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O silêncio dos pequenos impactos é o mais danoso

POR ROBERTA ZÜGE

NA MIRA

EM 09/07/2013

1 MIN DE LEITURA

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No ultimo sábado pude aceitar o convite e visitar a propriedade do Sr. Armando Rabbers, de Castro, Paraná. Ele ficou conhecido por ser o primeiro produtor de leite a possuir uma sala de ordenha robotizada na América do Sul.

Acredito que este acontecimento, e a história do produtor, já tenham sido amplamente divulgados em diversas mídias. Claro que o robô chama a atenção e enche os olhos. A complexidade do sistema é algo que atrai e instiga. Mas, antes de chegar ao equipamento, ao menos para mim que já conhecia similares fora do Brasil e, com uma visão de foco em conformidade, outros itens foram mais impactantes.

Ao estacionar o carro já se percebe que é uma fazenda diferenciada. Um cuidado com organização já se nota antes mesmo de apear do veículo. Placas e avisos são facilmente visualizados e há uma organização marcante. Foi uma das poucas propriedades leiteiras que, na minha primeira visita, possuía controle de roedores, por meio de iscagem em caixas específicas. Algo pequeno e de baixo custo, mas que pode ocasionar impactos silenciosos e prolongados no rebanho leiteiro.

Avisos de proibido fumar

 
 
Depois de uma ótima conversa, com direito a assistir as vacas serem ordenhadas pelo robô (que deixou minha filha de sete anos fascinada), e verificar o quanto se monitora os índices pelo sistema, uma frase me chamou a atenção, não somente pelo conteúdo, mas por sempre ouvir de outro produtor, Geraldo Calmon, da Fazenda Cananeia- propriedade igualmente impecável, “Tentamos errar menos”.





Estes dois produtores, que acredito não se conhecerem, buscaram novas tecnologias para atender suas demandas. Do mesmo modo que o Rabbers, o Calmon robotizou a alimentação de suas vacas e investe, igualmente como o primeiro, no tratamento adequado dos dejetos gerados na produção, buscando aliar tecnologias que atendem as necessidades vigentes.

Independente da capacidade de investimentos, algo realizado pesadamente em ambas as propriedades, há ações, de baixo custo, que podem ser tomadas, como o gerenciamento profissional da propriedade. As duas propriedades sabem os caminhos que querem trilhar e quais os meios que irão buscar para atingir seus objetivos. Também possuem uma visão sistêmica da produção, identificando os distintos elos que integram o complexo sistema de produção de leite no Brasil.


ROBERTA ZÜGE

Membro do CCAS.
Consultora técnica em fazendas e industrias de alimentos com foco no atendimento a requisitos legais e normas de qualidade. Coordenou o projeto da norma Brasileira de Certificação de Leite (MAPA/Inmetro).
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DJALMA LINDOLFO FERREIRA BRANCO

ITAPERUNA - RIO DE JANEIRO

EM 12/07/2013

Parabéns ao produtor e a autora por nos reportar isso, isso é capricho.
ADRIANO HENRIQUE DO N. RANGEL

NATAL - RIO GRANDE DO NORTE - PESQUISA/ENSINO

EM 11/07/2013

Parabéns Roberta,pelo artigo,pelo que observei em seus comentários,apesar da utilização de recursos tecnológicos de ponta,existe algo ainda mais importante que é o compromisso em fazer melhor.
SIDNEY

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/07/2013

Eu adorei esta noticia. A foto também me impressionou. Fico feliz de ver iniciativas assim e claro fico doido para copiar.
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