Como reduzir o custo da suplementação das vacas leiteiras no pasto.

Agora que o verão está chegando e o pasto começa a ficar bonito, surge a dúvida de sempre: devo suplementar as vacas com concentrado? A resposta nem sempre é simples, e a decisão depende da análise de alguns fatores. De maneira geral, para ser compensadora a suplementação tem que melhorar o retorno sobre o custo de alimentação, ou seja, com o investimento feito nos concentrados, o aumento de produção tem que resultar em mais lucro.

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Agora que o verão está chegando e o pasto começa a ficar bonito, surge a dúvida de sempre: devo suplementar as vacas com concentrado? A resposta nem sempre é simples, e a decisão depende da análise de alguns fatores. De maneira geral, para ser compensadora a suplementação tem que melhorar o retorno sobre o custo de alimentação, ou seja, com o investimento feito nos concentrados, o aumento de produção tem que resultar em mais lucro. Não adianta produzir mais leite se o dinheiro que se gastou com o concentrado for maior que a receita gerada pelo leite adicional.

Na maior parte das vezes, sempre que o custo do concentrado for até 80-85% do preço do leite, a suplementação compensa, desde que o manejo das vacas e do pasto seja muito bom. Além do ganho direto, se a suplementação for bem feita, também pode permitir aumento na taxa de lotação dos pastos, o que permite produzir maior volume de leite na mesma área. Se isso for feito com eficiência, certamente significa receita maior, com lucratividade mais alta.

Muito bem, mas como fazer para reduzir o custo do concentrado? O preço do milho, do farelo de soja e do farelo de algodão está pela hora da morte, etc, etc. O negócio é flexibilizar o uso dos alimentos, recorrendo aos inúmeros subprodutos que temos disponíveis em boa parte do Brasil.

Vamos fazer um exercício para ver como isso é possível, tomando como exemplo a polpa cítrica, o farelo de glúten de milho e o farelo de trigo. Fazendo uma simulação com auxílio do software do NRC (2001), foi formulado um concentrado padrão para atender as exigências de vacas leiteiras produzindo 22 kg de leite ao dia, mantidas em pastagens de boa qualidade (63% NDT e 14% PB).

Nesse concentrado, utilizou-se 3 kg de MS de milho moído. Em seguida, simulou-se a substituição de parte desse milho por um dos subprodutos citados. Os concentrados foram ajustados para manter a produção e a composição do leite. A tabela 1 mostra a composição dos concentrados utilizados.

Tab. 1 - Composição dos diferentes concentrados utilizados para suplementar vacas leiteiras produzindo 22 kg de leite ao dia (Kg MO/vaca/dia), com os respectivos custos.

Figura 1

Nessa condição, calculou-se o retorno menos o custo de alimentação proporcionado pela substituição do milho por cada um desses concentrados. Todos os concentrados que incluiram os subprodutos apresentaram custo mais baixo que o concentrado padrão, e mesmo a quantidade fornecida sendo um pouco maior que a do padrão, o uso desses concentrados proporcionou um retorno econômico mais favorável, conforme mostra a tabela 2.

Tab. 2 - Análise econômica da viabilidade do uso de subprodutos em substituição ao milho em concentrados para vacas leiteiras mantidas em pastagens.

Figura 2

Preços dos ingredientes (R$/ton MO):
pasto = 35.00;
milho = 320,00;
farelo de soja = 480,00;
farelo de algodão = R$ 430,00;
polpa cítrica = 210,00;
farelo de glúten de milho = 255,00;
farelo de trigo = 225,00;
suplemento mineral = 1.170,00


Os custos considerados para os alimentos foram as médias praticadas por diferentes fornecedores no estado de São Paulo. Todos os subprodutos analisados resultaram em melhor retorno sobre os custos dos alimentos. Optou-se por uma substituição parcial do milho em função de essa ser a alternativa que produz os resultados mais consistentes nos trabalhos de pesquisa, e porque optou-se por manter a produção de leite.

Não raro encontra-se casos em que se procedeu-se à substituição total do milho pelo subproduto e a produção de leite cai um pouco, mas mesmo assim o resultado financeiro é positivo. Também deve-se lembrar que esse nível de produção só pode ser atingido com essa quantidade de concentrados se o pasto for de ótima qualidade, o que se consegue com bom manejo.

Claro que os números acima são teóricos, mas estou seguro para confiar neles como indicador do que acontece quando utilizamos subprodutos nos concentrados, Minha experiência com isso tem sido extremamente positiva nos últimos anos.

