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Estamos subestimando os sistemas baseados em pastagens?

POR ERNESTO COSER

PRODUÇÃO

EM 14/09/2017

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A Nova Zelândia se tornou dona do leite no mundo, porque desenvolveu um modelo de pecuária leiteira baseada em produção a pasto. Tem alta produção e produtividade, com custo muito baixo. No Brasil, apesar de toda a vocação que temos para produzir leite a pasto, meu sentimento é que nossa tendência tem sido copiar modelos americanos e europeus.

É obvio que a maioria das fazendas no Brasil produz seu leite basicamente a pasto. Mas pergunte a produtores, qual é o modelo de produção que eles gostariam de ter se tivessem condição para isto. Ou, qual o modelo de produção que acreditam ser o ideal?

Acredito que 9 entre 10 produtores gostariam de ter vacas de 40 litros ou mais, dentro de um grande barracão climatizado, com um sistema robotizado de alimentação. E se fizermos esta mesma pergunta para técnicos/consultores, 9 entre 10 vão dizer que este é o modelo que eles gostariam de instituir nas fazendas que assistem.

Mas e o pasto? E o clima propício que temos? E a quantidade de terras que temos? E os animais adaptados ao clima tropical que possuímos? E a rentabilidade? Vamos sonhar em ter vacas de 50 litros criadas no ar condicionado e alimentadas com ração, ou vamos sonhar com vacas médias criadas a pasto com ou sem suplementação?

Não sou contra dar ração. Sou contra desperdício de pasto. Mesmo nas fazendas mais tecnificadas, nossa eficiência de pastejo é bem baixa. Acredito que a ração deve ser usada de forma estratégia e não de forma compensatória, para compensar a baixa eficiência de pastejo que temos hoje.

Sabemos tudo sobre o pastejo, sabemos corrigir o solo, a planta, os animais, só não estamos tendo sucesso em seu manejo. Sabemos a hora de entrar e sair com os animais dos pastos. Mas fazer o animal ficar onde queremos e não deixar com que ele escolha onde comer, ainda é um desafio no Brasil.

Se temos pasto rapado ou pasto passando, quem está comandando a fazenda é o gado, e não seus gestores. Quantas fazendas conhecemos que tenham alta eficiência de pastejo? Por que isso é difícil no Brasil?

Lançar mão de dietas caras de forma compensatória torna a margem baixa, o risco alto e a possibilidade de quebra muito maior. Precisamos evitar a concentração da produção pecuária. Precisamos ensinar os produtores a serem produtivos com baixo custo e usar ração de forma estratégica.

Nos EUA, dificilmente teremos pastejo; na Nova Zelândia, dificilmente teremos confinamentos. No Brasil, podemos tirar proveito dos 2 modelos. Na minha opinião, o que nos falta são informações sobre conceitos básicos de cerca elétrica. O resto já dominamos no Brasil, ou existe a informação disponível. Mas, sobre a cerca elétrica, estas informações estão longe de serem dominadas.

Quantos volts mínimos devemos ter no arame para que os animais respeitem a cerca? Qual a potência do eletrificador? Devo comprar por km ou por potência? Como deve ser uma cerca em solos arenosos? Como aterrar? Como proteger de raios?

Nem mesmo estes simples conceitos são dominados por técnicos/consultores no Brasil, e na Nova Zelândia esta tecnologia é matéria na graduação de cursos de ciências agrárias. Tecnologia mal empregada vira problema, e tecnologia dominada vira solução.

Pastejo intensivo suplementado é o modelo de produção mais democrático e acessível. Os modelos confinados também são bons, mas são para poucos, a margem é menor e o risco é alto. Em épocas onde o preço do leite é baixo ou temos leite importado mais barato, a rentabilidade ficará negativa. Não podemos mudar as políticas e a livre concorrência, só podemos mudar nossos custos de produção. E o melhor modelo de produção é o que deixa mais lucro.

Gostaria de contar com sua ajuda para treinar o mercado, para que tenhamos sucesso com cercas elétricas, alcançando melhor eficiência de pastejo. A cerca elétrica é a melhor colhedeira de pasto que existe!

Para aprender mais sobre sistemas eletrificados, obtendo os resultados que essa tecnologia pode proporcionar, assista ao curso “Cerca elétrica: como utilizá-la de forma correta e eficiente”, ministrado por Ernesto Coser Netto, disponível no EducaPoint.

ERNESTO COSER

Médico veterinário, atuou em grandes laboratórios veterinários e está há cinco anos na empresa Trutest, especializando-se em cercas elétricas, com cursos na Nova Zelândia.

