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Pastagem para ovinos - uma realidade a ser cumprida

POR MARCO AURÉLIO FACTORI

E MARCOS PAULO BENEDETTI

PRODUÇÃO

EM 05/01/2010

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A ovinocultura é uma atividade presente, muitas vezes, em regiões adversas em relação ao relevo, ao clima e a fertilidade do solo, sendo desenvolvida na maioria dos países de forma extensiva e com baixos níveis de tecnologia. No Brasil, o efetivo ovino é predominante nas regiões Nordeste e Sul sendo na região Sul, tradicionalmente extensiva, e durante anos, dedicada somente à produção de lã. Enquanto isso, no Nordeste brasileiro, a criação caracteriza-se como atividade de subsistência com a utilização de animais deslanados, sendo de fundamental importância sócio-econômica.

Em virtude da crescente demanda pela carne ovina, a ovinocultura de corte está se tornando uma atividade cada vez mais atraente. Em decorrência disso, nas regiões Sudeste e Centro-oeste há um grande interesse pela criação de ovinos para produção de carne como alternativa de diversificação e ampliação de renda nas pequenas e médias propriedades.

Por ser uma atividade recente em muitas regiões, os trabalhos científicos envolvendo sistemas de produção com ovinos em pastagens de forrageiras tropicais são escassos. Entretanto, há necessidade de se abordar este assunto, uma vez que na maioria das propriedades rurais, o pasto, é a única ou a principal fonte de alimento.

A escolha de uma espécie forrageira para pastejo no início da criação de ovinos é de fundamental importância. A forragem tem que estar de acordo com as condições edafoclimáticas, manejo e consequentemente com o sistema de produção que será utilizado uma vez que para o pastejo, é fundamental o conhecimento do comportamento e hábitos de crescimento da forrageira, bem como as exigências nutricionais das classes animais que se alimentarão desta forragem.

Cabe salientar que é em vão procurar por capins "milagrosos" (mais produtivos, baixa exigência em fertilidade, tolerantes a seca, resistentes a pragas e que não possuam estacionalidade de produção). Com certeza absoluta estes capins não existem. Toda planta forrageira apresenta determinadas vantagens e limitações.

Todavia para que haja produção e consequentemente correta utilização da pastagem escolhida, é fundamental que se estabeleçam inicialmente, níveis de fertilidade adequados para cada forrageira em questão. São distintas as recomendações para cada forrageira, mas pode-se considerar que para as forragens do Gênero Panicum e Cynodon, os níveis de V% do solo devem estar ao redor de 75 %, sendo que para as Brachiarias, ao redor de 60 %. No plantio, os níveis de fósforo devem ser ajustados para 10-15 ppm (resina) e os níveis de potássio corrigidos quase na totalidade em cobertura e nos ciclos de pastejo, de 3-5% da CTC do solo. Após a emergência e nos ciclos de pastejo, a adubação é basicamente com nitrogênio e potássio, sendo estes os combustíveis para uma maior ou menor produtividade esperada, podendo-se utilizar adubos químicos ou a adubação orgânica como a cama de frango.

Para ovinos, certas características inerentes a espécie, como o comportamento alelomimético (ação idêntica entre os membros de um grupo no mesmo momento e atuando uns sobre os outros), é de grande importância. De maneira geral, os ovinos pastejam em grupos, sendo difícil observar um animal isolado do restante do rebanho. Assim, é importante que a forrageira escolhida seja de porte baixo (<80 cm de altura) para que haja a possibilidade de visão e percepção entre os animais do grupo de pastejo.

Outra característica dos ovinos é o pastejo seletivo, possuindo a habilidade na apreensão de partes selecionadas das forrageiras. Segundo MEIRELLES et al. (2008) as espécies mais indicadas para pastagens de ovinos (Tabela 1) devem ter porte baixo, com hábito de crescimento rasteiro, prostrado, que proporcionam boa cobertura do solo e que tolerem manejo baixo (saída dos animais da pastagem com uma altura menor).