Tomemos o exemplo do concentrado com polpa cítrica. Se considerarmos um rebanho com 100 vacas em lactação, a substituição de parte do milho pelo subproduto resulta numa economia de R$ 5.840,00 ao ano. Agora levem em conta também que para vacas de produção média mais baixa, a taxa de substituição do milho pelos subprodutos pode ser ainda mais agressiva, gerando mais receita adicional.

Em sistemas de produção de leite a pasto, o uso de concentrados muitas vezes é questionado, principalmente por aqueles que não acreditam no modelo de se criar animais especializados. Mas para quem trabalha com vacas de alto potencial, e consegue manejar bem o pasto, via de regra o uso dos concentrados vale a pena.

Obviamente, com o preço atual das commodities mais utilizadas na alimentação dos rebanhos leiteiros, obrigatoriamente temos que buscar alternativas para reduzir os custos de alimentação. Com o leite a R$ 0,48-0,50, um concentrado que custe R$0,38 certamente é competitivo, desde que gere uma resposta positiva.

O uso da suplementação com concentrados tem que ser avaliado com base no aumento da produção das vacas, da redução no custo de alimentação e na possibilidade de aumento na taxa de lotação dos pastos, o que possibilita maior produtividade de leite por unidade de área, abrindo espaço para ganhos de escala, o que cada vez mais mostra-se importante para que o produtor de leite mantenha a sua competitividade no setor.

Manejando bem os pastos, de forma que a forragem tem alto valor nutricional, e formulando concentrados de custo reduzido, com a utilização de subprodutos da agroindústria, dá perfeitamente para ser competitivo na produção de leite. Mas precisa de muito suor, organização e planejamento.
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Material escrito por:

Alexandre M. Pedroso

Alexandre M. Pedroso

Doutor em Ciência Animal e Pastagens, CowSignals Expert, especialista em nutrição, manejo e bem-estar de bovinos leiteiros.

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RENATO PEREIRA DA SILVA
RENATO PEREIRA DA SILVA

CONTAGEM - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/10/2010

FOI DE GRANDE IMPORTANCIA AS INFORMAÇOES ENCONTARADAS NESTE SITE REFERENTE A SUPLEMENTAÇAO DE VACAS DE LEITE A PASTO.
Rosilene Faustino da Silva
ROSILENE FAUSTINO DA SILVA

MATO GROSSO DO SUL - ESTUDANTE

EM 02/12/2009

Gostei muito das informações encontradas neste artigo, já que preciso montar um plano de estagia e pretendo estudar sobres vacas leiteiras.
Obrigado a todos.
Alexandre M. Pedroso
ALEXANDRE M. PEDROSO

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 25/08/2009

Prezada Denise,

Você deve analisar o nível de produção das vacas, e avaliar o impacto da ausência do concentrado. O azevém normalmente é uma forragem de alta qualidade, com níveis elevados de proteína, mas é muito diferente de um alimento concentrado. Se a dieta anterior estiver corretamente balanceada, com um concentrado formulado de acordo com a composição do volumoso, e fornecido em quantidades adequadas, certamente haverá um desbalanço significativo quando você fizer a alteração, mas a magnitude do impacto disso vai depender do nível de produção das vacas.

Na Nova Zelândia não se fornece concentrado pois o país praticamente não produz grãos e a disponibilidade de ingredientes alternativos (subprodutos) é baixíssima, mas te garanto que o sonho de boa parte dos produtores de lá é poder dar alguma ração para as vacas. Em função dessa restrição, moldaram o sistema de produção baseado no uso exclusivo de pastagens.

Abs,

Alexandre
Denise Vianna Xavier
DENISE VIANNA XAVIER

SÃO PEDRO DO SUL - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/08/2009

Estamos iniciando a utilização de tifton irrigado no verão e já usamos azevém no inverno. Gostaria de saber se é possível deixar de utilizar a suplementação de ração, mesmo sabendo que haverá redução da produtividade de leite mas com custo bem menor, como parece ser utilizado na Nova Zelândia. Obrigada. Denise Xavier
Luiz Gonzaga Junior
LUIZ GONZAGA JUNIOR

ITAPIRAPUÃ - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/10/2008

Moro em uma região muito quente, em Itapirapuã - Goias, temp. média 30ºC. Gostaria de saber como ter melhor rendimento das vacas leiteiras Gir e Girolandas,
e qual alimentação seria mais viável e barata. Aqui na nossa região o pessoal utiliza muito a cana triturada com cobertura de cal virgem. Você recomenda este produto? Ou haveria uma outra possibilidade de melhorar a produção leiteira, com outra tipo de alimentação?