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CLAUDINEI

JABORÁ - SANTA CATARINA - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 19/04/2018

AINDA TEMOS CONSULTORES E PRODUTORES PREOCUPADOS COM QUANTOS LITROS DE LEITE VAI SER TIRADO POR VACA, E NÃO PREOCUPADOS COM QUANTO LUCRO VÃO TER POR VACA!
TEMOS QUE TER NOSSO PRÓPRIO MODELO DE PRODUÇÃO E NÃO COPIAR DA EUROPA, ESTADOS UNIDOS E NOVA ZELANDIA. CLARO QUE É BEM MAIS FÁCIL PEGAR A RAÇÃO NO SILO, PEGAR A SILAGEM E O PRÉ SECADO E TRATAR AS VACAS, MAS NEM SEMPRE É O MAIS RENTÁVEL.
ANTONIO SANTANA DE PAULA

REDENÇÃO - PARÁ

EM 18/04/2018

Olá sou produtor de leite, de Redenção - Pa, tentei fazer piquetes rotacionados, cometi varios erros, amarguei prejuizos pois nao contava com assistencia, grande maioria de produtores trabalham sem analisar custo de produçao inclusive eu. como estou na regiao onde chove bastante e sem consultoria e sem profissionais com conhecimento em cerca eletrica, resolvi reduzir meus pastos usando cerca normal, nossas vacas sao de grau de sangue girolando, com temperamento mais dificil, dificultou usar somente um fio, pois pulavam a cerca eletrica, causando mais prejuizos, sou a favor mais sem tecnico e mao de obra fica muito dificil.
PECUARISTA MINEIRO

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/04/2018

Texto excelente Ernesto parabéns a realidade da grande maioria dos produtores de leite é baseada na produção a pasto nas águas essa é sem dúvida a forma mais eficiente e econômica de fornecer volumoso durante o período chuvoso pena que muito ainda não dividem seus pastos e nem usam cerca elétrica outro ponto importante é que a maioria das fêmeas leiteiras atualmente no Brasil não tem genética e produção suficientes para compensarem o consumo de silagem de milho ou sorgo outro ponto a favor das pastagens bem manejadas adubadas e divididas é que elas são perenes e não precisam serem replantadas anualmente e não dependem tanto das chuvas como lavouras de milho e sorgo
UDSON SÉRGIO

BARRA MANSA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/09/2017

Prezado Ernesto

Mas falando de pastejo rotacionado, na época de chuva temos um ótimo pasto, mas e na época de seca

Qual a estratégia a ser usada, seja com pastos rotacionados ou não?

Não tenho muita experiência com estes manejos.

Obrigado!
TIAGO FRANÇA

LONDRINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 20/09/2017

Caro Enesto Coser. A maioria das propriedades que atendo, estão querendo abrir mão de fazer um bom manejo de pastagem, para investir em Animais confinados pq ? A produção de animais a pasto é muito modesta, não consigo ver sistemas de animais em pastagem, produzido mais que 20 litros/cab/dia. Acabei de sair de uma propriedade que faz parte do Balde Cheio e, quanto estava a produção dele em pastagem de Giggs e Grama Estrela Irrigado ? Me passe seu email que te mando as analises. Faz 2 meses que estou dando consultoria, repartimos em 3 lotes e os 3 estão comendo silagem de milho, Lote 1 está com 28 Litros.
ERNESTO COSER

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 19/09/2017

Caro Tiago França,



Em momento algum, defendo o uso exclusivo de pastejo na produção, podemos e devemos lançar mão de toda a forma de dieta se a conta fechar.

O que defendo é seguir para o próximo passo, sem aprender o primeiro. Não extrair o máximo possível do pasto e compensar com dietas mais caras.

Temos que saber qual o objetivo da atividade: Produzir 35 litros ou ganhar dinheiro.

Podemos produzir menos e ganhar mais e podemos produzir mais por vaca e ganhar menos.
JOÃO LEONARDO PIRES CARVALHO FARIA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/09/2017

Para nutricionistas que trabalham com a Pecuária, o pastejo é o modelo mais desafiador, afinal de contas, estimar consumo à pasto e realizar análises bromatológicas de forma mais intensiva é muito mais difícil e penoso de se realizar!

Mas uma das ferramentas mais rentáveis e maravilhosas de se trabalhar, desde que seja tecina e economicamente viável, é o Pastejo!
TIAGO RIBEIRO

PASSO FUNDO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/09/2017

Qual média de animais por ha  conseguimos alcançar em uma área de pastagem  irrigado?

Para ter 100 animais a pasto irrigado piquetado, Qual área ideal seria?
TIAGO FRANÇA

LONDRINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 17/09/2017

Caro Ernesto Coser. Excelente Artigo, mais como Nutricionista de Bovinos de Leite, ainda vejo que a um meio termo entre Pastagem e animais que recebem suplementação de Silagem.



