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Nova Zelândia: O Sistema "ShareMilking"

POR ERIC GANDHI SILVEIRA

PRODUÇÃO

EM 06/03/2014

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Certa ocasião fui convidado para ministrar um curso de “Manejo de pastagens para intensificação de sistema de produção” para jovens estudantes do curso Técnico Agrícola em Januária, norte de Minas Gerais.

Na introdução da apresentação, mostrei para a turma o perfil de envelhecimento do produtor rural. A faixa etária do trabalhador rural em 2005, segundo o SEBRAE, era de 52 anos de idade, sendo que 10 anos antes eram 50 anos. Os jovens viam o negócio de seus pais indo de mal a pior e não queriam continuar no fracasso. Acabavam abandonando a fazenda indo morar nas cidades.

No entanto, me vi apresentando isso para uma turma que queria mudar a história de suas famílias. Nesse dia eu idealizei um mundo melhor para mim e para aquela turma. Um mundo onde o produtor rural era valorizado, onde os jovens iriam preferir sair das cidades para vir trabalhar no campo. Onde produtor fosse respeitado como força motora do progresso.

Agora vejo esse mundo na Nova Zelândia. Aqui a permanência do jovem já é evidente e, ao contrário do que ocorria no Brasil, eles saem dos centros urbanos para trabalharem nas fazendas em busca de sucesso profissional, qualidade de vida e equilíbrio financeiro.

É comum ver em propriedades e eventos sobre a cadeia do leite que frequentamos, um grande número de jovens trabalhadores e produtores rurais. O sistema “Sharemilking” é um dos grandes atrativos para os que querem tentar a vida no meio rural e é o grande responsável pela ausência de êxodo rural na NZ.

No sistema “sharemilking”, o produtor (“sharemilker”) opera a fazenda em nome do proprietário em troca de um porcentagem pré-acordada. É um modelo de negócio comprovado e protegido por lei na Nova Zelândia.

O sistema é viável tanto para um proprietário já velho - e/ou desmotivado - quanto para um jovem entusiasta focado na carreira, desenvolvendo uma situação de ganha-ganha.

A vantagem para o proprietário, é poder desfrutar de uma vida longe da fazenda (caso queira) recebendo uma renda, aproveitando qualquer valorização na terra e garantindo uma boa aposentadoria. Além disso, pode fugir dos investimentos considerados de alto risco, tais como gestão do trabalho, animais e depreciação de máquinas. Por fim, pode resolver um eventual problema de sucessão familiar deixando o seu ativo nas mãos de uma pessoa qualificada e motivada.

Uma dura realidade da NZ é que a aposentaria do governo é muito baixa. Os idosos que não se preparam para velhice dependem de caridade para viver. Sabendo disso, perguntei ao Jeremy (proprietário da Back Track Dairies) o que ele planejava para previdência. Com o bom português que possui respondeu: “eu não preciso de aposentadoria, eu tenho uma fazenda. Quando eu não aguentar mais trabalhar, passo o negócio para um “sharemilker”.



Foto: Jeremy Casey (direita)

O Jeremy Casey é um caso de sucesso do sistema “sharemilking”. Há 2 anos, ele era um 50:50 “sharemilker”, exemplo de contrato mais comum do sistema. Ele se formou em agronomia pela Massey University onde conheceu sua companheira e sócia, Kim Solly.

Foram juntos para o Brasil atrás de uma proposta de emprego que receberam, contudo, em virtude de alguns desacordos, voltaram para a Nova Zelândia. Descapitalizados tiveram que começar do zero.

O Jeremy não vem de família com tradição rural. Seus pais eram professores universitários, porém sempre teve consigo o desejo de ser fazendeiro.

Aos 16 anos ele já trabalhava em fazenda de leite e sempre buscou adquirir conhecimento através dos cursos da AGITO que atualmente é a PrimaryITO, uma empresa de capacitação de pessoal agrícola na NZ.

A Kim, apesar do pai ser fazendeiro, não tinha a produção de leite como negócio da família, porém, o casal sempre acreditou na atividade como negócio lucrativo.

Voltando do Brasil o casal começou com “low order sharemilker”, pois esse modelo não se assume tantos custos na propriedade, contudo, possui menor participação da receita.