Muito obrigado, pelo espaço e idéias.
Jose Rodrigues de Amorim Junior
JOSE RODRIGUES DE AMORIM JUNIOR

SÃO LUÍS DE MONTES BELOS - GOIÁS

EM 02/10/2008

Adorei o trabalho de vocês! E com esse trabalho que estao desenvolvendo, muitos agricultores vao reconhecendo que realmente com a presença de um tecnico na sua produçao ela pode dobra o lucro. Com isso vai abrindo mais portas para nós que estamos formando em agronegocio!
Rodrigo Jose Tomasi
RODRIGO JOSE TOMASI

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL

EM 10/08/2008

Gostaria de receber algumas informações sobre a produção de leite a pasto utilizando o tifton. Sei que a implantação através de mudas é mais viavel, por isso gostaria de saber o custo das mudas, espaçamento, forma de plantio, etc.

Muito obrigado e abraço a todos.
Franco Ottavio Vironda Gambin
FRANCO OTTAVIO VIRONDA GAMBIN

JAMBEIRO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/07/2007

Adoro ler estes trabalhos, mas fico preocupado e invejoso ao ver os preços praticados pelo autor do trabalho. Coincidentemente encontrei diferença entre os preços (publicado em uma revista e nossa realidade) dos insumos para fazer rações de no mínimo 20%.

Só para exemplificar, na nossa COOPER (S. José dos Campos - SP), o milho custa R$ 23,99 por saco de 50 Kg, o farelo de soja R$ 31,99, farelo de trigo R$ 14,49 por 40Kg, polpa citrica R$ 18,95 por 40Kg, farelo de algodão R$ 20,08 por 40Kg, caroço de algodão R$ 0,50 por quilo.

Caro Alexandre, viva o leite, que se não dá muito lucro, traz satisfações, amigos e ótimos artigos como os seus.

Atenciosamente,
Franco
Marcos Felipe de Souza Lopes
MARCOS FELIPE DE SOUZA LOPES

BALDIM - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/05/2007

Saudações!

Achei o artigo em questão uma excelente opção para aumentar a receita da atividade leiteira. Porém, estou ingressando no meio leiteiro agora e gostaria que você tirasse uma dúvida minha com relação ao mineral presente na fórmulação: eu o encontro pronto para a utilização na mistura? E o que vem a ser MO?

Desde já agradeço a atenção.

<b>Resposta do autor:</b>

Prezado Marcos,

Você encontra misturas minerais prontas, oferecidas por diferentes fabricantes. Sempre se deve buscar um fornecedor idôneo.

MO significa matéria orgânica.

Atenciosamente,

Alexandre
Ricardo Eirea
RICARDO EIREA

MONTEVIDEO - MONTEVIDEO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 15/01/2007

Leite - O fator agrícola-forrageiro

Em relação ao comentado referente às leguminosas, e quanto aos meus conhecimentos das qualidades dos campos brasileiro (Rio Grande do Sul até oeste do Paraná), devo insistir que não há nenhuma contradição em relação à utilização dos pastos com leguminosas como uma das grandes alternativas produtivas.

Justamente o contrário, com o agregado da sua estrutura e os largos períodos de chuvas, a semeadura direta e a correta utilização de glifosatos, esta tecnologia sem dúvida nenhuma é o grande recurso tecnológico.

Apoiado no ponto central de discussão que o autor expôs, em relação à influência dos custos na maior produtividade, tudo se encerra unicamente em dois parâmetros: quantidade e qualidade de leite.

Quanto à quantidade, além do referente à sanidade, o que devemos ter em conta é o conteúdo de sólidos, que é o mas importante para a indústria, que paga por leite com alto conteúdo de sólidos. Se eventualmente não o fizer assim, cuidado. Muito certamente essas indústrias não durarão muito tempo.

O autor do artigo em questão, obviamente dirige estes parâmetros técnicos que exponho, e portanto o grande tema para o produtor é o leite com bom conteúdo e qualidade sanitária. Coisa absolutamente impossível que com bases pastoris como as que geralmente dirigem quase todos os produtores brasileiros que conheço, (que não são poucos), obtenham leite com conteúdos sólidos altos e menos até quantidades aceitáveis de leite por vaca.

