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Quanto custa produzir cordeiros?

VÁRIOS AUTORES

PRODUÇÃO

EM 20/10/2009

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A pergunta "quanto custa produzir..." é muito comum, e o que mais se escuta em eventos, palestras e conversas entre produtores. A questão é: como responder de forma correta e segura???

Em primeiro lugar, para se ter a resposta de qual é o custo de produção há necessidade de coleta de dados na propriedade e de organização dos mesmos para gerarem informações úteis aos cálculos.

Em segundo lugar deve-se ter em mente: o que é o custo de produção! Quando se fala em custos, há diversas classificações: custo variável, fixo, operacional efetivo, operacional total, custo total de produção, etc. Aqui já surge a primeira problemática... Qual desses custos deve ser usado nas análises?

Portanto, tendo em mãos as informações necessárias e a metodologia de cálculo a ser utilizada, pode-se calcular o custo de produção, que pode ser da atividade como um todo, por hectare, por matriz, por cordeiro, por quilo, entre outros.

É muito importante ter em mente que o custo de produção normalmente é feito para uma propriedade, sendo dessa forma, específico para a mesma que cria animais sob determinadas condições específicas. Qualquer alteração no processo produtivo ou em preços acarretará em mudanças no custo produtivo. Por isso, deve-se ter muita cautela ao comparar propriedades diferentes. Isso até é possível, desde que se tomem alguns cuidados e seja avaliada com critério a metodologia de cálculo empregada.

Agora vamos a alguns exemplos, já que os leitores esperam alguns números em reais como base. Os custos apresentados são de sistemas de terminação de cordeiros realizados no Laboratório de Produção e Pesquisa (LAPOC) da UFPR, sendo custo de um ano, com uma estação de monta. O cálculo foi realizado para um rebanho de 150 ovelhas numa área de pastagem cultivada (capim Tifton e azevém) de nove hectares em três sistemas e sete no confinamento. Quatro sistemas distintos foram realizados:

1. Cordeiros terminados ao pé da mãe em pastagem, sem o desmame;
2. Cordeiros desmamados precocemente (45 dias) mantidos em pastagem e suplementados com concentrado com 20% PB em 2% do seu peso por dia;
3. Cordeiros desmamados precocemente (45 dias) mantidos em pastagem e suplementados com concentrado com 20% PB à vontade;
4. Cordeiros desmamados precocemente (45 dias) e confinados em aprisco suspenso com dieta composta por 60% de silagem de milho e 40% de concentrado com 20% PB.

Para o cálculo do custo optou-se por utilizar o Custo Total de Produção, ou seja, aquele que considera todos os itens relacionados à atividade e também os encargos financeiros (juros, custo de oportunidade do capital investido). Os itens considerados foram:

- Alimentação
- Medicamentos
- Pastagem
- Energia elétrica
- Conservação das benfeitorias
- Conservação de máquinas
- Impostos e taxas
- Mão-de-obra temporária
- Mão-de-obra permanente
- Juros sobre capital de giro
- Custo com compra de animais
- Despesas gerais
- Depreciação das benfeitorias
- Depreciação de máquinas
- Depreciação da pastagem
- Custo de oportunidade capital investido

Todos esses itens foram devidamente orçados e organizados no software CUSTARE Carne 2009 para gerar um gráfico (Figura 1).

Figura 1. Percentual de contribuição dos componentes do custo no custo total de produção num módulo de 150 ovelhas.
 

 


De todos esses itens, o que apresentou maior representatividade na formação dos custos foi alimentação, por isso, o produtor deve se preocupar em utilizar alimentos de baixo custo capazes de gerar boa produtividade.

