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Capins do gênero Cynodon e seu manejo

POR CARLOS G. S. PEDREIRA

E FELIPE TONATO

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/09/2013

10 MIN DE LEITURA

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Introdução
Os capins do Gênero Cynodon, vem ganhando expressão crescente no setor pecuário nacional nos últimos 15-20 anos, mais notadamente a partir da introdução do Tifton-85 no Brasil. Apesar desse renovado interesse, não existem registros precisos da introdução dos Cynodons no Brasil, e o que se acredita é que a “grama seda” ou “grama bermuda comum” (Cynodon dactylon var. dactylon) tenha chegado às Américas junto com os colonizadores, na forma de feno ou de “cama” para escravos nos navios, e a partir daí se disseminado em função de sua alta agressividade e facilidade de produção de sementes. Atualmente, as principais espécies desse gênero empregadas como forrageiras são Cynodon dactylon (L.) Pers, denominadas de gramas-bermuda, e o Cynodon nlemfuensis Vanderyst e Cynodon plectostachyus (K. Schum.) Pilg. conhecidas coletivamente como gramas-estrela, e seus híbridos. Entre cultivares puros e híbridos dessas três espécies, existem hoje cerca de dez cultivares de maior emprego como material forrageiro no Brasil.

Em áreas tropicais, os capins do gênero Cynodon apresentam elevado potencial de produção por animal e por área, e grande flexibilidade de uso, podendo ser empregados para pastejo ou conservação de forragem (feno, silagem ou pré-secado). Com boa fertilidade de solo e manejo adequado, os Cynodons comumente proporcionam produção de matéria seca superior a 20 t de MS/ha/ano, com valor nutritivo que pode ser considerado bom, ao redor de 11 a 13% de PB e 58 a 65% de digestibilidade. Apresentam ainda distribuições estacionais de crescimento mais uniformes (proporção relativa da produção total no “inverno” e no “verão”) quando comparados a outros capins.

Em função de sua exigência por solos férteis, e de características ligadas à sua propagação, que quase sempre é vegetativa (por mudas), os capins Cynodon têm sido empregados principalmente em explorações leiteiras e para a produção de forragem conservada, marcadamente feno.



Histórico de uso

O emprego dos Cynodons no Brasil, durante décadas foi pequeno, sendo Coastcross e Estrela Africana os únicos cultivares amplamente disponíveis aos produtores e destinados a equinos. Nos anos 1980-90, com o lançamento de novos cultivares advindos dos programas americanos de melhoramento genético, essa realidade mudou. Nesse período, em um intervalo de 5 ou 6 anos vários cultivares como Tifton 68, Tifton 78, Tifton 85, Florico, Florona e Florakirk, foram lançados. Com a chegada de alguns desses materiais ao Brasil os Cynodons logo se transformaram nos “capins da moda” com a disseminação do gênero entre um grande número de produtores. No ímpeto do modismo, a expansão da área ocupada por Cynodons foi grande, com Tifton 85, o cultivar de maior aceitação ocupando mais de 500.000 ha. No final da década de 1990, seguiu-se o processo comum do ciclo de modismo dos capins. A expansão foi indiscriminada, com pouco ou nenhum critério técnico, acompanhada de mau manejo, culminando com o fraco desempenho das pastagens, e dos sistemas produtivos em que estavam inseridas. Como conseqüência, houve descontentamento com os capins Cynodon e um certo esquecimento pelos produtores. Mais recentemente, em função de uma série de bons resultados obtidos com os capins do gênero pelas universidades e centros de pesquisa do país, e o surgimento de novos materiais como o capim Jiggs, a adoção dos Cynodons antes baseada em critérios subjetivos, passa a ser feita de forma mais profissional, pautada por objetivos claros e embasada em critérios técnicos e econômicos.

Manejo dos capins Cynodon

O manejo da pastagem se configura em um conjunto de ações relativas ao solo, a planta e ao meio ambiente, englobando práticas ligadas à conservação do solo relativas a sua correção e fertilização, como calagem, gessagem e adubação, ligadas às plantas, como combate a pragas e doenças e ao ambiente oferecido ao animal, como tamanho dos pastos, número de subdivisões, dimensionamento de aguadas e pontos de fornecimento de suplementos minerais, etc.

