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Pedilúvio: 7 erros que você não deve cometer

EDUCAPOINT

EM 14/09/2018

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O pedilúvio nada mais é do que uma caixa contendo uma solução de desinfetante que tem o objetivo de desinfetar a pele próxima ao casco e o casco propriamente dito do animal.

O pedilúvio mais utilizado no Brasil é o pedilúvio de passagem:



Nesse tipo de pedilúvio, os animais passam em fila indiana, na saída da ordenha, no caso de animais em lactação. São duas caixas pelas quais o animal passa, uma contendo água e outra, desinfetante.

Os melhores desinfetantes para serem usados em pedilúvios são os de alta capacidade de desinfecção, mesmo em ambientes sujos. Os dois principais desinfetantes com essas características são: formol e sulfato de cobre.

O formol é mais barato, o que lhe confere uma vantagem, mas, por outro lado, por ser volátil, dura menos tempo que o sulfato de cobre.

Sobre a colocação da caixa com água antes da caixa com desinfetante, do ponto de vista prático, isso é pouco eficaz, pois a simples passagem do animal com acúmulo de sujidades na pele por essa caixa de água não remove a sujeira eficientemente.

Existem outros tipos de pedilúvios, como o pedilúvio de passsagem em piquete:



Semelhante ao usado com vacas em lactação, mas para vacas secas e novilhas.

Tem também o pedilúvio de estação:



Nesse caso, os animais não passam rapidamente por ele. Trata-se de uma caixa grande de desinfecção, onde se colocam animais os deixando presos de cinco a dez minutos. Esse sistema é um pouco mais eficiente do que o pedilúvio de passagem.

É bastante comum que haja queixas de produtores relacionadas ao pedilúvio.

Confira abaixo 

1. Diluição inadequada do produto. Seja em sulfato de cobre ou em formol, a solução deve conter de 3 a 5% de desinfetante na diluição. Acima dessa quantidade, o produto pode irritar muito a pele do animal.

2. Mau dimensionamento do pedilúvio. A caixa deve ter em torno de 2 metros de comprimento ou um pouco mais, para que o animal possa dar pelo menos dois passos na solução desinfetante.

3. Quantidade inadequada de animais que atravessam um pedilúvio de passagem. Em uma caixa de 200 litros, o máximo de animais que podem passar são 130. Ultrapassando esse número, as vacas estarão passando por uma solução de sujeira, e os problemas podais começarão a aparecer.

4. Profundidade incorreta do pedilúvio. A solução desinfetante deve alcançar a sobreunha do animal (unha que fica logo acima do casco), já que essa está sujeita a lesões. Existe uma lesão chamada dermatite digital, que é a principal lesão que se consegue prevenir com o uso do pedilúvio. Essa lesão podem acontecer até a altura da sobreunha. Por esse motivo, são recomendados pelo menos 15 centímetros de profundidade para a caixa.
 
5. Acúmulo de sujidade no casco do animal. A camada de sujeira muito espessa impede a ação do desinfetante na pele e em parte do casco, o que diminui a eficácia do pedilúvio.

Confira na foto abaixo um exemplo disso:



Normalmente, as bactérias anaeróbias se aproveitam desse acúmulo de sujeira, que cria um ambiente sem oxigenação para elas crescerem.

6. Frequência do pedilúvio. Para animais em confinamento, o processo feito três vezes por semana (adequadamente, de acordo com os pontos citados acima) é o suficiente para manter a dermatite digital controlada no rebanho. Para aqueles que estão em piquetes, uma vez por semana é suficiente. Em casos de animais que estiveram no barro e com acúmulo de sujeira, o ideal é que os cascos sejam lavados antes de entrar no pedilúvio.

7. Usar o pedilúvio como tratamento de lesões. O pedilúvio é um processo feito para prevenção de lesões nos cascos. Quando um animal já está com alguma irritação, ela primeiro deve ser tratada (seguindo os passos mostrados no curso Técnicas de casqueamento e tratamento das principais lesões de casco em bovinos). O animal ferido não deve passar pelo pedilúvio (idealmente), já que o desinfetante atrasa e prejudica o processo de cicatrização.

Seguindo estes passos corretamente, é possível prevenir a dermatite digital e várias outras lesões em seu rebanho.

Confira abaixo o médico veterinário Péricles R. Lacerda e Silva, explicando sobre o pedilúvio:

 

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