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Potencialidades da caatinga: uso de plantas nativas na alimentação animal

PRODUÇÃO

EM 03/03/2015

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Autores do artigo:

Nayanne Lopes Batista Dantas:
Doutoranda do programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária pela UFCG, Patos-PB. E-mail: nayanne.lb@gmail.com.
Bonifácio Benicio de Souza: Zootecnista, Prof. Associado - Bolsista de produtividade do CNPq, UAMV/CSTR/UFCG, Patos-PB. E-mail: bonifacio@pq.cnpq.br.

1 - Introdução

Diante da limitação de recursos forrageiros na região semiárida durante a estiagem, torna-se eminente a preocupação no que diz respeito à alimentação animal neste período. A vegetação caatinga, recurso forrageiro de maior expressão no semiárido, com suas plantas nativas de elevado valor nutritivo, é por sua vez a alternativa considerada mais viável para complementar a dieta animal tendo em vista a escassez de alimentos e o alto custo dos insumos agrícolas.

Considerando-se que a produção animal está relacionada ao consumo, valor nutricional e a eficiência de utilização do alimento disponível, diversos métodos de manejo alimentar têm sido propostos com vista a atenuar o problema nutricional dos rebanhos nos períodos mais críticos do ano.

Os resultados indicam que para melhorar a eficiência da produção dos rebanhos no Nordeste do Brasil é fundamental a utilização de estratégias de alimentação que atendam aos objetivos dos sistemas de criação, devendo-se priorizar planos nutricionais racionais e econômicos. É preconizada a adoção de sistemas eficientes que se adaptem às condições de cada propriedade, com a utilização de forrageiras que estejam disponíveis, buscando sempre a melhoria dos índices zootécnicos e a preservação do meio ambiente (SILVA et al., 2010).

Entre as plantas nativas da caatinga com destacado valor nutricional e bom desempenho em condições adversas, pode-se citar a maniçoba, a faveleira, a jitirana, entre muitas outras. Essas plantas apresentam alta adaptabilidade e tolerância às condições climáticas desfavoráveis e podem ser utilizadas para amenizar o déficit nutritivo dos animais, entre eles os pequenos ruminantes.

Dessa forma, a análise da composição bromatológica das forrageiras da caatinga e de sua aplicabilidade na suplementação dietética de caprinos e ovinos é de suma importância no intuito de prover alternativas para evitar ou minimizar as perdas econômicas dos pequenos produtores rurais nas épocas de seca, promovendo assim a sustentabilidade dos sistemas de produção de ovinos e caprinos.

2 - Composição bromatológica e pesquisas

A jitirana é uma convolvulácea, forrageira nativa da região Nordeste do Brasil, suculenta e com odor agradável, que confere uma ótima aceitação pelos animais, principalmente caprinos, ovinos e bovinos em sistema de pastejo, fazendo parte de sua dieta, sendo encontrada em matas, cercas, clareiras, roçados e em quase todo tipo de solos: arenosos, argiloso, arenoso-argiloso e massapê (LINHARES et al., 2009). Moforlogicamente, a jitirana apresenta porte herbáceo, caule glabroso, folhas alternas membranáceas, palmadas, com sua face ventral e dorsal esparsamente pilosa; inflorescências com 6-9 flores, raramente solitárias; flores alvas; corola campanulada e glabra e fruto cápsula subglobosa (LINHARES et al., 2013).

Por ser uma convolvulácea de fácil adaptação ao clima tropical e por atingir produtividade de fitomassa verde em torno de 36 Mg ha-1 com teores de macronutrientes da ordem de 2,62% N; 0,17% P; 1,20% C; e 1,08% Mg, apresenta-se como importante alternativa para o uso como adubo verde. Pode ser fornecida in natura aos animais ou ainda ser administrada após processos de conservação de forragem como a fenação ou a ensilagem. Sua composição está apresentada nas tabelas 1 e 2.

Tabela 1: Composição químico-bromatológica da jitirana in natura.



Tabela 2: Composição químico-bromatológica do feno e silagem de jitirana.



A produtividade dos rebanhos, nas regiões secas, é muito baixa, destacando-se como fatores determinantes nos sistemas de criação, a baixa disponibilidade qualitativa e quantitativa das forragens durante os períodos de estiagens. Dessa forma, faz-se necessário conhecer as espécies forrageiras nativas da região que poderão possivelmente, serem aproveitadas para a prática da fenação, da ensilagem e serem utilizadas na alimentação de animais durante período seco e de escassez de forragem. (LINHARES et al., 2006).

A jitirana destaca-se como opção forrageira para a região semiárida servindo de base alimentar aos rebanhos durante o período de escassez de forragem. Além disso, os teores de proteína bruta, cálcio e fósforo da jitirana no início da floração atendem às exigências de bovinos, caprinos e ovinos. (LINHARES et al., 2010).