Nessa propriedade haviam 600 vacas. Depois de 3 anos financiaram um empréstimo junto ao banco, adicionaram a renda que possuíam e foram para a ilha sul, onde passaram 9 anos como “sharemilkers” na Craigleche Farms com 1950 vacas.

Nessa propriedade além de “sharemilker” o casal também era dono de 25% da propriedade.

O “sharemilker” pode ter um modelo de negócio viável, que prevê crescimento patrimonial e, portanto, a criação de riqueza tendo a probabilidade de adquirir a propriedade e ter a chance de construir com visão própria o seu negócio.

Depois de 9 anos como “sharemilkers” Kim e Jeremy venderam o patrimônio que tinham na Craigleche Farms e com a ajuda do banco mais um sócio compraram a Back Track Daires onde operam com 1200 vacas por quase 2 anos.



Foto: Família Casey-Solly .

Casos com esse são muito frequentes na NZ. Em geral ninguém se torna um “sharemilker” da noite para o dia, principalmente se o individuo acabou de chegar da cidade. O que ocorre é que a pessoa começa em um cargo mais baixo e vai sendo promovido. Abaixo segue um esquema para se ter uma idéia de como é a construção da carreira no sistema “sharemilking”.




A entrada de jovens para a cadeia produtiva do leite é muito importante na NZ. É a próxima geração que vai determinar o sucesso da indústria.

Como em qualquer setor, é preciso atrair e reter pessoas interessadas e entusiasmadas. Um bom programa de incentivo de longo prazo, irá conduzir ao desejo e ao compromisso com as chamadas "algemas de ouro".

O Sharemilking cria um sistema no qual o empregado tem interesse em continuar no negócio, construir sua carreira e seu capital. Isso o motiva a executar um trabalho árduo, criativo e com maior eficiência.

Exemplos de contratos

Existem diferentes cenários no sistema “share milker”. As seguintes formas são as mais comuns:

• 50:50 “sharemilking” :

Neste cenário, a terra e infra-estrutura (como salas de ordenha, galpões casas e irrigação) são fornecidos pelo proprietário do terreno e o “sharemilker” fornece todo o máquinario, veículos e animais.

Esta opção exige um maior aporte de capital do “sharemilker”, no entanto, recebe uma participação de 50 % da receita bruta do leite. Os custos são geralmente compartilhados e diferem de contrato para contrato.

O sharemilker também recebe toda a descendência do gado, que é um fator-chave para a capacidade de gerar riqueza deste modelo. O sharemilker cresce e constrói patrimônio através da cria, que por sua vez pode ser vendida ou internalizada ao sistema.

• “Contractmilking”

Este cenário sharemilking pode variar, dependendo do que o sharemilker traz para a sociedade na forma de capital. Isso varia de acordo com a capacidade de investimento que pode oferecer:

- animais, máquinas e trabalho (mão de obra pessoal e/ou contratada)
- máquinas e trabalho
- Trabalho: um tipo de contrato onde o gerente passa a ter participação na receita e assume maior responsabilidade na propriedade.

Em cada um desses cenários, a sharemilker receberia uma parte diferente da receita do leite, normalmente de 17% a 30%.

Todas essas formas podem criar trampolins para 50:50 sharemilking, o que pode realmente acontecer dentro de dois a quatro anos.

Os retornos sobre o investimento para a sharemilker podem ser muito atraentes, mas também estão alinhados com o princípio de investimento de "quanto maior o risco, maior o retorno."

Para o proprietário, os retornos são atraentes e sem os riscos de trabalho, máquinas ou animais e, ao mesmo tempo, permite uma significativa renda passiva.

Exemplo para o Brasil




Foto: Vaca F1 girolando em pastejo de tifton 85 fertirrigado na Faz. Santa Isabel Pirapora:MG

O sistema “sharemilking” pode ser muito bom para o proprietário de fazenda leiteira em vários sentidos, como na garantia de um funcionário de grande valor; possibilidade de investimento em outro negócio e/ou propriedade; planejamento de aposentadoria com auxílio em planos de sucessão familiar.

Na NZ a maioria dos casos de sucessão familiar se dá por este sistema.