Em relação aos capins Cynodon, um dos principais pontos a serem considerados em relação ao manejo é o fato de que todos os cultivares apresentam hábito de crescimento prostrado, estolonífero, e algumas também rizomatoso (as gramas-bermuda, mas não as gramas-estrela), o que de certa forma lhes confere a capacidade de formarem estandes densos, com poucos espaços de solo descoberto.

Em função dessa característica são indicados para a formação de pastagens em áreas de maior declividade ou em solos de estruturação fraca, colaborando para a diminuição de problemas com erosão. Por outro lado, necessitam de áreas bem drenadas, não tolerando encharcamento prolongado. A textura do solo não se configura em um fator limitante para os Cynodons . Preferencialmente, os Cynodons devem ser cultivados em solos profundos e bem drenados, pois como a grande maioria das plantas forrageiras, as únicas limitações em termos de textura são solos muito argilosos em que ocorre grande compactação ou solos muito arenosos em que há baixa retenção de água.

No que diz respeito à fertilidade do solo, os Cynodons podem ser considerados plantas exigentes. Essa exigência, quando comparada, à de outros capins, pode ser percebida na necessidade de calagem, que, tendo por base o método de saturação por bases (V%) como referência, coloca os Cynodons no grupo de maior exigência com valores de V recomendados de 55 a 70%. Para os outros parâmetros de fertilidade do solo como exigência de P, K, Ca, Mg e S os capins Cynodon situam-se numa faixa semelhante à dos Panicum e Pennisetum produzindo quantidades semelhantes de forragem, na faixa de 20 a 25 t MS/ha/ano. Capins Cynodon respondem bem à aplicação de N, e quando corretamente manejados requerem maior reposição de N para a manutenção de sua produtividade, principalmente em explorações mais intensivas. Melhores resultados tem sido obtidos empregando-se doses de 200 a 300 kg de N/ha ano nessas condições.

Os capins Cynodon são adaptados a uma gama de condições climáticas, fruto da diversidade genética e dos centros de origem desses capins, o que permite que vegetem bem sob as temperaturas de verão do Brasil Central. Uma das maiores limitações em termos climáticos são as baixas temperaturas, o que pode ser percebido pelos valores de temperatura-base para crescimento (Tb), que se encontram na faixa de 15 e 17°C . Isso significa que sob temperaturas médias inferiores a essa faixa, o crescimento é limitado, o que pode ocorrer com certa freqüência no sul do Estado de São Paulo e em toda a região Sul do Brasil, mas raramente em outras regiões do país.

Essa boa adaptação a climas subtropicais deve-se ao fato de boa parte dos cultivares atualmente em uso terem sido selecionados nos EUA, para condições de invernos mais rigorosos, sendo o frequentemente objetivo dos programas de seleção a obtenção de plantas que sobrevivessem ao inverno e voltassem a vegetar na primavera com estandes robustos e produtivos, ao invés de plantas que vegetem no inverno, ainda que irrigadas. Assim, no Brasil é comum que os Cynodons híbridos cessem o seu crescimento no outono (Abril-Maio) e direcionem fotoassimilados para os órgãos de reserva, normalmente rizomas, usando essas reservas na primavera (Setembro-Outubro).

Atualmente, não existem informações detalhadas a respeito das exigências hídricas dos Cynodons, mas de maneira geral as do grupo “bermuda” são relativamente adaptadas a condições de certa restrição hídrica, ao passo que as do grupo “estrela” se adaptam melhor a locais com mais de 800 mm anuais de precipitação. Diferentes cultivares apresentam diferentes níveis de adaptação ao excesso ou ao déficit hídrico, sendo os valores mencionados apenas um indicativo. De forma geral, para produções na ordem de 15 a 20 t MS/ha/ano seriam necessários de 500 a 700 mm/ano, o que, em função das perdas evaporativas levariam a uma necessidade hídrica da ordem de 1000 a 1200 mm/ano efetivamente aplicados.

