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Seca da Nova Zelândia piora, podendo pressionar preços dos lácteos

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 07/03/2013

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Seis regiões da Ilha do Norte da Nova Zelândia estão agora oficialmente em seca e a expectativa é de que as piores condições possam continuar pressionando os preços globais dos lácteos para cima. A seca agora inclui Waikato, que produz cerca de 25% do leite do país, junto com Bay of Plenty e Hawke's Bay, disse o Ministério das Indústrias Primárias na quarta-feira (06/03). No final de fevereiro, a seca foi declarada em áreas ao norte da Ponte do Porto de Auckland. O ministro disse que as chuvas nos próximos dois meses serão críticas, à medida que os produtores se preparam para o inverno.

O presidente da Federated Farmers para as províncias de Manawatu e Rangitikei, Andrew Hoggard, disse que, em muitas áreas, as condições estão agora pelo menos tão ruins quanto estavam há cinco anos, quando a região estava oficialmente em seca.

A indústria de lácteos é a espinha dorsal da economia da Nova Zelândia, sendo responsável por 25% dos NZ$ 46 bilhões (US$ 38,10 bilhões) em exportações da ilha do país em 2012. Economistas estão agora prevendo que a produção de leite na Ilha do Norte cairá cerca de 15% no ano, apesar de a gigante do setor de lácteos, Fonterra Cooperative Group Ltd., ter dito que a produção total aumentará em 1% no ano no final de fevereiro, dizendo que a produção na Ilha do Sul está se mantendo e as condições no começo da estação estavam melhores.

As condições de seca pressionaram os preços globais dos lácteos em 10,4% para cima no leilão GlobalDairyTrade, feito pela internet, em 5 de março. (Clique aqui e veja matéria sobre o último leilão gDT)“O resultado do leilão é certamente positivo, mas precisa ser visto no contexto de menores volumes graças à piora na seca da Nova Zelândia”, disse o estrategista do BNZ FX, Mike Jones. “A contração da oferta contra uma demanda sólida poderia levar os preços a continuar aumentando no futuro”, disse ele.

A Federated Farmers disse que um forte aumento nos preços internacionais não compensaria os custos das condições de seca aos produtores de leite. Para o presidente da Federated Farmers Waikato, Peter Buckley, o aumento registrado no leilão da Fonterra não deverá se transformar em lucros aos produtores. “Muitos produtores terão perdas. Antes da seca, havia aproximadamente 25% de produtores com alguma preocupação sobre suas finanças, e, com essa seca, eu diria que isso poderia no mínimo dobrar”.

Buckley disse que qualquer dinheiro extra seria usado para compensar os altos custos da alimentação animal, enquanto a produção de leite cairá bastante se não houver chuvas significativas nos próximos quinze dias.

A reportagem é do Dow Jones Newswires e do Radio New Zealand, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.
 

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SILVIO CHINAZZO

NICOLAU VERGUEIRO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/03/2013

Irrigação? So pode irrigar com agua da chuva ai precisa mais terra para reservatorio do que area irrigada. Passamos por uma seca no sul do br. "ontem" ninguem nos ajudou nao temos politica para a producao de leite silagem ruim e silagem, se for colher e tiver pouco grao tem proago, silagem nao sendo q o custo de ensilar e mto maior q de colher.
ATALIBA F AGUILAR

RIBEIRÃO PRETO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 08/03/2013

fico pensando, um pais tão desenvolvido, como ainda não tem um processo de irrigação para que não dependa só do tempo, se são auto suficiente em produção,não poderia depender só do tempo para que esta produção não sofra com os problemas climaticos,já que é fundamental para a economia deles. obg
EDUARDO LEITE DE MENDONÇA CHAVES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 08/03/2013

A demanda internacional continua forte. China é forte compradora e a indicãção de demanda crescente. Acompanhar a seca por lá é importante para nós. Se a produção por lá diminuir, os preços devem aumentar e os preços Brasil podem começar a fazer sentido para exportação.
FERNANDO LUIZ ESTEVES

MARTINHO CAMPOS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 08/03/2013

Esta é a chance do Brasil crescer no mercado internacional
IVAN GERALDO BORGES

DIVINÓPOLIS - MINAS GERAIS - EMPRESÁRIO

EM 08/03/2013

Enquanto isso, a "Fonterra - Nestlé" irá pressionar o preço do leite para baixo no  mercado Brasileiro, buscando seu equilibrio financeiro mundial. A observação do Sr. Sidney Lacerda Marcelino de Belo Horizonte é muito oportuna.
ESTEVAN TAMIOZZO GOERGEN

AUGUSTO PESTANA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/03/2013

Parabens pelo que você colocou Elvis.
ELVIS LUÍS BASSO

SANTO ÂNGELO - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/03/2013

O que mostra nesta reportagem que a produção deve ser estruturada, no Brasil tem gente que quer comparar o nosso sistema com o nz mas esquece que aqui as secas são muito mais frequentes que lá e que aqui no sul particularmente, não temos estação de chuva definida, para podermos administrar a propriedade temos que ter fluxo de caixa constante e isso depende de silagem ou pastagem irrigada, fora isso é conversa pra boi  dormir.
SIDNEY LACERDA MARCELINO DO CARMO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/03/2013

Aí mostra que o aumento de produção é uma faca de dois gumes, ou seja, maior produção menor preço. Desse modo, o produtor se mater o leite e não aumentar a produção ele será melhor rentabilizado.



Grato
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