A "teoria de higiene": estamos no caminho certo?
Seção Probióticos: "Se você como eu é fascinado por ciência e tecnologia, deve concordar comigo que o mundo tem feito avanços importantes. Como eu trabalho com a área de alimentos (especialmente os lácteos), destacaria as inovações que nos permitiram ter alimentos mais saudáveis e mais seguros. Desta forma [...]", por Adriane Antunes, Docente da Faculdade de Ciências Aplicadas-FCA/UNICAMP.
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Mas um achado é intrigante: o fato de se observar em diversos países o aumento em casos de alergias, doenças respiratórias e autoimunes. Será que os dois fatores teriam associação? Segundo alguns estudiosos aparentemente sim. Foi dado o nome de “teoria da higiene” para a hipótese de que com alimentação e ambiente mais limpos, existe um menor estímulo do sistema imune, e por consequência, essa falta de estímulo, poderia gerar desbalanços responsáveis pelas referidas doenças.
Diante disso fica o questionamento. O que devemos fazer? Retroceder na higienização e sanitização? Abandonar os cuidados das boas práticas de produção para obtenção de alimentos? Nada disso!!! Especialmente para a cadeia de laticínios sabemos da enorme importância dos cuidados de higiene na obtenção do leite e dos seus derivados! O que devemos fazer é estimular o sistema imune com as bactérias ou leveduras “amigas”, que são os probióticos! Devemos trocar as bactérias que vem “da sujeira” por aqueles que foram isoladas e intensivamente estudas, obtendo reconhecimento de serem seguras.
Desta forma, sabendo que probióticos e lácteos fazem uma boa dupla, fica o incentivo para que surjam novos produtos e que façamos consumo regular de lácteos probióticos.
Referências bibliográficas
LERAYER, ALDA L S ; ANTUNES, A. E. C. ; OLIVEIRA, M. N . Microrganismos Probióticos: definição, seleção e caracterização de culturas. In: Alda Lerayer; Bruno Barreto; Dan Waitzberg; Edmundo Baracat; Gianfranco Grompone; Hélio Vannucchi; Jean-Michel Antoine; Maricê Oliveira; Sender Miszputen. (Org.). IN GUT WE TRUST. 1ed.São Paulo: Sarvier, 2013, p. 1-42.
Material escrito por:
Adriane Elisabete Antunes de Moraes
Docente da Faculdade de Ciências Aplicadas-FCA/UNICAMP. Graduação em Nutrição (UFPEL), Mestrado em Ciência e Tecnologia Agroindustrial (FAEM/UFPEL), Doutorado em Alimentos e Nutrição (FEA/UNICAMP), Pós Doutorado no TECNOLAT/ITAL.
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LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 05/10/2015
Tem muito conteúdo no próprio site da MilkPoint para você aprofundar nesses assuntos.
Abraços
Adriane

CEARÁ - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 05/10/2015
MUITO TEMPO QUE NÃO VOLTO À CAMPiNAS.,MAS GOSTO DE LER SOBRE PROBIÓTICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA e HIGIENE ALIMENTAR
gostatia sim de me aprofundar sobre o assunto..
Muito obrigada
Amgelica CINTRA
LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 29/09/2015
Receba um abraço
Adriane

GOIÂNIA - GOIÁS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 28/09/2015

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL
EM 27/09/2015
As idéias são essas mesmas, precisamos amadurecer a gestão da qualidade em nossas cadeias produtivas de alimentos, principalmente do leite. E em paralelo, como a Adriane colocou, precisamos investir na tecnologia dos probióticos. E o leite oferece muitas oportunidades em ambas as linhas de trabalho.
LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 24/09/2015
Concordo plenamente com suas palavras!
Receba um abraço
Adriane

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 24/09/2015
Bom artigo, siga em frente.
sem qualidade e como premissa, no leite nunca chegaremos a lugar algum,
particularmente se desejamos exportar.
Por outo lado , é inadimissivel consumirmos leite e derivados de baixa qualidade.
LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 23/09/2015
Agradeço suas palavras. Como professora de Higiene e Microbiologia dos Alimentos segurança dos alimentos é uma de minhas bandeiras. Mas como nutricionista tenho que reconhecer que o sistema imune precisa de estímulo. Então, repito, vamos trocar "microrganismos da sujeira" por probióticos.
Receba um abraço
Adriane

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL
EM 23/09/2015