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Preços dos grãos resistem à pandemia

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 01/04/2020

2 MIN DE LEITURA

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Embora contaminadas pelas reações do mercado financeiro global ao avanço da pandemia do novo coronavírus, as cotações de soja e milho, os principais grãos exportados pelo Brasil, resistiram à turbulências e registraram quedas apenas modestas na bolsa de Chicago em março, amplamente compensadas pela valorização do dólar em relação ao real. Em Nova York, os preços de açúcar e algodão não tiveram a mesma sorte e desabaram, também tragados pelo mergulho do petróleo, mas café e suco de laranja, sustentados por um cenário menos pessimista para o consumo, encontraram fôlego até para subir.

Cálculos do Valor Data baseados nos contratos futuros de segunda posição de entrega mostram que, em Chicago, a soja caiu menos de 0,5% no mês passado, e o valor médio dos papéis foi cerca de 2,5% menor que o de fevereiro. No caso do milho, o recuo em março foi pouco superior a 6%, e a média mensal caiu pouco mais de 5%. Esses grãos são básicos para a alimentação humana e animal, daí a maior resistência mesmo num cenário de impressionante erosão das atividades econômicas em diversos países, desenvolvidos e emergentes.

Diante dessa resiliência, da certeza de que não há espaço para baixas expressivas de preços de produtos básicos para a alimentação e dos sinais de retomada das atividades na China, os produtores continuam com um cenário positivo. Tanto que dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmaram que, no país, a expectativa ainda é de recuperação das áreas plantadas de milho e soja na próxima temporada (2020/21) após os problemas climáticos que afetaram o ciclo 2019/20. Para o milho, a expectativa é de avanço de 8%, e para a soja, de 10%. Nos dois casos, os estoques americanos também estavam mais baixos em 1º de março que um ano antes - 8% e 17%.

Para as “soft commodities” exportadas pelo Brasil e negociadas em Nova York, o horizonte é mais turvo e o comportamento dos preços dependerá mais da duração da pandemia. Mas, ao menos em março, café e suco de laranja nadaram contra a maré e subiram. No mercado de café, do lado da demanda ainda há uma sensação de que o consumo pode resistir com as pessoas em suas casas; no de suco de laranja, o fator “vitamina C” caiu como um tônico.

Conforme o Valor Data, os contratos futuros de segunda posição de entrega do café registraram variação positiva de quase 9% no mês e alcançaram uma média quase 9% superior a de fevereiro. No caso do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês), a alta ao longo de março foi de 25%, e a média mensal alcançada foi mais de 5% maior que a de fevereiro.

Na contramão, contudo, açúcar e algodão derreteram, em virtude de incertezas amplificadas pela forte queda dos preços do petróleo - o petróleo mais barato desestimula a fabricação de etanol no Brasil e dá mais gás à fabricação de açúcar justamente no país que lidera as exportações mundiais, ao mesmo tempo em que torna as fibras sintéticas mais competitivas e torna a pluma um artigo de luxo. Assim, o açúcar recuou cerca de 26% em março, para uma média mensal 20% inferior a de fevereiro, e o algodão caiu 17% e registrou uma média mensal cerca de 15% menor.

As informações são do Valor Econômico.

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