Em suas pesquisas, Linhares et al. (2009) concluíram que a inclusão de níveis crescentes de jitirana na silagem do sorgo melhorou o valor nutritivo desta silagem, produzindo ganhos positivos em proteína bruta, extrato etéreo, energia bruta. Assim, apesar do baixo percentual de matéria seca da forragem verde da jitirana, os percentuais de proteína bruta, resíduo mineral e extrato etéreo, além da produção de massa verde, credenciam esta espécie vegetal como uma boa forrageira.

Arruda et al. (2010) afirmaram haver interação significativa para digestibilidade in vitro da matéria seca e de frações proteicas da jitirana enquanto que não foi observada interação significativa para a digestibilidade in vitro da fração fibrosa da jitirana. Em relação às diferentes idades de corte da jitirana, para a planta in natura, as médias de digestibilidade in vitro da matéria seca variaram entre 71,75 e 53,87%, enquanto, para a planta fenada, as médias variaram entre 61,36 e 50,23%.

Linhares et al. (2006) obtiveram significativa produção de massa verde de jitirana durante o período chuvoso, podendo assim ser utilizada na forma direta no período de produção para a alimentação de caprinos e ovinos, ou posteriormente, na forma de feno e silagens para a alimentação dos mesmos.

Há ainda escassa literatura sobre a composição química e a digestibilidade da jitirana, relacionadas à maturidade da planta e magnitude da lignificação da parede celular, uma característica referente à diminuição nos teores de proteína e ao aumento nos teores de fibra, o que influencia a qualidade nutricional dessa forrageira, tanto na forma in natura quanto na forma de feno, uma vez que existe uma tendência de correlação negativa entre idade da planta e digestibilidade in vitro das frações nutricionais (ARRUDA et al., 2010).

Linhares et al., 2010 destacam que a produção de fitomassa verde da jitirana sofre um aumento à medida que o estádio fenológico se prolonga, atingindo o seu máximo aos 112 dias de desenvolvimento das plantas com produção média de fitomassa em torno de 32 600 Kg.ha-1. De acordo com os autores, a alta produção de fitomassa demonstra a adaptação desta espécie às condições de edafoclimáticas da região semiárida, tendo em vista que a jitirana não foi cultivada, sendo colhida do extrato herbáceo onde ocorre a germinação e desenvolvimento de forma natural.

Arruda et al. (2010) destaca a necessidade na condução de mais estudos para consolidar banco de dados e informações para produtores, técnicos e pesquisadores envolvidos com tais sistemas produção e, por fim, execução de testes in vivo como os ensaios de metabolismo, de desempenho e rendimento produtivo.

De acordo com Lima Júnior et al., 2013, apesar da grande quantidade de material com possibilidade de ser ensilado, a região semiárida ainda é carente em tecnologia de produção. Associado ao material genético pouco especializado, a variação na fitomassa pastejável parece ser o principal fator responsável pelos baixos níveis de produtividade encontrados nas regiões tropicais.

Nessas regiões, a base alimentar dos animais é o pasto nativo; e caracteristicamente essa comunidade vegetal sofre influencia marcante da sazonalidade pluvial. Buscando a redução da influência climática nos sistemas de produção desenvolvidos em regiões semiáridas, as estratégias de conservação de forragem vem sendo recomendadas como principal recurso na tomada de decisão para aporte nutricional do rebanho.

Apesar de a fenação apresentar facilidades operacionais, a ensilagem é o método de conservação mais indicado para as regiões semiáridas, uma vez que a água é conservada na forragem contribui para dessedentação do rebanho. Todavia, a ensilagem é um processo complexo e sujeito a diversos fatores, principalmente a espécie forrageira (LIMA JÚNIOR et al., 2013).

Forrageiras adequadas ao processo de ensilagem devem apresentar características que facilitem o processo de fermentação e a conservação sob anaerobiose, todavia as plantas nativas e adaptadas à região semiárida apresentam algumas limitações. De acordo com estudos, a jitirana é uma forrageira que se presta a ambos os processos de conservação.

3 - Considerações finais

Dado o exposto, pode-se concluir que, entre as alternativas disponíveis para suplementar a alimentação animal na época seca, as plantas nativas têm destacada relevância pela resistência às condições climáticas, pelo baixo custo e pela facilidade de aquisição. A jitirana é uma espécie vegetal que pode ser fornecida in natura aos animais além de também poder ser armazenada em forma de feno ou silagem para posterior utilização sem, no entanto, perder seu potencial nutritivo. Dessa forma, é de extrema importância o fomento e interesse em adquirir conhecimentos que possam ser úteis no que diz respeito ao aumento da qualidade e da sustentabilidade dos sistemas de criação do semiárido brasileiro.

