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Índia recorre à tecnologia para melhorar a produtividade das fazendas leiteiras e a saúde animal

A Índia está passando por um surto de tecnologia, apoiada pelos governos central e estadual, enquanto continua um programa ambicioso para tornar a agricultura mais lucrativa para os produtores. Do blockchain aos implantes digitais e engenharia de fertilização in vitro, espera-se que o manejo inovador de rebanhos impacte nos objetivos de transformação do primeiro-ministro Narendra Modhi de aumentar a produtividade, colocando mais foco nos distritos deixados para trás, tornando o agronegócio do país mais sustentável. O objetivo geral é dobrar a renda agrícola até 2022.

Em março, Uttarakhand se tornou o primeiro estado do país a produzir sêmen sexado, o que aumenta as chances de nascerem bezerras para 90%. Em cima disso, o ministro da pecuária Giriraj Singh anunciou planos para que a técnica se espalhe por todo o país. Durante o próximo ano, serão distribuídas 3 milhões de doses de sêmen classificado por sexo em toda a Índia, em um programa em andamento que visa distribuir 100 milhões de doses até 2025.

O governo subsidiará cada frasco de sêmen por 200 rúpias (US$ 2,76), reduzindo seu custo, já que originalmente, o valor é de de 600-700 rúpias (US$ 8,30-9,68), de acordo com relatos da mídia que citam fontes da Union Department of Animal Husbandry and Dairying. Esse desenvolvimento ajudará a incentivar o uso de sêmen de raças naturais do país, incluindo Gir, Sahiwal e Kankrej, além de raças estrangeiras, incluindo a Holandesa.

O ministro da União disse que, sob outra iniciativa, as vacas que expressam quantidades cada vez menores de leite serão mais produtivas através da "tecnologia avançada de embriões in vitro". "Usaremos a tecnologia de fertilização in vitro para que as vacas que pararam de dar leite comecem a produzir em média 20 litros, faremos uma revolução", afirmou.

Espera-se também que a medida resolva o problema - exclusivamente indiano - do gado disperso. Mas o que é isso? São animais, principalmente machos, que devido à agricultura mecanizada e à proibição do abate de vacas, tornam os touros sem funções. Os laticínios são frequentemente forçados a abandoná-los, deixando-os amontoados nas ruas e danificando as plantações.

Em outros lugares, como no estado de Kerala, no sul do país, foi adotada a tecnologia blockchain para otimizar a distribuição de leite no estado. O projeto, que foi implementado pelo Conselho Estratégico de Desenvolvimento e Inovação de Kerala (KDISC) no ano passado, visa garantir a entrega oportuna de leite de alta qualidade, monitorando continuamente a produção, a aquisição e a distribuição da matéria-prima. 

Cada componente da cadeia de suprimentos possui um número de identificação separado, que permite que a fonte e a qualidade do leite sejam verificadas a qualquer momento. Pela natureza da blockchain, ninguém conectado ao sistema pode alterar qualquer elemento dele, portanto, pode-se supor que tudo o que ele contém é escrupulosamente preciso. O esquema, que foi estendido a outras áreas da agricultura, incluindo peixes e legumes, também apresenta um projeto para monitorar gado por meio de identificadores que emitem sinais de rádio e carregam os livros de blockchain com informações.

Outro projeto apoiado pelo Estado está usando chips digitais que são implantados nas orelhas do gado como um meio de monitorar a saúde e a nutrição das vacas. Em novembro passado, o governo de Karnataka anunciou planos para implantar os dispositivos, que custam 6,2 rúpias (US$ 0,10), em cerca de 7,1 milhões de vacas no estado. "Isso ajudará a rastrear o animal e a sua condição de saúde para garantir medicamentos adequados e oportunos", disse o ministro da pecuária Venkatrao Nadagouda. 

As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e resumidas pela Equipe MilkPoint. 

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