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Coronavírus: impactos no mercado lácteo; atualizações em tempo real

POR EQUIPE MILKPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

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Diante da incertezas trazidas pela pandemia de coronavírus, a Equipe do MilkPoint Mercado trará atualizações sobre os pontos mais importantes que impactarão o setor lácteo no País. Acompanhe conosco!

Quarta-feira, 12/08/2020 – por Valter Galan

  • Mercado de leite UHT aumentou bastante os preços na semana passada e nesta semana as empresas consultadas têm buscando novo repasse de preços. As negociações ainda não aconteceram , mas a perspectiva é de volume firme;
  • Algumas empresas reportando início de dificuldade de novos repasses de preços no mercado de queijos, mas, de forma geral, o estoque na indústria segue baixo e os negócios, em volumes e preços, bastante firmes;
  • Leites em pó bastante demandados e com pouquíssima disponibilidade. Com isso, fala-se em preços de R$ 22/kg para o industrial. Mercado de iogurtes segue também com boas vendas;
  • Não há registros de maiores impactos nas operações das empresas de laticínios no mercado brasileiro.

 

Quinta-feira, 30/07/2020 – por Valter Galan

  • Leite UHT com vendas de volumes dentro da expectativa, mas sem maiores repasses de preços pelas indústrias consultadas. Última semana do mês e perspectivas de aumento de vendas na próxima semana (entrada dos salários no mercado) explicam as compras da “mão para a boca” do varejo nesta semana. Indústrias sem pressão de estoque;
  • Leites em pó com pouca disponibilidade de produto nacional e vendas comprometidas até início de agosto a patamares de preços iguais ou mais altos do que os atuais. Iogurtes também com bons volumes de venda;
  • Queijos seguem com aumento de preços e boas vendas, com carteira até meados de agosto. Indústria sem estoques e desafiando a cada semana novos patamares de preços máximos, repassando aumentos de preços ao produtor efetivado e/ou planejados;
  • Não há registros de maiores impactos nas operações das empresas de laticínios no mercado brasileiro.

 

Quarta-feira, 22/07/2020 – por Valter Galan

  • Mercado de queijos segue bastante comprador, com empresas com “carteira” de vendas fechada até o início de agosto e preços bastante sustentados. Supermercados sem estoque, assim como a indústria. Os preços devem ter nova forte subida nesta semana;
  • Leite UHT também com vendas firmes esta semana, com sustentação de volumes e leve aumento de preços até o momento;
  • O leite em pó tem mercado bastante demandado e pouca oferta de produto (produção limitada e estoques quase que vazios). Há informações de algumas ofertas de produto do Mercosul, mas sem maiores impactos em preço. Mercado de refrigerados também com volumes de venda elevados, acima do mês passado;
  • Não há registros de maiores impactos nas operações das empresas de laticínios no mercado brasileiro.

 

Quarta-feira, 15/07/2020 – por Valter Galan

  • Vendas de leite UHT acontecendo em volumes dentro da expectativa para a semana, mas com preços estáveis até o momento, segundo as indústrias consultadas – a expectativa (e necessidade, segundo as indústrias) é de repasse de preços, em função dos aumentos do leite no campo e do mercado spot;
  • Iogurtes vendendo bem, assim como os leites em pó – industrial com muito pouca disponibilidade e, por isso mesmo, preços mais elevados e quase iguais aos do fracionado;
  • Queijos seguem com vendas bastante fortes e, segundo algumas indústrias consultadas, pedidos “em carteira” até o final do mês de julho. Valor médio de venda é quase 50% maior do que o praticado nesta mesma época do ano passado;
  • Apesar da interiorização da pandemia, não há registros de maiores impactos nas operações das empresas de laticínios no mercado brasileiro.

Quarta-feira, 08/07/2020 – por Valter Galan

  • Mercado do leite UHT conseguindo “encaixar” volumes esta semana, com preços estáveis e/ou com leve aumento, de acordo com algumas empresas consultadas. Estoques bastante baixos na indústria;
  • Mercado de queijos segue firme, com volumes e preços elevados, ainda que com aumentos menores ou estabilidade de preços esta semana. Os patamares de preços mais altos já tem reduzido um pouco o volume de compra em alguns canais, que estão sendo compensados pelas compras maiores em outros, principalmente grandes redes de atacarejo. Estoques nas indústrias bastante baixos também nesta categoria. Ainda não há informações de queijo importado em volumes relevantes já no mercado brasileiro – fala-se da perspectiva de algum volume a partir de agosto;
  • Refrigerados com demanda bastante consistente neste início de mês, assim como nos mercados de leite em pó fracionado e industrial – estes dois com patamares de preços bastante semelhantes (o industrial tem pouca disponibilidade e, por isso, está bastante valorizado);
  • Aumentos verificados nas duas quinzenas de junho no leite spot (matéria-prima) chegaram ao “campo” – leite de produtores diretos deverá ter forte subida nos valores pagos em julho (pelo leite de junho) e a “briga de foice” no campo é grande entre os laticínios;
  • Operações de coleta de leite, logística, produção/processamento de derivados em fábricas e logística de entregas aos pontos de venda sem maiores problemas até o momento, apesar dos maiores riscos em fábricas e do aumento da incidência da pandemia no interior do país. O Ministério da Agricultura conseguiu junto ao Ministério da Saúde a vacinação para H1N1 de colaboradores de laticínios e frigoríficos em 427 municípios (cerca de 235 mil doses), o que ajuda a garantir a operação destas unidades de processamento.

