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Novo ciclo de crescimento do preço do leite no mercado internacional

POR LORILDO ALDO STOCK

PANORAMA DE MERCADO

EM 05/08/2013

1 MIN DE LEITURA

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A volatilidade dos preços internacionais do leite, em grande parte, vem do fato de que a demanda por lácteos muda de forma mais rápida do que a resposta por parte da produção do leite.

A figura 1 ilustra a evolução do indicador de preço IFCN - uma referência de preço ao produtor de abrangência global. Observe-se o início de um novo ciclo de crescimento a partir do segundo semestre de 2012.



Figura 1. Evolução do indicador mundial do IFCN para preço ao produtor e dos preços do leite no Brasil, no período de 2006 a julho de 2013. Em US$/100 kg.
Fonte: IFCN Dairy Center (2013); e CEPEA (2013).

O indicador IFCN suscita ciclos de picos ou de recuperação de preços em intervalos de aproximadamente 24 meses. Houve picos de preço no final de 2007, final de 2009, início de 2011 e, agora em 2013. Para o segundo semestre de 2013 a expectativa é de que continue o aumento dos preços, como consequência da redução dos estoques que são usados para enfrentar a escassez temporária.

2013 com preços internacionais mais altos

Considerando as médias anuais, os preços no Brasil estiveram acima da referência internacional de preços ao produtor nos últimos quatro anos. Em 2009 o preço do Brasil foi 30,4% maior do que o indicador internacional; em 2011 de 11,2%; e 2012 de 17,0%. Pela primeira vez em 50 meses, configura-se uma tendência de reversão em que a média dos preços do mundo se iguala ao preço médio do Brasil.

A expectativa é de que 2013 será um ano excepcionalmente bom em termos de preço ao produtor, levando em conta a produção limitada em 2012 (condições de mau tempo e preço dos grãos) e forte demanda corrente.

Para 2014 está previsto um melhor condição de produção de leite no atendimento à demanda e maior flexibilização de preços, ainda que com alta volatilidade dentro do ano.
 

ARTIGO EXCLUSIVO | Este artigo é de uso exclusivo do MilkPoint, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

LORILDO ALDO STOCK

Eng. Agr. PhD - Embrapa Gado de Leite; coordenada as atividades do IFCN no Brasil.

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MATHEUS

SAMBAÍBA - MARANHÃO - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 05/03/2014

podemos  esperar preços iguais , ou melhores  que  2013 ?    abraço .
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/08/2013

Prezado Marcelo Pereira de Carvalho:  Se levarmos em conta o volume de leite produzido pela Nova Zelândia antes e depois do aumento por você anunciado, veremos que é muito pouco, não se anunciando como "muito significativo", pelo menos em termos internacionais. Tanto assim o é que eles não conseguiram melhorar sua posição internacional em volume de produção, nestes dez últimos anos, permanecendo fora do catálogo dos cinco maiores.

Por lado outro, assim como foi dito por mim, o conterrâneo Lorildo Aldo Stock também sentiu a estagnação ou, pelo menos, a falta de fôlego para ampliar seus volumes.

Aliás, este fenômeno é que obrigou aos neozelandeses a virem para a América do Sul, na busca de mais espaço, que já não existe no seu local de nascimento.

Estes aspectos, em conjunto com outros tantos que temos verificado, através dos excelentes estudos que temos vislumbrado neste Milk Point, é que nos levam a crer que, muito em breve, a Ilha deve ser superada por outros Povos emergentes, inclusive quanto ao patamar de exportação de lácteos (os Estados Unidos da América, em breve, deve se tornar no maior exportador destes produtos).

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

http://www.fazendasesmaria.com

LORILDO ALDO STOCK

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 21/08/2013

Prezado Guilherme,

Sobre crescimento populacional e demanda per capita à que você se referiu, acho que você não deixa dúvidas sobre o desdobramento dessas transformações. Tive a oportunidade de discutir este tema na última conferencia do IFCN em junho. As estimativas que chegamos foras as seguintes:

A cada ano o mundo conta com um aumento populacional de 80 milhões. Para essa demanda estimamos um adicional anual de 8 milhões de toneladas, que equivale a 1,1% sobre a produção global de 2012.

Quanto às mudanças de consumo per capita, estima-se um crescimento de aproximadamente 2 kg per capita/ano, totalizando outras 12 milhões de toneladas, estimado em 1,6%. No total são necessários entre 2,5% e 3% de crescimento anual no âmbito global.

Para a sua reflexão: (1) a produção de leite do Brasil cresceu 5,2% em média nos últimos 5 anos; (2) o consumo, no mesmo período cresceu 6,2%.

