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Papel do manejo no bom aproveitamento da forragem produzida

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/03/2010

2 MIN DE LEITURA

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Comparando-se sistemas de produção animal sob pastejo com sistemas agrícolas, são verificadas peculiaridades no primeiro ambiente que o distingue do segundo. Em sistemas agrícolas, incrementos de produção através de aumentos nos níveis de adubação são práticas com resultados diretos, ou seja, aduba-se a cultura de milho visando maiores produções de milho-grão, entre outros.

Em pastagens, especialmente aquelas manejadas sob pastejo, no entanto, os retornos da adubação são indiretos, ou seja, aduba-se o pasto visando aumentos na produção de carne, leite, lã, entre outros. Em outras palavras, sistemas de produção animal a pasto possuem maiores pontos de ineficiência em potencial, na maior parte das vezes representados pelos animais em pastejo.

Nesse contexto, Quinn et al. (1961) avaliaram a eficiência de produção de carne em relação à dose de nitrogênio aplicada. Como resultados, obtiveram valores que variaram de 1,1 a 2,5 kg PV por kg N aplicado, ou seja, variações de mais de 100% nas eficiências finais de utilização do fertilizante nitrogenado. Fica evidente, portanto, que incrementos de produtividade em sistemas de pastejo não podem ser avaliados somente mensurando-se a quantidade de nutrientes adicionados ao sistema, ou os aumentos de produção de forragem decorrentes das adubações.

Avaliações intermediárias ao longo do processo, como as eficiências de uso dos fertilizantes aplicados, eficiências de utilização da pastagem produzida, além de eficiências de ganho de peso em relação à forragem consumida são essenciais para se determinar a eficiência global do sistema.

Tabela 1. Efeito da eficiência de pastejo na taxa de lotação em diferentes produções de forragem.



Como pode ser observado na Tabela 1, produções de forragem de 20 t MS.ha-1 com eficiências de pastejo na ordem de 60% resultam em taxas de lotação idênticas àquelas obtidas em pastagens produzindo 30 t MS.ha -1, porém com eficiências de pastejo na ordem de 40%. Sendo assim, aumentos em taxa de lotação, por exemplo, não podem ser interpretados como reflexo direto do aumento da produção de forragem, mas sim como produto da interação dessa variável com a eficiência de pastejo.

Em resumo, a adubação de pastagens é prática relativamente simples, porém pastagens bem adubadas podem apresentar resultados econômicos pífios, caso as mesmas não sejam bem manejadas após a adubação (figura 6), sendo que o correto manejo consiste em atividade mais complexa, a qual requer conhecimento, prática, dedicação e bom senso do produtor.

Nesse sentido, a busca por aumentos na produtividade da pastagem devem somente ser colocados em prática quando o domínio de técnicas apropriadas de manejo estiverem incorporadas e bem assimiladas pelo pecuarista e sua equipe, no sentido de elevar os níveis dos índices de colheita da forragem produzida, assim como sua transformação em produto animal.



Figura 6. Caracterização visual de pastagens bem adubadas e mal manejadas, onde a entrada tardia dos animais em pastejo provocaram perdas excessivas do material produzido, além de promover dieta de menor qualidade aos indivíduos do sistema

Esta dica foi retirada do último módulo do Curso Online Adubação de pastagens: conceitos essenciais, que tem como instrutor Ricardo C. D. Goulart, engenheiro agrônomo, M.Sc. e doutorando em Ciência Animal e Pastagens. Neste curso também serão discutidos temas como a importância da exploração intensiva de sistemas pecuários a pasto, amostragem e interpretação de análise do solo, uso de corretivos agrícolas e adubação em pastagens, micronutrientes, reciclagem de nutrientes, entre outros.

Saiba mais detalhes sobre as técnicas da adubação de pastagens, participando do Curso Online AgriPoint Adubação de pastagens: conceitos essenciais, que terá início no dia 17 de março.

Conheça a programação completa deste curso.

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ANDRE LUIZ LENHART

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/07/2010

o produtor deve estar de olho com o periodo de descanso das gramineas e tambem se o produtor manter o periodo de descanso vai interferir no ciclo do carapato(21a 35dias) onde que seria muinto bom para o agricultor
SILVIA LAYSE MENDES MACHADO

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 22/03/2010

Há uma relação bastante conflituosa entre a gramínea e o animal, onde a primeira necessita das folhas para realizar a fotossíntese e conseguir nutrientes para o seu crescimento em contrapartida o animal se alimenta dessas folhas e as transforma em produtos como a carne, que são os objetivos da criação. Ou seja, o manejo da pastagem deve equilibrar esses dois fatores para que nem a pastagem sobra com o próprio pastejo dos bovinos e nem eles fiquem sem o seu alimento.
JULIO ERASMO REICH

QUERÊNCIA - MATO GROSSO

EM 17/03/2010

Concordo com o Junior. Pasto também precisa de descanso. Quando as pessoas realmente souberem manejar o pasto de verdade, muita coisa vai mudar.
GLADSTON MACHARETH

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL

EM 05/03/2010

Produzir bem a campo, envolve uma série de práticas voltadas à uma pecuária de precisão, aquelas em que se consegue otimizar a produtividade, racionalizando os custos de produção.

O manejo da pastagem é uma delas, assim como a produção que uma forrageira apresenta, tanto no período das águas como das secas, o consumo médio dessa forragem por uma Unidade Animal e, consequentemente, a pressão de pastejo que essa forrageira suporta.

Isso tudo requer monitoramente periódico, com cálculos de custo-benefício.
Isso é pecuária de precisão!
JUNIOR ANTONIO MACHADO DA SILVA

BARBACENA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/03/2010

O produtor deve estar de olho no período de descanso e na altura da forrageira pois esses são os parâmetros principais da produção a pasto.
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