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Brasil leiteiro de Sul a Norte - Região Nordeste (NE)

POR ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

ESPAÇO ABERTO

EM 29/09/2014

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Vamos tratar aqui dos nove estados nordestinos conjuntamente.Tive a oportunidade de trabalhar no NE por um bom tempo em duas diferentes empresas com plantas na Bahia e em Pernambuco. Viajei muito por todas as partes visitando fábricas, postos, produtores, instituições relacionadas com o setor e o mercado, ocasião que me permitiu conhecer bem a complexidade da cadeia do leite regional.

A produção de leite nesta região em 2012, segundo o IBGE, foi 3,5 bilhões de litros, representando 10,9% da produção nacional, equivalente à produção do estado de Goiás.

O Nordeste do Brasil tem uma extensão territorial de 1.558.196km² (IBGE, 2013), equivalente ao estado do Amazonas, ocupando 18,3% do território brasileiro.

Com 53 milhões de habitantes, esta região é considerada o segundo maior mercado de lácteos do país. Perde apenas para o Sudeste. Quando se olha o comprometimento da renda mensal das famílias com leite e derivados o maior índice do país está no NE. Mesmo assim, o consumo per capta de leite e derivados só não é menor que o da região Norte.

A Bahia é o maior produtor com quase um terço da produção, que se concentra principalmente na região Sul do estado, onde os índices pluviométricos são elevados e historicamente com boa distribuição ao longo do ano. Na Zona da Mata nordestina, onde se concentra a cultura canavieira, as chuvas também são mais intensas. O mesmo não ocorre no restante da região NE, onde as chuvas são muito irregulares e o volume anual é baixo. A medida que se afasta do litoral para o interior, os índices de chuvas ficam menores. O gráfico abaixo apresenta a média histórica das chuvas ao longo do ano em Pernambuco.

Fonte: elaborado por Bezerra Alves, Merinaldo

Em Pernambuco, segundo maior produtor do NE, a produção se concentra no Agreste. O município de Garanhuns-PE e o seu em torno, tem uma condição muito especial de clima com boa adaptabilidade para as raças leiteiras européias e com elevada densidade na produção de leite.

Em Alagoas e Sergipe o leite se concentra nas regiões do Agreste e do Sertão. Em Batalha-AL e nos arredores, há também um micro-clima que diferencia e favorece a produção. Como exemplo, conheci em Batalha um grupo de apenas 7 produtores que se juntam para comercializar o leite, com volume próximo de 14.000 litros por dia com vacas holandesas apuradas. A produtivdade da vaca de Alagoas é a mais elevada do NE e superior à média nacional.

Até 2008, a produção tem crescido em todos os estados. Conforme a tabela abaixo, de 2008 a 2012 a produção de leite se manteve praticamente estável. No mesmo período Sergipe e Bahia cresceram 14,9% e 13,3%, respectivamente, enquanto Paraíba e Pernambuco decresceram 26,4% e 16,1%, respectivamente. Uma das maiores secas dos últimos anos se passou na região, neste período. O rebanho reduziu significativamente. O que não morreu foi vendido magro para outros estados.

Fonte: IBGE, 2012

Analisando as fortalezas da região para a cadeia do leite podemos relacionar os seguintes pontos:

- Mercado consumidor em plena expansão
- Condições de clima seco que favorece o estado sanitário dos animais com uma baixa incidência de ecto e endoparasitas e facilita a obtenção de um leite de boa qualidade, em função da menor multiplicação bacteriana;
- Tecnologia para produção de suplementos forrageiros (palma + silagem), já bastante dominada pela região;
- Baixo Custo da terra comparado aos demais estados da federação;
- Mão de obra disponível a custos inferiores ao de outros estados;
- Predomínio de solos com boa fertilidade;
- Existência de muitos programas de incentivo ao desenvolvimento.

