Parte do biometano utilizado será produzida a partir do esterco das próprias fazendas leiteiras, por meio de digestão anaeróbica. Dessa forma, um subproduto da atividade é transformado em combustível renovável para o transporte do leite.
Fazenda já produz combustível para os caminhões
Na Alemanha, esse modelo já está em funcionamento. A Barver Landmilch, fazenda leiteira associada à FrieslandCampina localizada na Baixa Saxônia, produz biometano utilizando exclusivamente seu próprio biodigestor de esterco.
A propriedade também possui infraestrutura de abastecimento no local. Com isso, caminhões responsáveis pela coleta de leite na região podem abastecer diretamente na fazenda com o bio-CNG produzido localmente.
A FrieslandCampina também planeja ampliar a infraestrutura de abastecimento e recarga, permitindo que combustíveis renováveis e veículos de baixa emissão sejam utilizados de maneira mais ampla em sua rede de transporte. “O ponto forte do bio-CNG é que ele cria uma ligação direta entre nossos produtores de leite associados e nossas operações logísticas. No futuro, o leite poderá ser transportado utilizando combustível produzido, em parte, pelas próprias fazendas dos nossos associados”, afirmou Marcel Ebbelaar, gerente de Logística e Transporte de Leite da FrieslandCampina. Segundo ele, a iniciativa permite reduzir as emissões do transporte e, ao mesmo tempo, tornar a cadeia mais circular.
Foto: FrieslandCampina
Investimentos em veículos e infraestrutura
Para Mirco Schoemaker, diretor da Schoemaker Transporte, o biometano é atualmente uma das soluções mais práticas e escaláveis para reduzir substancialmente as emissões de CO² do transporte de leite no curto prazo. A mudança, entretanto, exige investimentos. “Ao mesmo tempo, a transição para o biometano requer investimentos significativos tanto em veículos quanto em infraestrutura de abastecimento. Somente trabalhando em estreita colaboração como parceiros ao longo da cadeia de valor podemos acelerar a transição para um transporte de leite mais sustentável”, afirmou Schoemaker.
Com o acordo, a FrieslandCampina e suas parceiras de logística avançam na substituição gradual dos veículos, enquanto parte do combustível necessário para transportar o leite passa a ser produzida dentro da própria cadeia leiteira.
As informações são do Dairy Reporter, adaptadas pela equipe MilkPoint.
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