O segundo item, custos não-caixa, são aqueles que não representam desembolso para o produtor, mas que em cálculos completos devem ser considerados, tais como: juros, custo de oportunidade do capital investido e depreciação. Deve-se observar que esse custo foi elevado, e se ele não for incluído no cálculo de custo de produção vai apresentar grandes diferenças no lucro obtido. O fato do produtor não considerar esses itens pode levar a uma falsa impressão de lucro, quando na realidade pode estar havendo descapitalização progressiva da empresa rural.

No sistema de cordeiros mantidos em pastagem ao pé da mãe, os custos não-caixa apresentaram maior importância que a alimentação, diferenciando dos demais sistemas.

E o terceiro item de peso em todos os sistemas é a mão-de-obra. Ao somar esses três itens mais representativos, observa-se que ultrapassam 80% do custo total de produção, ou seja, o foco para reduzir custos deve ser nesses itens.

Ao analisar os valores em reais por quilo de cordeiro produzido obtém-se o gráfico abaixo (Figura 2).

Figura 2. Custo total de produção por quilo de cordeiro num módulo de 150 ovelhas.

 

 



O maior custo de produção foi o de cordeiros confinados, sendo o menor, cordeiros terminados em pastagem ao pé da mãe.

O sistema de cordeiros desmamados terminados em pastagem apresentou maior custo por quilo de cordeiro que o sistema com uso de creep feeding. Isso ocorreu porque a mortalidade no sistema de cordeiros desmamados terminados em pasto foi elevada, o que reduziu a produtividade. Já no creep feeding, como a produtividade foi maior, os custos foram diluídos, e mesmo fornecendo concentrado aos cordeiros o custo por quilo de cordeiro foi menor.

Os cordeiros confinados (sistema 4) apresentaram elevado custo de produção devido aos gastos com alimentação e aqueles ligados às benfeitorias (aprisco e depósito de alimentos).
Nesse caso realizado no LAPOC-UFPR sob condições específicas, o menor custo de produção foi para cordeiros terminados ao pé da mãe na pastagem.

Cabe salientar que esse custo não deve ser considerado como padrão entre os sistemas, conforme comentado, qualquer alteração nos custos implicará em resultados diferentes. Itens como custo da terra, mão-de-obra e alimentação são os mais importantes na maioria das propriedades.

O mais importante é o produtor ter ciência de que deve saber seu custo de produção, tanto para saber onde economizar, quanto para saber se o preço pago ao produtor é justo, tendo ferramentas consistentes para negociação. E para chegar nisso, deve-se coletar dados na fazenda e ter conhecimento de métodos de custo de produção. Controlar o fluxo de caixa, entradas e saídas da propriedade, é tarefa árdua, mas a única forma de conseguir estimar custos. O resultado obtido compensa!

E você, leitor, saber quanto custa produzir um quilo de cordeiro na sua propriedade?


Referências bibliográficas

BARROS, C.S.; MONTEIRO, A.L.G.; PRADO, O.R. CUSTARE CARNE 2009. 1 CD-ROM.

CANZIANI, J. R. F. Uma abordagem sobre as diferenças de metodologia utilizada no cálculo do custo total de produção da atividade leiteira a nível individual (produtor) e a nível regional. In: SEMINÁRIO SOBRE METODOLOGIAS DE CÁLCULO DE CUSTO DE PRODUÇÃO DE LEITE, 1., 1999, Piracicaba. Anais... Piracicaba: USP, 1999.

BARROS, C. S., MONTEIRO, A. L. G., PRADO, O. R. Gestão e controle de custos nos sistemas de produção de ovinos e caprinos In: XIV Simpósio Paranaense de Ovinocultura, II Simpósio Paranaense de Caprinocultura, I Simpósio Sul Brasileiro de Ovinos e Caprinos, 2009, Curitiba-PR. Anais do XIV Simpósio Paranaense de Ovinocultura, II Simpósio Paranaense de Caprinocultura, I Simpósio Sul Brasileiro de Ovinos e Caprinos. Curitiba-PR: LAPOC-UFPR, 2009. v.1. p.1 - 13

