Importações acumuladas ainda são 55% maiores que em 2016

Nos três primeiros meses do ano as importações de lácteos somaram cerca de 404 milhões de litros de leite equivalente, cerca de 55% a mais do que no mesmo período de 2016; no mesmo período, as exportações, medidas em equivalente-leite, tiveram um aumento bastante modesto, de 2,6%, em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

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Nos três primeiros meses do ano as importações de lácteos somaram cerca de 404 milhões de litros de leite equivalente, cerca de 55% a mais do que no mesmo período de 2016; no mesmo período, as exportações, medidas em equivalente-leite, tiveram um aumento bastante modesto, de 2,6%, em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Apesar de tudo, o ritmo dos importados parece começar a cair, com o saldo da balança comercial apresentando a terceira queda consecutiva do ano. Em março, em termos de volume, o déficit foi de 10,5 mil toneladas, valor 16% menor em relação ao de fevereiro. Já em termos de valores, o déficit foi de 38,5 milhões de dólares, apenas 1% menor em relação ao último mês.

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto. Fonte: MDIC.

Exportações e importações por categoria de produto

Neste mês, o volume importado caiu 5% em relação a fevereiro, totalizando 15,8 mil toneladas. Em termos de valores, a queda foi de 3% e o total foi de US$51,9 milhões. A redução foi observada, principalmente, no volume de leite em pó integral e desnatado. O total das importações do produto em pó integral foi de 7,5 mil toneladas, enquanto que o do pó desnatado foi de 2,6 mil toneladas. Estes valores são 23% e 4% menores que o volume adquirido em fevereiro, respectivamente.

Vale ressaltar que a menor produção nos principais países fornecedores do Brasil, a Argentina e o Uruguai, impactou na queda do volume adquirido de leites em pó. Do produto argentino o montante importado foi 16% menor e as importações a partir do Uruguai foram 26% menores.

Em relação às exportações, as movimentações foram positivas. Em março, o volume exportado foi 29% maior em relação a fevereiro, totalizando 5,2 mil toneladas. Por outro lado, o valor pago mostrou queda, de 8%, totalizando US$ 13,4 milhões.

Avaliando as importações em equivalente-leite, o volume importado acumulou 117,8 milhões de litros, valor 12% menor em relação ao mês passado. Já comparado com o mesmo período do ano anterior, março de 2016, as importações apresentam uma queda maior, de 15%. As exportações, por sua vez, totalizaram um volume em equivalente-leite de 27,9 milhões de litros, que foi 8% maior em relação a fevereiro. Mas, quando comparado com março de 2016, esse volume é 86% superior.

O saldo na balança comercial de lácteos em equivalente-leite também apresentou queda no mês de março. O déficit foi cerca de 90 milhões de litros, 16% menor que o mês anterior e 27% menor que o mesmo período de 2016. Estes dados podem ser verificados no gráfico 1 a seguir:

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial de lácteos em equivalente-leite (milhões de litros/mês). 

Saldo mensal da balança comercial de lácteos em equivalente-leite (milhões de litros/mês)


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Marcello de Moura Campos Filho
MARCELLO DE MOURA CAMPOS FILHO

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/04/2017

Uma cadeia produtiva tem a força de seu elo mais fraco,



Um crescimento de 55% nas importações e de apenas 2,7% nas exportações do primeiro trimestre com relação ao mesmo período do ano anterior evidencia as grandes dificuldades do nelo mais fraco da cadeia produtiva de leite e derivados, o produtor de leite.



O brasil a décadas não produz o suficiente para abastecer seu grande mercado interno. Imaginem como estaria a importação se a crise interna não tivesse reduzido a demanda por lácteos!!



No País do agronegócio, a cadeia produtiva de leite e derivados continua sendo o patinho feio. Será que nunca vamos aprender o que fazer para reverter este quadro?



Marcello de Moura Campos Filho


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