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General Mills busca patentear método que transforma resíduos de produção de iogurte grego

A General Mills solicitou patentear um método que diz produzir oligossacarídeo prebiótico a partir do subproduto do iogurte grego, o soro de leite ácido.

O pedido de patente internacional, registrado pela General Mills de Minneapolis em agosto de 2013 e publicado em fevereiro, detalha um método para a “produção de enzimas de fibra solúvel a partir do soro do leite do iogurte”. “Em particular, o mesmo refere-se à produção de enzima de oligossacarídeos, como o galacto-oligossacarídeos (GOS) a partir do soro de leite da fabricação de iogurte”.

Os oligossacarídeos, como o fructo-oligossacarídeo e o galacto-oligossacarídeo, são prebióticos. Eles são incorporados em muitos produtos alimentícios por sua característica de “melhorar a saúde digestiva e a saúde imunológica”. “Além disso, os oligossacarídeos agem como fibras solúveis, fornecendo benefícios de melhora de sabor, retenção de umidade e extensão do prazo de validade. A fibra solúvel também pode ser utilizada em barras de cereal, como com granola”.

O produto desse método, cuja patente é almejada, foi concebido por Tanhia Gonzalez e Erika Smith, da General Mills e pode ser incorporado na forma líquida ou em pó em uma série de produtos, incluindo cereais, barras, molhos e frutas.

A demanda por iogurte grego nos Estados Unidos aumentou muito nos últimos anos e agora é responsável por quase metade de todas as vendas de iogurtes dos Estados Unidos – bem mais que os 1% no meio de 2007. A General Mills está entre as maiores produtoras de iogurte grego dos Estados Unidos.

O soro de leite que resulta da produção de iogurte grego é geralmente chamado de soro de leite ácido, sendo um subproduto dos métodos tradicionais de produção de iogurte grego. A separação resulta em cerca de 21 quilos de soro de leite ácido para cada quilo de iogurte grego produzido.

Se não for processado, o soro de leite ácido é tóxico ao ambiente natural e tem potencial de esgotar os níveis de oxigênio da água e matar peixes. As preocupações sobre os potenciais impactos ambientais do soro de leite ácido surgiram em 2013, após queixas de que os processadores de iogurte grego dos Estados Unidos estavam lutando para saber o que fazer com as quantidades cada vez maiores de soro de leite ácido que estavam sendo produzidas.
Mais esforços vêm sendo feitos desde então pelos processadores de iogurte grego para descartar cuidadosamente o produto residual.

A reportagem é do Dairy Reporter, traduzida e adaptada pela equipe MilkPoint.

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