CARINA BARROS

Médica veterinária
Mestre em Ciências Veterinárias UFPR
Doutora em Nutrição e Produção Animal FMVZ-USP
Pós-doutorado FMVZ-USP
Atuação na avaliação econômica e modelagem

ALDA LÚCIA GOMES MONTEIRO

Coordena o Laboratório de Produção e Pesquisa em Ovinos e Caprinos (LAPOC) da UFPR

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MARCOS ADRIANA KAUTZMANN

PELOTAS - RIO GRANDE DO SUL - OVINOS/CAPRINOS

EM 29/07/2019

O software desenvolvido para controle dos custos está disponível em alguma plataforma? Existe algum custo para obter?
VALERIA

JUARA - MATO GROSSO - ESTUDANTE

EM 23/06/2017

oie boa tarde ... tenho um trabalho para fz sobre carneiros a pasto, seria a msm coisa  este  vc posto??
ISAIAS BEZERRA

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL

EM 10/01/2014

Ola Carina,



Pretendo iniciar na ovinocultura, entretanto tenho duvidas acerca do mercado e também quanto a produção mínima de cordeiros para uma propriedade de nove hectares.
ROBERTO

PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 12/08/2012

Ola carina barros....gostei muito do seu trabalho e as ideis de producao de ovinos....moro na irlanda dublin conheso um pouco de ovelhas ovinos...nao tenho terra e qual seria a melhor forma para iniciar no brasil em goias. Primeira iniciateva  compensa alugar uma terra.  Qual seria a melhor forma
OCTAVIANO ALVES PEREIRA NETO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 14/01/2010

Boa tarde,
Congratulo os autores pelo artigo escrito, o qual vem ao encontro das necessidades da grande maioria dos produtores, novos e experientes. uma pergunta acerca dos custos sanitários.
Os mesmo oscilaram em tornos dos 4-5%, coerente com outras fontes, sendo naturalmente superior nos animais em pastejo, provavelmente referente ao uso de vermífugo, estou correto?
1. Qual o custo nominal da sanidade de cada tratamento (R$)?
2. Foi feito algum estudo de resistência parasitária ou sensiblidade de molécula antihelmíntica para o ambiente em questão?
3. Qual o genótipo predominante? (S. Inês, Suffolk, Texel, Ile de France,...)

Obrigado
Atenciosamente
Octaviano Alves Pereira Neto
ZANDRELI ELIS CATELLI

UNIÃO DA VITÓRIA - PARANÁ - ESTUDANTE

EM 25/12/2009

Prezados autores,
É de grande valia este artigo, principalmente porque no Brasil ainda existem poucas informações sobre criações e custos de cordeiros, e com o mercado crescente, estas informações são cada vez mais necessárias, tanto ao estudante da área, quanto ao produtor.
Parabenizo-as pelo artigo que virá contribuir para a expansão da cadeia produtiva!!
Aguardo os próximos artigos.
Zandreli.
CARINA BARROS

OSASCO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 23/12/2009

Paulo José Sanchez

Agradecemos seus comentários!!!

Como vem acompanhando nossos textos, em janeiro apresentaremos os resultados finais dos experiemntos.

Não deixe de ler!!!
PAULO JOSÉ SANCHEZ

SOROCABA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 19/12/2009

Parabéns pela iniciativa do estudo e também por abordar um tema digno de muita discução, principalmente pela sazonalidade caracteristica de toda atividade produtiva rural.
Como vocês bem abordaram no decorrer da matéria, sobre custo, penso que o profissionalismo envolvendo todos os elos da produção, devem estar ajustados para que todos obtenham resultados positivos.
A indústria, o frigorífico, os pontos de venda entre outros, sabem perfeitamente o seu custo, pois vivem em um mercado competitivo!!!
Todas as informações, confiáveis, nos remetem a um mercado futuro de ovinos muito promissor, porém devemos nos concientizar de que nada adianta produzir sem ter a estimativa de custo! O produtor só terá rentabilidade efetiva se existir um trabalho do lado de "dentro da porteira" capaz de fornecer dados confiáveis.
Parabéns e sucesso nos futuros estudos!

