Captação e tratamento de esterco de cabritos confinados
O adequado manejo e destino final das fezes e urina oriundas de sistemas de produção de caprinos podem contribuir para minimizar o impacto ambiental da atividade, refletir em bem estar animal, boas condições sanitárias, índices zootécnicos viáveis e ainda aumentar a receita da atividade pela agregação de valor do esterco gerado.
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Objetivando validar proposta de instalação zootécnica preconizada na cunicultura para manejo de excrementos, foi realizada a adequação de uma baia de 15,40 m² (5,7 x 2,7 metros, de terra batida com cama) do capril da UPD Itapetininga/APTA-SAA, sendo implantado piso ripado sobre sistema de captação e tratamento de esterco de caprinos. Foi escavado no chão da baia buraco retangular com 15 m² de superfície e 80 cm de profundidade para captação dos excrementos, preenchido com camadas de cascalho (0,20 cm); de carvão (0,20 cm), de areia média (0,15 cm) e saibro (0,05 cm) com superfície em contato direto com as fezes e urina.
O vão de 40 cm entre o verso do piso ripado e essa última camada permitiu o acúmulo de esterco durante o período de ocupação da baia. A baia foi utilizada durante 10 meses seguidos para manejo das cabras Saanen e mestiças Saanen/Boer recém paridas durante 10 a 15 dias pós-parto, no aleitamento controlado (local dos lactentes) e terminação de 27 cabritos confinados. A manutenção do sistema de captação e tratamento de esterco constou de varreduras constantes no piso ripado e aplicação periódica a lanço de 30 g de superfosfato simples por m² diretamente nas fezes, visando à acidificação do meio.
Tal medida contribuiu para a ambiência e conforto animal, com controle de moscas e neutralizando odores e ações nocivas da amônia oriunda da urina. Para efetivar o vazio sanitário na baia adaptada, necessário para o novo ciclo de produção, foram levantados os quadros de piso ripado e retirados cerca de 2500 kg de esterco, seguidos da limpeza e desinfecção destes pisos e pilares de apoio e descanso de 45 dias sem uso até a entrada do novo lote de cabras recém-paridas.
Foi observada significativa diminuição na ocorrência de enfermidades típicas de cabritos confinados e menor índice de mortalidade geral até o abate no sistema avaliado quando comparados com resultados de cabritos criados em baias com terra batida e cama. O investimento para instalação do sistema avaliado foi de R$ 1.445,00 (R$ 96,30/m²) com receita estimada na venda do esterco pronto para uso de R$ 200,00 (R$ 13,60 X 0,28 cm de profundidade).
O sistema validado tornou viável a mão-de-obra necessária para a manutenção da baia testada, incrementando o manejo e desempenho dos cabritos, gerando outras receitas para a atividade.
Material escrito por:
carlos frederico de carvalho rodrigues
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Diorande Bianchini
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Frederico Fontoura Leinz
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BOM JESUS DA LAPA - BAHIA - OVINOS/CAPRINOS
EM 24/12/2017

ATIBAIA - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA
EM 29/08/2012
ITAPETININGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 04/06/2012
Apesar de não ter a experiência desse sistema com equínos, pode-se dizer que só haverá melhoras quanto a filtragem de urina, mantendo-se por mais tempo o esterco seco, sem a necessidade de remoção. Com caprinos, chegamos a ficar 6 meses sem a remoção do esterco e ainda com a vantagem de não haver odores no estábulo. Pode ser usada as mesmas medidas das camadas preconizadas para caprinos (brita, carvão, saibro ou areia), ajustando-se a área em metros quadrados necessária/cabeça, para a espécie equína.
Att.,
João Iapichini
PqC Apta/SAA

