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Como otimizar o espaço físico do supermercado? Parte II

Profissionais que trabalham na gestão de supermercados sabem que é essencial pensar na posição dos produtos nas gôndolas de forma estratégica. Diversos estudos já provaram que essa organização de produtos e de ofertas tem um impacto enorme na decisão de compra do consumidor. Um dos principais pontos de atenção é a altura na qual você irá dispor seus produtos. Itens mais caros e novidades devem estar posicionados sempre à altura dos olhos, para chamar a atenção do cliente. Por outro lado, produtos mais básicos, que você sabe que o consumidor irá procurar podem estar na parte de baixo, um pouco mais escondidos.

Como otimizar o espaço físico do supermercado? Parte II

Também vale posicionar os produtos mais importantes no lado direito do corredor. Por conta do fluxo de movimento que estamos acostumados a fazer, os consumidores tendem a andar pela direita e dar mais atenção aos produtos colocados neste lado. Ainda na gestão de gôndola, é importante seguir o método PEPS ou FIFO (primeiro que entra, primeiro que sai). Ou seja, as mercadorias adquiridas em primeiro lugar devem ter prioridade nas gôndolas, enquanto as compras mais recentes ficam no estoque. Isso evita a perda de produtos.

Utilizando essa “metodologia” para a circulação ou movimentação de produtos, a avaliação do valor dos estoques fica sempre atualizada em relação aos valores da última entrada. O FIFO permite ter um estoque reduzido, diminuindo os custos, gerando reposições constantes de mercadorias e sem a necessidade de se possuir uma alta quantidade de volume em estoque. 

Cross Merchandising

Dentre as estratégias de gôndola mais utilizadas, vale destacar o cross merchandising. Basicamente, é uma tática focada na exposição cruzada de produtos buscando explorar a complementaridade entre os itens, estimulando a compra por impulso. Ao cruzar dois produtos que se complementam, você desperta o desejo de compra do consumidor, que provavelmente não teria esse insight se os dois itens estivessem em locais separados. Por exemplo, ao colocar pacotes de queijo ralado próximos ao macarrão, o consumidor fica tentado a comprar os dois itens, pois essa combinação costuma ser agradável ao público. Porém, se o queijo ralado não estivesse posicionado naquele local estratégico, possivelmente ele seria esquecido pelos clientes.

Além de trazer um melhor resultado nas vendas, o cross merchandising permite um aproveitamento diferenciado do espaço do supermercado. É importante, porém, estabelecer métricas e avaliar constantemente se essas estratégias estão surtindo resultados.

Papel estratégico da tecnologia

Já vimos como a otimização do espaço físico é fundamental na estratégia de qualquer supermercado. Com as táticas apresentadas neste material, é possível melhorar a rentabilidade do ambiente que você tem à disposição. Porém, algumas lacunas ainda precisam ser preenchidas. A princípio, as decisões de organização de layout, prateleiras e produtos será tomada de forma intuitiva, baseada apenas na experiência do gestor. Além disso, o único dado para mensurar a eficácia das estratégias é o fluxo no caixa, que pode trazer métricas distorcidas da realidade. É nesse contexto que a tecnologia pode fazer toda a diferença. Por exemplo, é possível tentar adivinhar quais são os setores menos visitados da loja para tentar otimizar esses espaços. Mas ter na palma da mão um painel com o mapa de calor do supermercado, especificando exatamente quais são as áreas com maior e menor volume de visitantes é bem mais assertivo, não é?

Isso já é possível através de soluções desenvolvidas por algumas empresas, como a Novidá. A empresa distribui alguns sensores pelo estabelecimento que, via wi-fi, são capazes de monitorar toda a jornada do cliente dentro da loja. Assim, além do mapa de calor, a tecnologia mensura o número de visitantes ao longo dos dias, número de pessoas que passam à frente do estabelecimento, tempo de permanência na loja, número de clientes novos e recorrentes, setores relacionados, e muito mais.

Todos esses dados são extremamente importantes para ajudar gestores supermercadistas a tomar as melhores decisões na hora de rentabilizar o espaço físico de suas lojas. Afinal, se a otimização de espaços deve levar em conta a experiência de compra do cliente, nada melhor que saber exatamente qual é a jornada que ele percorre dentro do supermercado, certo? Além de levantar dados que anteriormente eram desconhecidos, a tecnologia também faz grande diferença na gestão dos seus produtos e ambientes. Falamos sobre a importância de se preocupar com o mix de produtos, mas como ter o controle exato da quantidade de itens em cada gôndola e evitar a perda pela data de validade?

O Sistema ERP da Bluesoft, por exemplo, faz esse monitoramento em tempo real, de forma rápida e simples. Com uma solução em nuvem, a ferramenta facilita todo o processo de gestão de supermercados. Na palma das mãos, você tem o mapeamento da loja com a indicação de quais produtos estão em quais gôndolas situadas em quais corredores. Além de monitorar, o software também analisa e traz insights interessantes para o negócio. Por exemplo, ele é capaz de fornecer metas de vendas a partir da receita dos últimos meses, alertar quais produtos se esgotaram no ponto de venda mas ainda estão no estoque, analisar em quais horários e dias determinado produto é mais vendido, entre outras informações.

Portanto, ao aliar um ERP a uma solução de fluxo de clientes, o volume de dados, informações e insights que você pode gerar é gigantesco. As estratégias de marketing e operações finalmente deixarão de ser tomadas de forma intuitiva e, o melhor, serão integradas! Com dados reais sobre seu negócio, você terá ferramentas para otimizar ao máximo o ambiente físico da sua loja. O futuro do varejo passa obrigatoriamente pela tecnologia. Quem não se adaptar a essa realidade deve ficar para trás. Que tal começar agora a tomar decisões inteligentes e rentabilizar ao máximo cada área do seu supermercado?

Leia a 1ª parte deste artigo abaixo:

Como otimizar o espaço físico do supermercado? Parte II

ANDRÉ FARIA GOMES

CEO na Bluesoft em São Paulo, Trainer na Adaptworks, Mentor da Liga Ventures e Investidor na Wow Aceleradora. Bacharel em Sistemas de Informação pela FIAP e MBA Executivo pela Universidade de Pittsburgh.

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