ENTRAR COM FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

Holandês vs Jersey, um comparativo entre raças

POR JUNIO CESAR MARTINEZ

PRODUÇÃO

EM 23/04/2008

61
0
O número de vacas Jersey está aumentando consideravelmente no Reino Unido. Muito possivelmente essa maior procura também ocorrerá aqui no Brasil em um futuro bastante próximo. Talvez não necessariamente um aumento expressivo na criação da raça Jersey, mas o produto do cruzamento de touros Jersey com vacas Holandesas, uma vez que o F1 possui características bastante interessantes para a produção de leite a pasto em nosso pais. Tal acontecimento tem sido uma resposta a demanda crescente pelo aumento da concentração de gordura e proteína no leite. Embora essa demanda tenha sido intensificada recentemente, desde o inicio da década passada ela já vem acontecendo.

Em 1995, pesquisadores já alertavam que vacas Jersey estariam mais susceptíveis a desordens metabólicas e infertilidades devido ao "stress" causado pela busca de alto desempenho individual para produção de leite. Isso tem causado certa preocupação no meio científico, visto que os sistemas mecanísticos atuais utilizados para balanceamento de dieta, na opinião de alguns pesquisadores, a exemplo do NRC (2001), muito utilizado para formulação de ração, não possuem recomendações atualizadas devido a falta de pesquisa comparando a fisiologia digestiva e nutrição das modernas vacas Jersey e Holandesas. Pelo menos essa é a opinião do pesquisador Aikman em artigo publicado neste mês em uma das principais revistas destinada a bovinocultura leiteira, o Journal of dairy Science, bem como de muitos outros por ele citados ao longo de seu artigo científico.

Tal preocupação se deve ao fato de que vacas Jersey sabidamente utilizam dietas com alta fibra mais eficientemente que a grande maioria das outras raças leiteiras, principalmente as de grande porte físico; assim como há relatos na literatura de que vacas Jersey possuem maior capacidade de ingestão de alimento por unidade de peso vivo. Também, ruminam mais tempo para cada quilo de fibra ingerido. Assim, essas particularidades e, a falta de pesquisa atual, poderiam gerar recomendações de balanceamento de ração com pouca acurácia, tornando interessante o conhecimento sobre o comportamento ingestivo de vacas Jersey e se ele difere do comportamento ingestivo de vacas Holandesas.

Os dados a seguir são fruto de um estudo recente comparando grupo representativos de vacas da raça Jersey e Holandesa.

Facilidade ao parto e saúde da glândula mamária

Todo o grupo avaliado, com exceção de uma vaca Holandesa, pariram sem necessidade de ajuda. Apenas uma Jersey foi acometida por febre do leite e tratada com borogluconato de cálcio. Uma Jersey apresentou alta queda do consumo de alimento 10 dias após a parição, entretanto, sem sintomas clínicos para intervenção médica. Uma Jersey e uma Holandesa foram afetadas por mastite durante a décima primeira e décima segunda semana de lactação.

Consumo de alimento e peso vivo

Vacas holandesas foram acima de 200 kg mais pesadas que as vacas Jersey no período seco (Figura 1) e durante a lactação. Embora o peso vivo seja muito diferente, o consumo de alimento nesta fase, em percentagem do peso vivo, não foi diferente entre as raças. Após a parição, as vacas Jersey consumiram 30% menos alimentos que as vacas Holandesas, mas quando comparadas quanto ao consumo em percentagem do peso vivo, não houve diferença significativa.

Figura 1. Peso vivo de Holandesas e Jersey entre a quinta semana pré-parto e a décima quarta semana pós-parto.


Fonte: Adaptado de Aikman et al. 2007

Produção de leite e Estimativa de balanço energético

Conforme apresentado na Tabela 1, as vacas Holandesas são mais produtivas que as vacas Jersey. Entretanto, a gordura e a proteína do leite e a concentração de energia foi maior para as vacas Jersey. Todos os termos apresentados na Tabela 1 apresentam diferença significativa do ponto de vista estatístico, exceto o teor de lactose e o balanço energético.

Tabela 1. Produção e composição do leite e estimativa de balanço energético de vacas Holandesas e Jersey entre a 2 e a 14 semana de lactação.


Fonte: Adaptado de Aikman et al. 2007

Alimentação e ruminação

O consumo de matéria seca e de fibra (FDN) das vacas Jersey foram aproximadamente dois terços das Holandesas (Tabela 2), mas o tempo gasto se alimentando não diferiu entre as raças. De todos os termos presentes na Tabela 2, apenas o tempo gasto em alimentação, número e duração da refeição não são significativamente diferentes entre as raças.

