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Caro Starbucks, acho que você está confuso

ESPAÇO ABERTO

EM 28/01/2020

2 MIN DE LEITURA

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Por Anna-Lisa Laca

Estou exausta. Não estou cansada apenas de grandes redes e celebridades que apontam os dedos para a agricultura para reduzir os gases de efeito estufa (GEE). Estou cansada porque há uma criança de dois anos corajosa, independente e descontroladamente determinada em minha casa. O pior é que não posso correr para a cidade para comprar um Starbucks. Isso porque a gigante do café anunciou recentemente que estará incentivando os clientes a abandonar os laticínios e consumirem apenas bebidas à base de plantas, em um esforço para reduzir sua emissão de carbono

Realmente, eu não iria para uma Starbucks de qualquer maneira, prefiro uma cafeteria local da minha cidade. Eu amo half sweet vanilla latte da Starbucks quando estou na estrada. É difícil superar a consistência entre os locais.  

Segundo a Bloomberg, o leite usado pela Starbucks representa apenas 0,3% da produção de leite nos EUA. No entanto, a decisão de denunciar formalmente os laticínios e declarar ênfase nas opções não-lácteas pode incentivar outros estabelecimentos de serviços de alimentação a seguir o exemplo. 

O que a Starbucks precisa saber? Bem, um novo relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que as emissões globais de GEE da indústria de laticínios totalizem 1.712 milhões de toneladas CO², ou cerca de 3% das emissões mundiais totais, em 2015. A FAO estima que as emissões totais de GEE do setor de laticínios aumentaram 18% entre 2005 e 2015.

Ao mesmo tempo, a produção global de leite aumentou 30%. Enquanto o rebanho leiteiro aumentou 11%, a produção de leite por vaca aumentou 15%. O resultado: as emissões de GEE por quilograma de leite produzido reduziram 11%, ou cerca de 1% ao ano. 

"Mais de 80% da população mundial, ou cerca de 6 bilhões de pessoas, consomem regularmente leite ou outros produtos lácteos", diz o relatório da FAO.

Ao mesmo tempo, a FAO observa que os laticínios são alimentos ricos em nutrientes, fornecendo quantidades significativas de energia, proteínas e micronutrientes, incluindo cálcio, magnésio, selênio, riboflavina e vitaminas B5 e B12. “[Os laticínios] são o quinto maior fornecedor de energia e o terceiro maior fornecedor de proteínas e gorduras para seres humanos, é uma importante fonte de nutrição acessível para atender aos níveis recomendados”, diz o relatório da FAO.

Além disso, a pecuária leiteira é parte integrante da economia de muitos países. Existem cerca de 133 milhões de produtores de leite, incluindo 80 milhões de mulheres envolvidas no cultivo de leite, pelo menos até certo ponto. 

Conclusão: a eliminação de vacas e da criação de gado leiteiro do planeta seria altamente prejudicial ao suprimento mundial de alimentos e à estrutura econômica e social.

Caro Starbucks, acho que você está confuso. Não tenho certeza de como uma empresa que compra seu café da Ásia, reduzirá sua emissão de carbono cortando o leite, que em média viaja a menos de 160 quilômetros da vaca à geladeira.

As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

Leia também: 

EUA: Starbucks recomenda substituição do leite por alternativas não-lácteas

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JOSE FRANCISCO

GOIÂNIA - GOIÁS

EM 30/01/2020

essas "multinacionais" precisam parar de dar pitaco em tudo que existe; cabe a nós, seres mais "conscientes" da necessidade nutricional do corpo humano, dar um basta nesses modismos, que, as vezes, causam mais prejuízo a população e ao planeta. muda de lugar, procure uma empresa talvez mais "familiar" onde as coisas são preparadas de maneira mais artesanal.
JOSE FRANCISCO

GOIÂNIA - GOIÁS

EM 30/01/2020

essas "multinacionais" precisam parar de dar pitaco em tudo que existe; cabe a nós "conscientes" das necessidades do corpo humano, abandonar o modismo, que muitas vezes, é mais prejudicial a população e ao planeta.
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