Tabela 1 Principais espécies ou cultivares de forrageiras para ovinos com suas respectivas alturas de pastejo



Novamente, para a forrageira ideal para ovinos, o produtor deve atentar-se para uma forrageira adequada para o sistema de pastejo adotado, uma vez que para sistemas que se utilizem do manejo rotacionado de pastagens, aconselha-se utilizar as pastagens mais produtivas, sendo elas do Gênero Panicum (Tanzânia) e Cynodon (Tifton e Coast cross). Para tanto, as espécies do gênero Brachiaria também podem ser utilizadas (sendo estas mais indicadas para sistemas de lotação contínua), porém apresentam menores produtividades e também podem acometer os ovinos com problemas de fotossensibilização, sendo este, em parte solucionado, desde que realizado correto manejo e adaptação dos animais adultos para o pastejo da Brachiaria. Animais jovens, preferencialmente devem se alimentar de outro capim, excetuando-se a Brachiaria, principalmente a B.decumbens ou Braquiarinha.

Nos sistemas de produção intensiva, o sistema de pastejo com lotação rotacionada é o mais indicado, por garantir maior uniformidade e eficiência de pastejo. Para tanto, o número de piquetes em cada pastagem será em função do período de descanso (PD), que varia de acordo com a espécie forrageira utilizada (Tabela 2) e, do período de ocupação (PO), que pode ser obtido pela equação: Número de piquetes = (PD / PO) + 1. O período de ocupação deve ser com menor duração possível, podendo variar de 1 a 5 dias garantindo assim melhor rebrota das plantas e facilitando o controle da lotação da pastagem.

Em resumo, o sistema de manejo de lotação rotacionada permite conduzir uma forrageira a ser consumida pelos animais no ponto ótimo de manejo, respeitando sua fisiologia e consequentemente lhe proporcionando ser perene. Todavia, cabe ressaltar que embora as forrageiras tropicais apresentem características distintas quanto ao manejo e hábito de crescimento, possuem valores nutricionais semelhantes (AUMONT et al., 1995).

Não podemos erroneamente confundir idade cronológica com idade fisiológica, ou seja, tomando por base o capim Tifton, com ponto ótimo de manejo de 18 dias, estará fisiologicamente com a mesma idade quando comparado ao capim Tanzânia (28 dias de ponto ótimo). Assim, não será fator de escolha entre os capins tropicais, seu valor nutritivo. Ainda, os capins de clima temperado dentre eles o azevén e aveia, apresentam maiores valores nutritivos, porém são menos produtivos.

Tabela 2 Período de descanso em dias para as gramíneas forrageiras utilizadas em sistema de pastejo com lotação rotacionada sob manejo intensivo



O manejo da pastagem deve ser conduzido no sentido de oferecer alimento de elevado valor nutritivo ao animal em pastejo, respeitando a fisiologia das plantas forrageiras, a fim de garantir sustentatibilidade da pastagem. Portanto, é fundamental respeitar as alturas de manejo, que dependem das características morfofisiológicas de cada planta forrageira (MEIRELLES et al., 2008).

Um fator que assusta grande parte dos produtores de ovino é a verminose. A localidade da propriedade, época do ano e erros de manejo, acometem ainda mais aumentando deste problema. Assim, o correto manejo do pasto, associado a um correto manejo sanitário deve ser adotado dentro da propriedade. Manejar a pastagem adequadamente pode diminuir consideravelmente a infestação de parasitas nos animais porque os animais serão menos acometidos pela ingestão de larvas uma vez que grande parte das larvas está concentrada nos primeiros dois centímetros acima do nível do solo por razões associadas ao microclima local (CARVALHO et. al., 2002).

Potencionalmente, nossa pastagens podem suportar altas taxas de lotação de até 40-50 ovinos adultos por hectare. No entanto, para se fazer uso destes números, alguns fatores devem ser considerados, dentre eles o descarte dos animais problemas, uma vez que 10 a 20 % do rebanho ovino são portadores de grande parte da infestação parasita. Fazer uso de manejo correto e estratégico dos vermífugos e acima de tudo, respeitar o manejo correto das forragens, principalmente em função da altura do capim na entrada e saída dos animais nos piquetes de pastejo. Ovinos mantidos em boas condições nutricionais, recebendo níveis apropriados de proteína e energia na dieta, com certeza, apresentarão maior resistência às infecções por nematódeos gastrintestinais.