4 - Referências Bibliográficas

ARRUDA, A.M.V.; ALBUQUERQUE NETO, M.C.; LINHARES, P.C.F.; COSTA, M.R.G.F.; PEREIRA, E.S. Digestibilidade in vitro da jitirana com inóculo cecal de avestruzes. Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal, v.11, n.2, p.474-483, 2010.

GUIM, A.; PIMENTA FILHO, E.C.; SOUSA, M.F.; SILVA, M.M.C. Padrão de fermentação e composição químico-bromatológica de silagens de Jitirana Lisa (Ipomoea glabra Choisy) e Jitirana Peluda (Jacquemontia asarifolia L. B. Smith) frescas e emurchecidas. Revista Brasilira de Zootecnia, v.33, n.6, p.2214-2223, 2004 (Supl. 3).

LIMA JÚNIOR, D.M.; RANGEL, A.H.N.; URBANO, S.A.; OLIVEIRA, J.P.F.; ARAÚJO, T.L.A.C. Silagem para vacas leiteiras no semiárido. Agropecuária científica no semiárido, v. 9, n. 2, p. 33-42, 2013.

LINHARES, P.C.F.; SOUSA, A.H.; LIRA, J.F.B. Avaliação das qualidades forrageiras da Jitirana (Merremia aegyptia) e seu potencial uso na alimentação animal. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, v.1, n.1, p.75-79, 2006.

LINHARES, P.C.F.; VASCONCELOS, S.H.L.; MARACAJA, P.B; MADALENA, J.A.S.; OLIVEIRA, K.P. Inclusão de Jitirana na composição químico-bromatológica de silagem de sorgo. Agropecuária científica no semiárido, v. 5, p. 67-74, 2009.

LINHARES, P.C.F.; SILVA, D.L.S.; VASCONCELOS, S.H.L.; BRAGA, A.P.; MARACAJA, P.B. Teor de matéria seca e composição químico-bromatológica da jitirana (merremia aegyptia l. urban) em diferentes estádios fenológicos. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, v. 5, n. 3, p. 255-262, 2010.

LINHARES, P.C.F.; SILVA, M.L.; PEREIRA, M.F.S.; PEQUENO, R.; ASSIS, J.; SILVA, E.B.R. Caracterização morfológica de sementes, plântulas e da germinação de Jitirana (CONVOLVULACEAE). Agropecuária científica no semiárido, v. 9, n. 2, p. 49-54, 2013.

SILVA, N.V.; COSTA, R.G.; FREITAS, C.R.G.; GALINDO, M.C.T.; SILVA, L.S. Alimentação de ovinos em regiões semiáridas do Brasil. Acta Veterinaria Brasilica, v. 4, n. 4, p. 233-241, 2010.



 

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RICARDO ROCHA VIEIRA DE BRITO

RIBEIRA DO POMBAL - BAHIA - OVINOS/CAPRINOS

EM 01/02/2016

Agradeço ao site e principalmente aos pesquisadores Nayanne Lopes Batista Dantas e Bonifácio Benicio de Souza .

Tenho muito interesse em conhecer alternativas de alimentação para bovinos e ovinos na caatinga. Meu pai tem terra em Ribeira do Pombal /BA .

Gostaria de saber se recomendam alguns sites ou grupos de discussão pra que eu acompanhe ?

Grato ,

Ricardo Brito
AMÉRICO LEITE JÚNIOR

FLORESTA - PERNAMBUCO - OVINOS/CAPRINOS

EM 03/12/2015

Parabéns Nayanne, ótima matéria

Há disponibilidade de sementes de Jitirana para comércio?

Na minha propriedade é difícil a localização da Jitirana em fase de reprodução.



Américo L. Jr

Floresta-PE
AILSON JOAO FILHO

FLORESTA - PERNAMBUCO - ESTUDANTE

EM 07/10/2015

Ótima matéria, a muito tempo na lia um conteúdo de tamanha relevância para os criadores do sertão.

Como sugestão gostaria que fosse produzida e posteriormente divulgados uma reportagem com técnicas de utilização da maniçobá, tanto na forma de feno com de silagem bem com sua composição bromatológica, agradecido pela atenção.
PAULO CESAR BASTOS

FEIRA DE SANTANA - BAHIA

EM 09/06/2015



Parabéns aos pesquisadores e autores de importante artigo. Precisamos de novas veredas para o Grande Sertão, como colocar a ciência, tecnologia e inovação em benefício efetivo da  produção.



Não será preciso reinventar a roda. São diversas as pesquisas e estudos sobre a região que repousam nas estantes e/ou nas memórias dos computadores das instituições de ensino e pesquisa. Utilizar na prática esse patrimônio de conhecimento para um desenvolvimento socioeconômico sustentável, produzindo riqueza, reduzindo a pobreza e respeitando a natureza é mais do que necessário, é fundamental.