Por favor, me explique como consigo fazer uma vaca produzir 35 Kg/Leite/Dia em pastejo só suplementando com concentrado ? Isso em condições ótimas de pastejo, Na região aonde atuo PNV faz 36 graus no Inverno e, no verão os animais só vão pastejar no momento mais fresco. Sem contar que a terra aqui é bem arenosa, tenho vários produtores que trabalham com irrigação e 650 Kg/N/Ha/Ano e não chegamos nem perto de atingir o que queremos.



Por favor, peço que deixe seu e-mail, que te envio os laudos das analises das pastagem que venho coletando.



Abçs.
PAULO TADATOSHI HIROKI

LONDRINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/09/2017

Parabéns! O artigo esta conseguindo o proposto. Considero a discussão sobre a produção de leite, no sistema que trouxer melhores resultados, é muito interessante e deve ser feita sempre. Há muitos pontos de grande importância a considerar, mas não podemos simplesmente comparar sistemas que têm em sua base comparativa situações desproporcionais. Poucos estudos, poucas avaliações e na maioria sistemas de produção baseados nas pastagens com baixa produção. Assim temos produtores e, mesmos nos técnicos, com poucas informações assim estando mais propensos a errar. Os produtores que têm melhores resultados são os que conseguem aproveitar de forma mais racionais os recursos naturais, as condições climáticas e a mão de obra. Os produtores com resultados mais significativos que assistimos, são os que têm o planejamento alimentar mais adequado, A base é pastagens no verão e suplementação, alguns com cana e ureia e outros com silagem de milho para o período do inverno.
ERNESTO COSER

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 15/09/2017

Obrigado por contribuir com a discussão Emerson.

Eu não defendo radicalismos, eu defendo melhor aproveitamento do pasto.

Mas para seca, existem muitas soluções, desde de irrigação a escolha e variedades resistentes.

Se bem formado e manejado, o pasto resisto muito mais a seca.

Mas podemos e devemos suplementar se a conta fechar.

Temos que lembrar que a atividade visa ter lucro e não bater recordes de produção.

Se produzir menos por vaca der mais dinheiro, por que não?
DUARTE VILELA

PESQUISA/ENSINO

EM 15/09/2017

ISSO MESMO ERNESTO, FOI BASTANTE DIFUNDIDA NO BRASIL NA DÉCADA DE 90, EU MESMO CONDUZI VÁRIOS EXPERIMENTOS COM PRODUÇÃO INTENSIVA DE LEITE A PASTO DE COAST-CROSS E COM ALFAFA, ALCANÇANDO PRODUÇÕES PRÓXIMAS À 100KG/HA/DIA. MAS, HOJE ESTÁ NO ESQUECIMENTO, TALVEZ ACOMODAÇÃO OU CRENÇA DE SER PERIGOSO. AQUI NA EMBRAPA GADO DE LEITE HÁ MUITOS COLEGAS QUE HOJE PODEM INTERAGIR COM VOCÊ E ACREDITO SER PROVEITOSO. ABRAÇO, DUARTE VILELA.
ERNESTO COSER

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 15/09/2017

Muito bom seu depoimento Leonardo, sei de muitos casos de produtores e técnicos que desistiram de criar ovinos e caprinos profissionalmente por ficarem com vergonha de ir buscar inúmeras vezes os animais nos vizinhos.

A Nova Zelândia tem 80 milhos de ovinos e praticamento tudo na cerca elétrica.

Ovinos e caprinos por terem um menor contato com o solo (pé pequeno e ainda muitos são lanados e acabam isolando) e consequentemente tendo menor aterramento, acabam sentindo menos o choque. Para ser eficiente em ovinos, precisamos dar a atenção a altura correta dos fios, intercalar fios negativos e positivos na cerca e este negativo deve ser ligado ao aterramento e feito aterramentos auxiliares ao longo da cerca e ainda ter um eletrificador de minimo de 6 joules liberados e manter uns 6 mil volts no arame.
LEONARDO JOSÉ LENTE

CÁCERES - MATO GROSSO

EM 15/09/2017

Olá Ernesto, boa tarde.

Trabalhamos aqui com cerca eletrificada para ovinos e caprinos, temos um excelente manejo e um aproveitamento fantástico da forragem.

O aparelho ideal deve atender toda área ocupada pelos animais com bom aterramento nas cercas e também no aparelho, não esquecendo de um boa proteção contra raios e oscilações na rede  elétrica.

Temos piquetes em torno de 1200 metros quadrados cada, com sistema de irrigação permanente para o período de escassez de chuvas, alem destes sistemas realizamos análise de solo e planta uma vez ao ano e então suprimos às necessidades através de adubações.

nossos animais são criados a pasto, no entanto, fornecemos uma suplementação para animais em lactação ( leite) e também nos terminais (engorda). Desta forma chegamos a um denominador rentável.