Sabe-se que independentemente da forrageira escolhida, seja ela nativa ou cultivada bem como o manejo adotado, a estacionalidade de produção de forragem irá ocorrer em virtude da falta de luz, temperatura e umidade, sendo que nenhum destes fatores, controlados sozinhos, irá eliminar totalmente a estacionalidade que diminuirá a produção para ao redor de 10 a 20 % da produção anual. Assim é de fundamental importância que o produtor procure formas para suplementar os animais na seca seja com silagem, feno, cana-de-açúcar ou até mesmo com o uso da pastagem diferida.

Referências Bibliográficas

AUMONT, G.; CAUDRON, I.; SAMINADIN, G.; XANDÉ, A. Sources of variation in nutritive values of tropical forages from the Caribbean. Animal Feed Science and Technology, v.51, p.1-13, 1995.

CARVALHO, P.C.F., Pontes, L.S., BARBOSA, C.M., FREITAS, , T.M.S. Pastejo Misto: alternativa para utilização eficiente das pastagens. In: SILVA, J.L.S., GOTTSCHALL, C.S., Rodrigues, N.C. Manejo reprodutivo e sistemas de produção de bovinos de corte. Anais... VII Ciclo de palestras em Produção e Manejo de Bovinos, p.61-94. 2002.

CORRÊA, L. A. Produção intensiva de carne bovina a pasto. In: CONVENÇÃO NACIONAL DA RAÇA CANCHIM, 3., 1997. Anais... São Carlos: EMBRAPA - CPPSE/São Paulo: ABCCAN, 1997 p.99-105.

MEIRELLES, Paulo Roberto de Lima ; COSTA, Ciniro ; FACTORI, Marco Aurélio ; SANTOS, W. A. . Pastagens para Ovinos. In: III SOUD - Seminário de Ovinocultura da UNESP de Dracena, 2008, Dracena. SOUD - Seminário de Ovinocultura da UNESP de Dracena, CD Rom. Dracena : UNESP, 2008

RODRIGUES, L.R.A. Espécies forrageiras para pastagens: gramíneas. In: SIMPÓSIO SOBRE MANEJO DE PASTAGENS, 8., 1986, Piracicaba, SP. Anais... Piracicaba: FEALQ, 1986. P. 129-146.

MARCO AURÉLIO FACTORI

Professor na UNOESTE - Presidente Prudente
Zootecnista, Dr. em Zootecnia pela FMVZ/UNESP - Botucatu SP. Manejo de Pastagens, Conservação de Forragens e Nutrição Animal com foco em nutrição de Ruminantes.

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MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 21/05/2018

Prezado Julian

O seu sistema está correto, mas acho que conseguirá maior lotação por área no verão, por volta de 25 a 30 animais por hectare, se rotacionado. Se precisar de assistência técnica online, estou a disposição. e-mail mafactori@yahoo.com.br Att. Marco Aurélio Factori
JULIAN MICHEL COSTA

EM 16/05/2018

Olá senhor Marco, eu vou iniciar na criação de uma de ovinos para corte em uma área de 20 mil metros quadrados (2 hectares) e aqui no RS. Pretendo ter 30 matrizes.solo argiloso bastante fértil pretendo planta tfton85 e sobre semeadura de azeven no inverno alimentar no coxo só em emergência ( área não irrigada) adubação química e orgânica devo usar em abundância quanto a dividir a área em piquetes ainda não me decidi ( custo alto cerca de 10 fio pra segura esses bixo) gostaria que o senhor apontasse falhas ou oque posso melhorar... Talvez outra pastagem? E a lotação? E dês de já agradeço
DANGELO DE MORAES