Como pontos que prejudicam a cadeia do leite e que devem merecer atenção, enumeramos:

- Restrição de água nas fazendas;
- Prazos de pagamentos ao produtor praticados pelo mercado que são incompatíveis com os prazos de venda dos produtos terminados;
- Cultura das queijarias que capta 2/3 do leite produzido;
- Produção de leite com baixa tecnificação, especialmente no que se refere ao manejo do rebanho e controles zootécnicos;

Merece destaque a ousadia do produtor José Cassimiro de Freitas (conhecido por “José Camelo”) que visitei em Águas Belas-PE. Ele canalisou uma água de nascente por 12 km, passando por várias propriedades até chegar na sua.

Fazendo-se uma análise da realidade, anteriormente mencionada, é possível entender que a cadeia regional tem boas oportunidades otimizando as forças e mitigando as fraquezas.

É caro para o consumidor regional comprar o leite importado das regiões Sul e Sudeste, em especial, quando se trata de leite fluido. Aliás, o NE consome cerca de 50% de todo o leite em pó produzido no país.

A seca na região é uma realidade. Com exceção de parte do estado da Bahia, e da Mata nordestina, o volume de chuvas é baixo, mas pior do que isto, é a irregularidade das mesmas ao longo dos anos. De outro lado, o NE tem a “santa” palma forrageira, que regularmente está presente na região do agreste e do sertão nordestino. Um recente desastre, causado pela ocorrência da cochonilha de carmin e de escama, quase dizimou as “roças” desta cultura do NE. Mas com uma resposta rápida dos técnicos já foram encontradas variedades resistentes.

Cultura da palma forrageira miúda ou doce (NopaleacochenilliferaSalmDyck- Alagoas. Foto: colaboração M. A. Bezerra

Cultura da palma atacada pela cochonilha. Foto: colaboração M. A. Bezerra

No período normal de chuvas é possível cultivar pastos tropicais, fazer reserva de alimentos, principalmente na forma de silagem de milho ou sorgo. A silagem corrige o baixo teor de matéria seca da palma. O bagaço de cana ou a mandioca desidratada também fazem esta “função”.

Uma dificuldade para suplementar os animais é o elevado custo dos concentrados que, em geral, agrega um frete caro , já que vem de regiões produtoras de grãos, muito distantes. Esta logísica pode ser otimizada com as produções de soja e milho, que se estabelecem, gradativamente, em algumas regiões do próprio NE.

A irrigação também é uma alternativa viável para muitas propriedades. No Oeste da Bahia (Jaborandi) e no leste do Ceará (Limoeiro do Norte) já foram implantados grandes projetos de produção intensiva de leite em sistemas de pastos irrigados.

O NE tem um rebanho cuja produtividade das vacas é bastante variável. Os dados da tabela abaixo, estimados pela Embrapa Gado de Leite com base no IBGE/PPM, 2012, apresentam a produtividade por vaca total e em lactação de cada estado.

Em Alagoas ela é superior à média nacional. Assim como em Pernambuco, o rebanho já é bastante apurado com predominância da raça holandesa. Rebanhos Jersey e um pouco de pardo suiço também estão presentes, além dos cruzamentos de raças européias com zebuinas, com prevalência do girolanda. Já na Bahia, o rebanho é muito pouco produtivo e ainda bastante azebuado.

O quadro permite ainda inferir que a eficiência reprodutiva é muito ruim, uma vez que ao se considerar o n° total de vacas, a produtividade é muito mais baixa, indicando que são muitas as vacas secas no rebanho.

Fonte: IBGE/PPM, 2012

Curiosamente, muitos laticínios do NE apresentam uma boa performance na captação do leite dado a concentração de algumas bacias leiteiras como é o caso da região de Garanhuns ou de Batalha, onde a densidade de coleta é tão boa quanto a do Paraná. Já na Bahia, em razão do tamanho do estado e da dispersão da produção, o custo logístico de captação é mais elevado.

Em algumas regiões, os tanques comunitários estão presentes, com todas as dificuldades que o modelo oferece. Faz-se necessário um melhor trabalho com o objetivo de, ao menos, reduzi-los com mais tanques de menor tamanho e com um menor n° de produtores por tanque.