Um abraço,

Stock
LORILDO ALDO STOCK

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 20/08/2013

Prezado Cesar,

Nos seus comentários - um bom retrato - abordou muito bem acerca do que poderíamos esperar para o Brasil, daqui para o final do ano: demanda não tão forte, como nos últimos 5 anos; preços altos mas com perspectiva de queda etc. Sobre 2014, também concordo, independentemente de preços é necessário consolidar nossos modelos de produção: a profissionalização é a estratégia mais provável.

Me permito, somente discordar da sua observação com relação a NZ: visitei aquele País tem algum tempo, é verdade. Apesar de ser o mais importante player a ilha parece estar no limite. Pelo que tenho visto anualmente nos debates nas conferencias do IFCN o que vejo são cenários de dificuldade cada vez maiores. A impressão que nos dá é de que o País está chegando realmente no limite físico e/ou, talvez, ao desconforto ambientalista.

Um abraço,

Stock
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 20/08/2013

Guilherme, uma correção: nos últimos 10 anos, a produção na Nova Zelândia cresceu de 13,6 bilhões para 19,1 bilhões de litros. Um aumento de 40%, abaixo do brasileiro, de 56%, mas ainda assim muito significativo.
LORILDO ALDO STOCK

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 20/08/2013

Prezado Cirio,

Não acredito. Enfim, não tenho visto qualquer evidencia neste sentido.

Um abraço,

Stock
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/08/2013

Prezado Conterrâneo Lorildo Aldo Stock: Ainda que consideremos que a resposta da produção é mais lenta que a do aumento de consumo, não creio que a demanda seja suplantada pelo volume produzido, a não ser a longo prazo.

O número de habitantes mundiais tem se elevado em grande escala e os avanços da Medicina e da Ciência Sanitária trouxeram ao planeta um universo de sobrevida humana que já beira aos setenta anos.

Muito embora o número de nascimentos tenha sofrido um freio, o avanço da idade média tem significado maior volume populacional que há dez anos atrás.

Deflui deste quadro que a massa de consumidores de produtos lácteos (que se volatiza, atualmente, entre a faixa de menos de doze e a de mais de cinquenta anos) tem tido enorme avanço.

Por lado outro, se nos apegarmos ao histórico de produção de leite mundial, neste mesmo período de dez últimos anos, verificaremos, em perfunctória análise, que a evolução do setor produtivo não foi tão expressiva quanto devia ou poderia ser, o que nos leva a um déficit bastante real e forte no seguimento, o que se observa, em atenta vista, no caso citado por você da Europa (que se estagna, mas permanece forte, em face do aspecto cultural sempre voltado ao consumo de lácteos) e que ouso  incluir a Nova Zelândia no contexto (sem crescimento de produção há dez anos) e da Ásia, com seu enorme potencial de bocas a alimentar e falta gritante de áreas para produzir.

Em resumo, temos muito que produzir e pouco tempo para isto.

Neste sentido, minha análise de que não poderá haver, a tão curto prazo, queda nos preços praticados no mercado, sob pena de não existir leite suficiente para supri-lo, parece mais afeita à realidade, forçoso admitir que o Brasil, pautado em anos de atraso genético (rebanho detonado por constantes miscigenações pouco alvissareiras) e tecnológico (ainda pensamos em produção a pasto), não será, pelo menos nos doze ou quinze anos vindouros, o expoente mundial que tanto anunciam.

Quanto à interferência dos escândalos mundiais sobre a péssima qualidade do leite em circulação no mundo, não me referi ao Brasil, eis que, aqui, aceitamos qualquer coisa, até mesmo o produto de inferior qualidade que nos despejam, triangulado ou não, Argentina e Uruguai, mas, sim, aos países de consumidores mais preparados cultural e socialmente, como os da Europa, dos Estados Unidos da América e do Canadá, além de outros tantos.

Em relação ao pensamento esposado pelo César de Castro Alves, não consigo antever a recuperação da Nova Zelândia e de outros países, eis que estes já se encontram no limite de suas produções e não poderão ampliá-la, a não ser que mudem seu cenário produtivo, alcançando o ideal da escala de produção, o que não acontece da noite para o dia, muito embora já venha sendo perseguido por eles, ainda que de forma incipiente.