É uma verdadeira parceria de negócios com base na confiança para ambas as partes. Um proprietário precisa ter fé que seu ativo será cuidado e melhorado, tanto no que diz respeito à geração de lucro quanto no capital adicionado à fazenda.

Além da confiança é importantíssimo se preparar com um contrato claro e detalhado. Procure pessoas que têm boa ética de trabalho e capacidade de organizar, planejar e criar um bom ambiente de trabalho da equipe.

Um potencial parceiro deve ter um bom tino comercial, ter boas noções de mercado bem como o valor de se produzir um litro de leite.

Quando se chega no patamar de sharemilker o parceiro deve ter experiência no ramo de produção leite, mesmo que em posições inferiores. Nesse caso a experiência é crucial para sucesso. Apesar do sistema ser voltado para as novas gerações, é importante lembrar que o processo de construção de capital se inicia como funcionário na fazenda.

Por fim a capacitação é o mais importante. Eu ouvi de um grande sharemilker na nova Zelândia que não existe esse negócio de sorte, a informação está ao alcance de todos.


ERIC GANDHI SILVEIRA

Consultor pela Alcance Consultoria e Planejamento Rural
Acompanhou 8 fazendas na Nova Zelândia durante 18 meses na Nova Zelândia.

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GLAUCO

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/10/2014

O artigo eh bom, contudo parece que a nova zelandia eh um mar de rosas e tudo eu muito facil. ha algumas distorcoes na descricao de contract milker e sharemilker. nao eh bem assim pra chegar nessa posicao.
O dono de uma fazenda nao vai largar a propriedade nas maos de qualquer um, o processo de selecao eh complicado e detalhado, como deveria ser, como historico de producao e capacitacao.
O artigo eh mais informativo mas pra quem estiver interessado por favor, pesquisem mais. ha brasileiros 50:50, gerentes e assistentes. Nao muitos, mas ca estamos.
JOSE RONALDO VILELA REZENDE

SÃO BERNARDO DO CAMPO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/09/2014

Artigo excelente. Tenho uma fazenda em Arcos-MG e estamos profissional para trabalhar conosco no modelo de sharemilker. Mesmo que iniciando como empregado e com planos de adquirir gradualmente a participação na propriedade e/ou no rebanho. Aos interessados, entrar em contato pelo e-mail jrezende001@hotmail.com ou 011984263505. Abraço a todos.
EDUARDO BOTH

TREZE TÍLIAS - SANTA CATARINA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 12/09/2014

Nao importa há quanto tempo voce esta no mercado, nem mesmo o tamanho da sua operação a LIC tem uma solução customizada para seu negocio , sendo que navegamos no genoma sem GPS! e isso requer cuidado.
Eduardo Both
departamento comercial de SC
eduardoboth22@hotmail.com
fone (49)98004447
JOSE L M GARCIA

AGUAÍ - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 26/06/2014

É simples. Em Outubro vote contra o PT pois foi ele que criou essa situação toda.
O que quer que você faça na sua propriedade não vai mudar a situação do país.
Somente com a retirada do PT do poder é que o Brasil poderá almejar alguma coisa melhor.
JOSUE TEOFILO RAMOS DE CARVALHO

SÃO VICENTE DE MINAS - MINAS GERAIS - ZOOTECNISTA

EM 25/06/2014

Grande Eric,
Quero mais uma vez parabenizá-lo pelo seu trabalho e preocupação com o produtor rural. Realmente é muito triste o êxodo rural no Brasil, como exemplo eu tenho a minha região onde não tem quase ninguém nas propriedades, as casas estão abandonadas, as pessoas estão desanimadas e as cidades cada vez mais "inchadas" de pessoas do campo. Sinceramente me entristece muito a falta de informação como incentivo, porque não adianta créditos bancários se não tem capacitação e treinamento de profissionais agropecuários para sustentar a vida no campo. E com isso os produtores de leite principalmente( na minha região como exemplo), são vistos como loucos por outras pessoas, que falam que a atividade não é lucrativa. É tempo de mudar essa situação. Mais como?
Josué Teófilo
Técnico em Agropecuária - São Vicente de Minas - MG
GUILHERME MARQUES BUSTAMANTE

SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/03/2014

Prezado Eric,
Parabéns pelo seu trabalho que representa uma excelente forma de gestão do negócio com amplas perspectivas para as duas partes.
Saliento que as bases contratuais devem ser muito bem estabelecidas uma vez que nortearão o sucesso e perenidade da atividade.
Guilherme
Produtor de leite - Itanhandu MG
ROGÉRIO SERRANO DE OLIVEIRA

AIMORÉS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 21/03/2014

Grande artigo. Acredito que o sucesso da Nova Zelândia também está diretamente ligado a educação do seu povo. Escolas brilhantes, idéias novas, pessoas motivadas, valorização do ser humano de bom caráter.
Parabéns Eric. Estamos na luta por uma pecuária leiteira brasileira valorizada e rentável.
Siga em frente.
Abraço.
JOSEPH H. KRAMER

ANGATUBA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 19/03/2014

Eric eu gostei de sua explicação sobre o sistema de share milking em Nova Zelândia.
Gostaria de comentar que para sucessão na Paraná já foi aplicado na sucessão da propriedade. Calculamos os valores qual se transformou em litros de leite. O(s)s sucessor (er) transforme este divida para pagar em tempo que os pais quando estão vivos. Normalmente os filhos (as) que trabalharam com os pais não sempre receberem os honorários, este parte pode ser transformado em capital já para quem vai ficar na sitio. O resto se transforma em divida que esta sendo pago para os pais. A sobre deste divida, quando os pais falecem e repartido pela família. E para não cria problemas de liquides se pode fazem um contrato para que o sucessor tenha um período de pagar esta divida. Este divida se transforma também em litros de leite.
A importância de ter sucessor. Quando teu filho ou filha vai queres ficar na propriedade, esta quando o negocio de leite do rendimento, e uma qualidade de vida. Que esta acontecendo em muitas regiões, os filhos estudem fora de casa, terminam estudo e não querem voltar na propriedade, porque vejam os pais trabalhando muito sem folga, e um rendimento limitado. Este realidade esta acontecendo nas propriedades onde não existe uma rentabilidade boa. Quando se fale de mão de obre classificado, tem dois problemas nesta renumeração, para pessoal e horário de ordenadores, dois ou três vezes por dia. Por outro lado se deve produzir uma quantidade de leite por pessoa para fazer este eficiente. Estes problemas não são só Brasileiro, estes são registrado em todos os países e mais ainda em que trabalhem sem subsidio direito.
JOSE L M GARCIA

AGUAÍ - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 19/03/2014

São pontos serem considerados, se quisermos implantar esse sistema no Brasil, além dos já apresentados como tipo de contrato, etc...
1. As leis aqui são uma verdadeira desgraça e não iriam proteger o "dono da terra"que na visão míope socialista que impera na Injustiça Trabalhista seria um "explorador do trabalho alheio".
2. TODA a produção leiteira na NZ é baseada em GADO À PASTO. Aqui em suplementar com milho, soja, polpa de laranja, caroço de algodão, etc... Isso faz diferença no custo.
3. Como irrigar terras em Minas Gerais , por exemplo, devido ao relevo, e como produzir pasto no período frio e seco ?
4. Na NZ o sistema funciona porque o leite não é adquirido pelo mesmo sistema indecoroso implantado no Brasil no qual o produtor entrega (e não vende) e fica rezando para receber um preço bom. Lá o leite É VENDIDO a um preço previamente acertado entre laticínio e produtor.
5.Na NZ não se frauda leite. Fraudar leite dá cadeia, ao contrário das leis e governo frouxos no Brasil. Eu já ficaria muito satisfeito se eles parassem de fraudar o leite e se a legislação punisse os culpados.
6. Na NZ, produtor de leite não perde tempo com "torneios leiteiros" para alimentar os seus egos que são proporcionais ao tamanho da sua ignorância. Lá os produtores estudaram e
sabem distinguir entre uma mentira e uma verdade. Isso não acontece aqui.
7. O modelo, por sí só, não pode resolver os problemas acima citados.
8. Acabei esquecendo do mais importante. A NZ foi colonizada por ingleses e o Brasil por portugueses. Só isso já explica muita coisa.