 

Quarta-feira, 01/07/2020 – por Valter Galan

  • Mercado do leite UHT enfraquecido e com menores volumes de compra pelos canais varejistas. Preços esta semana ainda estáveis, mas acumulando queda nas últimas 2 semanas;
  • Leite em pó fracionado com mercado ainda firme, mas os industriais estão com demanda menor, também pela perspectiva de produtos concorrentes importados;
  • Mercado de queijos ainda firme, com boas vendas e preços sustentados. Algumas empresas com queijos de pior padrão (segunda/terceira divisão) fizeram um reajuste exagerado em preços e tiveram que recuar um pouco, mas, de forma geral, mercado ainda bastante sustentado;
  • Leite spot caindo no sul do País em função da entrada de volumes da nova safra e mantendo os patamares de preços em Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Indústrias de UHT reduziram bastante suas compras e indústrias de queijo mantiveram volumes, o que deu certa sustentação ao mercado, notadamente no Sudeste/Centro-oeste;
  • Algumas empresas seguem reportando maiores riscos de paralisações da operação em função de casos de coronavírus em linhas de produção mas, de forma geral, o processo logístico, de processamento e vendas, da fazenda até o consumidor final, tem acontecido sem maiores intercorrências até o momento.

Quarta-feira, 24/06/2020 – por Valter Galan

  • Mercado do leite UHT com pouco volume de vendas esta semana – alguns supermercados estão reduzindo estoques e não fazendo compras de reposição, forçando os preços para baixo na negociação. A indústria aparentemente sem muito estoque, não tem cedido, o que explica os poucos volumes fechados;
  • Leites em pó com mercado estável em patamares de preços mais elevados. Compradores buscando (obviamente!) redução de preços e, principalmente no B to B, com alguma perspectiva de oferta do Mercosul, o que reduz o ímpeto de compras imediatas aqui no mercado nacional;
  • Queijos seguem com mercado bastante firme, indústria sem estoques e (algumas delas) com vendas comprometidas até 10 a 15 de julho. Preços em níveis historicamente bem elevados;
  • Ainda não há comprometimento das operações de coleta, transporte e processamento de leite e logística final dos derivados processados, mas algumas empresas passaram a indicar grande preocupação com o aumento de casos no interior do Brasil, com algumas ocorrências em fábricas leiteiras (gerando interrupção ou atraso de produção em algumas linhas de produção). O protocolo estabelecido entre o setor, o Ministério da Agricultura, o Ministério da Saúde e o Ministério da Economia (Secretaria de Trabalho e Emprego) com requisitos para mitigação do risco de Covid nas plantas, busca minimizar este efeito, mas os riscos parecem crescentes.

Quinta-feira, 18/06/2020 – por Valter Galan

  • O mercado de leite UHT nesta semana parece começar a perder tração em preços (menor sustentação em relação aos patamares da semana passada). Em relação aos volumes de venda, algumas empresas indicam manutenção enquanto outras já sinalizam redução;
  • Mercado para leites em pó, notadamente os industriais, segue bastante firme, em função da baixa disponibilidade interna e da ainda pouca oferta de produto importado no curto prazo;
  • Mercado de queijos segue firme e com volumes “acontecendo”, mas a diferenciação entre as marcas/qualidades de muçarela, que havia desaparecido do mercado, voltou a ficar um pouco mais clara esta semana. Indústria com pouco estoque e reportando comprometimento de volumes de venda até o final do mês de junho. Ainda neste mercado, os pequenos distribuidores parecem ter maiores dificuldades de aceitar novos repasses de preços, enquanto os grandes atacarejos sustentam a demanda e os volumes de compra, com repasse de preços;
  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos funcionando normalmente de forma geral.

 

Quarta-feira, 10/06/2020 – por Valter Galan

  • Disponibilidade de leite de produtores diretos ainda bastante restrita na maioria das bacias produtoras, gerando negociações adicionais no mercado spot pós fechamento da virada do mês e gerando expectativas de novas subidas para a negociação agora de virada de quinzena;
  • Queijos seguem com mercado bastante firme e com preços em elevação. Varejo antecipando programação de pedidos para todo o mês de junho em função de seus baixos estoques e dos baixos estoques também na indústria. Aparentemente canais B to B (lanchonetes, pizzarias, restaurantes) estão mais ativos desde a semana passada e com perspectiva de aumentar sua demanda nas próximas semanas, notadamente com a reabertura estabelecida no estado de São Paulo. Um ponto de atenção no mercado de queijos fica para possíveis importações de produto da Argentina, com preços competitivos colocados aqui no nosso mercado;
  • Leite UHT ainda com mercado forte e com elevação, mesmo que alguns players no sul do país tenham sinalizado alguma dificuldade de repasse de preços e volumes de venda nesta semana;
  • Leite em pó com mercado bastante demandado e com muito pouco produto disponível, principalmente no industrial integral – preços entre R$ 18,5 e R$ 19/kg têm sido comumente citados esta semana. Aqui também o produto do Mercosul pode ser concorrente no curto prazo, ainda que os “hermanos” tenham pouca disponibilidade no momento;
  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos funcionando normalmente de forma geral.

