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Investir em melhoramento genético é uma das chaves para elevar a taxa de lactação e obter mais lucro

Elevar o percentual de vacas em lactação ainda é um desafio para muitos produtores que buscam resultados mais lucrativos, mas não sabem qual o segredo para aumentar a taxa de animais em produção de leite em relação ao total do rebanho. Na Fazenda Campo Alegre, localizada no município mineiro de Patos de Minas, região Alto Paranaíba, a 460 km de Belo Horizonte, esse é um problema do passado. Na propriedade, a taxa de lactação em vacas é de 87,6%, o melhor resultado dentre as fazendas avaliadas na edição número 11 do Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB), o que conferiu à Campo Alegre destaque no suplemento que acompanha a edição 11 do IILB, o “Campeãs do Leite”.

Uma prova da eficiência obtida pela propriedade é que a média da taxa de vacas em lactação apurada nas propriedades que fazem parte do Top 10% do IILB é de 84,6%. Esse desempenho é ainda melhor quando comparado à média geral de todas as fazendas do perfil 1 que fazem parte do estudo, que é de 82%.

A história da fazenda Campo Alegre teve início em 1997 com ordenha balde ao pé. Ao longo dos anos foram várias transformações e, com muita determinação e foco, a fazenda cresceu. A propriedade possui uma ordenha de 12 conjuntos com extração automática, onde são feitas três ordenhas com três funcionários em cada uma, com produção média, no período avaliado pelo IILB 11, de mais de 21 mil litros de leite por dia, em dois barracões Compost Barn.

Usuário do sistema Ideagri, o proprietário da Campo Alegre, Luiz Alexandre, conta que a receita para alcançar crescimento constante é evolução genética, aquisição de rebanho, determinação e foco. “Sempre busco o melhor resultado com custo-benefício apropriado e uma gestão eficiente, baseada em fontes de dados para a tomada de decisões”, afirma.

Para conseguir uma taxa de 87,6% de vacas em lactação em relação ao total de vacas, também podem ser destacados como pontos-chaves da Fazenda Campo Alegre alimentação balanceada, conforto térmico, calendário sanitário e cuidado com a saúde e bem-estar dos animais, embasados na consultoria técnica de um zootecnista e um veterinário.

Além disso, a taxa de prenhez é muito ajustada e a utilização de um facilitador de secagem, empregado junto com a interrupção brusca da ordenha por volta de 53 dias, proporciona efeitos positivos na saúde do úbere e no bem-estar das vacas, refletindo, assim, na produção de leite da próxima lactação. O manejo de secagem é realizado só por período de gestação, secando poucos ou nenhum animal por baixa produção, animal vazio não fica no rebanho, é descartado.

A produção de leite por vaca registrada na Fazenda Campo Alegre no período avaliado pelo IILB foi de 33 litros por dia. O rebanho é de Perfil 2 (intermediário, com 75 a 93,75% de genética europeia). Havia 651 vacas em lactação à época da análise.

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