O parque industrial do NE tem uma capacidade que suporta bem a atual produção. Há uma pequena ociosidade das plantas. Ao todo, são quatro plantas de pó, situadas na Bahia, Pernambuco, Maranhão e Sergipe.

Para envasar leite UHT já são sete as indústrias. No Piauí, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte não é produzido leite UHT.

O queijo coalho é o principal derivado lácteo produzido no NE. Ele absorve grande volume de leite. São muitas as queijarias em toda a região.

A qualidade do leite como em todo Brasil requer grandes mudanças. Os tanques coletivos devem ser trabalhados para que sejam menores e o mais próximo possível das propriedades.

Os tambores plásticos, que ainda se vê nos caminhões, precisam ser banidos e os produtroes/ordenhadores necessitam ser melhor preparados para reduzirem a contaminação inicial e a multiplicação dos microorganismos, com o objetivo de reduzir a contagem bacteriana total (CBT).

O teor de sólidos no leite, em geral é baixo, provavelmente em função da dieta que muitas vezes não é tecnicamente balanceada.

As fraudes com soro também tem sido um problema que incomoda a indústria local, particularmente para a produção de leite UHT.

Um dos laboratórios da Rede Brasileira de Qualidade do Leite, o Progene, está situado na Universidade Federal de Pernambuco em Recife.


A ordenha manual é predominante nos sistemas de produção. Há muito ainda que se fazer para introduzir a ordenha mecanizada.

A assistência técnica como em todo país é precária. São muitas as intenções e as iniciativas, mas falta ação organizada. O sistema público de assistência técnica está presente. Porém, falta recursos e uma política forte para o melhor desempenho. Há poucas inicitivas por parte das indúsrias. Todavia, encontramos bons exemplos promovidos pelo Sebrae, Senar e a Universidade. O programa Balde Cheio, da Embrapa Pecuária Sudeste, já tem uma atuação significativa, com muitos casos de sucesso.

A Embrapa Gado de Leite através das unidades “irmãs” no NE, tem procurado interagir com o setor produtivo de leite daquela região.

Segundo especialistas da região devem ser envidados esforços centrados em ações como a criação de grandes barragens no curso das principais bacias hidrográficas da região leiteira; o aumento dos reservatórios (barreiros), das fazendas leiteiras; a criação de adutoras e pontos de distribuição d'água, interligando as principais áreas da bacia leiteira, fornecendo assim água para consumo animal, higienização de equipamentos de ordenha, resfriador de expansão e utensílios, além do consumo doméstico; a criação de centros de produção de forragem, visando atender a demanda dos animais para o período seco, a exemplo do que já acontece no Ceará; a multiplicação das boas praticas de produção através conservação de forragem, colheita de pastos para fenação e/ou ensilagem; plantio de milho e sorgo nas áreas zoneadas (agreste); a intensificação das práticas de produção de palma forrageira redonda, miúda, gigante, orelha de elefante e Ipa Sertânia e a transferência de tecnologias para o controle da cochonilha do carmim e escamas.

A cadeia produtiva precisa e deve se organizar para fortalecer e obter ganhos de sinergia voltados para o desenvolvimento da cadeia do leite regional.
 

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ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

A SL Consultoria em Agronegócios é uma empresa criada em agosto de 2014, com sede em Goiânia, tendo a expertise em negócios relacionados com a Cadeia do Leite como seu pilar central. Ela foi projetada pelo seu sócio proprietário, que atuou por 23 ano

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HELDER TENÓRIO CAVALCANTI

CARUARU - PERNAMBUCO - ESTUDANTE

EM 08/05/2016

Boa noite Mestre Antonio Souza Jr. sou estudante de engenharia de produção e peço autorização para usar o seu artigo como base para um trabalho. Já que como foi exposto preciso de vossa autorização para faze-lo desde já fico muito grato



O seu artigo está bem completo e nos dá uma boa ideia da nossa situação na região Nordeste sobre como podemos evoluir e aumentar nossa produção.
LUCIANO MACHADO DE SOUZA LIMA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/10/2014

leite se tira com AMOR:

          Alimentação

          Manejo

          Organização

          Raça

Infelizmente muitos produtores começam a atividade pelo oposto:  ROMA

Se a produção de volumoso é o gargalho da atividade, não é fácil mas também não é impossível de levantar alternativas para solucionar este problema. A busca para este problema, poderá ser alcançada, com a participação de todos, empresas, produtores e técnicos que atuam na região e conhecem melhor que nós. Na zona da mata, em Minas Gerais, também não e fácil produzir volumoso devido a topografia, mas mesmo assim vemos a crescente abertura de áreas para esta finalidade, sejam elas irrigadas ou não.