MOCOCA - SÃO PAULO
EM 23/05/2012

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL
EM 18/11/2010
ITAPETININGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 14/10/2010
Att.
João Iapichini
ITAPETININGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 14/10/2010
Inicialmente meus agradecimentos pelas observações. Quanto as medidas onde está equivocadamente em cm, leia-se metros. Portanto, cada camada seria: cascalho 20 cm (0,20 m), carvão 20 cm e assim por diante. A caixa de captação entre o piso ripado e o saibro pode variar entre 20 a 30 cm, dependendo da quantidade de animais alojados. Somente o saibro, ou areia, quando houver grande desgaste das raspagens, deverá ser reposto, podendo o mesmo ocupar uma camada de de 5 a 10 cm. A camada de carvão e pedra, fica abaixo no solo. A camada total (saibro/areia, carvão e brita) e o espaço destinado a captação ( entre piso e o saibro) pode variar em sua altura total de 60 a 80 cm.
Att.
João Iapichini

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL
EM 14/10/2010
- "camadas de cascalho (0,20 cm)" - que corresponde a 2 mm - Pergunto: não seriam na realidade 0,20 m?
- "camadas de carvão (0,20 cm)" - que corresponde a 2 mm -: Pergunto; não seriam na realidade 0,20 m?
- "areia média (0,15 cm)" - que corresponde a 1,5 mm - Pergunto: não seriam na realidade 0,15 m?
- "saibro (0,05 cm)" - que corresponde a 0,5 mm - Pergunto: não seriam na realidade 0,05 m?
Deduz-se que a soma das camadas feitas seriam de 60 cm, portanto sobraria 20 cm do espaço do buraco aberto (que inicialmente está previsto em 80 cm) perguntaria, então, que altura do solo fica o piso ripado? E, ainda, se o depósito pode ser reutilizado ou existe a necessidade de ser refazer cada vez todo o processo? Pois entendo inicialmente que somente deve-se recompor a camada de saibro. Como sugestão final, visto a importância do assunto levantado, seria a possibilidade de ser apresentado um pequeno esboço (desenho) do projeto.

ALTA FLORESTA - MATO GROSSO - ESTUDANTE
EM 23/09/2010
ITAPETININGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 17/09/2010
O sistema de captação de estercou utilizado constituiu de uma caixa sob piso ripado na seguinte ordem: areia, carvão e brita, com uma altura de aprox. 40 cm do piso entre a areia, para deposição do esterco. Este sistema funciona como efeito filtrante da deposição de fezes/urina, uma vez que a areia/saibro passam a ter essa primeira função e em seguida o carvão e brita por suas porosidades, principalmente o carvão ativado que tem grande capacidade de adsorção e reter impurezas, partículas grandes e odores indesejáveis. No sistema adotado eram realizadas apenas varreduras, sem água, com pulverizações periódicas utilizando-se o superfosfato simples, na quantidade de 30 g/m² visando a diminuir a volatilização da amônia, dando melhores condições ao ambiente. Foi observado também grande diminuição da incidência de larvas de mosca, provavelmente pelo aumento da concentração de sais diversos "acidificação do meio" pela utilização do fertilizante. As médias de NPK no esterco caprino 0,97% (N) 0,48 (P) e 0,65 (K) e comparadas com bovinos 0,50, 0,30, e 0,45, mostram que a composição é bastante interessante, quanto à disponibilidade de macro-nutrientes e pode ter vários aproveitamentos na propriedade rural tais como: produção de húmus, fonte de energia (biodigestores) e fertilizações diversas, inclusive de pastagens, conforme perguntado por V.S.ª.
Atenciosamente,
João

SANTA CRUZ DE MONTE CASTELO - PARANÁ - ESTUDANTE
EM 15/09/2010

ALAGOINHAS - BAHIA - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE
EM 14/09/2010
2 - O piso da baia só sofreu varreduras na limpeza ou também foi lavada com água?
3 - Foi realizada análise quimica do adubo, principalmente teores de N P K?
4 - Só a adição do superfosfato simples tambem garante a retenção de nitrogênio da urina?
5 - O adubo retirado pode ser aproveitado para adubação de pastagens?
Agradeço antecipadamente as resposta para minhas dúvidas.
Sds - Paulo Bedê