José Luiz
CLAUDIO NERY MARTINS

BAGÉ - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/03/2014

Bem interessante sua explanação, Eric. Estou, nesse momento, na Ilha Sul da NZ e já estive visitando várias propriedades da região de Hamilton na Ilha Norte. Na região de Invercargill conheci um casal de argentinos, os Coronel, que estão praticando esse processo há 13 anos e os resultados tem sido positivos. O manejo aqui é o que me atrai, pois usam só pasto para produção em vacas kiwi cross com médias bem boas de sólidos. Eu só trabalho com Jersey mas ví muita função nesse cruzamento e aprendi muito com eles no aproveitamento das forragens. Gente, viajar é muito bom e importante , principalmente quando dá para aliar o turismo com o ganho de conhecimentos no teu negócio.
Abraço
GUILHERME ALFREDO MAGALHÃES GONÇALVES

LAGOA DOS PATOS - MINAS GERAIS - TÉCNICO

EM 18/03/2014

Meu caro Amigo Eric,
Eu lhe digo aqui publicamente que tenho orgulho em ser seu amigo e também um futuro colega de profissão. Seus trabalhos, estágios e informações por você buscadas e publicadas aqui gera uma troca de conhecimentos e entusiasmo, para nós jovens profissionais "da melhor área de trabalho" claro o agronegócio\agropecuária. Tais experiencias por você vivida e disponibilizadas é uma fonte de animo e aumento da vontade de trabalhar no campo.

MEUS PARABÉNS.

@ DE ABRAÇOS
THIAGO GARCIA

BARUERI - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/03/2014

Artigo muito bom! Porém acredito que para que um processo destes tenha sucesso no Brasil, algumas coisas teriam que mudar drasticamente.
A primeira delas e com certeza a mais dificil seria no processo de financiamento de compra de propriedades e equipamentos e estruturas. Explico.
Para que o Jovem se motive a traçar esta carreira, o objetivo seria o de ser dono de propriedade produtora. Só que para isto, no Brasil, as facilidades não existem.
A segunda seria a existência de players reconhecidos para que estes mesmos jovens tenham conhecimento sobre a cadeia produtiva.
e ao meu ver a terceira seria a desmistificação da vida na fazenda. Hoje quem quiser pode ter a maior parte do conforto que sem tem na cidade morando na fazenda. Obviamente que agito etc (muito ligados a vida de um jovem) nao existe, porém, nada q ele não consiga obter nas cidades próximas a essas propriedades.
Vejam que a Nova Zelândia tem suas particularidades em termos de importância da cadeia produtiva do Leite, sendo reconhecida pelos jovens. A NZ também tem o tamanho de um estado brasileiro, o que faz com que qualquer deslocamento seja fácil. E a NZ tem um sistema muito menos complicado de geração de riqueza através de financiamento de pequenos e médios negócios.
No Brasil, agricultura familias é subsidiada e agricultura média não tem acesso aos mesmos incentivos que produtores enormes.
Acho que temos muito o que desenvolver ainda...
Somente uma visão!
MARCELO GROSSI MACHADO

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 18/03/2014

Grande exemplo para nós Eric. Quem conheceu o Jeremy e sua fazenda sabe ainda o retrato da realidade trabalhista e previdenciária da NZ. Onde os fazendeiros conseguem conciliar lazer e trabalho com lucratividade e ainda possuírem garantias de uma posteridade com tranquilidade.
Abraços
Marcelo
DANIEL RIZZO VICENTE

PROMISSÃO - SÃO PAULO - FRIGORÍFICOS

EM 18/03/2014

Bom dia este processo Sharemilking teria que ser mais divulgado pois temos muito potencial em terras boas que estão virando canavias pelo fator antieconomico do leite. Temos hoje muita parceria em arrendamentos de plantio de cria mas de Leite é muito pouco ainda pelo nosso bom potencial em terras...Muito boa materia temos que começar pensar em voltar para nossas raizes...
MARIA SONIA SIGRIST PAZETTI

INCONFIDENTES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/03/2014

gostei mto. do artigo. Esclarecedor e aplicável
REJANE CASTRO

SÃO ROMÃO - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/03/2014

Oi Eric! Parabéns muito bom artigo. Realmente precisamos de ideias novas no Brasil, onde os produtores estão desmotivados pela falta de incentivo, mão de obra e etc.