Terça-feira, 02/06/2020, 18:00 – por Valter Galan

  • Leite spot atingindo a média de R$ 2,19 por litro no fechamento da primeira quinzena de junho e acumulando alta de quase 90 Centavos/litro em relação a primeira quinzena de maio;
  • Com esta forte subida do spot (novamente!), muitas empresas (notadamente de UHT e queijos) iniciaram a semana com novas tabelas de preços de venda. Em relação ao leite UHT, o varejo está com um “pé atrás” em comprar nestes novos níveis de preços, mas alguns agentes da indústria acreditam conseguir emplacar esta nova tabela. Nos queijos, seguem a baixa disponibilidade e baixos níveis de estoque na indústria, o que tem ajudado bastante na sustentação dos preços – os queijos tendem a ser mais rapidamente beneficiados pela flexibilização da quarentena no estado de São Paulo;
  • De forma geral, a indústria tem pouca disponibilidade de leite e isso explica o rally de preços, no spot e de leite de produtores diretos. Ao mesmo tempo, aparentemente a produção no sul do país parou de cair (segundo informação de algumas indústrias) e existe uma perspectiva (até em função da curva sazonal) de início de recuperação dos volumes de produção;
  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos funcionando normalmente de forma geral.

 

Quinta-feira, 28/05/2020, 18:00 – por Valter Galan

  • Mercado de queijos segue firme e preços em elevação. Volumes de compra pelo varejo sustentados nesta virada de mês, também em função da sinalização de novas tabelas de preços por algumas empresas;
  • Mercado de UHT com preços estáveis, mas com menores pedidos de compra pelos canais varejistas;  
  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos funcionando normalmente de forma geral.

Terça-feira, 26/05/2020, 18:00 – por Valter Galan

  • Depois de uma semana com aumentos bastante expressivos no leite UHT (+24 Centavos/litro) e na muçarela (+R$ 2,2/kg), o mercado começa esta semana ainda com sinais de sustentação de preços, principalmente para os queijos;
  • Os leites em pó também tiveram aumentos na última semana, mas o mercado aparentemente é menos firme do que o das outras duas commodities;
  • Iogurtes tem uma segunda quinzena de vendas mais fraca que a primeira; manteiga e requeijões seguem com mercado bastante firme;
  • A sustentação dos preços segue tendo sua principal origem na oferta: a produção continua desacelerando e com problemas com a “decolagem” da safra no sul do país e as importações, ainda que com a taxa de câmbio recuando, seguem muito pouco competitivas;
  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos ainda normais de forma geral.

Quarta-feira, 20/05/2020, 18:00 —  por Valter Galan

  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos ainda normais de forma geral;
  • A Viva Lácteos entregou ao MAPA (Ministério da Agricultura) protocolo formalizando os procedimentos a serem cumpridos pelas indústrias de laticínios com objetivo de mitigar os riscos dos trabalhadores com relação ao Covid-19 (operários de fábrica e todos os envolvidos na operação leite fazenda a consumidor final);
  • Mercado segue aquecido para todos os derivados lácteos. Destaque para o mercado de queijos, com baixos estoques e empresas obtendo aumento de preços já nessa semana. Leite UHT vai no mesmo sentido e também os leites em pó (estes com um pouco menos de intensidade). Iogurtes com boas vendas nesta semana, principalmente para as categorias ditas “affordable” (produtos com menor valor agregado e em embalagens maiores);
  • De forma geral, este “rally” de mercado se sustenta em função da baixa produção de leite no campo e das restrições de crescimento da produção no sul do país de onde já se esperaria alguma reação de crescimento de volumes. Relação de troca com milho e farelo de soja segue desvantajosa para o produtor de leite e importações seguem muito pouco competitivas (ao contrário, as exportações brasileiras seriam mais viáveis neste momento)

 

Sexta-feira, 15/05/2020, 18:00 —  por Valter Galan

  • Semana com novas altas nos preços dos derivados lácteos na venda das indústrias ao varejo. De forma geral, leite UHT, queijos e leite em pó fracionado tiveram elevações consideráveis e o leite em pó industrial também subiu, mas com menor intensidade;
  • Consolida-se, na visão de muitos industriais, a inflação por oferta no mercado, ou seja, produção  de leite com tendência de redução em relação ao ano passado e importações pouco disponíveis em função da taxa de câmbio;
  • No caso dos queijos, muitas empresas que venderam leite spot nas últimas quinzenas ou abaixaram o preço para reduzir estoques de queijos estão indo ao mercado spot para recompor volumes e atender vendas, que seguem aquecidas. No caso do leite UHT, as recentes elevações de preço também geraram demanda por leite fresco na indústria, principalmente aquelas multiprodutos e que estavam mais focadas em leites em pó;
  • Neste cenário, o mercado spot opera em forte alta nesta virada de quinzena e muitas negociações deverão se arrastar pelo fim de semana em função da demanda dos compradores e da baixa disposição dos vendedores em ceder no preço;
  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos ainda normais de forma geral.

