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Utilização de ácidos orgânicos na conservação de alimentos para vacas leiteiras

NOVIDADES DOS PARCEIROS

EM 05/03/2020

3 MIN DE LEITURA

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Autor: Leandro F.  Greco, PhD, Gerente de Serviços Técnicos – Kemin do Brasil

Em um sistema de produção de leite a produção de forragem é uma atividade de extrema importância. Produzir alimento em grande quantidade e de boa qualidade é fundamental para o sucesso da atividade. No Brasil, as silagens são utilizadas em larga escala, seja em sistemas de confinamento total, onde comumente é a principal fonte de alimento volumoso, ou em sistemas de pastejo, onde é utilizada como fonte suplementar na entressafra da produção de forragem.

O processo de ensilagem é uma técnica antiga que vem sendo praticada por mais de 3.000 anos, porém só ganhou notoriedade nas décadas finais do século 19, quando diversos pontos do processo foram melhorados. Dia-a-dia o processo de ensilagem evolui, desde seleção de híbridos mais produtivos, resistentes a pragas e doenças, evoluções nas máquinas colhedeiras e aditivos que atuam na otimização e/ou controle dos processos de fermentação do material ensilado.

Dentre os aditivos podemos destacar os químicos e os bacterianos, também comumente conhecidos como inoculantes. Neste texto os aditivos químicos terão foco evidenciado. Na classificação dos aditivos químicos temos os ácidos orgânicos como o ácido propiônico e o benzóico, por exemplo, que são utilizados na conservação de forragens pelo potente efeito antifúngico, prevenindo o crescimento de fungos e leveduras indesejáveis, melhorando a estabilidade aeróbica da silagem e reduzindo perdas do material ensilado durante os processos de fermentação. Pesquisas demonstraram que a mistura de dois ou mais ácidos orgânicos foram mais eficientes em controlar o crescimento de uma maior variedade de fungos e cepas de leveduras comparado com um único ácido sozinho. Por essa razão sempre que possível a utilização de um mix de ácidos orgânicos é recomendada.

Um estudo recente realizado em uma fundação de pesquisa no Brasil utilizou uma mistura de ácidos orgânicos (acético, benzóico e propiônico) comparados com tratamento controle sem aditivos na silagem de milho. Os pesquisadores relataram que a contagem de levedura foi 10 vezes menor na silagem tratada com ácidos orgânicos, 96 horas após a abertura do silo, comparado com o tratamento controle. Comprovando a eficácia dos ácidos orgânicos na produção de silagem de qualidade.

Produzir e fornecer forragem de qualidade é fundamental, porém a tarefa não termina. A ração total – TMR (do inglês Total Mixed Ration) como conhecemos atualmente é uma invenção dos últimos 100 anos. A utilização de TMR veio em substituição de sistemas mais tradicionais onde a forragem era fornecida separadamente dos alimentos concentrados. A racionalidade do uso da TMR é fazer com que cada parte seja um alimento completo, nutricionalmente balanceado para todas as vacas.  Os desafios associados com a alimentação das vacas com essa dieta nutricionalmente completa é que também estamos fornecendo uma dieta completa para microrganismos benéficos e não-benéficos, incluindo os fungos e leveduras selvagens presentes nas forragens. Todo organismo vivo gera calor no processo de respiração, o que é mais evidenciado nos meses de verão, onde altas temperaturas favorecem o crescimento de fungos e leveduras. Quando estes organismos crescem e se multiplicam, eles geram calor, causando aquecimento do alimento fornecido no cocho e perdas prejudicando sistematicamente a ingestão de alimento pelas vacas.

Para prevenir o aquecimento da TMR três processos são fundamentais: primeiro é fornecer uma silagem de qualidade com baixa contagem de microrganismos não desejáveis como vimos acima. O segundo passo é o correto manejo do silo, retirando material suficiente para prevenir a entrada de oxigênio nas camadas subsequentes. O ideal preconizado é a retirada 20-30 cm na face do silo todos os dias. O terceiro passo é adicionar um mix de ácidos orgânicos na TMR que irão controlar o crescimento de fungos e leveduras indesejáveis, diminuindo assim o aquecimento da TMR.

Um estudo brasileiro apresentado na reunião do DairySscience nos Estados Unidos, em 2019, comparam a utilização ou não de um mix ácidos orgânicos na TMR. Quando a TMR foi tratada com ácidos orgânicos observou-se uma menor contagem de bactérias aeróbias, leveduras e fungos filamentosos, 24 horas após o fornecimento. Neste estudo também foi observado uma menor temperatura média nas primeiras 24 horas, bem como menor pH no mesmo período.

Coletivamente estes dados indicam que a utilização de ácidos orgânicos no processo de ensilagem é uma estratégia eficaz na produção de silagem. Garantindo qualidade nutricional e microbiológica para fornecimento aos animais. Além disso, o tratamento da TMR com mix de ácidos orgânicos previne o crescimento de microrganismos indesejáveis, retardando o aquecimento do alimento e consequentes perdas. Potencialmente garantindo alimentos mais frescos por mais tempo no cocho, estimulando, dessa forma um maior consumos das vacas.   

Para saber mais entre em contato pelo box abaixo:

 

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RAMON CAMPOS FARIA

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/04/2020

Leandro,
Gostaria de saber se há algum trabalho que avaliou a necessidade ou não do uso de aditivos biológicos quando também se utiliza o aditivo de Ácidos Orgânicos.
RICARDO SASÍAS

ARARANGUÁ - SANTA CATARINA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/03/2020

Buen día - a nuestro ganado lechero y de corte, le suministramos Okara fresca. Es un producto muy perecedero. Este producto, Freshcut plus, podría alargarle la vida útil de la Okara?

Ricardo Sasías. Vet
Santa Cruz
Bolivia
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