Pandemia altera cenário do padrão de consumo de alimentos

A pandemia da COVID-19 provocou mudanças significativas no mundo e entender o comportamento do novo consumidor é um dos desafios de toda cadeia de alimentos. Um dos assuntos debatidos no encontro on-line do "Caminhos do Agro SP" desta quarta-feira, dia 18, foi como a tecnologia do blockchain - suporte para sistemas de registro e compartilhamento de informação - pode ser uma aliada neste momento para atender os anseios do consumidor que cada vez mais busca transparência e confiabilidade no produto que consome.

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A pandemia da Covid-19 provocou mudanças significativas no mundo e entender o comportamento do novo consumidor é um dos desafios de toda cadeia de alimentos. Um dos assuntos debatidos no encontro on-line do “Caminhos do Agro SP” desta quarta-feira, dia 18, foi como a tecnologia do blockchain –  suporte para sistemas de registro e compartilhamento de informação – pode ser uma aliada neste momento para atender os anseios do consumidor que cada vez mais busca transparência e confiabilidade no produto que consome.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira, destacou que durante a pandemia houve uma aceleração no processo de mudança de hábitos alimentares e que o consumidor passou a se preocupar mais com os quesitos saudabilidade e segurança. Para ele, adaptar-se ao novo cenário e remodelar-se em tempo real com as tendências exige esforço de todos os integrantes da cadeia e levar tecnologia ao produtor é fundamental.

“O produtor é impactado diretamente nas decisões diárias do consumidor e levar novos processos ao campo com tecnologias, como a do blockchain, atendem essas novas demandas. Saber quando uma fruta foi colhida, por exemplo, dará a segurança na hora da compra de alimentos. Essas mudanças exigem um esforço dinâmico, mas podem ser feitas”, apontou.

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Com este novo panorama, a líder de Inovação da Blockchain Academy, Maria Teresa Aarão, explicou que o blockchain vem em resposta ao que o mercado demanda, pois com a tecnologia, o produtor consegue controlar todo o ciclo de vida de seu produto e, posteriormente, os dados podem ser apresentados ao consumidor, nos rótulos com QR-code.

“É um banco de dados com segurança, integridade e garantia de origem. Um exemplo: de onde vem a laranja que estou comprando no supermercado? Antes, cada elo da cadeia tinha seu próprio banco de dados, o que encarecia o processo de certificação. O blockchain é uma grande esperança de otimização nesta certificação de origem. É dar reputação também para quem é menor, mas investiu em qualidade no seu processo. Vai trazer muito mais velocidade de informação ao consumidor”, explicou.

Inovação não é somente o produto final. Foi o que definiu a diretora de Transformação Digital da Nestlé Brasil, Carolina Sevciuc, que acredita que o blockchain vem para “dar luz” ao pequeno produtor. “O consumidor está pulsando por transparência e esse é o diálogo necessário que vai do campo até a mesa. Está claro que a tecnologia é essencial. O que imaginávamos que nos separava, hoje nos une, pois quando olhamos para uma embalagem há toda uma cadeia inteira por trás sustentando o processo para fazer chegar o produto ao consumidor para que ele possa ter a melhor experiência”, ressaltou.

Para o presidente da APAS - Associação Paulista de Supermercados e vice-presidente da Rede de Supermercados Covabra, Ronaldo dos Santos, a busca pela segurança alimentar é uma tendência evidente e que veio para ficar. Por isso, a tecnologia do blockchain pode acelerar para que novos produtos e marcas ganhem espaço e caiam no gosto do consumidor, que terá a garantia do que está consumindo.

Figura 1

“Quando o consumidor está com a renda estável, a tendência é buscar por produtos ‘de marca’, porque antes só estes eram vistos como sinônimo de qualidade. Mas, a tecnologia do blockchain pode acelerar para que novas marcas ganhem a confiança do consumidor. Por outro lado, as marcas já reconhecidas do mercado que ficaram como referência talvez tenham que se reinventar, pois a cada dia as pessoas estão mais seletivas”, enfatizou.

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As informações são do Notícias Agrícolas.

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