 

Terça-feira, 12/05/2020, 18:00 — por Valter Galan

  • A semana começa com tendência de consolidação de elevação de preços no mercado de queijos, depois de uma semana de alta. No leite UHT a elevação foi de cerca de 10 centavos na semana passada, sem ainda indicação de tendência para as negociações desta semana. Nos leites em pó, também verificada tendência de elevação;
  • A questão importante no mercado neste momento é entender de onde vem esta reação de preços e quão sustentável ela é;
  • Claramente, do lado da produção e importações, a oferta de sólidos lácteos em nosso mercado é baixa e menor do que no ano passado. A estimativa da equipe do MilkPoint Mercado é de disponibilidade per capita cerca de 2% menor de janeiro a abril deste ano em relação ao ano passado, estimando (de forma talvez otimista) uma queda de produção de 0,9% no período em relação ao ano passado;
  • Do lado da demanda, temos a ajuda de custo de R$ 600,00 dada pelo Governo Federal a um número relevante de brasileiros, fator que pode estar ajudando a sustentar a demanda, principalmente em regiões onde está mais concentrada, como o Nordeste do país. Ao mesmo tempo, o cenário pós-Covid é desafiador, já que as perspectivas de queda no PIB são cada vez mais elevadas e esta “ajuda” federal, que hoje sustenta a demanda, tende a desaparecer quando voltarem as atividades normais (no pós-Covid). A refletir e observar!
  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos ainda normais de forma geral.

 

Quinta-feira, 07/05/2020, 18:00 — por Valter Galan

  • De forma geral, o mês começa com reação de preços e nos volumes de venda das commodities lácteas da indústria aos canais varejistas. Parte desta sustentação vem do período do mês (pagamento de salários), mas parte parece ser um início de recuperação de vendas;
  • A novidade neste contexto é a tendência de elevação no leite UHT, que vinha com baixa sustentação até então. A muçarela segue também a tendência de melhoria nos volumes de venda e nos preços vendidos;
  • Boa parte desta reação certamente está associada à menor disponibilidade de leite de produtores. Vários agentes reportam esta situação, reforçada, no sul do país, por uma situação climática ainda difícil (embora já com registro de algumas chuvas em regiões importantes do Rio Grande do Sul);
  • Parece crescente, principalmente para os queijos, um retorno das vendas a canais como pequenos distribuidores, padarias e pequenas pizzarias, o que tem feito reagir o mercado;
  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos ainda normais de forma geral.

 

Terça-feira, 05/05/2020, 18:00 — por Valter Galan

  • Reação de preços no mercado spot sinaliza que, apesar de todas as questões relativas à demanda em função da pandemia, há restrição de oferta de sólidos lácteos no mercado nacional, seja em função da produção de leite (igual ou, provavelmente, menor que no ano passado)  e o menor volume importado – resultando em menor disponibilidade;
  • O mercado de queijos reforça a tendência já verificada na última semana de melhores volumes de venda, ainda que com preços baixos (mas com tendência de alguma elevação nesta semana);
  • Leites em pó industriais com tendência de enfraquecimento, em função da maior produção e da limitação de demanda;
  • Leite UHT subiu bastante ao consumidor final (cerca de 22 Centavos em abril vs março) e a demanda pelo produto parece limitada devido a este novo patamar de preços;
  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos ainda normais de forma geral;

 

Quarta-feira, 29/04/2020, 18:00 — por Valter Galan

  • Mercado de leite UHT ainda com poucas negociações, volumes pequenos de venda e forte pressão de preços pelos supermercados. As indústrias deste mercado que atuam também no leite em pó têm reduzido sua produção de UHT e direcionado mais volume ao derivado em pó, já reportando algum aumento de estoque do produto (principalmente para o leite em pó integral industrial);
  • Na muçarela, a semana passada foi de vendas em volumes um pouco maiores, mas com preços mais baixos – assim, houve leve redução dos estoques destas indústrias. Também nos queijos,  foi reportado algum “retorno” da demanda de padarias e pequenas pizzarias em São Paulo e interior de São Paulo, o que também ajudou a recuperar um pouco o volume de vendas. De qualquer forma, os volumes seguem de 20 a 30% abaixo do que o planejamento de várias das empresas consultadas;
  • Leite condensado e creme de leite em caixinha com recuo de preços mais significativo esta semana;
  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos ainda normais de forma geral.

