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MG: agronegócio recorre às redes sociais para comercialização

O período de isolamento social para o controle do novo coronavírus, o que provocou o fechamento temporário de diversos estabelecimentos comerciais, está impactando de forma negativa nos serviços prestados e na comercialização dos produtos agrícolas e pecuários de Minas Gerais.
 
Para reduzir prejuízos e continuar a disseminar informações, orientações e a estimular as vendas, entidades ligadas ao setor produtivo e os produtores rurais estão utilizando as redes sociais e a internet para tentar amenizar os efeitos da crise. Além do atendimento aos produtores, também estão sendo criados canais de vendas, o que é considerado essencial para manter a renda mínima aos produtores.
 
O diretor-técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Feliciano Nogueira de Oliveira, explica que, hoje, o uso da internet e os canais de comunicação vinculados ou dependentes dela se tornaram gêneros de primeira necessidade na atual situação, principalmente, para divulgação de informações e manutenção das vendas dos produtos agropecuários, serviços que foram amplamente prejudicados com a parada das atividades econômicas.
 
Ele explica que, no meio rural, onde a Emater-MG atua com grande força, em algumas regiões, ainda são encontradas dificuldades de conexão, mas o uso da internet e das redes sociais se tornou essencial e muitos produtores têm buscado condições de acesso.
 
“A maioria dos produtores rurais tem acesso via celular aos canais de comunicação e nos permite contato nesse momento de isolamento. Temos utilizado o e-mail, WhatsApp e as redes sociais, como o Instagram, por exemplo, para prestar assistência, esclarecer dúvidas, manter o produtor rural informado, auxiliando em desenvolver formas para que possam efetuar vendas”, afirma.
 
Pelas redes sociais, a Emater-MG tem conseguido manter contato com produtores e ajudado a organizar grupos para realizar trabalhos importantes, como vendas e feiras virtuais, em que o produtor estabelece um canal de contato com consumidores e clientes e faz entregas em domicílio.
 
“Estamos conseguindo adotar este canal de contato virtual e ajudando, principalmente, os agricultores familiares a comercializarem a produção. Isso é muito importante porque os produtores ficaram desamparados e sem possibilidades de vender nos mercados e feiras, onde há risco de aglomeração e contaminação pelo novo coronavírus. Esses canais têm sido uma alternativa muito positiva e vêm garantindo vendas e renda ao produtor”, diz.
 
Dentre os produtos que estão sendo comercializados pela Internet e pelas redes sociais estão as hortaliças, frutas, legumes, cafés, queijos, dentre outros. A comercialização dos hortifrútis, segundo Oliveira, não foi muito prejudicada devido ao funcionamento dos supermercados e pela população ter mantido o consumo. Porém, no caso dos queijos, a situação é mais grave porque a demanda retraiu fortemente.
 
Além de auxiliar nas ações de venda, os profissionais da Emater-MG estão prestando atendimento aos produtores virtualmente. Para isso, a empresa de assistência técnica tem feito lives com outras entidades ligadas ao setor rural e discutindo assuntos importantes para diversos segmentos. Também estão sendo divulgadas diversas informações sobre mercado, ações dos governos federal, estadual e municipal e orientações para preservação da saúde. Com os escritórios locais fechados, as dúvidas são esclarecidas por e-mail e Whatsapp.
 
Queijo d'Alagoa aposta no e-commerce
 
Pioneiro na venda de queijos pela internet, o fundador da Queijo d’Alagoa-MG, Osvaldo Filho, tem recorrido às redes sociais e ao Whatsapp para manter as vendas de queijos durante o período de isolamento para controle do novo coronavírus.
 
Com a loja fechada e a Rota do Queijo e do Azeite suspensa, ambas as atividades desenvolvidas em Alagoa, no Sul de Minas, Osvaldo já registrou queda de 80% na comercialização do produto, que antes da crise provocada pelo novo coronavírus girava em torno de 1,5 tonelada ao mês.
 
Para atrair os consumidores e ampliar as vendas, vários queijos estão em promoção, porém, as vendas virtuais ainda estão em ritmo lento, devido à condição financeira dos consumidores e às incertezas em relação aos efeitos da crise causada pela pandemia.
 
“Estamos voltando às origens e conseguindo manter cerca de 20% das vendas pela Internet. Isso é importante para garantir uma renda mínima aos produtores familiares. No campo, a vaca continua produzindo e os queijos têm um período certo para serem comercializados, por isso, as vendas virtuais têm sido fundamentais”, explica.
 
Ainda segundo Osvaldo, a loja está fechada há cerca de 20 dias e a Rota do Queijo e do Azeite foi suspensa, o que reduziu o fluxo de turistas. A ideia dele é manter o estabelecimento fechado por pelo menos mais 15 dias como medida de prevenção.
 
As informações são do Diário do Comércio.

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