Tabela 2. Consumo de matéria seca e FDN, tempo gasto alimentando e ruminando de vacas Jersey e Holandesas


Fonte: Adaptado de Aikman et al. 2007

Digestibilidade no trato total e balanço do nitrogênio

Não foi observado diferenças na digestibilidade da matéria seca, matéria orgânica, amido, fibra em detergente ácido ou nitrogênio entre as raças, embora as digestibilidades da matéria seca e matéria orgânica e a digestibilidade aparente da fibra em detergente neutro foram numericamente superiores para o grupo Jersey.

Cinética da digestão

O fracionamento da taxa de passagem da dieta pelo rúmen foi significativamente mais alto na raça Jersey. Assim, o tempo de retenção do alimento dentro do rúmen é menor nas vacas Jersey quando comparadas com vacas Holandesas. Também, o tempo de retenção médio do alimento no trato total foi menor para o grupo Jersey.

Considerações finais

Existem, portanto, diferenças consideráveis entre os grupos raciais. Tais diferenças afetam a forma como se deve proceder o arraçoamento individual e no caso de sistema de produção de leite a pasto, o manejo da pastagem a fim de ajustar principalmente a taxa de lotação.

Vacas Jersey ficam menos tempo com o alimento retido no seu trato digestivo. Logo, a qualidade (valor nutricional) e o aspecto físico do alimento (processamento) fornecido, afetam o desempenho do animal. O comportamento ingestivo de cada grupo racial deve ser respeitado, em especial nos sistemas a pasto. Vacas Jersey tendem a ficar mais ociosas entre as oito horas da manhã até o meio dia. Por outro lado, são mais ativas entre a meia noite às 4 da manhã. Estudos sugerem que esse comportamento da raça Jersey proporciona um suprimento de alimento ao rúmen mais regular, podendo ser o dos fatores que ajudaria a explicar a tendência para maior digestibilidade deste grupo racial.

Essa também pode ser uma das explicações para o fato de que o rúmen de vacas Jersey tem menores variações nos picos cíclicos de produção de ácidos graxos voláteis e flutuação do pH ruminal em relação a vacas Holandesas. Certamente essa capacidade das vacas Jersey confere uma vantagem metabólica em situações que induzam a acidose ruminal. Outra habilidade interessante de vacas Jersey é a maior mastigação do alimento, proporcionando maior redução no tamanho de partícula, ajudando na digestibilidade; e produzindo maior quantidade de saliva, tamponando melhor o rúmen e favorecendo um pH mais favorável para digestão de fibra.

Portanto, fica evidente que as particularidades entre as duas raças devem ser respeitadas no momento da formulação da ração e que, mais estudos são necessários para aumentar a acurácia dos modelos mecanísticos usados para balanceamento de dietas para vacas leiteiras. Entretanto, é importante deixar claro que embora melhorias nas equações sejam necessárias para melhor contemplar a raça Jersey ou os produtos dos cruzamentos entre Jersey e Holandês, os conhecimentos e as equações atuais atendem a contento o balanceamento de ração na forma como atualmente é feito.

Fonte:

Adaptado de:

P. C. Aikman, C. K. Reynolds, D. E. Beever. Diet Digestibility, Rate of Passage, and Eating and Rumination Behavior of Jersey and Holstein Cows. J. Dairy Sci. 91:1103-1114. 2007

JUNIO CESAR MARTINEZ

Doutor em Ciência Animal e Pastagens (ESALQ), Pós-Doutor pela UNESP e Universidade da California-EUA. Professor da UNEMAT.

61

COMENTÁRIOS SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Seu comentário será exibido, assim que aprovado, para todos os usuários que acessarem este material.

Seu comentário não será publicado e apenas os moderadores do portal poderão visualizá-lo.

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

ELCIO - SITO PALMITAL

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/04/2016

ELCIO JOSE, JUIZ DE FORA, MG, SR JUNIO CESAR MARTINEZ, BOM DIA.

SOU CRIADOR DE JERSEY P.O NO SISTEMA DE PASTOS, NO COCHO SÓ A RAÇÃO NA HORA DA ORDENHA, E MUITO POUCA CANA +- 10K NO PEÍIODO SECO.