A oportunidade para alguns chega nos momentos em que outros estão preocupados com a crise. Vamos emparelhar essa crise com a oportunidade. Para isso, vale lembrar

que além da locução é preciso ação. Assim, é imprescindível  uma vontade política da sociedade e dos poderes públicos, municipais, estaduais e federal para um choque de gestão e inovação, adequando os sistemas produtivos à realidade do semiárido  no sentido de   vencer o atraso e garantir o progresso. A hora é agora.
NAYANNE LOPES BATISTA DANTAS

PATOS - PARAIBA - PESQUISA/ENSINO

EM 23/03/2015

Obrigada Cidinei Trajano Silva.
NAYANNE LOPES BATISTA DANTAS

PATOS - PARAIBA - PESQUISA/ENSINO

EM 23/03/2015

Aqui em nosso Estado existe sim Marcos Antonio Brunhara.
NAYANNE LOPES BATISTA DANTAS

PATOS - PARAIBA - PESQUISA/ENSINO

EM 23/03/2015

Obrigada pelas considerações Carlos Dario Araujo Portela.
CIDINEI TRJANO SILVA

PARAIBA - TÉCNICO

EM 21/03/2015

Gostei do trabalho.  Parabéns!

MARCOS ANTONIO BRUNHARA

TABIRA - PERNAMBUCO - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 19/03/2015

gostaria de saber como encontrar ou se existe mudas de jitirana e faveleira
CELSO FERNANDO VEIGA

BARREIRAS - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/03/2015

Bom dia Carlos



Eu também tenho as minhas raízes na caatinga, mas tento ser bem prático no que diz respeito ao uso da vegetação nativa deste bioma para produção animal.

Nós  praticamente não temos nenhuma gramínea "nativa" que possa ser aproveitada na alimentação animal.

Quanto às "leguminosas" nativas com raras exceções quase todas são mimosáceas arbustivas que concentram quantidades grandes de tanino.

O tanino tem um efeito anti nutritivo severo, e dependendo da espécie animal e quantidade ingerida por ela pode até levar à morte.

Acho que o nosso sucesso em produzir numa região semi árida passa pela produção e estocagem de plantas muito resistentes ao stress hídrico como sorgo, milheto, Eleuzina coracana (pé-de-galinha) e as gramíneas como Urocroa e Buffel.

O clima seco é muito apreciado por ovinos e caprinos, contudo são animais exigentes no tocante à nutrição.

CARLOS DARIO ARAUJO PORTELA

TERESINA - PIAUÍ

EM 17/03/2015

Existe inúmeras plantas no NE tanto leguminosas  como gramíneas com elevado valor nutritivo e adaptadas,  o que nós constatamos quando nossos animais ao pastar produzem leite ou carne com grande vantagem em relação aos pasto de semente de   saco. O que não existe é  viabilidades de sementes por parte da pesquisa e por parte do comercio. Precisamos quebrar a dormência entre a planta nativa boa para NE mas sem semente e portanto só resta esperar as próximas  chuvas  e colher esta fartura verdejante, passageira.
NAYANNE LOPES BATISTA DANTAS

PATOS - PARAIBA - PESQUISA/ENSINO

EM 12/03/2015

Agradecemos o interesse e as observações Sr. Celso Fernando Veiga. Estamos à disposição!
CELSO FERNANDO VEIGA

BARREIRAS - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 09/03/2015

Meus parabéns à Dra Nayannne Dantas e o Dr Bonifácio de Souza.

O caminho para uma pecuária produtiva na caatinga passa realmente pela produção de uma reserva estratégica de alimento.

Sem uma produção nas épocas mais chuvosas de alimento que possa ser estocado não hão como explorar racional e economicamente este bioma.

No oeste da Bahia, na região dos vales que formam uma grande bacia hidrográfica a Jitirana é um componente importantíssimo na alimentação dos rebanhos que pastam áreas de mata caducifólia no período da rebrota ou quando acidentalmente são incendiadas.

Parece, no entanto que a procura maciça dos animais pela planta reduz drasticamente sua persistência nas áreas nos anos seguintes.

Quando os animais consomem toda Jitirana antes dela produzir sementes, dificultam  sua persistência no ambiente. Quando sobra algo, e há produção de semente, nota-se um aumento significativo da planta onde houve o pastejo pela viabilidade das sementes após passagem pelo trato digestivo dos animais.

O fato de ser um "cipó" dificulta muito a colheita mecanizada, impedindo de ser cultivada em consórcio com milheto, sorgo ou pé-de-galinha para produção de feno ou silagem.

Torço para que as pesquisas se aprofundem e mais dados sejam publicados.