O corrente e fundamental das bases de milho nos concentrados têm um complexo futuro no tema custos, devido ao fato de que o milho se transformou na base da produção de etanol (tema que me reservo se for necessário de explicar). Portanto, o produtor brasileiro de leite, tem necessariamente que aprender, e muito rapidamente, a fazer agricultura eficiente para produzir.

A cotação internacional do milho é mais que eloqüente. Será um processo difícil, porém, no meu ponto de vista, a facilidade da solução que representa atualmente a comprar concentrados, será uma das chaves das mudanças.

Em relação às mudanças de estratégias em matéria de alimentação dos gados leiteiros, deve-se trocar as estruturas atuais, e unir-se para semear, colher, ensilar, para comprar ingredientes e aprender a construir as rações com recursos muito diferentes aos atuais.
Breno Augusto de Oliveira
BRENO AUGUSTO DE OLIVEIRA

ALTO ARAGUAIA - MATO GROSSO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 11/01/2007

Alexandre,

Excelente artigo e se me permite, é importante citar alguns ganhos indiretos significativos que a suplementação de concentrados proporciona: baixo ou nenhum custo com a farmácia da fazenda, respostas imunológicas mais efetivas do organismo animal e rebanhos com alta produtividade.

E com relação a colocação do sr. Ricardo Eira, gostaria de perguntá-lo se houve em sua consultoria sucesso efetivo na consorciação de gramíneas tropicais com leguminosas? Pois meus resultados são tímidos, no segundo ou terceiro ano de pastejo rotacionado, as leguminosas desaparecem.

Sem mais,
Breno

<b>Resposta do autor:</b>

Breno,

Minha experiência com consorciação de gramíneas com leguminosas é muito limitada, mas é uma prática bem complicada, pois as leguminosas não suportam o pastejo como as gramíneas, então é preciso ajustar a carga animal, o que dificulta bem o processo.

Atenciosamente,

Alexandre
MALU  MAIA - Maria Luzineuza Alves
MALU MAIA - MARIA LUZINEUZA ALVES

MARABÁ - PARÁ - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 03/01/2007

Caro Alexandre, o seu artigo é excelente, parabéns.

Quando se faz um bom manejo, qualquer pasto torna-se nutritivo, e o que percebemos nas agroindústrias é que não há um reaproveitamento dos resíduos de descartes industrial. Essa alimentação poderá ser o gargalho no aumento da produção de leite das grandes, médias e pequenas propriedades rurais, porém, ainda contribui com despoluição do meio ambiente, que é para onde vai todos esses desperdícios.

Temos indústrias nos segmentos de mandioca, milho, cana, soja, polpas etc., onde todas podem repassar esses descartes. Mas sabemos que precisa de muita garra, coragem, organização e planejamento por parte dos produtores.
Rita Emiliana de Campos Moraes
RITA EMILIANA DE CAMPOS MORAES

JAGUAQUARA - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/11/2006

Dr. Alexandre,

Achei seu artigo muito interessante e didático. Gostaria de saber a composição nutricional da cevada, subproduto oriundo de uma cervejaria, pois está disponível para nós, produtores de leite da região de Jaguaquara/Bahia.

Grata,

Rita Emiliana

<b>Resposta do autor:</b>

Prezada Rita,

O resíduo úmido de cervejaria (RUC) é um subproduto com características muito interessantes, mas de composição bastante variável, principalmente em relação ao teor de MS. Em termos médios apresenta:

22% MS
28% PB - proteína de baixa degradabilidade ruminal
47% FDN
70-72% NDT

O maior problema do RUC é o armazenamento, em função do elevado teor de umidade.

Ateniciosamente,

Alexandre
Tiago Mantovani
TIAGO MANTOVANI

SANTO ANTÔNIO DA PLATINA - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 29/10/2006

Gostei muito do artigo, mas tenho uma dúvida. Em regime de pasto, como faço para calcular a quantidade de MS de pasto que o animal está ingerindo, para poder suprir as exigências posteriores no concentrado?

E sobre o conselho do Ricardo para a implantação de leguminosas consorciadas, não vejo muito beneficio com isso, porque ao consorciarmos gramíneas tropicais com leguminosas, o máximo que conseguimos de lotação será de 2 UA/ha, o que não compensa porque com gramíneas tropicais podemos colocar até 12 UA/ha. A não ser que seja implantada leguminosas como banco protéico para diminuir o uso de concentrados, mas mesmo assim só se a leguminosa em questão for a alfafa.