POMERODE - SANTA CATARINA - ESTUDANTE

EM 17/05/2018

Olá Julian, creio que o Marco talvez não responda e pela sua pergunta vou tentar te ajudar um pouco. Tive pouca experiência com ovinos e vou opinar com base nisto e no que eu pesquisei.Primeira, pelo sistema que pretende utilizar, sistema extensivo, criando a pasto, 30 matrizes para 2 hectares é muito, principalmento no inverno, ainda mais após primeira cria de todas matrizes, imagine, na pior da hipoteses você vai ter 1 filhote para cada matriz, assim já totalizando 60 animais. Dica neste caso, e principalmente no começo, inicie com apenas umas 10 matrizes no máximo, talvez menos. Até para você ir aprendendo e ajustando a propriedade. Sobre o tifton85 creio que irá precisar de irrigação. Sobre os piquetes acredito que vai sentir necessidade de dividir o rebanho em determinados periodos, acrescente pelo pelo 2 piquetes no projeto. Sobre alimentar no coxo só para emergência também vejo problema e bem dificil, recomendado e recolher os animais a noite e liberar no pasto só no inicio do dia, principalmente por causa da verminose ovina, portanto, separe uma área do terreno para plantação de algum campim para fornecer no coxo junto com suplemento. Outra época boa para prender os animais é em dias muito chuvosos, se tiver problema de casco estes dias de chuvas serão crueis. Dica, procure conhecer criadores na sua região e troque experiências, peça ajuda. Não começe a criação no escuro. Resumindo é isto, rsrsrs
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 07/03/2018

Prezado Marcos Antonio

Sobre suas duvidas, recomendo sim a estrela africana, o Tifton, ou Coast Cross. Porém todos estes capins se multiplicam por muda, o que encarece a formação. Recomendo também um capim por semente, o capim Tanzânia. Porém, este deve ser rotacionado. Se precisar se assistência, estou a disposição, tanto online como presencial. Acredito estar perto de você. Estou em Presidente Prudente. Caso lhe interesse entre em contato pelo e-mail mafactori@yahoo.com.br Att. Marco Aurélio Factori
MARCOS ANTONIO PINHEIRO

EM 01/03/2018

Olá, tenho uma pequena propriedade na região norte do Pr e estou disponibilizar proximo de 2 alqueire. Paulista. Estou com 30 cabeças da raça santa inez mais parece que nao é a melhor raça para produção de carne e a pastagem que tenho não é a ideal. Estou disposto a recomeçar do zero. O que o sr. Acha da estrela africana? Ou indicaria outra pra essa regiao? E qual a melhor escolha de raça?
LUIZ SANDI

LAGES - SANTA CATARINA - OVINOS/CAPRINOS

EM 01/03/2018

Oi, estou investindo em jiggs e aruana, sao muito interessantes o jiggs custa as mudas 1500 a 2000 reais ao hectare e aruana 150 a 200 reais as sementes, Acho que a aruana devido a facilidade de plantio e ao preço da semente seria a principio o melhor custo beneficio. em termos de qualidade as duas se equivalem, ambas perenes.
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 13/06/2017

Prezado Igor



Serve sim. É um bom capim mas com um custo um pouco alto quanto a semente. Att. Marco Aurélio Factori
IGOR FERREIRA DE AVELAR

UMUARAMA - PARANÁ - OVINOS/CAPRINOS

EM 11/06/2017

capim vaqueiro serve para criação de ovinos?
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 20/12/2016

Prezado Paulo bom dia



Para ovinos recomendo o Tifton. Ainda, recomendo o Tanzânia que suporta o manejo e é um capim que se multiplica por muda e produtivo. Se precisar, presto assistência técnica on line. Se lhe interessar entre em contato pelo e-mail: mafactori@yahoo.com.br  Att. Marco Aurélio Factori
PAULO HENRIQUE DOS SANTOS

OEIRAS - PIAUÍ - OVINOS/CAPRINOS

EM 14/12/2016

Bom dia, esse artigo clareou muirto a minha percepção sobre o assunto. Sou principiante na criação de ovinos e estou na fase de formação de pastagem.

Gostaria de saber sobre o capim massai e o capim tifton85. Pois um agrônomo amigo meu usa o massai e recomenda e uns técnicos recomendam o tifton.

Fique na duvida por que nenhum deles comercializam o capim, e, portanto, não tem interesse na venda. Foi apenas informações. Quero começar o mais perto possível da realidade. Eu sou do Piaui cidade de Oeiras e o clima é o semiárido e o terreno para cultivo é muito arernoso.

Desde já agradeço a atenção de todos.

whatts App. 89994161102
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 04/11/2016

Prezado Alex.



