O aumento gradual das temperaturas, associado a maior umidade do período, cria ambiente ideal para a proliferação de parasitas no campo. Uma das pragas de maior impacto na pecuária, a mosca-dos-chifres (haematobia irritans), se alimenta do sangue dos bovinos, causando irritação intensa e podendo transmitir doenças como tripanossomíase e anaplasmose. A ação dos insetos provoca ainda perda de peso do gado e ainda reduz a produtividade de leite.
Estudos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul indicam que, em 210 dias de infestação, as perdas podem superar meia arroba por animal, com impacto direto na rentabilidade das propriedades. Regiões com clima tropical registram incidência mais alta do parasita devido à combinação de calor e chuvas frequentes.
A presença da mosca-dos-chifres também tem crescido no Sul do país, afetando principalmente rebanhos leiteiros do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde a perda de produtividade pode chegar a 10% no período crítico de verão.
O médico-veterinário Hermes Vergara reforça que a prevenção é a estratégia mais eficaz. De acordo com ele, o brinco com repelente organofosforado é o principal recurso. Ele é aplicado na orelha do animal e garante proteção por até seis meses. Começar o manejo antes das chuvas é essencial, pois quando o clima esquenta e a umidade aumenta, a multiplicação das moscas é rápida.
Estudos realizados em parceria com universidades apontam eliminação da infestação em até 30 minutos após a aplicação. Além disso, os produtos não possuem carência, permitindo que o leite seja consumido e que os animais possam ser abatidos sem risco de resíduos.
Para manter a eficiência do manejo, é importante adotar medidas complementares, como:
- Limpeza regular de currais,
- Monitoramento do rebanho,
- Rotação de pastagens e retirada do brinco ao final do período de eficácia.
As informações são do A Hora
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