<b>Resposta do autor:</b>

Tiago,

A forma mais prática de fazer isso na fazenda é usar a técnica do quadrado, fazendo amostragens em pelo menos 4 - 5 pontos em cada piquete. Você mede a quantidade de forragem antes da entrada dos animais e repete a operação logo após a saída. Por diferença, você tem uma estimativa da quantidade consumida.

Em condições experimentais a forma mais correta é através do uso de marcadores, como cromo, por exemplo, fazendo análise da recuperação desses compostos nas fezes.

Abs,

Alexandre
Alcindo Lorenzi
ALCINDO LORENZI

IPORÃ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/10/2006

Artigos como este enriquecem nossa atividade.
Ricardo Eirea
RICARDO EIREA

MONTEVIDEO - MONTEVIDEO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 25/10/2006

Os custos, quantidade e composição do leite na produção, estão relacionados diretamente com os recursos nutricionais, a disponibilidade de água e o manejo do gado. Em minha curta estadia no Brasil, notei:

a) Uma despreocupação na implantação de leguminosas nas pradarias e em conhecer profundamente a fertilidade das terras, cuja conseqüência é um muito grave sob conteúdo de proteínas dos pastos, principal fator pelo qual muitos nutricionistas centram seus "recursos nos concentrados", e estes invariavelmente incidem em muito nos custos de produção.

Primeiro conselho - melhorar os perfis da agricultura forrageira, procurando o balanço com leguminosas.

b) Observei que a água não está dentro das prioridades do produtor. A água dos arroios estancados e outros, "invariavelmente está quente e geralmente suja".

Conselho - não esquecer que a água, é por longe o maior ingrediente do leite. Se a água não for boa, fresca e abundante, "jamais serão obtidos resultados produtivos".

A tecnologia do "confinamento estratégico em horas especiais", oportunamente e bem dirigida, é uma ferramenta de muito alto resultado na granja leiteira. Para isto, é necessário contar com instalações para gado apropriadas, uma ferramenta tão importante como a máquina de ordenha.

Não se trata só de gastar em concentrados, como pode ser mais efetivo a integração de um procedimento de produção mais apropriado.
Cláudio Guilherme von Hohendorff
CLÁUDIO GUILHERME VON HOHENDORFF

FLORIANÓPOLIS - SANTA CATARINA - ESTUDANTE

EM 23/10/2006

A suplementação deve ser boa ao ponto do leite ser bom, ou seja, alta carga protéica (para a fabricação de queijos) e um bom valor no teor de gorduras.

Acho que deveria ser feita uma análise criteriosa no leite após a ordenha, fazendo um banco de dados, utilizar a estatística como auxílio da interpretação dos resultados, e assim ir suplementando o gado.
ENIO GOMES DE ASSUNÇÃO
ENIO GOMES DE ASSUNÇÃO

MONTE ALEGRE DE MINAS - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 21/10/2006

Parabéns,

Esta publicação vem confirmar a importância dos subprodutos, principalmente a polpa cítrica.

Intensificamos seu uso nas dietas de vacas em lactação e o resultado foi surpreendente, reduzindo significativamente o consumo do volumoso tradicional, por exemplo a silagem de miho e sorgo, sem prejudicar o desempenho dos animais, principalmente os de baixa a média produção (10 a 20 litros/dia), e ainda mantendo o custo por animal.
Joabe Jobson de Oliveira Pimentel
JOABE JOBSON DE OLIVEIRA PIMENTEL

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 05/10/2006

Melhor nível de resposta ao uso de concentrados está relacionada aos menores níveis de uso destes. A resposta a 5kg de concentrado é bem menor que a resposta a 2kg de concentrado.

Concentrado com maior teor de proteína e minerais oferecem maior resposta em produção por quilo de concentrado. A saída para suplementar com concentrados na situação de relação de troca no Brasil está na suplementação de quantidades pequenas de concentrado com alta concentração de proteína e minerais onde 1kg de concentrado provoque uma resposta de mais de 1kg de leite, podendo chegar a 2kg de leite, tornando a suplementação viável.
Francisco Luiz da Silva Pontes
FRANCISCO LUIZ DA SILVA PONTES

LIMOEIRO DO NORTE - CEARÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 05/10/2006

Saudações,

Parabéns pela qualidade de todos os trabalhos apresentados nas newsletters. Estão contribuindo, de forma espetacular para o aprimoramento técnico dos criadores e técnicos ligados os agronegócio.
Qual a sua dúvida hoje?