

MADALENA, F. E. A contribuição da F1 de gado de leite e as estratégias de sua utilização. In: Simpósio Brasileiro de Melhoramento Animal, 9., 2012, João Pessoa: SBMA, 2012. Disponível em: < https://sbmaonline.org.br/anais/ix/palestras/pdf/Palestra01.pdf>. Acesso em 26 set. 2012.

MARIANTE, A. S.; McMANUS, C.; MENDONÇA, J. F. Country report on state of animal genetic resources Brasil. Brasília: Embrapa Genetic Resources and Biotechnology, 2003. 121 p. (Documentos, 99).

McMANUS, C. et al. Características produtivas e reprodutivas de vacas Holandesas e mestiças Holandês × Gir no Planalto Central. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 37, n. 5, p. 819-823, 2008.

MIRANDA, J. E. C.; FREITAS, A. E. Raças e tipos de cruzamentos para a produção de leite. Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2009.12p. (Circular técnica 98).

NETO, A. T.; RODRIGUES, R. S.; CÓRDOVA, H. A. Desempenho produtivo de vacas mestiças Holandês x Jersey em comparação ao Holandês. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v.12, n.1, p. 7-12. 2013.

PIZZOL, J. G. D. Comparação entre vacas da raça Holandesa e mestiças das raças Holandesa x Jersey quanto à sanidade, imunidade e facilidade de parto. 2012. 55 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal)-Universidade do Estado de Santa Catarina, Lages, 2012.

SØRENSEN, M. K. et al. Invited Review: Crossbreeding in Dairy Cattle: A Danish Perspective. Journal of Dairy Science, v. 91, p. 4116–4128, 2008.

VACCARO, L.P. Survival of European dairy breeds and their crosses with zebus in the tropics. Animal Breeding Abs, v. 58, p. 475-494, 1990.

WEIGEL, K. A; BARLASS, K. A. Results of a producer survey regarding crossbreeding on US dairy farms. Journal of Dairy Science, v. 86, n. 12, p. 4148–54, 2003.

NATHÃ CARVALHO

Zootecnista formado pelo Instituto Federal Farroupilha (campus Alegrete/RS) e discente do Programa de Pós Graduação em Zootecnia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (área de Melhoramento Genético Animal).

EMMANUEL VEIGA DE CAMARGO

Médico Veterinário e Doutor em Zootecnia pela UFSM. Docente do Instituto Federal Farroupilha (Alegrete/RS), onde é professor do curso de Zootecnia.Coordenador de produção e orientador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Ruminantes na mesma instituição

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LUCAS BRANDÃO-GONÇALVES

OURO VERDE DO OESTE - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 17/01/2017

Nathã Carvalho e Emmanuel Veiga de Camargo, obrigado pelo artigo.  Eu particularmente moro em uma região um pouco complicada. Ivinhema, região sul do MS. As terras são bem pobres, os custos de reforma de pastagem são bem altos, há muitos carrapatos, faz calor e a seca é braba. A tecnologia e os serviços oferecidos para atividade leiteira são praticamente inexistentes. Eu crio Jersey. São ótimos animais, relativamente rústicos. Mas ainda assim sofrem um pouco com o calor e parasitas. Há muito tempo venho pensando em fazer uns cruzamentos com Sindi. Penso em selecionar uma linhagem mais leiteira que conseguir. Acredito que um dia vou conseguir animais com melhor taxa de conversão, resistência ao calor e ectoparasitas. Vou testar alguns graus de sangue, mas pretendo puxar mais para o Jersey.

Muitas pessoas, principalmente grandes produtores e funcionários de fazendas, que possuem muito mais recursos, acabam criticando e vendo de forma negativa essas possibilidades. É preciso levar em conta a realidade de cada produtor. No meu caso prefiro animais mais equilibrados e com tendência a maior rusticidade. Entendo que a produtividade média cai, mas os custos e os problemas com os animais caem tbm. Cada um tem que ajustar seu rebanho ao que melhor satisfaça seus objetivos pessoais.

A vida é feita de experiências, o progresso vêm da curiosidade, tentativas e erro. Não precisamos nos fechar em exemplos dos EUA. Temos aí citados outros países importantes na área, onde os produtores fazem cruzamentos. Vou arriscar alguns testes, se der certo ok. Se não bola pra frente, farei outros.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/01/2017

Prezados Natã Carvalho e Emmanuel Veiga de carvalho: Enquanto estivermos discutindo cruzamentos entre bovinos de raças leiteiras, os Estados Unidos da América, que, via de regra, não trabalham com animais cruzados, estarão, sempre, no topo da produção leiteira mundial, com média individual de mais de quarenta litros/animal/dia, e, o Brasil, com sua pífia média de produção individual de menos de sete litros/animal/dia.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK - FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

SELEÇÃO DE GADO HOLANDÊS

=HÁ DOZE ANOS PRODUZINDO QUALIDADE=

https://www.fazendasesmaria.com
JOSEPH H. KRAMER

ANGATUBA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 10/01/2017

O discursão sobre raças e cruzamento no gado de leite já e muito antigo desde 1970 quando vem de primeira vez para Brasil e depois de 1983, quando comecei trabalhar na produção de leite já existe. A pergunta se deve fazer que você quisesse produzir, qual são suas condições técnica física, qual clima você tem.  Vacas com alta produções têm maior exigências. Produção depende de genética e basicamente de consumem de alimentos. Este significa a quantidade de quilos de matéria seca consumido e a qualidade destes. O limite de produção de leite depende de capacidade  de ingerir as nutrientes. Este limite de ingerir depende de tipos de volumosas que tens disponível, suplementos de grão e subprodutos normalmente não são limites. Fatores climáticos são outros limites na produção. O desenvolvimento da tecnologia e melhoramento genética vez a produção de leite subir por vaca. Vinte anos atrás começamos falar de stress calórico, trabalhava nas cooperativas de região de Campos gerais de Paraná, falava de stress calórico lá, duvidaram que lá tivesse e hoje que fazem! Assim sempre se falavam que um Gir-Holanda seria mais resistente. Mas com quanto leite por dia, com que porcentagem de sangue Holandês. No meu ver este discursão vai longe o resposte deve ser para produtor qual e a resultada econômica que do meu gado de leite. Este depende por mais ou menos 70%  de manejo, alimentação e ambiente.
ELOISIO FERNANDES

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/01/2017

artigo muito bem colocado,sou adepito em fazer o girolando,mas estou querendo fazer um cruzamento gir com gersei,acho que vai ser um estouro no leite,que vc acha.
IGOR TOBIAS PAULA

AUGUSTINÓPOLIS - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/01/2017

Outr cruzamento bom e o nelore com pardo suiço. Tenho vacas que  produzem de 8 a  10,5  a pasto.

E ainda produzem excelentes animais pra corte
RAFAEL TOBIAS

PALOTINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 06/01/2017

Nathã / Emmanuel



Parabéns! ótima revisão teórica do assunto.

Temos visto na prática, bons resultados em relação a reprodução e relação custo de produção usando o cruzamento Holandês e Jersey. É um animal que se adapta muito bem a um regime de produção onde se tenha maior exploração de áreas de pastagens.

Pensando em reposição interna de plantel, qual seria a recomendação de vocês quanto a acasalamento desta vaca 1/2 sangue sem prejuízos as gerações futuras?



Obrigado
MilkPoint AgriPoint