LI NO SEU ESTUDO QUE UM ANIMAL JERSEY DIMINUIU MUITO O CONSUMO DEZ DIAS APOS O PARTO, ESTE É UM PROBLEMA QUE TENHO EM MINHA CRIAÇÃO NORMALMENTE OS ANIMAIS DE MAIOR PRODUÇÃO ACIMA DE 25KG DIA OCORRE ESTA FALTA DE APETITE, RETORNANDO NORMALMENTE SEM INTERVENÇÕES, COM A APLICAÇÃO DE CÁLCIO NO INICIO DESTA FALTA DE APETITE, DIMINUI SIGNIFICATIVAMENTE O TEMPO, CREI O QUE POR CAUSA DO ELEVADO TEOR DE SOLIDOS NO LEITE, QUE EXIGE MUITO DO ANIMAL, SERIA IDEAL NOVAS PESQUISAS.     ATT.
GILDEON CHAVIER

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/01/2016

Guilherme Alves de Mello Franco muito obrigado pela dica.

Eu estava lendo sobre as vacas Jersey e segundo apurado elas se adapta bem em ambientes quentes, procede a informação. E aproveitando a pergunta, se o sr conhece quem venda animais adaptado a o calor.

Grato.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/01/2016

Prezado Gildeon Chavier: Boa tarde. Se for trabalhar a pasto, invista em girolando. Se for confinar, Holandês. Não adquira animais do Paraná, eles vão morrer neste clima e o carrapato também será grande problema. Procure animais no Nordeste, mais adaptados a seu clima.

Qualquer outra dúvida, estou às ordens.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ ONZE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

http://www.fazendasesmaria.com

Facebook: Sesmaria Faz
GILDEON CHAVIER

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/01/2016

Bela matéria do sr Junio Cesar Martinez



Embora eu tenho uma duvida sobre as raças. Sou do estado do Acre e estou viajando ao Parana para comprar vacas leiteiras. E vem a duvida vou trabalhar na minha propriedade com vacas a pasto com ração uma vez ao dia. Mais o clima aqui e em media 35 graus no verão e 25 no inverno. Tenho duvida de qual raça devo comprar.

Guilherme Alves de Mello Franco

Agradeço a todos que poder ajudar pois a escolha dos animais e fundamental.

Grato.
ADENILSON

FOZ DO IGUAÇU - PARANÁ

EM 12/05/2014

Valeu Carlos Eduardo pela dica,vamos trocando ideias stou precisando kkk, vou pensa nisso sim.
CARLOS EDUARDO DE LIMA QUEIROZ

SILVA JARDIM - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/05/2014

Amigo Adenilson,

          De acordo com a sua forma de trabalho e manejo o mais indicado seria a raça holandesa por razoes variadas, que iriam desde o próprio manejo assim como pela propriedade de cada animal, visto que 30kg e forçado até para uma jersolanda, pois a estrutura de uma Jersey ou seu cruzamento não comporta esse volume a não ser em caso específicos, lhe falo isso pois já lidei com varias raças de leite e hoje não troco a Jersey por nada, porem eu trabalho a pasto .



  vamos conversar, abraços .   
WILSON COLOGNI

INDAIATUBA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/05/2014

Edneia Gabriel Miyamoto, minha propriedade é em Itaporanga-SP e portanto somos vizinhos, estou iniciando este cruzamento e gostaria muito de lhe fazer uma visita. Se for possível, por favor me dê um alô .  Obrigado
ADENILSON

FOZ DO IGUAÇU - PARANÁ

EM 08/05/2014

  Boa noit pessoal! Estou entrando no ramo tambem e gostaria de uma ajuda de voces sou leigo na àrea,em dezembro fica pronto minha estrutura e estou en duvida entre a holandesa e a jersolanda,meu plantel vai fica em locais sombreados nao vao a procura de alimentos vou corta o capim vaqueiro e trazer ate o cocho,isso vai ser durante o dia,pois de manha após a ordenha vao para sala de alimentacao q vao ser alimentadas com concentrado e silage de milho e a noit repeti a mesma alimentacao.

Mha duvida e na produçao,pq gostaria de vacas com 25 ah 30 kg dia, sera q consigo isso na jersolanda? Me ajudao por favor kkkk.

Obrigado.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/02/2014

Prezado Wilson Cologni: Pecuaristas de leite nunca chegam ao patamar ideal (rsrsrs). Estamos sempre inovando, recuperando, ampliando e, principalmente, estudando.

