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Da tradição à inovação: a jornada de Beatriz até a produção de leite orgânico

A história da família de Maria Beatriz Malta Campos se confunde com a história de São Carlos, no interior paulista. Desde que o bisavô comprou a fazenda colonial com uma casa construída para receber o imperador, as terras têm passado de geração em geração. Se o avô deu sequência à tradição cafeeira do interior paulista e o pai da produtora, anos depois, diversificou a produção ao incluir o plantio de cana e frango de corte, coube a Beatriz mudar completamente o foco do negócio. Ela reinventou e expandiu a produção de leite, passando dos 60 litros convencionais por dia para mais de 40 mil litros mensais em uma criação orgânica.
 
Primeira mulher à frente dos negócios da família, Beatriz nasceu e cresceu na fazenda que também hospeda um pequeno museu com a história centenária. “A lembrança que eu tenho desse local é uma infância deliciosa, curtindo muito a natureza, perto dos animais e sempre aprendendo com tudo que tem aqui. Na minha cabeça, sempre tive a ideia de tornar essa fazenda um centro mesmo, histórico-cultural. Tenho papéis em casa em que escrevia as ideias de turismo, passeios, trilhas, cavalgadas, restaurante. Até eu me casar, eu fiquei bastante nesse negócio de turismo, mas depois eu tive que dedicar mais à minha produção de leite”.
 
 
Em 2003, quando o pai decidiu se afastar da produção e viver do arrendamento para o plantio de cana, coube à Beatriz a escolha de seguir em frente ou não com a produção. Ela decidiu encarar o desafio. “O leite naquela época não valia quase nada. Era muito barato, 30 centavos o preço do litro. Então ele não quis mais, e eu falei ‘vou tocar sozinha’. Produzia 50, 60 litros, fazia queijo, fazia manteiga e entregava na cidade também”. Depois do nascimento dos filhos, Beatriz parou a produção de laticínios e começou a entregar a produção para uma cooperativa.
 
“Sendo mulher é difícil a gente conciliar tudo. Eu sou mulher, sou esposa, sou mãe, sou veterinária, sou proprietária, sou administradora, sou compradora. É difícil, mas não é impossível, e eu faço tudo com muito amor”. Com o trabalho árduo e mais vacas, a produção aumentou para cerca de 400 litros ao dia — mas ainda era convencional, com práticas semelhantes ao que o pai fazia. A grande mudança veio quando a nova geração da família entrou no negócio. Entre 2014 e 2015 o filho mais velho, Mário, formado em economia, ajudou a mãe em um processo gradativo para intensificar a produtividade. Em 2017, veio a proposta de conversão para o leite orgânico.
 
“Estudamos muito, demoramos para dar a resposta para o laticínio se a gente ia ou não participar do projeto”, explica Beatriz. “Na nossa mudança do leite convencional para o orgânico, a decisão principal foi exatamente pela tendência mundial das pessoas quererem ter um alimento mais saudável, para poder ter uma saúde melhor. Esse foi um ponto chave. E também seria um grande diferencial para a gente. Tudo hoje que você produz, que é diferente do normal, tem um valor agregado maior. Juntou tudo à nossa vontade de fazer um produto mais saudável, melhor para o consumidor final”.
 
A conversão não foi fácil. Além de transformar o pasto, a alimentação do gado, fazer a análise da água e outros passos para conseguir a certificação, era preciso mudar o manejo das amadas vaquinhas de Beatriz. “Se o animal está bem em tudo ele não vai ficar doente, então você também não vai precisar tratar. O objetivo final é esse. É um caminho sem volta”, acredita.
 
“Eu gostaria que as pessoas soubessem que eu sou produtora de leite orgânico e que eu produzo esse leite com o que há de melhor de mim”, diz Beatriz. “Eu me dedico totalmente, todos os dias, todas as horas, todos os minutos da minha vida para produzir esse leite de uma forma que se torne um produto saudável, com uma qualidade excelente e que possa trazer um bem-estar para as pessoas, pensando também no bem-estar dos animais”.
 
As informações são do G1.

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