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Proteína na alimentação de ovinos e verminose - Parte II

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PRODUÇÃO

EM 03/11/2009

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Como continuação ao artigo Parte I, o presente artigo apresenta os alimentos utilizados como fonte de proteína para ovinos. Acesse e confira.

Alimentos utilizados como fonte de proteína:

1. Farelo de soja

É uma das melhores fontes protéicas utilizadas na alimentação de animais domésticos. Possui 45 a 47% de proteína bruta; com elevada degradabilidade ruminal, com médio escape do rúmen (by pass) e elevada digestibilidade intestinal. Não possui princípios antinutricionais e pode ser fornecidos a todas as categorias. Como é um ingrediente caro, deve ser utilizado para animais jovens como cordeiros lactentes e desmamados.

2. Farelo de algodão

Fonte protéica de boa qualidade para ruminantes, que pode ser utilizado para todas categorias. No comércio pode ser encontrada com 28 ou 38% de proteína bruta. Sua proteína tem menor degradabilidade ruminal que o farelo de soja e maior proporção de escape. Possui baixo teor de gossipol. Deve ser utilizada quando for mais barata que o farelo de soja ou outro farelo protéico.

3. Farelo de girassol

Possui entre 24-42 % de proteína bruta e baixo teor de óleo. Tem teor energético variado devido a sua composição em fibra. Não possui princípios antinutricionais e pode ser utilizado para todas as categorias sem restrição.

4. Farelo de glúten de milho 22 (Refinasil)

Possui moderado teor protéico, ao redor de 22% de PB de alta degradabilidade ruminal, tem média palatabilidade. Apresenta-se na forma úmida ou seca. Na forma úmida deve-se ter cuidado com o armazenamento, devido a se deteriorar com maior rapidez.

5. Soja grão integral

Rica em óleo e proteína o que lhe confere elevado teor protéico e energético. Possui ao redor de 35 % PB e 83% de NDT, contudo possui toxinas antinutricionais. Tem proteína de médio escape ruminal e elevado índice de aproveitamento pelos animais. Pode ser utilizada em quantidade moderada para animais adultos com rúmem plenamente funcional, pois ocorre detoxificaçao parcial dos seus princípios antinutricionais. Pode ser utilizada em quantidade moderada para animais adultos e em crescimento devido ao seu alto teor de gordura (óleo). Não deve ser fornecida para animais muito jovens, como cordeiros lactentes ou desmamados recentemente.

Pode ser fornecida entre 200-300g/dia para animais adultos, inclusive machos.

O processamento pelo calor inativa as toxinas. Grão de soja tostado é altamente recomendável para todas as categorias e pode ser fornecido inteiro.

6. Resíduo de cervejaria

Este alimento tem médio teor protéico e elevado teor de fibra digestível. Apresenta-se na forma seca e úmida. A forma seca tem 88% de matéria seca (MS) e a forma úmida ao redor de 21% de MS. Possui 23% proteína bruta, com boa qualidade e elevado escape ruminal, o que proporciona maior quantidade de proteína digestível no intestino (PDI). Pode ser utilizados para todas as categorias, inclusive cordeiros e machos reprodutores. O resíduo de cervejaria pode ser fornecido para animais adultos até 4 kg/dia na forma úmida ou 800g/dia da forma seca.

7. Caroço de algodão

Rico em óleo e proteína o caroço de algodão possui também elevado teor energético e bom teor protéico, ao redor de 90% de NDT e 21% de PB, com 66% de proteína digestível no rumem (PDR). É indicado para suplementar dietas com volumosos pobres em proteína, para ovelhas e borregas em crescimento. Nunca usar para machos reprodutores, pois possui gossipol, toxina que causa esterilidade nos machos. Não utilizar em quantidade elevada e por períodos muito prolongados, pois causa danos ao fígado. Fornecer entre 400-600 g /dia para suplementação de dietas pobres em proteína, para ovelhas adultas.

8. Volumosos protéicos

Os volumosos de maior teor protéico são as leguminosas, como a alfafa, o guandu, a leucena, a soja perene, a soja grão pé-inteiro, o amendoim forrageiro, e outros. A amoreira também é uma forrageira rica em proteína e pode ser utilizada em dietas de ovinos, todavia não é leguminosa. Esses volumosos têm entre 15-28% de proteína nas suas folhas. Esta proteína tem elevada solubilidade ruminal e baixo escape.

As leguminosas contêm tanino em teor variável na sua composição. Os taninos diminuem a solubilidade da proteína no rúmen e aumentam seu escape ( by pass) para ser absorvida no intestino. Teores médios de taninos são adequados.

O uso de leguminosas ricas em tanino mostra-se como uma alternativa viável para um sistema de produção intensivo e sustentável, pois há resultados que mostram um efeito positivo para o controle da verminose Os taninos mostraram-se efetivos em várias situações e regiões do mundo no controle dos nematóides hematófagos. Pastagens exclusivas de forrageiras ricas em taninos podem ser incorporadas ao sistema de pastejo rotacionado, levando-se os animais para tais forrageiras em situações de aumento da infecção por nematóides, no final da gestação.

Recomenda-se suplementar dietas a base de cana de açúcar ou outro volumoso pobre em proteína bruta em torno de um terço da dieta com volumosos de alto teor protéico.

9. Ureia

É uma fonte de nitrogênio-não-protéico que pode ser convertido, pelos microrganismos ruminais, em proteína microbiana e ser, assim, aproveitada pelos animais. É altamente solúvel no rúmen, sendo desdobrados em amônia e assim utilizados pelos microorganismos ruminais para seu crescimento. Sua captação e transformação em proteína microbiana dependem do correto fornecimento de energia. Deve ser direcionada, preferivelmente para animais com plena capacidade de fermentação ruminal, como ovelhas e animais em crescimento. Pode compor ração concentrada a base de cereais, como milho, trigo ou cevada, ou ainda polpa cítrica, na proporção de 1% e no máximo 2%. Pode, ainda, ser utilizada para aumentar o teor protéico de volumosos, como silagem de milho ou sorgo, cana-de-açúcar, fenos de qualidade inferior, palhas em geral e pastagens pobres, na quantidade de no máximo 1%.

Animais adultos, quando já adaptados podem consumir até 0,5 g de ureia/kg de peso vivo/dia. Consumo excessivo (10g de uma só vez), por animais não adaptados, pode levar a intoxicação por amônia. Os sintomas de intoxicação por consumo excessivo de uréia são salivação excessiva, incoordenação motora e leva ao óbito. O fornecimento de uréia deve ser acompanhado da utilização de fonte de enxofre (S), na quantidade de 10 partes de N para uma de S (flor de enxofre, sulfato de amônio ou de cálcio), dessa maneira podemos utilizar 8 partes de uréia para duas de sulfato de cálcio ou uma parte de sulfato de amônio.

Não se recomenda a utilização de ureia para cordeiros desmamados precocemente com até 80 dias de idade.

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