Abraço,

Luciano
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 06/10/2014

Muito bom Raimundo seu comentário. Obrigado.

Nenhum conhecedor do NE como você vai duvidar de que o "pulo do gato" para a atividade na região é produzir o volumoso, e a palma combinada com forrageiras irrigadas vai assegurar comida para se produzir leite na região.

Uma ideia, aliás já praticada aí no CE, é estruturar fazendas para a produção de milho e/ou sorgo irrigados, que seriam vendidas como forragens para os produtores armazenarem na forma de silagem ou até mesmo já ensilados.

Abraço,

A. Carlos
ROCCO ANSANTE

VALINHOS - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 06/10/2014

Excelente artigo,o que nos dá uma ideia do quanto temos e podemos evoluir,se comparado com Israel.

Como um todo o artigo é abrangente e nos mostra por onde poderíamos começar a tomar as providencias visando o progresso da região nordestina,incluindo o Maranhão.
RAIMUNDO JOSÉ COUTO DOS REIS FILHO

FORTALEZA - CEARÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 01/10/2014

Antonio Carlos, parabéns pelo artigo!



O Nordeste tem grande potencial doara produção de leite, podendo ser explorados em diferentes sistemas de produção (a pasto, confinado, misto, etc), já que o grande diferencial está no potencial de produção de volumoso, seja ele qual for. O leite na região tende muito a crescer, especialmente pelo fato de haver poucas alternativas econômicas no meio rural, já que se predomina pequenas propriedades e instabilidade climáticas. Pecuária de leite, apesar dos desafios (não limitações), é menos vulnerável do que outros culturas de sequeiro.



No Ceará a produção de leite a pasto irrigado já é uma realidade. Em Pernambuco e Alagoas, a produção a base de palma já é consolidada. Mas a revolução a caminho vai estar baseada na conciliação da palma forrageia com produção de volumoso irrigado. Sendo assim, o desafio para o Ceará é expandir o uso da palma, enquanto Pernambuco e Alagoas, esse desafio será a utilização em larga escala da produção de volumoso em áreas irrigadas.



O resultado disso será a auto-suficiência na produção de leite e o segmento produtivo altamente competitivo. Alguém duvida?
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 01/10/2014

Valeu Luciano!

Apesar das dificuldades da região, muitos produtores conseguem superá-las e já alcançam produtividade elevada por animal e por área, como a sua aí na Zona da Mata de Minas Gerais, região que também é limitada pela topografia.

Abraço,
LUCIANO MACHADO DE SOUZA LIMA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/09/2014

Parabéns mais uma vez. Excelente  matéria.
































ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/09/2014

Marcelo,

Agradeço o comentário e você tem razão com sua observação.

Já fiz um curso de Gado de Leite em Israel e, realmente, eles produzem muito leite numa condição mais difícil do que o nosso NE. Desmineralizam a água do mar, importam carvão mineral para a geração de energia, aproveitam toda a água das poucas chuvas e a energia solar.

Podemos sim ser muito melhores através de ganhos genéticos e melhoria da alimentação.

Abraço,
RODRIGO GREGÓRIO DA SILVA

LIMOEIRO DO NORTE - TOCANTINS - PESQUISA/ENSINO

EM 30/09/2014

Compreendido o caso das queijarias. Agradeço a resposta e mais uma vez parabéns.
MARCELO ERTHAL PIRES

BOM JARDIM - RIO DE JANEIRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/09/2014

Caro Antônio Carlos

tudo é uma questão de se adaptar !