Manejo da desfolhação: Corte ou pastejo

O manejo da desfolhação consiste no monitoramento e condução do processo de colheita da forragem produzida, buscando alta produção e utilização da forragem por unidade de área, ou da produção animal, otimizando o uso do trabalho, dos recursos e do capital. Para que o manejo garanta produtividade e longevidade do sistema é necessário conhecer a planta forrageira, suas exigências edafoclimáticas, e seus limites de tolerância à desfolhação (intensidade e freqüência), para que práticas de manejo adequadas possam ser planejadas e a produtividade e sustentabilidade do sistema alcançadas.

Como variáveis de manejo passíveis de controle pelo manejador, a intensidade e a freqüência de desfolhação podem são as principais, pois determinam a composição e a estrutura do dossel forrageiro antes e após a colheita, condicionando o novo crescimento. A freqüência é o parâmetro que expressa o intervalo de tempo entre os pastejos ao passo que a intensidade determina a severidade (proporção do todo) com que a forragem será colhida.

Capins do gênero Cynodon apresentam grande flexibilidade de manejo, adaptando-se bem a diferentes intensidades e frequências de desfolhação. Isso se deve à combinação de características como porte baixo e crescimento rasteiro (estolonífero) e à preservação dos principais pontos de crescimento dos perfilhos (meristemas apicais), além de área foliar próxima ao nível do solo no decorrer de quase todo o ciclo de crescimento da planta. Além disso, essas plantas têm alta capacidade de gerar novos perfilhos, o que evidencia sua tolerância à desfolhação drástica (baixa e mais freqüente). Adicionalmente, a variação na relação folha:colmo no decorrer do ciclo de crescimento não é grande, e consequentemente ocorre menor acúmulo de componentes estruturais (celulose, hemicelulose e lignina) mesmo em pastos relativamente mais maduros. Assim sendo, as gramíneas do gênero podem ser usadas de formas diversas, como para pastejo, corte mecânico (fenação, ensilagem, pré-secado) ou diferimento. De forma geral, trabalhos enfocando o manejo de Cynodons no Brasil e no exterior indicam que para todas as espécies e cultivares do gênero, o intervalo de descanso deve ser próximo dos 28 dias (4 semanas) no “verão” e ao redor dos 42 dias (6 semanas) no “inverno”, sob pena de ocorrer queda na qualidade da forragem acima desse intervalo. No que diz respeito à altura, a saída deve ocorrer quando o resíduo estiver na faixa de 10 a 15 cm. Em algumas condições especiais, como a produção de feno ou o manejo de uma área de Cynodon para sobreplantio de gramíneas de inverno como aveia ou azevém por exemplo, a altura de resíduo poderia ser um pouco mais drástica, na faixa entre 5 e 7 cm do nível do solo.
Em anos recentes, a pesquisa tem abordado o uso de pastagens sob um novo enfoque, não apenas baseado na combinação entre produção e qualidade do material produzido, mas sim em estudos que tentam entender os diversos processos ligados ao crescimento e desenvolvimento das plantas. Diversos desses estudos de ecofisiologia, foram conduzidos no Brasil na tentativa de otimizar o manejo de pastagens do gênero Cynodon, e tem obtido resultados mais refinados, específicos para cada cultivar. Tais estudos ecofisiológicos se baseiam no princípio de que as plantas se desenvolvem com base na oferta de fatores de crescimento, principalmente luz, e que dessa forma não crescem de maneira igual ao longo do ano, e portanto, devem ser manejadas de maneira a adequar a estratégia de uso à oferta de fatores ambientais e sua variação ao longo do ano.

De acordo com esse novo enfoque um novo parâmetro deve ser usado como referência de manejo, e este seria a altura do dossel, já que essa é uma característica ligada à capacidade da comunidade de plantas em captar a luz e à eficiência com que essa luz é usada, possibilitando a maximização da produtividade. Assim sendo, o manejo passa a ser um processo dinâmico, já que os intervalos de crescimento se tornam-se variáveis a cada novo crescimento, sendo fixados agora a altura de realização da colheita e de resíduo deixado na área. Em função do grau de detalhamento necessário para a realização desses estudos, os resultados até agora existentes são limitados a três cultivares de Cynodon, Tifton 85, Florakirk e Coastcross. Para Tifton 85 a altura de dossel para realização da colheita seria ao redor de 25 cm, e de saída por volta dos 15 cm, ao passo que para Florakirk e Coastcross a colheita se realizaria em alturas na faixa de 30 a 35 cm, e um resíduo semelhante ao do Tifton 85.

