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Pesquisa pode aumentar lucro em laticínios com melhor aproveitamento dos soros lácteos

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 30/11/2020

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Um estudo pode revolucionar a cadeia produtiva do leite. A pesquisa da Universidade do Vale do Taquari – Univates, sediada em Lajeado (RS), busca um melhor aproveitamento dos soros lácteos, agregando valor aos produtores de queijo. Os processos biotecnológicos de produção da enzima recombinante B-galactosidase, também denominada de lactase, terão seus custos reduzidos.
 
O estudo foi conduzido pela estudante Francielle Herrmann Mobayed, do Curso de Engenharia Química. Foi possível verificar que o permeado do soro de queijo foi eficiente para obtenção da lactase recombinante, sendo uma forma alternativa de agregar valor a esse subproduto lácteo. “Atualmente os insumos utilizados como indutores da produção da lactase têm custo elevado, e com os soros lácteos diminuímos o valor em quase 90%, já que a maior parte do volume gerado desses subprodutos pelas indústrias de laticínios é descartada, ou utilizada na alimentação animal”, relata.
 
O estudo pode gerar impacto positivo na indústria, inibindo o descarte do soro. Se as indústrias destinarem esses soros para a estação de tratamento de efluentes, serão necessários investimentos para o adequado tratamento antes do descarte nos corpos hídricos”, reitera a professora Claucia Fernanda Volken de Souza, orientadora do projeto.
 
A enzima B-galactosidase é utilizada na hidrólise (processo de quebra de uma molécula em presença de água) da lactose. Esse processo é importante na indústria de laticínios, na preparação de leite e produtos lácteos com baixos teores de lactose, além de suplementos alimentares consumidos por indivíduos intolerantes à lactose. 
 
As B-galactosidases são amplamente distribuídas em sistemas biológicos, como microrganismos, plantas e animais, sendo os microrganismos considerados fontes mais adequadas para aplicações industriais devido ao elevado rendimento, fácil manipulação e redução nos custos de aplicação, além de as enzimas obtidas por microrganismos apresentarem maior estabilidade às condições operacionais. Para a realização da pesquisa, a estudante produziu a B-galactosidase recombinante utilizando duas cepas de bactérias. 
 
O trabalho foi publicado na revista internacional Biotechnology Letters, referência em pesquisas desenvolvidas em grandes universidades do mundo.

As informações são do Agrolink.

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THIAGO VIANA

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