 

Sexta-feira, 24/04/2020, 17:30 — por Valter Galan

  • Efeito de “vasos comunicantes” do leite matéria-prima, que começou saindo dos queijos (principalmente das vendas nos canais institucionais) e indo para o leite UHT (no momento em que este esteve com preços mais altos) faz a matéria-prima chegar agora aos leites em pó – muitas empresas não tradicionais no mercado de leites em pó “secaram” leite em indústrias de terceiros e agora vêm ao mercado para vender o produto (basicamente aquele em embalagens industriais, de 25 kg). O resultado é a perda de sustentação de preços neste mercado;
  • Leite UHT com nova baixa na semana e acumulando recuo de 53 centavos/litro em relação ao pico de preços no mês de março, com supermercado forçando negociações em pequenos volumes e estoques nas indústrias subindo;
  • Muçarela também segue em tendência de baixa de preços (queda de praticamente R$ 2/kg do preço médio de março em relação ao valor praticado esta semana). Estoques na indústria sobem para o derivado;
  • Entrada na nova safra do sul do país (notadamente no RS) deve atrasar cerca de 1 mês, pela estiagem e atraso (ou frustração) no plantio das forrageiras de inverno;
  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos ainda normais de forma geral;

 

Quarta-feira, 22/04/2020, 17:50 — por Valter Galan

  • Em função da forte redução da demanda internacional (devido à pandemia do coronavírus), os preços do petróleo “derreteram” no mercado internacional. Isso impacta os preços internacionais de lácteos (que tendem a baixar também) e os preços de alguns insumos para produção de leite (por exemplo, fertilizantes, que também tendem a baixar);
  • No mercado brasileiro, preços do leite UHT seguem com forte pressão de baixa pelas redes varejistas, ainda que com poucos negócios e volumes de compra bastante pequenos;
  • Depois de um mês de março forte, a venda de iogurtes vem recuando cerca de 20% em volume em relação ao mês passado – embalagens individuais caem mais que embalagens maiores;
  • Leite em pó industrial caindo bastante (laticínios e fracionadores que antes estavam comprando, não estão mais). A oferta do produto, que antes era menor devido ao foco no UHT, agora cresce e pressiona o mercado. Perspectiva de sustentação apenas com a entrada do governo nas compras (ex: prefeitura da cidade de São Paulo anunciou compra de 2.500 ton agora e mais 2.500 ton em setembro para seus programas de distribuição);
  • De forma geral, operações de compra e transporte de leite e fabricação e logística de produtos finais estão rodando bem.

Sexta-feira, 17/04/2020, 17:50h — por Valter Galan

  • Leite UHT segue perdendo força na venda da indústria ao varejo. Desde o pico de preços, na primeira semana de abril, são 30 centavos/litro de queda acumulada até esta semana — a negociação com os canais de varejo tem sido dura, com poucos volumes de compra nas negociações fechadas;
  • Iogurtes tiveram uma semana de vendas bastante abaixo do que na semana passada. As negociações com o varejo também vêm sendo mais difíceis para os leites em pó fracionados. De forma geral, depois de um mês de março muito bom de vendas, as indústrias têm amargado queda forte nos volumes de venda em abril;
  • A Conab realizará, na próxima semana, um leilão para compra de 352 toneladas de leite em pó, num programa governamental de distribuição de cestas básicas para populações em situação de vulnerabilidade. Aprovado pelo governo federal o FGPP – Financiamento de Garantia de Preço ao Produtor, linha a ser tomada pelas indústrias, com limite de R$ 65 milhões por tomador e taxa de juros de 8% ao ano, para estocagem de produto – operação a ter sua implementação realizada pelos bancos do mercado, entre 09 de abril e 30 de junho deste ano;
  • Leite spot com forte baixa (20 a 30 centavos, dependendo do estado e da negociação). Muitos queijeiros, que estavam vendendo no spot, voltaram a produzir pelos baixos preços praticados neste mercado;
  • Operação de compra e transporte de leite e produção e distribuição de derivados lácteos, de forma geral, segue normal.

 

Quinta-feira, 09/04/2020, 17:40h — por Valter Galan

  • Mercado do leite UHT com baixa de preços na semana (mas ainda fechando acima dos R$ 3,0/litro, base São Paulo) e grande especulação, principalmente por partes dos supermercados, que estão comprando apenas para reposição e buscando forçar a baixa de preços. De qualquer forma, há clara sinalização de perda de sustentação no mercado;
  • Nos queijos, as indústrias mais focadas nos super/hiper mercados e atacarejo, que vinham vendendo bem, indicam redução nas venda e com volumes acontecendo em função de baixa de preços. A situação daquelas indústrias focadas em distribuidores e Food Service permanece bastante ruim, mas um pouco melhor em relação à semana passada (alguns grandes distribuidores, com redução de estoques, voltaram ao mercado);
  • Operação de compra, transporte de leite, produção e distribuição de derivados lácteos normal, de forma geral.

 

Terça-feira, 07/04/2020, 17:45h — por Valter Galan

Efeitos de curto prazo:

  • Operações de compra e transporte de leite, processamento e distribuição de derivados lácteos ocorrendo de forma normal, com algumas dificuldades específicas (menor disponibilidade de transporte “spot” e algumas falhas na entrega de alguns itens, como embalagens), dentro do que já foi reportado no final da semana passada;
  • Apesar da estabilidade de preços na semana passada, alguns agentes já reportam perda de força no mercado de UHT (“caso tivesse mais volume para vender, teria de baixar o preço”). Indústria, no entanto, ainda tem estoques bastante baixos. Vendas em carteira estão ainda funcionando, pedidos novos não;
  • Muçarela de fabricantes com marcas de menor relevância forçando vendas a R$ 13,5 – 14,0 para fazer caixa e evitar o acúmulo de estoques. Ao mesmo tempo, empresas focadas no canal super/hiper mercados seguem com boas vendas;
  • De qualquer forma, sentimento geral de demanda com sinais de enfraquecimento.

