Cigarrinha das pastagens: o que é e como se caracteriza

A cigarrinha é uma das principais pragas encontradas em áreas de pastagens e causa grandes prejuízos. Saiba mais sobre esse problema aqui!

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O que é cigarrinha das pastagens? 

A cigarrinha é uma das principais pragas encontradas em áreas de pastagens. É um inseto sugador de seiva, sendo que os adultos vivem na parte aérea das gramíneas, enquanto suas ninfas ficam protegidas por uma espuma branca na base das plantas.

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Ela ataca as pastagens em épocas de alta umidade e é responsável pela “queima” do pasto, efeito causado por toxinas que, injetadas pelo adulto no momento em que este suga a seiva, provocam o amarelecimento, secamento e morte das folhas.
 

Quais são as espécies de cigarrinha das pastagens? 

As espécies mais comuns de cigarrinha das pastagens são: Zulia entreriana; Deois flavopicta; e Deois schach.

A Zulia entreriana mede cerca de 7 mm de comprimento e apresenta uma coloração preta brilhante com uma faixa transversal de coloração branco amarelada no terço apical da asa. Tanto a Deois flavopicta quanto a Deois schach têm aproximadamente 10 mm de comprimento e abdome e pernas vermelhos, sendo que a primeira apresenta coloração preta com duas faixas transversais amarelas na asa, enquanto a segunda tem coloração preta esverdeada com uma faixa transversal alaranjada no terço apical da asa.

A Tabela 1 mostra o ciclo biológico das principais espécies de cigarrinha das pastagens.

Tabela 1. Ciclo biológico de Zulia entreriana; Deois flavopicta; e Deois schach.


O pico populacional das cigarrinhas, no Estado de São Paulo, ocorre em fevereiro/março, sendo que os ovos colocados a partir de abril não encontram condições favoráveis para eclosão, entrando em dormência até o próximo período chuvoso (a eclosão só ocorrerá em outubro). Em novembro podem ser observados os primeiros adultos que darão, até fevereiro/março, cerca de três gerações.
 


Deois flavopicta

 


Deois incompleta

 


Deois Schach

 


Ninfas

 


Zulia entreriana femea

 


Zulia entreriana macho

Nos próximos textos desta série serão abordados os prejuízos causados pelo ataque de cigarrinhas e as estratégias de controle.
 

Autores
Patricia Menezes Santos
Marco Antonio Alvares Balsalobre

Embrapa Pecuária Sudeste


Referências bibliográficas

SILVEIRA NETO, S. Controle de insetos nocivos às pastagens de Brachiaria spp. In: SIMPÓSIO SOBRE MANEJO DA PASTAGEM, 11., Piracicaba, 1994. Anais. Piracicaba:FEALQ, 1994. p.7

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nilton cipriano dutra de souza
NILTON CIPRIANO DUTRA DE SOUZA

ERECHIM - RIO GRANDE DO SUL - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 26/02/2009

Olá dou assistencia a varias áres de pastagens e estão infestadas de cigarrinha, Deois schach, qual produto usar de melhor eficiencia entre os recomendados.
Marcelo Seixas Cova
MARCELO SEIXAS COVA

ROLIM DE MOURA - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 29/01/2006

Gostaria de saber como está sendo o controle desta praga, pois acredito que deve ser com o Fungo, ou seja, por aqui em Rondônia já usamos tanto o fungo que vem embalado com arroz e gelado e o fungo no óleo, mas não observamos melhora no fungo com óleo.



O gelado, em quase toda área aplicada, achamos um pouco de cigarrinha e ninfas mortas. Já com o fungo no óleo, dificilmente se acha uma moita de capim com cigarrinha morta.



Temos áreas que jogamos até 5 litros/alqueire e já está completando 17 dias da aplicação e não estamos notando a presença da ação do fungo. Nestas aplicação foi jogada conforme a recomendação técnica e nos horários corretos.



Gostaria de saber com quantos dias o fungo começa a agir e já conseguimos observar a presença do fungo colabada em cigarrinhas ou ninfas? O fungo pode estar agindo sem notarmos sua presença (bolor branco a esverdeado)? Pois no pasto que aplicamos até 5 litros/alqueire ao custo de R$ 51,00/litro. Já o fungo gelado no arroz o custo é um pouco mais viável, pois pagamos R$ 8,00 Kg em Cuiabá e tenho observado um resultado mais satisfatório. Gostaria de saber como tem sido usado por aí. Se usa o gelado ou no óleo.



E o manejo de pastagem, como tem sido feito? Pois pastos bem formados e com sobra de capim sempre são os mais infestados, e a ação do fungo será mais satisfatórias quando aplicada.



Bater mais o pasto para controlar a espuma seria uma opção de controle?



Temos bastante MG 5, Mombaça e Brachiarão. Seria interessante colocar gado e bater um pouco estes pastos ou deixar vedados, pois estamos quase todos os pasto com sobra de capim?
Gilmar Jair Cremonese
GILMAR JAIR CREMONESE

PIMENTA BUENO - RONDÔNIA - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 27/01/2006

Eu sou produtor rural em Rondônia. Aqui este inseto está inviabilizando o manejo pecuário. Nós estamos tratando as pastagens da mesma forma que se trata uma plantação agrícola, usando defensivos químicos.



Nos casos em que o pasto está abaixo de 15 cm, o efeito é satisfatório. Com 3 aplicações os insetos praticamente desaparecem. Mas quando pega uma pastagem que tem uma altura acima de 50 cm, praticamente o efeito do defensivo não aparece, uma vez que a ninfa esta protegida.



Estamos preocupados, e a sobrevivência do pecuarista, quer de corte ou de leite, e a própria economia do Estado estão com os dias contados.



Precisamos combater esta praga com profissionalismo,ou sairemos do ramo.



Se alguém tiver alguma informação,por favor me passem.
Qual a sua dúvida hoje?