Grupo espanhol Lantero, de embalagens, traz nova unidade de negócios ao Brasil

O grupo espanhol Lantero, que atua principalmente no mercado de embalagens para a indústria alimentícia, trouxe uma nova unidade de negócios para o Brasil, em uma iniciativa que poderá dobrar o tamanho da operação local até 2020. Com investimentos de R$ 40 milhões, o grupo integrou a Emsur, divisão de flexíveis que ainda não estava presente no país, à produção de embalagens rígidas em outra de suas divisões, a Coexpan, que está instalada em Jundiaí (SP).

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O grupo espanhol Lantero, que atua principalmente no mercado de embalagens para a indústria alimentícia, trouxe uma nova unidade de negócios para o Brasil, em uma iniciativa que poderá dobrar o tamanho da operação local até 2020. Com investimentos de R$ 40 milhões, o grupo integrou a Emsur, divisão de flexíveis que ainda não estava presente no país, à produção de embalagens rígidas em outra de suas divisões, a Coexpan, que está instalada em Jundiaí (SP).

Figura 1

"Podemos acelerar esse plano [de expansão do faturamento], com a entrada em novos segmentos, como o mercado PET", diz o principal executivo da Coexpan no mundo, Dinis Mota. Caso a decisão seja tomada, uma nova rodada de investimentos da ordem de R$ 40 milhões será necessária. Em 2017, o grupo faturou R$ 40 milhões no país e a meta é chegar a R$ 140 milhões em três anos.

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O grupo espanhol fatura cerca de € 700 milhões por ano globalmente e, com a venda do negócios de cartões, levantou € 190 milhões que foram reinvestidos nas quatro divisões remanescentes: a Coexpan, que é a maior delas, a Emsur, e duas outras atividades, de impressão em embalagens (Leca Graphics) e impressão de livros (Estellaprint).

Com a chegada da Emsur, o Brasil passa a ser o único país onde a gestão da produção de embalagens rígidas de poliestireno, polipropileno e resinas PET e PLA - principalmente para iogurtes - está integrada à de tampas, filmes para cobertura flexíveis e rótulos e impressão, o que possibilita a entrega da embalagem completa ao cliente. O grupo familiar tem como clientes grandes fabricantes de lácteos, entre outras indústrias.

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Antes de realizar o investimento para trazer a nova divisão, o grupo chegou a avaliar uma aquisição no país. A decisão, conta o diretor-geral da Coexpan e Emsur no Brasil, Daniel Richena, foi tomada em 2015, dentro da estratégia global de crescimento do grupo até 2020 - que abrange investimento total de € 290 milhões, entre construção e modernização de fábricas.

Entre o fim daquele ano e o começo de 2016, o grupo olhou 19 ativos no Brasil e em três, o processo avançou para a etapa de diligências. Mas prevaleceu o projeto de montar do zero a nova operação. Com isso, a Coexpan foi transferida para uma nova área, também em Jundiaí, de 12 mil metros quadrados.

Naquele momento, conta Richena, o mercado de laticínios brasileiro estava em declínio por causa da crise econômica, mas o real desvalorizado e oportunidades no setor imobiliário pesaram a favor do projeto. Agora, diz o executivo, o mercado lácteo no Brasil ainda não exibe sinais vigorosos de recuperação. Mas as receitas do grupo estão crescendo, por causa do investimento realizado. Para 2018, a previsão é de faturamento de R$ 90 milhões no país.

As informações são do jornal Valor Econômico.

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