 

Sexta-feira, 03/04/2020, 17:45 h — por Valter Galan

Efeitos de curto prazo:

  • Operações de compra e transporte de leite, processamento e distribuição de derivados lácteos ocorrendo de forma normal. No entanto, já são reportadas algumas dificuldades para encontrar frete adicional (ao já contratado), tanto na coleta de leite quanto na distribuição de produto acabado;
  • Depois da negociação do spot na terça/quarta, hoje foram reportadas vendas de leite spot abaixo dos patamares do fechamento na virada da quinzena, principalmente no Paraná;
  • Expectativa de melhoria nas vendas na ponta final de consumo em função do pagamento de salários. Leite UHT com estabilidade de preços e baixos estoques na indústria, indicando ainda bom fluxo de volumes de venda. Iogurtes seguem com volumes oscilando e leites em pó industriais começam a verificar redução ou corte nos pedidos.
  • Os queijos têm tido bem maior dificuldade de manter preço, em função da redução forte de volume dos canais institucionais – os preços recuaram 50 centavos/kg nesta semana.

 

Quarta-feira, 01/04/2020, 17:00h — por Valter Galan

Efeitos de curto prazo:

  • Liberada a venda de leite fluido de laticínios com inspeção municipal e estadual para laticínios com inspeção federal, para aliviar a situação destes pequenos laticínios que atuam nos mercados institucionais e têm tido sua venda dificultada para estes canais;
  • Grande volume de leite direcionado ao mercado spot por indústrias do mercado institucional de queijos, o que fez cair a média negociada hoje no spot (queda de 13 centavos/litro na média Brasil);
  • Volumes de venda de iogurtes seguem com tendência de enfraquecimento e, aparentemente, a mesma tendência começa a aparecer esta semana para os leites em pó no mercado institucional (sacos de 25kg) – alguns cancelamentos de pedidos foram reportados;
  • De forma geral e com exceções de alguns casos de pequenas empresas, operações de compra e transporte de leite, processamento e distribuição de derivados lácteos ocorrendo de forma normal.

 

Segunda-feira, 30/03/2020, 17:30h — por Valter Galan

Efeitos de curto prazo:

  • Vendas de leite UHT da indústria aos canais varejistas ainda fluindo com bons volumes, apesar da elevação de preços nas 2 últimas semanas (produto atingiu média de R$ 3,15/litro base São Paulo, segundo o MilkPoint Mercado). A forte estiagem no Rio Grande do Sul e os preços elevados do milho e da soja estão reduzindo o ritmo da produção nas principais bacias leiteira e também ajudam a sustentar o mercado;
  • Volumes e preços de leite em pó fracionado com boas vendas, mas não tão aceleradas como as do UHT. Os leites em pó industriais (sacos de 25 kg, para uso industrial em outros derivados lácteos, biscoitos, sorvetes e etc.) estão com mercado bem sustentado em função dos baixos estoques da indústria, da baixa competitividade do produto importado e da queda na produção nacional;
  • Mercado de iogurtes com volumes de venda começando a patinar para algumas empresas;
  • Salvo as exceções de pequenos/médios laticínios atuando no mercado institucional, as operações de coleta e transporte de leite e fabricação e distribuição dos derivados lácteos estão normais na maioria das empresas do mercado.

 

Quinta-feira, 26/03/2020, 17:35h — por Valter Galan

Efeitos de curto prazo:

  • Os riscos de ruptura de compra de leite estão basicamente concentrados em pequenas empresas. Nenhuma grande empresa hoje cogita a interrupção de compra e, ao contrário, algumas delas vem capturando oportunidades de melhora da base de produtores diretos;
  • Da mesma forma, nenhuma grande empresa tem recomendado, até o momento, a redução do volume de produção a seus produtores. Estas recomendações tem vindo majoritariamente de pequenas e médias empresas com canais de venda mais focados no mercado institucional;
  • Mercado spot com bastante oferta destas mesmas pequenas e médias empresas. Aqui um ponto: empresas sem SIF ou SISB tem dificuldades de vender leite spot (empresas com SIF não podem comprar este leite);
  • Depois de acelerar em grandes centros (como São Paulo), os iogurtes têm desaceleração de vendas nestes mercados e aceleração em mercados secundários (interior dos principais estados do país).

 

Quarta-feira, 25/03/2020, 17:15h — por Valter Galan

Efeitos de curto prazo:

  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos ainda normais de forma geral;
  • No entanto, em função da forte redução dos volumes de venda em canais “institucionais” (foodservice, distribuidoras, restaurantes, etc.), algumas empresas de menor porte focadas nestes canais de venda já sinalizam a interrupção da coleta de leite de produtores diretos a partir do dia 01/04/2020;
  • Ao mesmo tempo, segue crescendo a inadimplência nas vendas da indústria aos canais de distribuição, além dos pedidos de prorrogação de prazo de pagamento de vendas já faturadas;
  • Queijos nos canais “institucionais” seguem com forte queda nos volumes. Queijos nos super/hiper mercados e atacarejos seguem com bom fluxo de vendas e empresas focadas nestes canais tem estoques reduzidos;
  • Leite UHT aparentemente encontrou um teto de preço, mas segue “rodando” com bons volumes de venda;
  • Transporte a partir de empresas em importantes bacias leiteiras do Sul e Goiás para São Paulo tem custado mais caro, já que os fretes de retorno, que normalmente tinham carga, têm retornado vazios (redução da atividade industrial no estado de São Paulo).

