FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

Perfil dos países exportadores de carne ovina - Parte IV de V

PRODUÇÃO

EM 21/09/2010

2
0
Este artigo faz parte do Estudo de Mercado Externo de Produtos e Derivados da Ovinocaprinocultura da editora Méritos. Este trabalho foi viabilizado pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Sistema Agroindustrial, cuja gestão cabe ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC.

Sua execução foi possível graças à celebração de convênio entre a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO) e o MDIC. Elaborado a partir de proposta da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) - representa sinergia entre as ações das Câmaras Setoriais do MAPA e a PDP do Sistema Agroindustrial do MDIC. O estudo está disponível para download nos sites: www.mdic.gov.br, www.arcoovinos.com.br, www.agricultura.gov.br, www.conab.gov.br, www.cnpc.embrapa.br.

A primeira parte, publicada no dia 02/08 no FarmPoint, é referente ao capítulo Perfil dos Países Exportadores - Nova Zelândia. A segunda parte é referente ao mesmo capítulo, porém, o desfecho é sobre a Austrália. A terceira parte é sobre a Índia e esta quarta parte é referente ao Uruguai.

Uruguai

O Uruguai é um país pequeno em extensão, o menor dos exportadores de carne ovina, e com pouca população. A produção primária é importante para o país, respondendo por cerca de 50% das exportações. O setor de carnes - bovina e ovina - responde por 20% das exportações totais do Uruguai. Aproximadamente dois terços dos abates inspecionados tem como destino o mercado externo, mostrando a vocação do país como exportador de produtos agrícolas.

Setor primário

O Uruguai conta com aproximadamente 14,5 milhões de hectares de pastagem (82% da área total do país). Destes, somente 2,5 milhões de hectares são pastagens cultivadas e o restante são pastos nativos. No Uruguai existem cerca de 57 mil propriedades rurais, o que dá uma média de 287 hectares por propriedade. São 18 mil propriedades com mais de 100 hectares que criam ovinos, no entanto, as 10 mil maiores detêm 93% do rebanho ovino do país. A maioria do rebanho de ovelhas está concentrada nas regiões de menor aptidão produtiva ao norte do país, com solos rasos, chamada de zona do basalto. O rebanho ovino uruguaio tem se mantido estabilizado em torno de 10 milhões de cabeças, com variações anuais que refletem as condições climáticas. O país detém o maior rebanho da raça Corriedale no mundo, com mais de seis milhões de ovinos sendo puros ou cruzas. As outras raças significativas são o Merino australiano e a Ideal.

O rebanho uruguaio está passando por uma transformação: um aumento na aptidão para a produção de carne. O percentual de fêmeas se mantém, mesmo com uma diminuição no número de animais. Em comparação com a Austrália e com a Nova Zelândia, a produção primária uruguaia é mais ineficiente, com apenas 70% de índice de desmama de cordeiros.

Figura 1 - Categoria animal no rebanho uruguaio (milhões de cabeças).



Indústria

Demonstrando foco no mercado consumidor e na qualidade da carne, o sistema agroindustrial uruguaio remunera o criador com preços diferentes de acordo com a idade do animal abatido. Quando os animais são vendidos na propriedade, através de um intermediário, o pagamento se dá com base em peso vivo. Se forem vendidos diretamente ao frigorífico, o preço é acertado com base no peso da carcaça. Tradicionalmente, é alto o consumo de carne ovina nas propriedades rurais do Uruguai, principalmente de animais adultos. Como consequência, a parcela de animais que vai ao abate nos frigoríficos do país é relativamente baixa. Estima-se que pelo menos 50% da produção de carne ovina não ingressem nos canais de comercialização. No entanto, a carne de cordeiro, que é mais valorizada, é quase totalmente destinada à indústria.

Figura 2 - Abate inspecionado no Uruguai em 2008 (mil cabeças).



O setor industrial é dividido em frigoríficos exportadores, composto de indústrias com grande escala e tecnologia; os matadouros grandes, que abastecem Montevidéu, as cidades maiores do interior e que eventualmente exportam parte de sua produção; e os pequenos matadouros, que abastecem as pequenas cidades e têm capacidade limitada de armazenamento a frio e poucos requisitos sanitários.

A concentração industrial é grande, com três empresas realizando mais da metade do abate. Quando o assunto é cordeiros, a concentração é ainda maior com apenas dois frigoríficos San Jacinto e Matadero Carrasco respondendo por 56% dos abates do país. Os frigoríficos Cledinor e Inaler, pertencem ao grupo brasileiro Marfrig, que mantém uma capacidade de abate de 150 mil ovinos por ano no Uruguai.

