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Perfil dos países importadores de carne ovina - Parte V de V

PRODUÇÃO

EM 21/12/2010

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Este artigo faz parte do Estudo de Mercado Externo de Produtos e Derivados da Ovinocaprinocultura da editora Méritos. Este trabalho foi viabilizado pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Sistema Agroindustrial, cuja gestão cabe ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC.

Sua execução foi possível graças à celebração de convênio entre a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO) e o MDIC. Elaborado a partir de proposta da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) - representa sinergia entre as ações das Câmaras Setoriais do MAPA e a PDP do Sistema Agroindustrial do MDIC.

O FarmPoint publicará trechos do capítulo Perfil dos Países Importadores e a quinta análise publicada é sobre o México.

Introdução

O México é o segundo país mais populoso da América Latina, com mais de 100 milhões de habitantes. Seu território é em grande parte semiárido, e isso faz do país um dos grandes importadores mundiais de carnes, com os ovinos sendo parte desta rubrica.

Setor primário

A produção ovina e caprina é caracterizada por pequenos rebanhos de baixa produtividade, pouca organização dos produtores e problemas sanitários. Somente 20% das propriedades pode ser considerada como tecnificada ou semitecnificada. É uma atividade explorada pelos agricultores mais pobres, com escassa ou nenhuma tecnologia. Estima-se que cerca de 400 mil famílias dependem das cabras como atividade principal ou complementar. Dos mais de 7 milhões de ovinos, apenas 2,7 milhões são declarados como produtores de lã, mostrando um direcionamento dos animais para a produção de carne. O rebanho de caprinos atinge 8,9 milhões de cabeças, tendo o objetivo principal de produzir carne para subsistência. Deste rebanho caprino, três quartos pertencem a agricultores abaixo da linha de pobreza.

As raças ovinas predominantes são a Pelibuey e a Black Belly, enquanto que a raça caprina principal é a Criollo. Os ovinos para reprodução são importados principalmente da Austrália, enquanto os caprinos puros vêm dos EUA. Apesar da baixa organização da cadeia produtiva, o México tem realizado vendas de ovinos puros para a América Latina, principalmente para o Equador, para a Colômbia e para os países da América Central.

Indústria

A estimativa de abate é de 2,55 milhões de caprinos e de 2,49 milhões de ovinos por ano. A taxa de abate aproximada do México é de 34% ao ano para ovinos e de 29% para caprinos. Uma parcela dos abates mexicanos é realizada a partir de ovinos importados dos EUA. Assim, a distribuição dos abates no país não reflete necessariamente o tamanho do rebanho naquele estado ou mesmo a eficiência dos produtores locais. Os frigoríficos são pequenos e médios e poucas marcas são reconhecidas no mercado local. A produção de carne ovina e caprina vem aumentando nos últimos anos, refletindo o esforço de tornar a cadeia mais competitiva. O peso médio da carcaça ovina atinge 19,4 kg por animal.

Tabela 1 - Produção de carne (mil toneladas).



Aspectos institucionais e organizacionais

Apesar das discussões a respeito da importância em desenvolver a ovinocultura no país e também da implantação de um sistema de tipificação de carcaças, a prática avança pouco, devido às características da cadeia produtiva mexicana, bastante fragmentada.

A Asociación Mexicana de Criadores de Ovinos (AMCO) representa os criadores de animais puros, apesar de ter iniciado uma tentativa nos anos mais recentes de se colocar como representante de toda cadeia produtiva. Em praticamente todos os estados mexicanos existem associações locais que representam os ovinocultores, normalmente ligados às associações de criadores de bovinos.

Existe uma entidade chamada Asociación Mexicana de Técnicos Especialistas en Ovinocultura (AMTEO), ligada a universidades e a empresas de assessoria, que se dedica a promover a atividade em todo o país. A organização da ovinocultura mexicana é conduzida pelo Ministério da Agricultura, em conjunto com a Federação de Agricultura local, em parceria com a AMCO e com a AMTEO.

Em 2002, foi lançado um programa governamental chamado de Sistema Producto Ovino (SPO), que só começou a funcionar efetivamente no final de 2007. O objetivo principal do SPO é desenvolver a colaboração entre os agentes da cadeia produtiva e montar um plano estratégico para a ovinocultura mexicana. Por enquanto, o SPO ainda está muito focado na produção primária, com poucas ações junto à indústria e ao varejo.

O México instituiu em 2006 um sistema nacional para a classificação de carcaças de ovinos, baseada em idade, peso, distribuição de gordura e conformação da carcaça. Com base nestes parâmetros, a carcaça pode receber o carimbo extra, seleta, comercial ou fora de classificação, de acordo com sua qualidade.

Importações

O México mais que triplicou a importação de carne ovina desde 1990, apesar de o volume ter diminuído depois do pico de 56 mil toneladas em 2004.

A importação é constituída quase integralmente de carne congelada, sendo que cortes com osso respondem por três quartos do volume de comércio. Como é de praxe, os grandes fornecedores são a Nova Zelândia e a Austrália. O preço médio pago em 2008 foi de US$ 2.224 por tonelada. O México é também grande importador de ovinos vivos para abate. Foram adquiridos no exterior 98,1 mil em 2008, todos trazidos dos EUA. A média de preço foi de US$ 75 por cabeça.

Tarifas de importação

A importação de carne ovina e caprina é submetida à cobrança de alíquota de 10%. O Brasil, no quadro dos acordos de complementaridade entre países membros da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), é beneficiado pela redução de 20% na tarifas sobre importação. No entanto, estas disposições permanecem apenas teóricas enquanto não existir acordo de equivalência sanitária baseado na aplicação do princípio de regionalização da OIE. Atualmente, o México é um dos países que restringe suas importações de carne de animais de casco fendido aos países onde não há programas de vacinação contra a febre aftosa e não reconhece o princípio de regionalização adotado pela OIE.

O estudo está disponível para download no site da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO) www.arcoovinos.com.br

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