Olha o leite que Israel tira em um grande deserto, com recursos físicos-climáticos muito mais extremos que o nosso Nordeste, e sua média leiteira é imensa, maior do que a da Bacia Leiteira de Castro no Paraná.

Parabenizo pelas acertadas palavras, pelos dados e pelo tema escolhido! Fica um abraço e votos de mais sucesso .
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/09/2014

Valeu Rodrigo pelos comentários e observações.

Você tem razão quanto a palma. Ela realmente não é cultivada em todo o NE mas na maior parte dele onde bovinos e caprinos são criados. Além da palma tem outras cactáceas como o mandacaru que também não morre com a seca e vira alimento para o gado. Onde não se cultiva a palma como no Sul da Bahia podem ser plantado outras forrrageiras como a cana ou o milho ou ou sorgo, para a silagem, para os períodos de escassez de pastos. O fato é que a palma é uma cultura que se adapta bem e supre os animais nos períodos mais críticos do ano.

Quanto ao fornecimento de leite para as queijarias o limitante não são os produtores e/ou as queijarias mas sim o modelo que permite a produção de derivados lácteos de forma precária. O leite ainda é transportado quente na maioria das vezes, a seleção do leite deixa a desejar, e muitas fábricas não praticam as Boas Práticas de Fabricação (BPFs).

É preciso muito trabalho para uma melhor adequação visando ganhos logísticos e de qualidade.

Abraço,
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/09/2014

Prezado Antônio,

Obrigado pelo comentário.

Rondônia é um dos poucos estados do país que eu não visitei ainda mas sei que está numa faixa tropical úmida e que reúne boas condições para a produção de pastos e, consequentemente, com vantagens para a exploração de bovinos de corte e de leite.

Que bom que a Emater-RO tem uma atuação efetiva. Isto ocorre em outros estados de federação como no Rio Grande do Sul ou Paraná e é fundamental para o desenvolvimento dos produtores.

A decisão da entrada de mais empresas na região vai depender do potencial de produção para o abastecimento das fábricas mas também e, principalmente, da localização do mercado.

Alguns produtos como o queijo parmesão que tem um shelf life (tempo de prateleira) maior, seria uma alternativa interessante para a indústria local.

Abraço,
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/09/2014

Obrigado Tathiane!

Abraço,
GABRIEL ALVES MACIEL

RECIFE - PERNAMBUCO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 30/09/2014

Excelente trabalho. Mostra a realidade da Região Nordeste em relação a pecuária de leite.
RODRIGO GREGÓRIO DA SILVA

LIMOEIRO DO NORTE - TOCANTINS - PESQUISA/ENSINO

EM 29/09/2014

Bom artigo, conseguindo levantar e compilar informações importantes sobre a Região. Só dois pontos chamaram minha atenção, no que se refere a forma de exposição, que foram: 1) a Palma forrageira é tudo que foi dito, porém não vai bem em todo Nordeste, não se constituindo como alternativa para toda a Região; 2) O fato de 2/3 do leite ser direcionado às queijarias ter sido associado a limitação da cadeia.



Rodrigo Gregório
ANTONIO MUNIZ FILHO

ROLIM DE MOURA - RONDÔNIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/09/2014

Parabens Dr. Antonio, pela excelente materia, mesmo com grandes dificuldades o NE brasileiro ainda se destaca na produção de leite, eu sou filho do cariri paraibano e vivenciei todas estas dificuldades que o senhor mencionou, hoje estou numa regiao que tenho dito ser um paraiso, terras boas, clima bom e agua em abundância no estado de Rondonia, uma regiao com um potencial elevado para produção de leite, a EMATER-RO tem trabalhado muito na assistencia tecnica para alavancar muito mais, ha um certo desanimo por parte dos produtores tendo em vista que no estado tem meia duzia de laticinios que monopolizam o preço do leite (cartel), faço ate um convite as empresas que venha conhecer Rondonia e crescer com ela, por que é possivel produzir muito e exportar para todo Brasil.
TATHIANE ZULINI ALBUQUERQUE

PIRACICABA - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 29/09/2014

Ótimo artigo!