É fundamental, portanto, entender que as gramíneas do gênero Cynodon são uma boa opção para a formação de áreas de pastagem, mas que são exigentes em fertilidade e condições climáticas para que sua exploração seja economicamente viável, apesar de serem flexíveis e relativamente tolerantes a “erros” de manejo. Em função da combinação da exigência em fertilidade com o fato de serem estabelecidas vegetativamente, sua implantação é cara, exigindo uma exploração intensiva para que o investimento inicial seja amortizado num prazo adequado. Essa perspectiva é viável, pois os resultados de pesquisa sobre os Cynodons indicam que a produção de forragem e valor nutritivo desses capins quando devidamente manejados, são altos e compatíveis com níveis de ganho de peso na faixa de 0,35 a 0,75 kg/cabeça/dia, e produtividade animal entre 550 a 1.200 kg de ganho de PV/ha/ano.
 

 

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CARLOS G. S. PEDREIRA

Professor do Departamento de Zootecnia da ESALQ-USP, em Piracicaba. Desenvolve pesquisa e leciona disciplinas na área de produção e manejo de pastagens

FELIPE TONATO

Pesquisador da Embrapa

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THIAGO FRANCO TOMÉ

PASSOS - MINAS GERAIS

EM 19/03/2018

Bom dia, estou querendo formar a pastagem de meu sitio que seja boa para equinos, estive pesquisando e vi que as mais recomendadas são o Tifton-85 e o Capim Vaquero, vi uma certa facilidade sobre o capim vaquero quanto a sua implantação que pode ser feita por sementes. Vi também que existe uma variedade que é o Tifton-9 (paspalum notatun) que pode ser feita através de sementes. Minha pergunta é a seguinte: Existe realmente o Tifton-9? Antecipadamente obrigado!
DANI MENDONÇA

EM 12/09/2018

compartilho da mesma pergunta. rsrs
MARCOS CARVALHO DE MENDONÇA

SANTO AGOSTINHO - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/08/2019

Boa tarde. Sim, existe o Tifton 9 que é um paspalum notatum e não cynodon. O termo "tifton" (ex: tifton 85, tifton 79, tifton 68, tifton 44 e etc) é proveniente da Cidade de Tifton no Estado da Geórgia - EUA onde foram desenvolvidas as variedades pela Universidade da Geórgia no Campus Experimental de Tifton.
Caso tenha interesse em adquirir mudas de Tifton 85 ou de outros Cynodons a Viver Grass www.vivergrass.com é uma empresa que comercializa estas mudas. Obrigado pela atenção
FERNANDO SAUSEN

PORTO LUCENA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/02/2017

boa tarde estou 2 anos tentando plantar tifton 85 e nao estou conseguindo que ele se espalhe  . estou plantando num potreiro no rio grande sul aquela grama comum eu passo veneno ela morre faco o plantiu por sucos de 50 cm mas a grama comum volta e toma conta o tifton nao consegue tramar e dai nao forma uma boa pastagem gostaria de saber se existe algum veneno q mate so a grama comum e nao mate o tifton ou algum veneno que mate a grama comum q ela nao brote mais pra mim tentar implantar tifton de novo meu email fernando-sausen171@hotmail.com
ELUANA ALBERTON FONTANELLA

ORLEANS - SANTA CATARINA - ESTUDANTE

EM 28/10/2016

boa tarde..

Sou estudante de agronomia, e meu trabalho de conclusão de curso é sobre pastagens.

espero  ano que vem estar colaborando com as pesquisas em campo..

leio muito o que é postado por voçes, e está me ajudando muito.