JOAO SIDNEY RICARDO

ACEGUÁ - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 03/12/2009

Carina, mais um a vez te parabenizo pelo trabalho, pois esta é uma area de maxima importancia nas ciencias rurais e na nossa formação academica não lhe é dada a merecida importancia, o que nos prejudica muito profissionalmente, ate nos darmos conta com o tempo.

Embora o enfoque do teu trabalho seja o aspecto economico, as decisoes de manejo influenciam nos resultados tecnicos e economicos, por isto te faço algumas indagaçoes:

Quando os cordeiros foram desmamados com 45 dias, ja estavam adaptados a raçao que passaram a receber apos o desmame? Tambem te pergunto se a silagem nao seria um alimento contra-indicado neste periodo? O numero de ovelhas de cada grupo (em funçao dos cordeiros que morrem, etc.) nao e muito pequeno?

Se o desmame fosse aos 60 dias ou 30 kg os resultados de eficiencia tecnica melhores nao irao alterar os economicos? Obrigado
CARINA BARROS

OSASCO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 30/11/2009

Prezado Rafael, obrigada pelo comentários!

Com certeza é importante para nós sabermos a opnião dos leitores!!!

Continue participando!!!!
CARINA BARROS

OSASCO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/11/2009

Prezado Pedro Nacib Jorge Neto,

Muito boa sua colocação indicando que leu com bastante atenção.

O menor custo de produção que obtivemos realmente foi no sistema de terminação de cordeiros ao pé da mãe na pastagem sem suplementação.

No parágrafo a que se refere eu comento a diferença entre o sistema de creep e o de desmamado terminado na pastagem. São dois outros sistemas diferentes, além dos 4 que estão no gráfico. No gráfico não tem creep, pois os cordeiros foram desmamados e suplementados, o que não caracteriza creep-feeding. Nesse parágrafo comparo cordeiro desmamado temrinado em pastagem com os na mesma pastagem, mas com a mãe e recebendo suplemento em creep-feeding. A afrimação está correta, foi mais caro o kg do cordeiro desmamado que o do cordeiro com creep. Isso porque morreram muitos cordeiros desmamados e ao divididr o custo toal pelo kg de cordeiro produzido o resultado ficou pior.

Entendido? Caso contrário, estou a disposição, basta perguntar!!!

Eu enfoquei mais 4 sistemas nesse artigo e discutiremos os demais em outras oportunidades, e como acabei citando aqui pode gerar dúvida sim!!!

Att.

Carina Barros
CARINA BARROS

OSASCO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/11/2009

Prezado Eduardo Furtado de Azevedo,

Buscando informação de qualidade e fazendo análise de investimento com certeza terá sucesso no seu empreendimento!

Carina Barros
RAFAEL

RIBEIRÃO PRETO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 25/11/2009

Esse tema escolhido foi muito bom!!!! Fico feliz em todo mês receber mais notícias do assunto!!!! Eu li esse artigo mês passado mas não comentei nada.
Depois pensei que vale a pena a gente comentar para perceberam que tem público interessado!!!
EDUARDO FURTADO DE AZEVEDO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS

EM 20/11/2009

Estou, juntamente com um amigo analisando a possibilidade de iniciar uma criação de cordeiros, em uma propriedade rural que possuo perto de BH. A leitura dos artigos aqui publicados estão nos incentivando cada vez mais a levarmos adiante nosso projeto, pois verificamos a seriedade e competência com que são tratados os assuntos. Parabéns !!! Vamos em frente !!!
PEDRO NACIB JORGE NETO

CAMPINAS - SÃO PAULO

EM 19/11/2009

Prezados Autores, gostei bastante deste trabalho. Foi muito bem apresentado num texto introdutório ao que deverão abordar em artigos futuros.