Por lado outro, nos falta qualidade para substituí-los.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

http://www.fazendasesmaria.com
CESAR DE CASTRO ALVES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/08/2013

Prezado Lorildo e demais colegas debatedores,

Que ótima discussão você provocou. Gostaria de opinar também. Acompanho o mercado de leite também e tenho percebido que, a despeito da forte demanda externa (principalmente da China), já há sinais iniciais de recuperação das ofertas. Em alguns casos mais críticos, como o da NZ e Europa, os dados mais recentes vem nos mostrando quedas cada vez menores nos comparativos mensais (digo mês deste ano sobre mesmo mês do ano passado). A produção da NZ de junho divulgada hoje veio com queda de "apenas" 7% ante -30% visto em mai 13/12. Em alguns casos como o do Uruguai os últimos dados já têm vindo acima do mesmo mês do ano passado. A Argentina também melhorou claramente a captação a partir de maio.

Aqui no Brasil, embora o preço ainda esteja subindo, a captação já começou a subir na margem, o que para mim quer dizer que o próximo capítulo será o fim das altas contínuas de preço. Não creio que haja espaço para queda forte no final do ano (safra) devido ao quadro externo ainda pressionado (resposta lenta da oferta global, como vc citou) e pelo efeito negativo das geadas nas pastagens, mas acho perigoso desconsiderar o efeito milho barato na dieta das vacas e por sua vez na produção de leite, ainda que nosso padrão genético de rebanho seja fraco. No passado, sempre que houve estímulo forte via grãos baratos a oferta reagiu no devido tempo. A situação do consumidor brasileiro no final do ano também não me parece que esteja "bombando" como esteve algum tempo atrás. Não há mais 35 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pelo contrário, deve ter gente descendo. Possivelmente teremos mais inflação de alimentos (carnes) no final do ano, apertando ainda mais o já combalido consumidor brasileiro. Além disso, há relatos de que as vendas de produtos lácteos mais elaborados não estão lá aquela maravilha que foi pouco tempo atrás.

Ou seja, acho que veremos quedas moderadas no preço no último trimestre e precisamos ficar de olhos abertos na concorrência, que já se mexeu e está focada em recuperar volumes. Para 2014 enxergo um ano bom para aqueles produtores que souberem aproveitar o momento atual (hoje) para se preparar para não deixar a produtividade cair. Tudo indica que haverá ração barata, mas repetir o preço médio do leite deste ano em 2014 acho bastante improvável pois a NZ e outros produtores deverão se recuperar e tirar um pouco do espaço atualmente aberto para o Brasil, espaço este não aproveitado diga-se de passagem pois neste momento temos paridade para exportação mas não tem saído leite em pó brasileiro para o exterior, pelo contrário seguimos importando. A única ressalva que vejo para termos um cenário mais favorável ao produtor brasileiro em 2014 é se voltarmos a ser exportadores.

Quanto ao escândalo da NZ, não creio que isto alterará substancialmente a demanda forte da Ásia, parecido com o que foi no caso da carne de cavalo. Em pouco tempo, tudo normaliza. Abraços a todos.

Cesar. analista da MB Agro
CIRIO BEIERSDORF

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 15/08/2013

Bom dia !

Bactéria que pode causar o botulismo será o freio moderno (Sistema ABS) em parar a elevação dos preços internacionais dos produtos lácteos e em consequência gerar motivação para o mercado interno se AJUSTAR perante ao produtor, tudo isso não foi programado ?
LORILDO ALDO STOCK

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 14/08/2013

Prezado Guilherme,

Obrigado pelas suas observações.

Quanto ao crescimento, sim: (a) tenho preferência pelas as análises via volume no contexto global; e (b) pelos percentuais, no âmbito das regiões - países para ser mais preciso.

Vou me permitir discordar - do conterrâneo - da afirmação do 'consumo infinitamente superior'. O que tenho observado que:

(a)     a demanda por lácteos é percebida de forma mais rápida; ou, que a resposta da produção acontece de forma lenta ou com algum atraso; e

(b)     a demanda regional cresce à taxas distintas: Europa pouco e Ásia com altas taxas.

Entre outros drivers, esses dois fatores acabam mexendo como nunca nos preços internacionais do leite (e dos grãos).

Pessoalmente, não creio que os recentes escândalos internacionais interfiram de forma relevante no consumo doméstico.

As mudanças estruturais da produção estão em curso: é só não aparecer alguém para atrapalhar.

Um forte abraço,

Stock
LORILDO ALDO STOCK

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 14/08/2013

Prezado Vanderlei,

Sim, o preço das terras varia na mesma direção do preço do leite. Na realidade, o valor do fator terra é diretamente influenciado pela expectativa de preço (e rendimento) de qualquer produto passível de produção. Em muitas regiões o leite é um desses produtos; soja, também... como no Sul, por exemplo, em o valor de aluguel da terra é cotado em sacas de soja.

