O produtor de leite e o Papai Noel
Fala do que serie o presente de Natal que os produtores de leite gostariam de ganhar
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Está chegando o Natal, e eu penso qual o presente que o produtor de leite gostaria de ganhar do Papai Noel.
Penso que o presente que a maioria gostaria de receber seria preço justo que permitissem a sustentabilidade econômica da sua atividade.
Sustentabilidade da atividade econômica todos sabem o que é: ter margem entre o preço venda e o custo de produção.
Mas o que seria um preço justo para o produtor de leite?
Tenho ouvido pessoas na indústria dizer que para o Brasil competir com a Nova Zelândia o produtor nacional teria que receber na faixa de R$ 0,56 a R$ 0,60 por kg de leite.
Mas hoje esse preço hoje não seria justo para a maior parte dos produtores especializados, que representam algum avanço na nossa pecuária de leite, que estão com custos na faixa de R$ 0,68 a R$ 0,72 por kg de leite produzido, e nessa situação poderiam desistir de produzir leite.
Com os preços na faixa de R$ 0,56 a R$ 0,60 a tendência seria ficarmos só com os produtores não especializados, de baixíssima produtividade, e cujo custo de produção só estaria abaixo disso por trabalhar com animais de baixo potencial leiteiro em pastos sem adubação e sem nutrição adequada, o que representaria optar por uma pecuária leiteira ineficaz e sem preocupação com a questão ambiental. Nesse caso a perspectiva para o futuro seria o Brasil, assim como o fez ao longo do passado ( salvo o período 2004 a 2008 ) ser importador de leite. Então esse preço não seria justo também para o País, pois premiaria a ineficácia e prejudicaria o meio ambiente bem como a geração de trabalho e renda no nosso interior.
Então para mim o preço justo para o produtor por um leite de qualidade hoje teria que estar acima de R$ 0,75 por litro. Se precisamos chegar a um preço entre R$ 0,56 e R$ 0,60 por litro para sermos competitivos no mercado mundial, o produtor nacional precisará do apoio da indústria e do Governo para melhorar a produtividade e reduzir os custos de produção.
Acredito que trabalhando com preços realistas para o produtor nacional, integrando esforços de associações de produtores, da indústria e do Governo para aumentar a produtividade e reduzir custos dos nossos produtores, poderemos aumentar gradativamente a competitividade da nossa pecuária leiteira de forma a assegurar que em alguns anos solucionemos os problemas estruturais da nossa pecuária leiteira, e cheguemos a preços justos para o produtor brasileiro mas também competitivos em termos internacionais, e tenhamos reais condições de abastecer nosso mercado externo e nos tornar efetivamente exportadores de leite.
Mas temos um problema conjuntural de grande gravidade afetando o preço justo para o produtor nacional, que é a sobrevalorização do real com relação à moeda americana, que se não for equacionado rapidamente poderá aumentar nossa dependência de importações de leite e trazer grandes prejuízos para o setor leiteiro, e para a renda e geração de trabalho no País. São urgentes medidas para nos preservar da guerra cambial e comercial que vivemos no mundo de hoje.
Mas e o Papai Noel onde entra nessa estória?
No grande presente aos produtores de leite poderiam receber neste Natal, que seria o apoio do Governo e da indústria junto aos seus fornecedores de leite, para que os produtores possam melhorar a produtividade e reduzir custos de produção, conseguindo assim um preço justo numa atividade economicamente sustentável e competitiva.
Um feliz Natal a todos.
Marcello de Moura Campos Filho
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MilkPoint
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CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 27/12/2010
Desculpe, mas por engano as considerações sobre seu comentário sairam em nome de Aquilesa.
Abraço
Marcello de Moura Campos Filho

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 27/12/2010
Desculpe, mas por engano as considerações sobre seu comentário sairam em nome de Aquilesa.
Abraço
Marcello de Moura Campos Filho

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 27/12/2010
A força de uma cadeia produtiva é a do seu elo mais fraco, que no caso é a pecuária leiteira. Só vamos ser capazes de atender o nosso consumo interno atual da ordem de 30 bilhões de litros ano e o seu crescimento, bem como termos excedentes significativos para exportar se o Governo e a indústria admitirem que tem responsabilidade pelo atrazo da nossa pecuária leiteira e agirem para aumentar a produtividade e a competitividade dos produtores. Como dizem, o pior cego é o que pode enxergar mas não quer ver. Se o Governo e a indústria não quuserem ver, nos resta apenas continuar nosdsa sina de importadores de leite, perdendo renda e trabalho para o exterior.
Marcello de Moura Campos Filho

ITUVERAVA - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 27/12/2010

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 19/12/2010
Realmente num país com as dimensões continentais do Brasil temos que estar atentoa às particularidades regionais.
Acredito que competitividade brasileira para produção de cana e grãos nos permite sistemas de produção de leite fundamentados em pastejo rotacionado irrigado com suplementação capazez de produzir leite mais competitivo do que a Nova Zelândia.
Mas entendo que isso só se tornará realidade de forma geral, a ponto de assegurar o abastecimento de nosso grande metrcado interno e ainda nos dar condições de ser grandes exportadores de leite se tivermos o apoio de indústria interessada em desenvolver seus fornecedores de matéria prima e do Govêno, principalmente do federal.
Grande abraço e muita paz e alegria no Natal
Marcello de Moura Campos Filho