Fiquei com uma dúvida: na figura 2, entitulada "Custo total de produção por quilo de cordeiro num módulo de 150 ovelhas", é dito que o menor custo por quilo é o sistema 1. Dois parágrafos a seguir, é dito: "O sistema de cordeiros desmamados terminados em pastagem apresentou maior custo por quilo de cordeiro que o sistema com uso de creep feeding".

Qual então é o menor custo por kg produzido?

Obrigado,
Pedro Nacib Jorge Neto
Médico Veterinário
AllStock do Brasil
CARINA BARROS

OSASCO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 09/11/2009

Prezado Pedro Alberto Carneiro Mendes,
Nós desenvolvemos um software para controle de Custos específico para os ovinos e caprinos.

Estamos à disposição para trocar conhecimentos e ficamos felizes em saber que as pessoas estão se preocupando com o custo de produção!
CARINA BARROS

OSASCO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 09/11/2009

Prezado Severino Pinto,

Agradecemos sua participação e ficamos felizes em saber que os produtores estão em busca de informação sobre custo de produção, o que é muito importante.

O menor gasto observado no sistema 1 (terminação de cordeiros ao pé da mãe em pastagem sem suplementação) deve-se principalmente ao fato de não haver uso de suplementação concentrada aos cordeiros e mães durante a terminação. Nos sistemas com uso de suplemento para os cordeiros (2, 3 e 4), o gasto com concentrado representou cerca de 40% do custo anual com alimentação dos animais, valor esse representativo no custo de produção. Dessa forma, o concentrado ofertado aos cordeiros foi o que gerou maior gasto nesses sistemas.

Com relação aos gastos com a mantença da mãe, esse foi o mesmo em todos os sistemas. As matrizes foram mantidas sob mesmo sistema de produção, ou seja em pastagem, com flushing (concentrado) antes da monta e suplementação com silagem de milho quando não havia disponibilidade de matéria seca suficiente na pastagem. O manejo entre os sistemas só foi alterado no período de terminação dos cordeiros, no restante do ano foi semelhante entre os quatro sistemas.

Ressalto que esse custo apresentado foi durante um ano de produção, considerando todos os itens possíveis para todas as categorias!

Contamos com sua participação nas demais publicações!


SEVERINO PINTO

PAULA FREITAS - PARANÁ - ESTUDANTE

EM 06/11/2009

Prezados autores, sou produtor novo com quatro meses de experiência e gostaria de saber com relação ao grupo 1 do presente artigo. Por que o grupo um teve menor gasto em relação aos outros grupos? Não devemos considerar também os gastos com a mantença da mãe por maior período de tempo?

Parabenizo pelo artigo,. Explica muitas coisa que produtores pequenos como eu achamos interessante.
Sucesso!
CARINA BARROS

OSASCO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 06/11/2009

Prezado Jorge Colle Roth,
A mortalidade nos sistemas em pastagem ocorreu devido à verminose. Mesmo com cuidados, uso do método Famacha e realização de OPG alguns animais mais sensíveis acabaram morrendo. Os valores de mortalidade obtidos nesses anos são normais para nossa realidade. Esse valor de mortalidade para nós sempre foi muito mais baixo quano os cordeiros estavam com a mãe ou quando desmamados foram suplementados.
Já no confinamento, a mortalidade ocorreu pela eimeriose, sendo que tivemos que realizar tratamento dos animais acometidos e também prevenção com uso de aditivos no concentrado. Também ocorreu um caso de timpanismo que resultou em morte.
CARINA BARROS

OSASCO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 06/11/2009

Prezada Claudia, não deixe de nos informar sobre seus resultados!
Como ressaltamos os resultados mudam conforme o cenário e de repente para sua realidade outro sistema pode ser mais interessante!
Temos interesse em saber!!!