Costumo brincar, simplificando: "o valor da terra muda a vaca de lugar." Quero dizer que a produtividade da vaca tem de aumentar para continuar em terra mais cara.

Vanderlei, não se sabe quanto tempo teremos de preço favorável. Mais difícil ainda, se considerarmos que o Brasil esteve 4 anos de preço médio acima dos US$ 40 por 100 kg de leite.  

Enfim, deveríamos usar o período favorável para fazer alimento verde para a vaca.

Obrigado pelo comentário.

Um abraço,

Stock
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/08/2013

Prezado conterrâneo Lorildo  Aldo Stock: É claro que os índices de crescimento da produção  devem ser, sempre, considerados pela já existente. Em palavras outras, um crescimento de 1,4% para os Estados Unidos é muito mais que os 3% da Argentina.

O fato é que o crescimento da população mundial - e, via de consequência - do mercado consumidor, é exponencialmente mais acentuado e, portanto, o percentual de consumo será infinitamente superior ao da produção.

Este cenário mais se acentua em termos de Brasil, já que o contraste entre o consumo e a produção de lácteos tornou-se  impressionante nos últimos cinco anos e exigiu altas dosagens de importação (mesmo com a inconsciência da alta cambial).

Só que os constantes alertas internacionais voltados para a qualidade duvidosa dos produtos (que atingem, inclusive, a poderosa Fronterra) têm freado a onda de aquisição de importados, o que não só agrava o quadro interno, mas, ainda, promove a alta do preço pago aos produtores.

Com isto, o que temos não é, com o devido respeito, um viés de queda para o fim do ano, mas, sim, uma estruturação da produção interna - valorizando-se o leite de qualidade e volume intensos - o que permitirá a concentração da produção em poucas mas definitivas mãos, as dos profissionais, com preços atrativos para quem tiver escala de produção.

Alerto que não se trata mais de simples oba-oba, mas, sim, de perenização das propriedades estruturadas, o que levará ao menoscabo daqueles que só se aventuram em determinadas vazantes de alta de preço, retirando-se do mercado da mesma maneira que sempre entram: de afogadilho.

Por tudo isso, tenho certeza, de que o futuro de nós, os profissionais do leite, estará recheado de grandes realizações e lucros (é claro, se a mão cáustica do Governo Federal não nos atrapalhar com sua pífia política cambial e nos roubar o doce que, desde pequenos, estamos esperando - o da contas em azul).

Um abraço,





GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
VANDERLEI PINHEIRO

ÁGUAS DE LINDÓIA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/08/2013

Aldo, boa tarde.

Você compartilha da opinião de que com a valorização do leite "in natura" as terras das bacias leiteiras aumentam de preço?

Esta situação de alta  do preço do leite tem fôlego para o próximo ano?

Grato.

Vanderlei.
LORILDO ALDO STOCK

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 09/08/2013

Prezado Guilherme,

Os seus comentários agregam vários pontos que mencionei e que, de fato, estão subjacentes à essa expectativa para o restante do segundo semestre de 2013. Na realidade, estamos estendendo essas tendências para 2014 pelas mesmas razões.

Conforme mencionei para o Antonio Felipe, o incentivo do preço fará com que várias regiões reagirão em produção a produção.

Dentre alguns dos principais países produtores, Índia, China, Nova Zelândia e Argentina têm estimativas de aumento superiores a 3%. Para os Estados Unidos - maior produtor mundial de leite de vaca - estima-se uma taxa de crescimento de 1,4%, representando um volume superior a 3,5 milhões de toneladas.

O caso brasileiro é de déficit: (a) o consumo médio dos últimos 5 anos foi de 6,1% ao ano, ao passo que, nesse mesmo período; (b) a produção total média foi de 5,3% aa; e (c) os preços internacionais altos e a taxa de câmbio formam uma condição menos propícia para a importação.

Portanto, a menos que algo diferente venha a acontecer, a expectativa é de reação da produção, com intensas transformações na estrutura de produção para um futuro próximo (e promissor, esperamos).

Um abraço ao conterrâneo,

Stock
LORILDO ALDO STOCK

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 09/08/2013

Olá, Barone, como vai?

Você faz uma afirmação que compartilho, de que a perspectiva de um período bom não é uma insinuação de que podemos relaxar e não cuidar da gestão. O descuido em períodos de preço bom foi, por exemplo, um dos pontos levantados e que não deixou dúvidas no evento InterLeite Sul que terminou a pouco aqui em Passo Fundo.