Os frigoríficos uruguaios estão habilitados para exportar para os EUA e para a União Europeia. Na América do Sul somente o Chile também tem autorização de exportação de carne in natura para os EUA. Os frigoríficos San Jacinto e Marfrig vêm estabelecendo contratos de fornecimento com os produtores para a entrega de cordeiros relacionados ao programa Cordero Pesado. Estes contratos estabelecem prêmios por qualidade e também por entrega nos meses de menor produção - abril a setembro.

Aspectos institucionais e organizacionais

A maior parte do consumo de carne ovina ocorre nas cidades do interior do país e nas propriedades rurais. O consumo interno de ovinos tem sido fortemente estimulado, inclusive com a redução de impostos, com isso a população urbana do país consome atualmente cerca de três vezes mais do que em 2004.

O Secretariado Uruguayo de la Lana - Secretariado Uruguaio da Lã (SUL) é uma entidade dirigida e financiada pelos produtores de ovinos locais. O objetivo principal é desenvolver a produção ovina e aumentar o resultado econômico da atividade. O trabalho do SUL se concentra na geração e transferência de tecnologia para a cadeia agroindustrial. Também é importante a geração de dados estatísticos realizado pela entidade, que é considerada pelo mercado como altamente confiáveis. Finalmente, o SUL se encarrega da promoção e abertura de mercados para a lã e para a carne ovina uruguaia.

Em meados da década de 1990, com o intuito de estimular a produção de carne ovina para o mercado externo, foi instituído o programa Cordero Pesado - Cordeiro Pesado, que entre outras providências, passou a chamar cordeiro qualquer animal que não tenha dentição permanente, independente da idade. A criação deste Programa introduziu rapidamente a atividade de produção de carne ovina no esquema exportador do país, favorecida pela conjuntura de preços internacionais favoráveis. Ao mesmo tempo, foi um indutor para as diferentes organizações de pesquisa montarem programas de investigação em carne ovina, tema que era quase ausente até este momento no Uruguai.

No início de 2009 foi lançado o Plano Estratégico de la Ovinocultura, contemplando os próximos 5 anos. Os três pilares principais do Plano são: aumentar o mercado externo da lã e da carne ovina; expandir a oferta de lã e carne ovina adequados à demanda moderna; e melhorar a dinâmica e articulação da cadeia produtiva uruguaia. Com isso, espera-se que o Uruguai chegue a 11 milhões de cabeças e a exportação de carne ovina dobre de valor, concentrada no aumento da oferta de cordeiro. O enfoque da pesquisa e da cadeia produtiva está bastante voltado para aumentar a exportação de carne ovina uruguaia para os EUA e, principalmente, para a União Europeia. A partir de 2010, será obrigatório rastrear os ovinos. Inicialmente, os animais destinados para abate e em seguida todo o rebanho.

Exportações

É comum o Uruguai figurar na lista de maiores exportadores, sempre na 3ª ou 4ª posição ao longo dos anos. No entanto, refletindo a diminuição drástica do rebanho, as exportações atualmente são menores do que no início da década 1990, apesar de serem maiores do que há 10 anos. No início dos anos 2000, o país sofreu com uma crise de febre aftosa que derrubou as exportações de carne, inclusive ovina.

Gráfico 1 - Exportação de carne ovina uruguaia (mil t) - fonte: Comtrade; INAC, 2009.



A carne congelada representa quase toda a exportação do país, e os cortes com osso são a maioria das vendas externas. O preço médio da carne congelada alcançou US$ 3.852, mais alto do que a carne refrigerada, US$ 2.428, pois a exportação dos congelados é composta de cortes, que têm maior valor agregado do que as carcaças.

Gráfico 2 - Tipo de carne exportada pelo Uruguai (mil t) em 2008 - fonte: Comtrade; INAC, 2009.

2

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

CARLOS FERNANDO

RECIFE - PERNAMBUCO

EM 05/05/2016

Desejamos contatos com exportadores de ovelhas do Uruguai.



Contato : Carlos Fernando

Fones + 55 81 3339 2794

Celular/whatsapp : + 55 81 9 99724846

Skype- emcomtralltda

Recife-PE

Email :  emcomtral@emcomtral.com.br
OMAR CHAHINE

GUARULHOS - SÃO PAULO

EM 05/08/2014

Desejo fazer contato com  exportadores de carne ovina uruguaia, e que tenham interesse  de exportar seus produtos p / o Oriente Médio . Temos interessados p/ negociação imediata. Podem  proceder  em fazer alguma indicação p / contato  ?

Dr. Omar Chahine -Advogado Guarulhos -São Paulo

Endereço = drchain5119@gmail.com