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Como levar a genética ao produtor de carne?

POR WALTER CELANI JUNIOR

PRODUÇÃO

EM 16/10/2009

3 MIN DE LEITURA

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Antes de abordar esse assunto gostaria de falar sobre dois outros aspectos:

- Informação ao produtor
- Importância para o produtor em ter animais melhoradores no rebanho

Informação ao produtor

Assim como na pecuária bovina de leite, por exemplo, faltam informações técnicas aos produtores de carne ovina e caprina. E olha que o leite é tradicional em nosso país, e a maioria ainda produz em condições péssimas e com poucas orientações ao produtor.

Não adianta querer que as telecomunicações resolvam esse problema, uma vez que, o homem do campo ainda é aquele que gosta da conversa ao pé do ouvido, e precisa estabelecer um elo de confiança e consequente credibilidade com o seu orientador.

Ao se tratar de carne ovina e caprina, a situação não muda e principalmente, é mais carente que a bovinocultura leiteira. Já que, existem muitos criatórios de subsistência e o número de técnicos capacitados é inferior à necessidade.

O produtor precisa entender o porquê de comprar animais melhoradores para seu rebanho, se ele quiser produzir carne para o mercado consumidor.

Cabe aos técnicos da área, realizarem uma orientação que tenha cunho principalmente comercial, para que se possa atingir o âmago da questão. Comercial não significa ganhar dinheiro sobre o produtor e sim, mostrar as vantagens financeiras de se ter um animal geneticamente superior.

Importância para o produtor em ter animais melhoradores no rebanho

Esse é o foco que o produtor tem que colocar em perspectiva.

O animal geneticamente melhorador, tem que ser devidamente escolhido com a devida orientação técnica, onde se observarão as necessidades do rebanho. Não basta colocar um reprodutor que fará nascer animais pesados, se as matrizes não produzem leite o suficiente para sustentar o cordeiro por exemplo.

Temos que fazer uma revisão minuciosa no rebanho e avaliar o potencial dessas matrizes. Feito isso, podemos partir para a escolha da raça a ser utilizada como reprodutor.

Existem diversas raças e que atendem a diversos tipos de mercado e devemos pensar e saber, qual a melhor a ser utilizada em determinadas situações.

É importante que o produtor entenda, que o ganho financeiro não está somente nos cordeiros para abate e sim, com mesma ou maior importância, nas futuras matrizes que substituirão as atuais e sua valorização, já que sabemos que fêmeas com habilidade materna melhor, tem maior valor de mercado.

Saber como utilizar esse reprodutor é de suma importância para o melhor aproveitamento do animal.

E o produtor de genética?

Assunto já bastante discutido, falado, ouvido, lido, etc.

Vamos deixar bem claro, que, exposições, leilões, pistas, são todos muito importantes e temos que respeitar sem dúvida alguma. O que deve-se entender, é que, quando se realizam exposições de elite, o produtor de carne, na sua maioria, vai, olha e diz: "Bonito, mas não é pra mim!!!".

Existe uma distância muito grande entre as duas pontas e ninguém tem feito nada para encurtar essa distância. É ruim comercialmente para quem produz genética e ruim produtivamente para a outra ponta.

Temos que entender os preços dos animais melhoradores, já que gasta-se muito dinheiro com importações, I.A., T.E., e outras letras. Mas os produtores precisam levar aos pequenos, formas de se realizarem negócios que atendam ambas as partes.

O que vou dizer agora, é até sacrilégio aos ouvidos de alguns. Mas, quando se produz genética de ponta, existem aqueles animais que não podem ser registrados por simples problemas de manchas, por exemplo. Esse animal não deixa de imprimir características desejáveis à sua prole, no que diz respeito à produção de carne, que é o que realmente interessa.

Maaaaaaaas, quem quer colocar no mercado um animal que não foi registrado, e se atrever a dizer que saiu da fazenda dele?

Se tudo fosse discutido e mostrado ás claras, e os produtores se reunissem em prol da atividade, não haveria problema nenhum em comercializar abertamente esses produtos.

Existem outros fatores, mas discutiremos em outras oportunidades.

Para dúvidas ou comentários, utilize o box abaixo.

WALTER CELANI JUNIOR

Gerente Nacional de Fomento em Ovinocultura
VPJ Alimentos

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JORGE LUIZ PALMA

NITERÓI - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 10/10/2014

Sr. Walter; quem garantiria que um animal sem documentação saiu daquele plantel?

A palavra do dono da cabanha? Ou alguém dizer; não ele é nosso amigo pode confiar.

Se for assim, eu pessoalmente preferiria comprar um bom animal, por exemplo "15\16"

no qual eu observasse todas as características que me interessasse e me custasse bem mais barato. Pois se é pra acreditar prefiro acreditar nos meus olhos e se é pra comprar sem papel é sem papel aqui ou ali. O que vai ditar o preço é que estará diante dos olhos.

Enfim, acho uma boa solução para os produtores de genética; para comercializar um produto desqualificado em sua realidade.

Mais uma vez vejo a preocupação da VPJ com os produtores de genética.

Parabéns, sr. Walter Celani Junior  de  Uberaba - Minas Gerais-Gerente Nacional de Fomento em Ovinocultura VPJ Alimentos

LEOCLECIO MEDEIROS

MONTEIRO - PARAIBA - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 16/03/2013

Parabéns, Valter, essa é a pura verdade!
OSNI LUIS GARSZARECK

PONTA GROSSA - PARANÁ - MÉDICO VETERINÁRIO

EM 31/05/2012

Concordo com você Walter. O criador de elite precisa ter em mente que o objetivo do seu trabalho é muito mais do que produzir grandes campeões, mas principalmente, ser fonte de reprodutores e matrizes melhoradores para os criadores de rebanhos comerciais. Parabéns pelo artigo!
JOSE DE SIMAS LIMA

GRAJAÚ - MARANHÃO - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 26/10/2009

Há algum tempo venho fazendo uma seleção de Caprinos e ovinos de corte, comessei cruzando anglo nibiana com Boer, Hoje fa AITF, sou um principiante no assunto, mas vejo a solução pelo o auto preço de reprodutores.
Quero parabenizá-lo pelo o artigo e colocar-me ao inteiro dispor para junto fazermos desta nossa oportunidade um grande desempenho da cadeia produtiva do rebanho de ovinos e caprinos.
Atenciosamente
Jose de Simas Lima
WALTER CELANI JUNIOR

UBERABA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 20/10/2009

Caro Gilmar,
Grato pelo elogio.
Gostaria de destacar que, os produtores de elite, ou melhor, genética, tem tambem produtos excelentes, mas que não podem ser registrados por esse ou aquele motivo.
Seria uma fonte de acesso para os pequenos poderem produzir melhor.
É isso.
Um forte abraço e bons frutos para voce.
GILMAR RICARDO BENDER

QUATRO BARRAS - PARANÁ - PRODUÇÃO DE OVINOS

EM 19/10/2009

Parabéns, Valter, vc. foi direto no assunto!
A genética continua sendo uma caixinha de surpresas, e papel muitas vezes não garante nada.
O produtor de elite precisa se tornar um pouco mais acessível, e jogar aberto e franco, aí entra aquele reprodutor sem papel que pode conter uma excelente carga genética, por uma preço mais em conta.
É preciso muita coragem para tratar isso abertamente, parabéns!!!