Na realidade, é nos períodos de preços bons que o produtor deveria aproveitar para fazer os investimento e ajustes possíveis, tendo em vista que as crises são inevitáveis.

Stock
LORILDO ALDO STOCK

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 09/08/2013

Caro Mauro,

Obrigado pelos comentários.

Sobre 2014, há expectativa é de que - pelo menos - não seja um ano tão difícil quanto o foi 2012. O lucro por fazenda (resultados do IFCN) foi de menos 3 centavos por kg de leite, em média, em relação a 2011.

Em relação a 2014, considerou-se: (a) a condição de falta de leite no mundo nesse momento; (b) indicadores de demanda em alta em várias regiões do mundo, especialmente não tradicionais em produção de leite e a Ásia, em particular.

Um abraço.

Stock
LORILDO ALDO STOCK

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 09/08/2013

Caro Antonio Felipe,

As suas observações são pertinentes. Não se pode descartar a possibilidade de queda de preços internacionais. Estiveram um pouco acima dos US$54 em abril. Apesar dos estoques baixos, a produção de outros países tende a reagir aos estímulos de preço.

Pelo lado do Brasil estamos no período do ano de preço alto - espera-se normalmente - queda daqui para o final do ano. Mas, falta leite.

Obrigado pelos comentários.

Um abraço.

Stock
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/08/2013

Prezado Lorildo Aldo Stock: Caro conterrâneo - parabéns pela análise. A recente crise na Nova Zelândia, com a falta de qualidade do leite comercializado internacionalmente, há de confirmar, aliada à maior demanda por lácteos no mundo e à redução drástica dos estoques internacionais, vitimados pelos eventos nos Estados Unidos, na América do Sul e na supracitada Ilha, a tendência de alta do preço ao produtor nacional em 2013 e 2014, já que a solução destes entraves não é tão imediata quanto parece.

Por lado outro, a procura por um produto de maiores qualidade e quantidade, por parte da indústria laticinista em geral, tem provocado um fenômeno de redução de produtores, muitos alijados do sistema, por falta de condições técnicas, financeiras e, mesmo, sanitárias, promovendo a concentração dos maiores volumes em grandes e médias propriedades que, por tal aspecto, exigem melhores preços, motivadas pela crescente concorrência entre as plantas industriais.

Finalmente, o aumento das condições financeiras (mesmo que irreal) da população brasileira tem implementado um crescimento substancial de consumo no setor interno, que não estava e não está preparado para atende-lo.

Destarte, como a adoção do sistema de escala de produção ainda é muito incipiente no Brasil, levaremos alguns pares de anos para absorver este novo panorama, mesmo com os preços dos insumos em forte tendência de baixa - apimentada pela excelente safra de grãos do Brasil e a normalização da americana - o que, sobremaneira, melhora as condições alimentares do rebanho, já que o problema maior não é a falta de uma dieta eficiente - embora este aspecto seja grave, no Brasil - mas, sim, a ausência de uma genética voltada para a alta produção, de sorte que o produtor nacional está mergulhado em rebanhos mestiços, pouco produtivos e com eficiência geral muito duvidosa, ludibriado por anos de propagandas sem embasamento na realidade mundial de produção, que faz com que a média individual brasileira não ultrapasse aos cinco litros diários (o que, diga-se de passagem, é ridícula).

Por todos estes aspectos, concordo com o seu entendimento de manutenção da alta de valores pagos ao produtor, não acreditando que haja possibilidade de "quedas  no preço para o fim do ano", como quis fazer valer o companheiro Antônio Felipe, e acho que responde, este enumerado de situações, às dúvidas do colega Mário Welligton G. Pereira, de Ouro Branco, MG.

Um abraço,



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

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SÉRGIOBARONE

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/08/2013

Caro Prof. Stock,

muito bom o artigo nos mostrando a realidade da atividade e algumas tendências. Acredito que em 2014 a atividade será muito dificil para produtores que não se preocuparem com custos e planejamento. Esta dificuldade é apenas um reflexo da evolução da atividade que tem exigido cada vez mais profissionalismo por parte de toda a cadeia. Quem não evoluir arcaá com um alto custo de produção.

  Obrigado, Barone
MAURO WELLINGTON G PEREIRA

OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/08/2013

Prezado Lorildo,

Bom dia

Parabéns pelo texto. Conteúdo suscinto e muito esclarecedor.

Tenho uma dúvida. Por que o sr acredita na melhor condição de produção de leite em 2014? Levando-se em consideração o quê?

Obrigado.
MilkPoint AgriPoint