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China comprou mais lácteos, mas a Argentina vendeu menos

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 30/03/2021

4 MIN DE LEITURA

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As importações globais de produtos lácteos chinesas cresceram 27,8% no primeiro bimestre de 2021, segundo dados da Alfândega daquele país, analisados pela consultoria Economía Láctea. Enquanto isso, devido ao forte peso das vendas argentinas de soro e derivados para aquele mercado, houve uma queda de 18% nas colocações do país naquele destino.

De acordo com relatório elaborado pela consultoria, no primeiro bimestre de 2021 as compras do gigante asiático do mundo ficaram em 715.562 toneladas, o que dá um aumento de 27,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Para se ter uma referência do que as importações da China representam expressas em litros equivalentes, nos dois primeiros meses de 2021 elas se aproximaram de 30% da produção de leite da Argentina em 2020 ou 175% da produção do Uruguai”, disse o consultor.

O forte ritmo de compras chinesas parece em linha com o que ocorre com outros produtos como soja e milho, onde o país asiático compraria do mundo 100 milhões de toneladas da oleaginosa e 24 milhões de toneladas do cereal, nível recorde.

Nesse contexto, o boom chinês abre oportunidades para o país nesse produto, embora em 2020 as vendas para aquele mercado tenham caído, com 24.794 toneladas totais, 7% ante 2019 segundo dados da Alfândega Chinesa. Mesmo nos dois primeiros meses de 2021, a China comprou 18% a menos da Argentina (4398 toneladas) em relação ao mesmo período de 2020.

Para entender o que aconteceu, é preciso olhar para o caso da peste suína africana na China, que teve forte impacto na produção suína chinesa, com milhões de animais mortos. “No caso da Argentina, o soro é importante (como produto exportado para aquele mercado) e no ano passado eles demandaram menos devido à peste suína”, disse José Quintana, chefe da consultoria.

Olhando os dados do primeiro bimestre de 2021, observa-se que, com 3.941 toneladas, o soro foram 89,6% do que a China comprou na Argentina. Já do total comercializado em 2020, 66,2%, com 16.417 toneladas, foi de soro de leite e derivados.

Vale lembrar que em 2020, segundo dados do Indec, a Argentina exportou lácteos para o mundo por US $ 1,002 bilhão, o que representou uma melhora de 25,6% em relação a 2019. A Indec destacou que os principais compradores foram Brasil, Argélia, Rússia, Chile , China e Peru.

“As exportações do complexo leiteiro em 2020 foram de US$ 1,002 bilhão (1,8% do total das exportações) e aumentaram 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre suas vendas externas estão as de leite integral e em pó, mussarela, soro de leite, queijos semiduros e duros e manteiga. Os principais mercados foram Mercosul (340 milhões de dólares, com participação de 90% do Brasil), “Maghreb e Egito” (218 milhões de dólares), CEI -Comunidade de Estados Independentes- (136 milhões de dólares), “Resto da ALADI” (76 milhões de dólares) e Chile (74 milhões de dólares)”, indicou o INDEC em relatório recente.

A Economía Láctea fez uma análise por produto das importações totais da China no primeiro bimestre de 2021. Lá se pode constatar que enquanto o leite em pó representou um aumento de 9% nas compras chinesas, os leites fluidos o fizeram em 63%, os soros e derivados 50%.

“Desse total, 242.290 toneladas foram de leite em pó integral, o que representou 33,8% do volume total importado. Nesse caso, o aumento em relação a 2020 foi de 9%, já que no ano passado foram importadas 222.212 toneladas no primeiro bimestre”, disse o consultor. 96,4% das importações de leite em pó integral vieram da Nova Zelândia.

Do lado dos leites fluidos, que subiram 62%, passaram de 96.341 toneladas no primeiro semestre de 2020 para 156.066 toneladas no primeiro bimestre de 2021.

“Esses produtos ficaram em segundo lugar no volume total importado, 18,6%, deslocando o soro de leite e seus derivados para o terceiro lugar”, disse o Economía Láctea.

“Neste caso, a participação dos fornecedores está mudando, enquanto em 2020 a Alemanha fornecia 35% e a Nova Zelândia 31% e o restante era distribuído em 25 países fornecedores, em 2021 a Nova Zelândia caiu para 26,2% enquanto a Alemanha permaneceu em 35% e a Polônia chegou a 15%”, disse o Economía Láctea.

A consultoria destacou que existe uma "decisão estratégica da China de diversificar a origem do leite fluido".

Já o soro de leite e derivados, cujas compras chinesas cresceram 50% em relação ao primeiro bimestre de 2020, alcançaram 126.221 toneladas e representaram 17,6% do volume total importado.

“O fato de os maiores aumentos terem ocorrido nos leites fluidos e derivados do soro de leite fazem com que o aumento expresso em litros equivalentes seja menor que quando é medido em toneladas porque no primeiro a conversão é de 1 lt / kg e no caso do soro, não consome litros equivalentes (queijos e leite em pó consomem entre 7,5 e 14 litros/kg) ”, indicou o consultor.

“Embora o valor absoluto possa variar em função dos coeficientes utilizados, o dado relevante é o crescimento de 19,6% em relação ao mesmo bimestre do ano passado, o suficiente para mexer muito com um mercado pequeno como o internacional de lácteos”, acrescentou o Economía Láctea.

As informações são do La Nación, traduzidas e adapatadas pela Equipe MilkPoint. 

*Fonte da foto: Freepik

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