Meu trabalho é em cima de tifton 85, jiggs, missioneira gigante e tangola.

Como estou na pesquisa ainda se os autores disponibilizar artigos dos generos eu agradeço.

meu email é eluana.alberton@gmail.com.
CARLOS G. S. PEDREIRA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 15/02/2016

Respondendo a algumas perguntas:



- O teor de FDN do T-85 pode realmente ser alto, mas a digestibilidade da FDN é mais alta do que a de outros Cynodons



- A planta pode florescer e emitir pendão, mas não há produção de sementes propriamente dita.  Na maioria são cariopses vazias (chochas), pois o T-85 é um Cynodon híbrido e não produz sementes viáveis.  Se está havendo produção de sementes pode ser outra coisa que não T-85
IVAN CONCEIÇÃO CARVALHO

BELMONTE - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/02/2016

Bom dia, adquiri uma mudas de tifton 85 e estou fazendo um viveiro para 1 ha, percebo que nasceram ramos por toda parte com pequenas sementes. O tifton 85 sendo uma espécie híbrida é normal sementear ou é outra espécie de tifton?

Atenciosamente
CARLOS G. S. PEDREIRA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 03/09/2015

Luiz Carlos,

Nossa experiência com o VAquero em Piracicaba não foi tão positiva quanto com Jiggs e T-85.  O T-85 parece ser uma aposta segura para as suas condições de inverno.  CGS Pedreira
LUIZ CARLOS VELHO FLECK

NOVO HAMBURGO - RIO GRANDE DO SUL

EM 03/09/2015

Bom dia.Estou para fazer  5 ha de capim vaquero, mas com estes comentários estou com o pé atrás, tenho mudas de tifyon 85, mas pela facilidade do capim vaquero de plantá-lo achei que seria melhor.Gostaria de mais dados deste capim, pois nosso clima aqui no sul no inverno é bastante rigido. No aguardo.Fleck.
ALTAIR DE SOUZA RIBEIRO CANDIDO

EM 01/04/2015

obrigado por todas as informacoes aqui contidas vou mudar minhas pastagen para jigg e tifiton 85 assin poço melhorar meu manejo e produtividade                                                              

Volta redonda  RJ
CARLOS G. S. PEDREIRA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 20/01/2015

Respondendo ao Moyses, logo acima:

O nome vulgar estrela branca e estrela africana pode se aplicar a Cynodon nlemfuensis e a C. plectostachyus, e portanto precisaria ver qual é a que você tem mesmo.  As gramas-estrela são memos tolerantes a frio/grada porque não são rizomatosas.  Pode haver problemas de ácido prússico (HCN) que pode ser tóxico, principalmente para equinos.  As estrelas geralmente são produtivas e respondem bem a adubação nitrogenada.  Em solos férteis d é possivel chegar a 20-25 t MS por ha por ano, com 350-400 kg N, dependendo de solo, água, e temperatura, obviamente.  Sim, seria semelhante aos outros Cynodons.
CARLOS G. S. PEDREIRA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 20/01/2015

Negativo, Wanderley.  T-85 é um Cynodon híbrido.  Não produz sementes.
GLAUCO BENVENUTTI DA ROSA

SANTO ÂNGELO - RIO GRANDE DO SUL

EM 20/01/2015

Não existe semente de tifton 85.
WANDERLEY FRAGA

ALTO ARAGUAIA - MATO GROSSO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/01/2015

PRETENDO IMPLANTAR O TIFTON 85 EM MINHA PROPRIEDADE.

EXISTE NUMA REGIAO PROXIMA A MINHA, UM COMENTARIO QUE

JA EXISTE A SEMENTE DO TIFTON.  PROCEDE ESTA INFORMAÇAO?