 

Segunda-feira, 23 de março de 2020,16:30h — por Valter Galan e Marcelo Pereira de Carvalho

Efeitos de curto prazo:

  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos ainda normais de forma geral;
  • Algumas dificuldades de transportadores de produtos finais das principais bacias para trazer cargas a São Paulo – motorista não quer vir e/ou estrutura de apoio aos motoristas (restaurantes) fechados/indisponíveis;
  • Algumas dificuldades com mão-de-obra em fábrica (logística de transporte até a fábrica e absenteísmo que cresce);
  • Canais de distribuição (principalmente pequenos distribuidores e food service, que tiveram de parar de operar) solicitando/indicando postergação de prazo de pagamento para vendas já realizadas e/ou cheques já emitidos. Inadimplência crescendo;
  • Reforçada a avaliação, principalmente para os queijos, de que há canais com enorme restrição de volume de vendas (pequenos distribuidores, food service) e canais (super/hipermercados, atacarejo) nos quais o fluxo de vendas está funcionando bem. Laticínios maiores, mais bem estruturados e com cadastro de vendas em diferentes canais, tem se beneficiado;
  • Aumenta volume de leite fresco disponível dos queijos (principalmente pequenos laticínios) para o leite spot;
  • Redução do volume de produção de queijos e, com isso, já se percebe redução de oferta de soro de leite no mercado e aumento de preços.

 

Sexta-feira, 20 de março de 2020, 16:30h — por Valter Galan

Efeitos de curto prazo:

  • Operações de coleta de leite nas fazendas, processamento nas fábricas e distribuição de produtos lácteos ainda normais de forma geral;
  • Preços do leite UHT fecham a semana próximos a R$ 3,00/litro, confirmando forte aquecimento do mercado pelo efeito de aumento de compras e estocagem de produto pelo consumidor final;
  • Leite em pó fracionado com mercado também aquecido, bem como outros derivados lácteos típicos de consumo/preparação de refeições no lar (como a manteiga);
  • Indústrias de queijo focadas em distribuidores reportando forte queda de volumes de venda e acúmulo de estoques;
  • Indústrias de queijo que atendem o mercado de restaurantes/cadeias de fast food em shoppings também com forte queda nas vendas para estas lojas. No entanto, estas indústrias estimam aumento nas vendas de cerca de 30% nas lojas “de rua”, principalmente em função do aumento das vendas delivery destas lojas.
  • Indústrias de queijo focadas no varejo final (super e hipermercados) seguem com volumes de venda bastante fortes

Efeitos de médio/longo prazos:

  • Alguns laticínios reportam aumento no nível de absenteísmo de mão-de-obra de fábrica;
  • Ao mesmo tempo, em algumas regiões, começam a aparecer restrições a circulação de ônibus municipais que transportam operários de fábrica. Neste caso, as empresas têm (até o momento) conseguido alinhar soluções paliativas com o poder público local;
  • Não confirmadas, até este momento, as restrições ao funcionamento de portos;
  • Algumas consultorias indicam projeção de recuo mais forte do PIB este ano.

 

Quinta-feira, 19 de março de 2020, 16:30h

Por Marcelo Pereira de Carvalho - PointCast #27, Coronavírus: impactos no setor lácteo

Por Valter Galan

Efeitos de curto prazo:

  • Cadeia de abastecimento das empresas ainda operando sem restrições: coleta e processamento de leite estão funcionando, bem como a logística de distribuição de derivados;
  • UHT segue com forte movimento de alta nos preços de venda da indústria ao varejo. Cotações chegam próximas aos R$ 3/litro;
  • Queijos: indústrias especializadas em food service (cadeias de fast food, shoppings) e refeições coletivas (como catering) com vendas quase paralisadas; em contrapartida, indústrias com atuação mais forte em varejo com incremento das vendas (pelo efeito de estocagem no consumidor final).

Efeitos de médio/longo prazos:

  • Ameaça de interrupção das atividades de portos (demanda do sindicato dos Estivadores): interrupção do abastecimento de itens importados, para produtores de leite (menor impacto) e indústrias (ingredientes, aditivos – maior impacto);
  • Atenção a possíveis problemas futuros na cadeia de abastecimento por falta de motoristas (risco de exposição, principalmente na distribuição de produtos finais, mas também na coleta de leite).