Nossa atividade é complexa, muito complexa e demanda tempo para a expertise (que, a meu ver, nunca se atinge - rsrsrs).

Aproveito a você a conhecer nosso site: http://www.fazendasesmaria.com e ter maiores informações sobre nossa história. Também estamos no Facebook: Sesmaria Faz.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ NOVE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

http://www.fazendasesmaria.com


Facebook: Sesmaria Faz
WILSON COLOGNI

INDAIATUBA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/02/2014

Junio Cezar



Seu artigo é tão interessante que provocou um grande debate e serviu de guia para muitos dos participantes,inclusive eu embora com um pouco de atraso , mas acredito que o tema ainda é atualíssimo embora você deva ter dados mais atualizados tanto tempo depois.

O entusiamo do Sr. Guilherme Alves da fazenda Sesmaria lá de Juiz de Fora é contagiante.

mas infelizmente não é a realidade da pecuária leiteira do Brasil.

Um dia estive em uma fazenda experimental de café em S.S.Paraiso em MG  e o pesquisador me mostrou inumeros sistemas de plantio, muitos mesmo.

Então quando voltamos do campo eu fiz a seguinte pergunta: De todos os sistemas que o sr. tem pesquisado qual o melhor ?

Ele me respondeu: Wilson, produtor de café é igual criador de gado leiteiro, uns gostam de holandês outros de Jersey outros gostam do Gir porque criam o bezerro enfim cada um acha aquele que mais lhe convém.

De qualquer forma gostei demais deste debate e parabenizo você pelo artigo, parabenizo o Guilherme pelo entusiasmo  ( a esta altura ele já deve ter chegado no patamar ideal )  e parabenizo também a todos os participantes.
RODRIGO

DIVINÓPOLIS - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 06/12/2013

Um dos erros dos produtores brasileiros na minha opinião, quando pensam em aumentar a produção, acabam é comprando mais vacas.



São poucos que pensam em melhoramento genetico.



Mas sem duvida Holandes e Jersey são as melhores raças para produção de leite que existe.



Sobre a "Jersolando" já vi casos de lugares que estavam utilizando esse cruzamento que maioria dos produtores acabaram descartando e trocando o plantel.



*depois coloco aqui aonde foi








GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/05/2013

Prezado Marcel Olivier Ferreira de Oliveira: Obrigado pelos elogios. É claro que as mentalidades antigas, como a de meu avô (apesar de seu espírito inovador), seriam muito difíceis de domar (rsrsrs). Somente pude implantar o sistema que hoje amadureço, há oito anos, após o falecimento de meu pai. Se estivesse vivo, ele não gostaria de arriscar (e, para evoluir, temos que arriscar). Todavia, como você já percebeu, já se vão oito anos e ainda considero meu sistema em implantação (sua plenitude, se eu conseguir alcançá-la, somente daqui a cinco ou seis anos). Há muitas questões a resolver e umas tantas outras surgem dia a dia. Talvez esta seja a beleza da criação profissional de gado de leite - desafio e estudo constante.

Um abraço,







GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/05/2013

Prezado Carlos Eduardo de Lima Queiroz: Como meu rebanho é pequeno, quase sempre, posso estar mudando o cenário e implantando novos animais, à medida em que eles vão alcançando a idade produtiva. Mas, não existe uma regra de descarte, já que algumas vacas de meu plantel possuem mais de seis anos e continuam a produzir em alta escala. Normalmente, de quatro em quatro anos, dedicamos um contingente de novilhas de primeira cria para substituição das vacas em lactação. Porém, pelo que acima expendi, isto não é regra, pois, em grande parte dos casos, meus animais ainda se apresentam ativos por longo tempo, em condições de manter o nível de lactação traçado para o sistema.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
MARCEL OLIVIER FERREIRA DE OLIVEIRA

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/05/2013

Prezado Guilherme, achei muito boa sua contribuição. A tecnologia não pode ser desprezada mas convêm destacar que a implantação de um sistema produtivo com maior apropriação de tecnologias não se implanta de um dia para o outro pois os maiores obstáculos estão no fator cultural e esse depende preponderantemente de mudar a forma de pensar de nós próprios. Difícil, muito difícil. Daí, essa implantação ser lenta e gradativa. Embora, no seu caso, você esteja convencido de que o confinamento total seja o mais eficaz, nem sempre se pode ter as mesmas condições como as suas. Por isso outros sistemas são também igualmente importantes e necessários o amadurecimento e abusca, in locu, para um sistema mais tecnificado. Você mesmo é o exemplo. De seu respeitável avô até você, que infinidades de experimentos e evolução cultural (não me refiro a formação universitária que, claro, ajuda muito). Também fui criado na fazenda, em Muriaé, e ha mais de trinta anos estudo esse complexo segmento do leite e sua cadeia produtiva. è fantástica. Somente agora estou partindo para o confinamento. Voce comercializa animais? Marcel Olivier.
CARLOS EDUARDO DE LIMA QUEIROZ

