Dá para produzir leite na Região Amazônica?

No dia 25 de setembro aconteceu uma live promovida pelo SEBRAE, a partir do programa AgroLab Amazônia, sobre as "Perspectivas da cadeia do leite no Brasil e na Amazônia". A conversa foi conduzida pelo Marcelo Carvalho, aqui do MilkPoint.

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Pouco se fala sobre a produção de leite nos estados amazônicos. Será que ela não existe? Ou será que é inviável? Marcelo Carvalho, do MilkPoint, conduziu uma conversa com Pedro Bertelli, dos Laticínios Miraella/RO e Carlos Eduardo Carvalho, do Senar e da Cooperideal, RO, sobre as "Perspectivas da cadeia do leite no Brasil e na Amazônia". A live foi promovida pelo programa AgroLab Amazônia, desenvolvido pelo Sebrae.

Sim, apesar de ainda pouco tecnificada, de mão de obra familiar e com volumes baixos produzido por propriedade, existe produção de leite na Amazônia! Sobretudo no estado de Rondônia. A produção é caracterizada principalmente por sistemas extensivos e animais da raça Girolando, para suportar as temperaturas intensas durante todo o ano.

Segundo Carlos Eduardo e Pedro, o maior desafio da região é setor produtivo e não a indústria. Em Rondônia, existe grande capacidade de processamento instalada para absorver o leite, mas há poucos produtores e estes produzem pouco leite, o que muitas vezes inviabiliza o frete. Já nos demais estados, existem pouquíssimas indústrias, o que torna comum a prática de venda informal de leite e derivados.

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O clima equatorial é um "problema" apenas na questão genética dos animais, inviabilizando o uso de raças de altíssima produção. De acordo com o técnico Carlos, o estresse térmico é intenso, sobretudo na época mais chuvosa, em que a umidade aumenta, aumentando o índice de temperatura e umidade. Contudo, em relação à produção de alimento para o gado, permite o cultivo de forrageiras tropicais durante todo o ano.

Outros gargalos apontados na live foram a dificuldade de mão de obra e a resistência dos produtores locais em ouvir as orientações técnicas, principalmente no quesito de implementação de tecnologia. Por outro lado, investidores de outros estados que compram terras na região e têm com uma proposta de maior tecnificação, conseguem ter eficiência produtiva.

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Os participantes destacaram que a atividade na região é promissora, com custos de produção baixos e suporte de instituições públicas e privadas. "Recurso não falta! Existem linhas de crédito específicos para a Amazônia, com valores baixíssimos. Depende da vontade do produtor de investir e da dedicação!", enfatizou Pedro.

Você pode assistir a live completa aqui:

E aí, deu vontade de ir investir nas terras amazônicas? laugh Tem algum produtor de leite da região aí? Se sim, conta pra gente aqui nos comentários a experiência wink

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João Leonardo Pires Carvalho Faria
JOÃO LEONARDO PIRES CARVALHO FARIA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 01/10/2020

Um dos maiores desafios é mudar a idéia de que sempre que se trabalhar com forrageiras tropicais de verão ou seja, com o sistema de pastejo tropical, o mesmo tem que ser extensivo.
Dessa forma, se dissemina a idéia de que o pasto barato e mal conduzido é rentável, atrativo e dá pouca mão de obra.
Se não houver intensificação com objetivo de se aumentar a produtividade, principalmente para aumentar o índice de UA/ha/ano, continuaremos na mesma....aumentando área, aumentando gado e sendo improdutivos!
Rondônia é um Estado fantástico e tem tudo para se destacar ainda mais no cenário, mas se necessita de assistência técnica para auxiliar os produtores!
Qual a sua dúvida hoje?