GRATO



WANDERLEY FRAGA

zinho.fraga@hotmail.com

fone (66) 9986-8889
GLAUCO BENVENUTTI DA ROSA

SANTO ÂNGELO - RIO GRANDE DO SUL

EM 17/01/2015

Otimo artigo trabalho com implantação de tifton 85.
AYRTON COGO

CAXIAS DO SUL - RIO GRANDE DO SUL

EM 24/11/2014

Prezado Professor Pedreira



Obrigado pelo seus esclarecimentos, foi o resumo mais completo que já li até o momento,

Recomendo a todos que salvem este artigo para consultas futuras.
MOYSES LOURENÇO BOSSI LIMA

CARLOS CHAGAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/11/2014

Professor Pedreira, aqui no nordeste de Minas temos a estrela africana branca bastante disseminada, porém não conheço locais onde essa forrageira foi estimula por correções e adubações.

O que posso esperar de pastejo rotacionado desta forrageira adubada de forma correta?

Seria semelhante à outros cynodons?Desde já agradeço.
CARLOS G. S. PEDREIRA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 24/11/2014

Prezados,



  Tendo em vista o grande número de questionamentos, seguem algumas respostas:



1) O teor de FDN do T-85 é geralmente alto, mas a digestibilidade dessa fração é alta também, devido às particularidades da composição do FDN nesse capim.  Outros Cynodons com FDN alto, terão digestibilidade baixa.



2) O capim Jiggs é um Cynodon híbrido muito bom, e produz tanto quanto (às vezes mais que) o T-85 no ano.  Por ser híbrido, como o T-85, só se propaga por mudas e tem excelente estabelecimento, muito vigoroso, especialmente em solos férteis.  É mais fino e ótimo para fenação.



3) A produção de forragem e o dimensionamento de piquetes dependerão das exigências da categoria animal e da adubação nitrogenada.  É preciso não descuidar do potássio, mantendo-o a 3% da CTC e lembrando que cada pastejo ou colheita remove N e K em altas quantidades.



4) Tanto para T-85 como para Jiggs, a colheita ou pastejo deve ser feita quando a vegetação estiver com cerca de 20-25 cm de altura.  A altura do corte ou do resíduo pós-pastejo devem ser de cerca de 8-10 cm.



5) Nossa experiência com o capim Vaquero em Piracicaba não é boa.  Baixa produtividade e persistência pobre.  Para a nossa região eu não recomendo.



6) O  T-85 normalmente tolera a cigarrinha, mas em caso de infestação alta, talvez seja interessante pulverizar com defensivo e/ou inocular com Metarrhizium.



  Agradecemos pelo interesse e permanecemos à disposição.



C.G.S. Pedreira

Professor Associado

ESALQ - USP

Piracicaba, SP
LEONARDO AUGUSTO TAVARES FACURY

SÃO BRÁS DO SUAÇUÍ - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 24/11/2014

Gostaria de tecer um comentário. À respeito dos gêneros cynodons. O capim vaquero por ser sua propagação via sementes tem o mesmo desempenho das outras variedades do gênero cynodons?
MARIANA POMPEO DE CAMARGO GALLO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 20/10/2014

Nova edição do Curso Online AgriPoint :

"Plantas Invasoras: impacto e controle para alta produtividade em pastagens" , com o prof. Leandro Coelho da Unesp, início em 05/11.



Uma ótima oportunidade para quem quiser discutir o tema e trocar experiências no manejo de plantas daninhas em sua propriedade.



Mais informações em: https://www.agripoint.com.br/curso/plantas-daninhas/
ANDRE LUIS

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS

EM 22/09/2014

Gostaria de saber algumas opnioes sobre o manejo criado, quero plantar 5 ha de tifton 85 para criar cerca de 60 bezerros recem desmamados de corte que estarao a 31 ha a pasto de brachiara, gostaria de saber se plantando esses 5 ha de tifton e  cortando 2 vezes por semana em uma rossadeira manual e jogando no cocho mais racao balanceada, se me ajudaria muito no ganho de peso, porque quero fazer uma criacao mais barata e mais rentavel, e como la nos meus pastos corre agua, se daria para fazer irrigacao natural mais barata possivel nesse piquete plantado com tifton 85, agradeco as ideas e opinioes que tiverem. Obrigado
JOAQUIM ALVES DA COSTA JUNIOR

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/08/2014

Sim o Volcane é indicado para o capim vaqueiro também, em quantidades de 250 ml para uma bomba costal de 20 litros de água.
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