Direto ao Ponto Mastite: possíveis origens do problema e como tratá-lo

A mastite é uma das principais doenças da bovinocultura leiteira, por isso é necessário minimizar os seus efeitos e ocorrência, saiba mais.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 3 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 4

Já sabemos que a mastite é a doença mais importante em bovinocultura de leite e a que traz maior impacto (prejuízo/perda de receita) para o produtor. Por isso, deve-se fazer o máximo possível para minimizar os efeitos e a ocorrência da doença. 

Mas, antes de falarmos sobre como controlar a mastite na propriedade, é importante deixar claro que esta é uma afecção que nunca será erradicada do sistema, apenas controlada e minimizada (diminuição da quantidade de casos). Isso acontece devido à epidemiologia da doença e aos diversos patógenos que podem estar envolvidos em sua origem.

Logo, para conseguirmos controlar a mastite, é necessário entender onde estão estes agentes na fazenda – ou seja, os reservatórios – e como eles chegam até o úbere das vacas. 

Basicamente, qualquer microrganismo que consiga invadir o canal do teto, colonizar o úbere e, por consequência, causar uma reação inflamatória, pode ser considerado um causador da mastite. Contudo, esses microrganismos são divididos em duas categorias principais: contagiosos e ambientais. 

Os agentes contagiosos são aqueles que se especializaram e são mais adaptados à glândula mamária dos bovinos, conseguindo permanecer-se por mais tempo causando infecção (muitas vezes subclínica). 

Logo, em geral, o reservatório destes microrganismos são as próprias vacas infectadas, que vão transmitir para as outras durante a ordenha. Entre os principais patógenos contagiosos estão: Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, Corynebacterium bovis e Mycoplasma.

Já os agentes ambientais, como o próprio nome diz, estão presentes no ambiente da fazenda e vão infectar os animais principalmente no pós-ordenha, quando os esfíncteres dos testos ainda estão abertos. 

Estes microrganismos normalmente são menos adaptados à glândula mamária, causando inflamações mais intensas e com sinais clínicos mais visíveis (mastite clínica). Este grupo é representado principalmente por Streptococcus uberis, coliformes, Staphylococcus não-aureus, Klebisiella spp., algas e leveduras.

MastiteEntendendo agora como a mastite acontece, é preciso adotar medidas para evitar a infecção nos animais, levando em consideração a forma que o patógeno é transmitido. O primeiro passo é identificar quais animais estão com mastite e quais microrganismos são os responsáveis pela doença na sua fazenda. Isso pode ser feito por meio de exames e testes, dos quais falamos melhor no texto anterior.

Caso o microrganismo que esteja infectando seu rebanho seja um patógeno contagioso, o primeiro passo é segregar o animal e impedir que ele transmita para o restante dos animais. Para isso, uma estratégia muito utilizada é a chamada linha de ordenha, que consiste em separar um lote com mastite e ordenhá-los por último. 

Caso na sua fazenda esteja ocorrendo um surto de mastite ambiental, é importante fazer uma inspeção criteriosa do ambiente (camas, pasto, sala de espera, qualidade da água utilizada, acesso dos animais a lagos, rios etc.). Isso vai ajudar a determinar a origem do problema e promover um ambiente limpo e confortável para os animais. 

Uma estratégia muito utilizada para minimizar os casos de mastite ambiental é oferecer ao animal o trato logo após a ordenha, impedindo, assim, que ele se deite em ambientes contaminados com os esfíncteres ainda abertos.

Outro ponto importante é tratar os animais doentes, de acordo com o agente causador. Para isso, é necessário realizar a cultura microbiológica do leite e, assim saber quais podem ser as melhores bases de antimicrobianos (antimastítico) a serem utilizados.

Além disso, existem outras medidas imprescindíveis para o controle da mastite:

  • Manter um histórico de dados dos animais (CCS individual, casos de mastite prévios, microrganismo causador etc.): isso ajudará na tomada de decisão em relação a descarte de animais crônicos, secagem seletiva, secagem permanente de tetos, entre outros.

  • Pré e pós-dipping: o dipping consiste em imergir os tetos em solução antisséptica antes e após a ordenha. Esse manejo ajuda a eliminar os patógenos que podem estar nos tetos do animal, devido a sujeiras do ambiente ou do leite de outro animal infectado que utilizou a mesma teteira anteriormente. 

  • Terapia de vaca seca: na secagem dos animais, realizar o uso de uma bisnaga de antibiótico para vaca seca para prevenir novos casos e eliminar casos subclínicos. 

  • Uso de selantes de teto: além da antibioticoterapia para vaca seca, utilizar o selante que vai ajudar a manter os tetos “lacrados” durante todo o período seco.

  • Manutenção dos equipamentos da ordenhadeira: de acordo com as orientações do fornecedor.

 

Oferecimento:

Cepravin  Selante Masti-SealMastijet

Para saber mais clique aqui.

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 4

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?