BELÉM - PARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 19/12/2010
estava tentando esplanar que podem existir manejos regionalizados, pois nem todos tem áreas que serviriam com um bom campo de silagem de milho, mas quase todos teriam um morro que se presta a um canavial, no Nordeste a Palma Forrageira; não sai bem o Estrela Africana, mas o Cynodon da varietal Callie, que aceita muito mais desaforos climáticos(seca); nos encharcados a canarana verrdadeira, o milhã, no Sul o Hermátria nos alagáveis, e por ai vai. . .
Somos um dos mais eficientes produtores de grãos, coisa que NZ não é, somos tão eficientes na produção de soja como os americanos, mas se levar em conta os recursos deles, nos somos melhores . . .
Estamos, disparados na produção de cana-de-açúcar, nossa produtividade é invejada no mundo todo, mas agora que temos usado mais este grande alimento, apesar de ser desbalanceado, precisamos melhorar muito no seu uso, pois na verdade sabemos muito pouco ou quase nada no uso com vacas de leite.
Realmente, Caro Marcello, à Pecuária de leite evoluiu, muito pouco nos ultimos 40 anos, principalmente na mecanização, e piorou na parte técnica oferecida pelo governo, pois ai é um dos "Xis" da questão, a ineficiência de orgãos públicos; não posso responder por seu Estado, mas no meu, com honrosas exceções, são o bastante omissos e descomprometidos, estão muito mais burocráticos. . .
Do governo Estadual, em si não poredia falar, pois foi criado o Rio Genética, com juros bastante atraentes, para aquisição de matrizes e novilhas, sêmen, e outras coisas, que espero que volte este ano vindouro.
Mas o grande devedor, para com o nosso Leite, é o Governo Federal, este parece que queria ver mortos todos Agropecuaristas deste país, porque desta forma poderia fazer uma Grande Reforma Agrária, se esquecendo que o Setor Agropecuário foi quem manteve a balança comercial no positivo, e a sustentabilidade da econômia do Brasil, desta forma mantendo o Governo como pai dos coitadinhos. . .
A industria esta tb. esta sem fazer a sua parte, e esta se precisando mais seriedade no Setor, e muito mais comprometimento e parcerismo com quem produz sua matéria-prima; tb. existem raras exceções.
Desta forma é meu entendimento sobre a pecuária leiteira do nosso Brasil!
Renovo meus votos de um excelente Natal e um excelente ANO NOVO a todos. . .
marcelo

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 18/12/2010
Concordo com seu ponto de vista. Sem um entendimento por parte da indústria e do Governo da realidade de nossa pecuária leiteira os avaços serão muito poucos, não chegaremos nem próximo do nivel da Nova Zelândia, continuaremos importadores de leite sem a menor condição de mnos tornamos players para exportar no mercado mundial.
Essa crença me motivou a escrever o artigo "O produtor de Leite e o Papai Noel", pois o maior presente que a nossa pecuária de leite poderia receber seria a percepção da indústria e do Governo para essa realidade, condição necessária para termos uma pecuária leiteira sustentável e competitiva.
Abraço
Marcello de Moura Campos Filho

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 18/12/2010
Não sei se entendi bem o que você quis dizer, me pareceu que você acha que para chegarmos a uma pecuária leiteira ao nivel da Nova zelândia cada um deveria tentar implantar um sistema desse tipo sem precisar de ajuda da indústria ou do Governo.
Se é essa a idéia, respeito mas não concordo. Poucos teriam recursos para arcar com a assistência técnica e investimentos para implementar a tecnologia empregada na Nova Zelândia. Seria repetir o que tem acontecido em termos de avanços na nossa pecuária leiteira, com alguns sucessos pontuais de uns poucos produtores, mas no geral nossa pecuária leiteira não evoluiu muito nesses 40 anos.
É bom lembrar que no passado os produtores da Nova Zelândia tiveram ajuda significativa do Governo de seu país e do Reino Unido. Seriam os nossos produtores de hoje melhores e com condições financeiras melhores do que os da Nova Zelândia no início do processo que levou a pecuária leiteira daquele país a onde está hoje? Não Creio.
Por isso acredito que só com o entendimento e a ajuda da nossa indsústria e do Governo poderemos chegar um dia ao nível da pecuária leiteira da Nova Zelândia.
Sem esse entendimento os avanços serão poucos e nossa pecuária leiteira não será capaz de atender ao consumo interno do País e muito menos ter excedentes que permitam nos tornarmos exportadores para o mercado mundial.
Abraço
Marcello de Moura Campos Filho