 

Quarta-feira, 18 de março de 2020, 16:30h - por Valter Galan e Marcelo Pereira de Carvalho: 

Efeitos de curto prazo:

  • Leite UHT subindo forte esta semana, resultado da restrição de circulação recomendada e do comportamento do consumidor final, que tem ido aos supermercados se abastecer de estoques de bens de giro rápido; segundo as sondagens iniciais da equipe do MilkPoint Mercado, os valores são de 30 a 60 Centavos mais altos que na semana passada. Efeito semelhante pode ser esperado para os leites em pó;
  • Produtos frescos (como iogurtes), não tão “estocáveis”, têm crescido em embalagens de maior volume (embalagens “família”). No entanto, como são produtos de compra mais frequente (consumidor compra sempre que vai ao supermercado), tendem a ser mais atingidos por uma redução de compras neste momento;
  • Refeições feitas em casa e refeições por delivery (principalmente pizzas/lanches) aumentam. Queijos e indústrias de queijos mais especializadas nestes canais já reportam aumento de vendas;

Efeitos de médio prazo:

  • A projeção para o crescimento da economia brasileira este ano cai dia a dia. O último Boletim FOCUS (da sexta-feira passada) indicou crescimento de 1,7% (contra 2,3% há um mês) e, nesta semana, com a consolidação da pandemia em nossa país, já há vários analistas apontando para crescimento negativo da economia este ano — na China a produção industrial caiu 13,5% nos dois primeiros meses de 2020 (primeira queda em quase 30 anos!), como efeito do coronavírus. Provavelmente, então, teremos mais um ano de recuo do PIB. Talvez seja prematuro quantificar os efeitos no consumo, uma vez que a composição de gastos da população será certamente alterada (menos viagens, lazer, etc), podendo haver realocação para produtos de necessidade direta.
  • Mercado internacional caindo, em função da drástica redução da atividade econômica nos países e, ao mesmo tempo, da forte queda dos preços internacionais do petróleo. As nossas importações só não crescem porque a taxa de câmbio (que hoje ronda os R$ 5,10/US$) inviabiliza as importações (a uma taxa de câmbio de R$ 5,10/US$, o leite importado a valores do GDT hoje chega ao Brasil ao redor de R$ 1,67/litro, cerca de 35 Centavos por litro acima do Cepea média Brasil).

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WADSON OZÉIA DE LIMA

EM 22/06/2020

Gostaria de receber atualizações das cotações dos valores de leite um natura, matéria gorda e soro de leite kg de sólidos.
GILSON PEDRO DE OLIVEIRA

IVATÉ - PARANÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 18/05/2020

Gostaria de saber sobre o mercado de creme de leite e manteiga?
Tem mercado? A que preços?
DIOGO JOSÉ CEMBRANEL

CUNHA PORÃ - SANTA CATARINA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/04/2020

Regiao oeste de Santa Catarina, empresas sinalizando baixas
OLIVINO DOS SANTOS FILHO

ANGATUBA - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 27/04/2020

boa noite , infelizmente a crise por conta desta pandemia veio atrapalhar e novamente prejudicar o setor ,
aqui na nossa região alguns laticínios estão sinalizando baixa nos preços do leite ao produtor .
situação lamentável bem na hora que a cadeia estava dando sinais de melhora tanto na pecuária tanto,
na agricultura.
que Deus nos de força e nos abençoe .
RAIMUNDO MARTINS DE ASSUNÇÃO RAIMUNDO

POMPÉU - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/04/2020

antes eram o leite de "caixinha" e importações que balizavam os preços ao produtor. Com o dolar nas alturas e supermercados vendendo leite 3 vezes mais que o preço pago ao produtor.Tem historia mal contada nisto...
SIRLEY ROCHA

PARANAÍTA - MATO GROSSO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/05/2020

também acho que tem história mal contada nisso aqui no mato grosso a empresa baixou o leite de 1,17 para 0,87 é inacreditável pois não tem baixa em supermercados sendo que aqui no MT é uma das regiões menos atingidas isso é conversa pra prejudicar os produtores e alguém ganhar a mais com certeza.
RICARDO QUEIROZ MACIEL

VAZANTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/04/2020

Aqui tá despencando o preço! Lamentável ????? ?????? ?????? ?????? ?????? ?
ELISEU NARDINO

MARIPÁ - PARANÁ

EM 13/04/2020

Bom dia, aqui na minha região tbem os laticínios estão com as câmeras frias lotadas, é o preço pago leite Março recebimento abril, ladeira abaixo
SIDNEI AUGUSTO CORREIA

SANTA CRUZ DE MONTE CASTELO - PARANÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 09/04/2020

Não sei onde estão vendo esse mercado da muçarela, pois em minha região todas empresas trabalham com estoques muito alto com pouquíssima venda.
TARCÍSIO ALVES TEIXEIRA

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO

EM 02/04/2020

Parabéns pela cobertura!
Isso que é jornalismo!
MARLUCIO PIRES

EDEALINA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/03/2020

Muito obrigado por nos manter informado
JOÃO LEONARDO PIRES CARVALHO FARIA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/03/2020

Vamos que vamos!
PEDRO H F BENZ

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL

EM 27/03/2020

Parabéns pela cobertura. Excelente trabalho.
MARLUCIO PIRES

EDEALINA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/03/2020

Bom dia Valter. Ontem esperei ansioso pelo seu resumo da situação de mercado pro dia 24, mas não veio. Por favor, continue nos atualizando.