Esta informação requer muitos outras informações como manejo e sistema que será adotado. Por isso não poderei te ajudar neste momento. Caso tenha mais informações me avise que inclusive poderemos lhe auxiliar, inclusive com a técnica. Att. Marco Aurélio Factori.

ALEX

PETROLINA - PERNAMBUCO - OVINOS/CAPRINOS

EM 02/11/2016

Prezado,estou localizado no sertão do Pernambuco,qual o pasto ideal para essa região?

E qual menhor técnica?
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 05/09/2016

Prezado Luiz



Vermifugar antes de entrar na pastagem seria o ideal e ainda esperar ao menos 5 dias antes de colocar os animais no pasto após a vermifugação, para que não haja contaminação da nova pastagem. Sobre a diarreia, pode ser em função do pasto mais verde, e ou ainda pasto de alta digestibilidade como a aveia e azevem mais novas além do pasto mais novo. Veja se não poderia ser este o problema. Att. Marco Aurélio Factori
LUIZ SANDI

LAGES - SANTA CATARINA - OVINOS/CAPRINOS

EM 04/09/2016

Ola Marco,



qual a sua indicaçao para tratamento dos animais antes de colocar nas pastagens para engorda, uso vermifugar antes, alguma outra indicaçao para maximizar o engorde.

Tenho pastagens de aruana, aries e aveia/azevem todas com um pouco de tevo associados e sinto que os cordeiros sempre tem diareia leve de cor verde.




MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 11/01/2016

Prezado Eric



No seu caso não poderei te ajudar pois faltam muitas informações para esta resposta, como manejo e fertilidade do solo bem como o nível de tecnificação. Sobre a pastagem, qualquer uma que cito no texto poderá te atender, dependendo do manejo adotado. Att,. Marco Aurélio Factori
ERIC DE CASTRO TEIXEIRA

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - ESTUDANTE

EM 08/01/2016

Olá,



Eu gostaria de criar carneiros apenas para consumação doméstica, por exemplo, umas 2 fêmeas e um macho. Qual o tamanho do pasto e qual é o capim mais apropriado para este tipo de criação?



Obrigado
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 14/12/2015

Prezado Ronivaldo



Sim é possível, desde que utilize a braquiária para animais adultos e estes não permaneçam na pastagem todo o tempo e sim por períodos curtos de por volta de 15 dias e depois permaneçam por um tempo de 15 dias em outra pastagem, assim por diante. Att. Marco Aurélio FActori
RONIVALDO OLIVEIRA VILAS BOAS

RIBEIRÃO DO LARGO - BAHIA

EM 12/12/2015

Boa noite! Quero começar a criar uns carneiros, e a minha Fazenda so tem o capim braquiara , é possível criar com este tipo de capim ?
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 18/03/2015

Prezado Miro



Sim, o capim Mombaça é uma boa opção para sua região. Para ovinos, seria mais recomendado o Tanzânia (pois este capim tolera uma altura de pastejo mais baixo), mas o Mombaça é possível trabalhar normalmente.

Estamos a disposição,

Att. Marco Aurélio Factori
MIRO MACHADO

SOBRADINHO - DISTRITO FEDERAL

EM 17/03/2015

o capim mombaça é uma opção para região centro-oeste?
MIRO MACHADO

SOBRADINHO - DISTRITO FEDERAL

EM 17/03/2015

Moro na regiao centro-oeste e gostaria de saber se o capim mombaça é um opção para criação de ouvinos tendo em vista que já tenho 2ha plantado?
MARCO AURÉLIO FACTORI

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 26/01/2015

Prezado Leandro



Não tenho informação deste capim, quanto a trabalhos publicados, no entanto deve ser algo parecido com este que você falou (VAQUERO) que nada é que uma mistura de algumas variedades (muito semelhantes ao tifton, Coast cross) se multiplica por semente e infelizmente, por este fato é muito caro. Este capim, Vaquero, eu conheço e é muito bom, produtivo, mas infelizmente muito caro para adquirir as sementes. Ressalto apenas quanto ao custo total investido.

Qualquer coisa estamos a disposição. Att. Marco Aurélio Factori