BELÉM - PARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 18/12/2010
realmente a direção que desejava que toma-se os pensamento no Fórum que provoco a nos mesmo, sobre quando poderiamos atingir um nível da NZ, em busca de cada um sendo um caso, mas uma direção de manejo, mais simples e regionalizado. . .
Meus Caros Produtores, temos que para de 'olhar para os nossos próprios umbigos' e partir para um conjunto de multisoluções, eu não sou só defensor da Cana Tifton, mas sou defensor da mandioca, da palma forrageira, do girrasol, do milheto, da RUC, do caroço de algodão, do farelo de trigo, do rotacionado, do estabulação total, do pasto, do semi-confinamento e de tudo mais que poder levarnos a uma realidade nova na Cadeia Produtiva de Leite, não somos torcedores de times de futebol em defesa de nossos dogmas, melhor dizer não se sejamos Xiitas do Leite, ou reza na minha "Cartilha" ou não presta !
Não Senhores, temos nos mesmos que começar a bater palmas para tudo que é feito em pró do BEM, do Leite Brasileiro, em pró de nossa própria sobrevivência, por que para nos criticar já tem muita gente - e vos digo, é a classe mais desunida
que conheço - e precisamos mudar nossas diretrizes e pensamento, para o bem da Pecuária de Leite, ou estamos realmente a não ser uma classe, mas sim um punhado de pessoas que tem a mesma atividade. . .
E para encerrar, temos que começar por nos mesmos. . .
Renovo meus votos de feliz NATAL e um próspero ANO NOVO à todos ! ! !
marcelo

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 18/12/2010
Imitar o sistema da Nova Zelândia não é tarefa simples. Leite baseado em manejo de pasto de qualidade pode reduzir custo, mas é bastante complexa e exuge assistência técnica e treinamento.
Hoje a pecuária de leite da Nova Zelândia anda com as próprias pernas, mas para chegar a essa situação teve muita ajuda do Governo da Nova zelândia e do Reino Unido que tinha bum sistema preferencial para importar leite da Nova Zelândia.
No Brasil, no geral, a pecuária leiteira é extremamente atrazada e só se desenvolverá, de forma a atender ao consumo interno e ter excedentes para expportação se tiver ajuda da indústria e do Governo. Se isso não acontecer, continuaremos importando leite e perdendo renda e trabalho no País.
Por isso acho que o grande presente para os produtores seria a indústria e o Governo entenderem isso e a partir dai começar construir uma nova realidade para a pecuária leiteira nacional.
Grande abraço
Marcello de Moura Campos Filho
NITERÓI - RIO DE JANEIRO
EM 18/12/2010
Confesso que é desanimadora a forma como toda a cadeia produtora de leite se comporta, da industria até os produtorres, passando pelas cooperativas e associações, e no centro o governo. Existem exceções, poucas.
Tudo parece se mover por pura inércia, mas não podemos esquecer que movimento por inércia "ad perpetum" só no vácuo sem atrito, e nossa realidade não é esta, temos atrito com as usinas, com o governo, com nossos vizinhos de fronteiras, com outros países produtores.
Em outro forum iniciado pelo Marcelo Erthal relacionado com nossa capacidade de chegar ao nível da NZ, continuo com a mesma opinião, será muito difícil.
Temos tudo prá chegar lá, mas não chegamos, talvez devessemos imitar o sistema da NZ, uma tecnologia a pasto só que desenvolvida para o clima tropical, acho que a Embrapa até tenta, mas não consegue, talvez devido as dimensões do Brasil e suas diferentes culturas.
Me lembro de um dos meus comentários inicias no milkpoint, que se os preços pagos ao produtor fossem cerca de 20% acima dos na época praticados, muito dos entraves já estariam solucionados, pelo menos àqueles ligados diretamente a capacidade de investimento do produtor.
Para fazer frente ao sistema que atualmente impera no Brasil, baixa remuneração, baixa produção etc...etc... os custos devem ser os mais baixos possíveis e somente a pasto com algum nível de tecnologia, a mais simples possível para não onerar o sistema, e deixamos a alavancagem do sistema para o futuro quando houver um grande entendimento sobre a atividade leiteira do Brasil.
Desejo a todos um feliz natal e um próspero 2011.
Um grande abraço
Ramon

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 17/12/2010
A melhoria da produtividade e redução dos custos de produção passa necessáriamente pelo treinamento e qualificação da mão de obra. As dificuldades com mão de obra não ocorrem só no Estado do Rio. Em São Paulo temos problemas também. E ao investir para termos mão de obra qualificada temos que ter assegurar a permanência dessa mão de obre na propriedade, e como temos uma pressão muito grande limitando o preço ao produtor, que obriga limitar salários para cada função. Empregar pessoas de uma mesma família assegurando renda familiar pode ser uma solução para reter mão de obra qualificada.
Abraço e um 2011 de paz, alegria e sucesso.
Marcello de Moura Campos Filho

BELÉM - PARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 17/12/2010
temos que buscar eficiência na produção do Leite, e tem jeito, o pior pelo que estamos passando é a crise de mão-de-obra, que é uma crise muito profunda no Estado do Rio !
Dá mesma forma um Feliz Natal para todos e os seus familiares....
Um particular voto de sucesso e felicidade ao Marcelo de Moura Campos Filho.
Marcelo Erthal Pires