SILVA JARDIM - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/04/2013

Prezado guilherme, assim como você eu tambem sou de leite, e gostaria de te perguntar qual e a idade media de descarte do seu plantel ?, visto que ele me parece ser composto de animais com alta produtividade, que certamente possuem uma exigencia alimentar alta, que trabalham em um nivel matabolico elevado. que nessecitam de todo um aparato de produção que vai desde á produção de silagem de milho ( acredito que sejá essa a base de alimentação dos seus animais )  a construção de instalações para a acomodação dos animais entre outros e que posuem atualmente um alto valor no mercado de compra.

  
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/04/2013

Prezado Francisco Assis de Freitas: Obrigado pelas palavras elogiosas. O grande vencedor, no caso de debates como este, é, sempre, a pecuária leiteira nacional, pois, com a circulação das ideias, produtores - como você e eu - podemos traçar nossos caminhos, com muito mais objetividade e certeza.

Precisamos deixar de lado nossas arrogâncias e interesses comerciais e entender que há um mundo inteiro a ser explorado dentro de um galpão de confinamento e que o Brasil muito pouco o conhece. Já criamos a pasto há quinhentos e treze anos, sem o sucesso necessário para nos tornarmos um gigante internacional na produção. E não será nele, mas no concreto das reclusões integrais de bovinos de leite que alcançaremos esta meta, como acontece em diversos outros pontos do planeta, inclusive na Nova Zelândia, onde a movimentação da massa produtiva já se encaminha de encontro ao sistema confinado.

Um abraço,





GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
FRANCISCO ASSIS DE FREITAS

LIMOEIRO DO NORTE - CEARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/04/2013

Sem conhecimento profundo de criador e sem conhecimento técnico, mas com uma mente aberta, sem vaidade, e com uma capacidade natural de entender e compreender a posição de cada ser humano, analisei todo o debate e afirmo sem medo, que o Guilherme foi o grande vencedor, contribuindo sobejamente para a formação de opinião de leitores como eu.    
OSVALDO LINO ALEXANDRE

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 12/03/2013

Gostei muito de seu artigo sobre o gado jersey, estou cursando o 5º período de agronegócio e estou muito interessado em fazer o meu TCC sobre a vantagem de se criar a raça. Se voce estiver alguma matéria ou experiência que possa compartinhar, favor me passar por email.

osvaldoalexandre@pifpaf.com.br.

Parabêns pela sua matéria.

Grato pela sua atenção. 

Osvaldo lino 


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/12/2012

Prezado Júnior: Dificilmente, a pasto, teremos uma produtividade igual ou, pelo menos, semelhante, a que se consegue num confinamento. Além do mais, os "reduzidíssimos investimentos, custo de produção, mão de obra" vão, literalmente, por água abaixo quando temos as fortes chuvas de verão, com seus barreiros infernais, ou secam o lucro, também literalmente, durante os longos períodos de estiagem (rsrsrs), sem contar que, muitas vezes, reduzir custos não é obter lucro. Já passamos por tudo isso (meu avô, meu pai e eu): pasto, semiconfimanento e confinamento. A mais lucrativa, produtiva e tranquila exploração de gado leiteiro foi a reclusão integral, adotada a sete anos (quase oito). Meu e-mail é guilhermejuridico@yahoo.com.br


Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO


FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG


=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
JÚNIOR

ANAGÉ - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/12/2012

Guilherme, acredito que, em se tratando de vender genética, vc está fazendo um bom trabalho, mas se o objetivo for leite e uma relativa genética, a atividade direcionada a pasto bem manejado é a melhor opção, visto que em sua média de produção versos lucro, torna-se muito semelhante a resultados obtidos em trabalhos a pasto , com reduzidíssimos investimentos, custos de produção , mão de obra , trabalho no geral e etc.Mas, não resta dúvida que seu trabalho está voltado, principalmente, para produção de genética. Gostaria , até , do seu contato, se possível. alfiojunior2@hotmal.com.