O sistema quando aplicado de forma correta se torna eficiente e é de pouca manutenção.

Realmente o que observamos e que existem poucas informações sobre o assunto e na grande maioria é utilizado de forma  superficial, incorreta causando uma má fama.

Sucessos.
ERNESTO COSER

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 15/09/2017

Prezado Doutro Duarte Vilela,



A discussão que levanto é que mesmo tendo muitos técnicos que dominam o solo, a planta e os animais, por que são tão poucas fazendas que tem alta eficiência de pastejo?

Boa parte dos técnicos que se especializam em produção pecuária a pasto, acabam indo a Nova Zelêndia para aprimorar seus estudos ou se baseiam em estudos oriundos de lá.

Mas acabam esquecendo de trazer na bagagem informações sobre cercamento.

Talvez porque no Brasil sempre houve abundancia de madeira, de mão de obra e de terras, acabaram não dando atenção a este problema.  Nova Zelândia desenvolve a cerca elétrica a 80 anos e ela é quem possibilitada colher toda esta ciência em solo, planta e animal.Acredito que alem de saber corrigir o solo, escolher a melhor espécie forrageira e melhor raca animal, nosso técnicos deveriam saber quantos volts deve ter o arame para que o animais respeitem a cerca e fique onde queremos que fique.Já temos parceria em andamento com EMBRAPA SUDESTE, EMBRAPA GADO DE CORTE  e em breve pretendo ter um trabalho com a EMBRAPA GADO DE LEITE. Precisamos repassar os conceitos básicos da cerca elétrica primeiramente aos técnicos ligados a produção a pasto, para depois alcançar os produtores. Faça um experimento, pegue um bom voltimetro e meça a voltagem nas cercas elétricas onde o senhor puder. Precisamos ter algo em torno de 4 mil volts para que os animais respeitem a cerca. Faço isto quase que todo dia e infelizmente não encontro 2 mil volts em 90% das fazendas que visito; Tecnologia que não é dominada vira problemas, mas se a dominamos, acaba virando solução.Gostaria de contar com seu apoio. Hoje o maior desafio esta em colher e não em produzir pasto.
EMERSON ALBERTO TEIXEIRA CORDEIRO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 15/09/2017

Texto interessante, mas muita coisa deve ser considerada.

Gostaria de levantar algumas perguntas?

-E na seca?

-Qual pastagem de alto desempenho mantém sua produção o ano inteiro?

-Na chuva e no barro?

-Margens maiores com volumes menores são a solução?

-Animais sem suplementação não seriam médios?
DUARTE VILELA

PESQUISA/ENSINO

EM 15/09/2017

Caro Ernesto, a introdução de espécies forrageiras modernas e com grande potencial de resposta ao uso de tecnologias tem sido um fator preponderante para que os sistemas em pasto, tecnicamente menos produtivos, porém com grandes vantagens comparativas, tenham maior lucratividade. O ajuste do manejo da pastagem requer conhecimentos prévios sobre os fatores que afetam a produção de forragem e, por consequência, a produção por área. Portanto, na utilização das pastagens, o conhecimento das características morfológicas e fisiológicas da planta é essencial para se estabelecerem procedimentos adequados de manejo. Análises conduzidas por pesquisadores da Embrapa mostraram que a produção de leite em pasto bem manejado tem sido a mais viável economicamente, apresentando margem de lucratividade próxima de 30%, quando comparada a modelos confinados.
ERNESTO COSER

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 15/09/2017

Caro Nei,

Concordo que a grande maioria das pastagens estão degradadas e merecem melhor atenção. Mas o intrigante é em fazendas com pastos bem formados, a eficiência de pastejo é muito baixa. Falam em excelente desempenho se colher 60% do pasto. Existe alguma outra lavoura que fica feliz em colher 60%? Precisamos melhorar nossa eficiência de pastejo e após otimizarmos isto, passarmos a usar dietas estrategicamente, buscando o maior lucro possível O Brasil, pode e deve usar os dois modelos de produção, mas com a calculadora na mão.
NADIA DE BARROS ALCANTARA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 15/09/2017

Excelente artigo Ernesto! Ha varias tecnologias de manejo de pastagens que realmente podem ser aproveitadas de forma mais eficiente aqui no Brasil, o que inclui com certeza as cercas eletricas. Cabe tambem resaltar a importancia de se ter equipamentos de qualidade, e que cuja utilizacao seja segura tanto para os trabalhadores como para os animais. E isso, voce conhece bem! Parabens pelo trabalho de divulgacao que voce tem feito sobre a tecnologia de cercas eletricas e a desmistificacao de seu uso!
YAN DO NASCIMENTO RIBEIRO

ESTUDANTE

EM 14/09/2017

O maior gargalo da pecuária, com certeza, é o manejo de pastagens!