Mercoláctea 2008 entra em fase final com apoio de produtores e indústrias

O extraordinário crescimento da cadeia produtiva do leite em Santa Catarina e no país motivou a realização da primeira grande feira técnica e científica do segmento no sul do país - a Mercoláctea Milk Fair - Feira Internacional do Setor Lácteo - programada para o período de 8 a 11 de abril deste ano, numa iniciativa da Associação Comercial e Industrial, Prefeitura Municipal, Agência T12 e entidades do agronegócio.

Publicado por: MilkPoint

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O extraordinário crescimento da cadeia produtiva do leite em Santa Catarina e no país motivou a realização da primeira grande feira técnica e científica do segmento no sul do país - a Mercoláctea Milk Fair - Feira Internacional do Setor Lácteo - programada para o período de 8 a 11 de abril deste ano, numa iniciativa da Associação Comercial e Industrial, Prefeitura Municipal, Agência T12 e entidades do agronegócio.

O presidente da comissão central organizadora e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo, invoca o papel social e econômico do leite para justificar a Mercoláctea: a produção leiteira evita o êxodo rural e garante renda mensal às famílias.

Por que o oeste de SC, consagrado internacionalmente como produtor de carne e grãos, pode se transformar no maior pólo nacional da produção leiteira?

José Zeferino Pedrozo - A atividade leiteira, antes secundária, passou a ser mais importantes geradoras de renda no setor de agronegócios de SC. Isso se deu graças à conjunção de diversos fatores, como as condições naturais favoráveis, a concentração da produção e a exclusão de produtores de outras cadeias, além da adoção de sistemas eficientes de produção e profissionalização dos criadores. A integração de esforços das instituições e dos agentes da cadeia produtiva foi decisiva para o crescimento do mercado, especialmente do Sebrae, Senar, Sescoop, cooperativas agropecuárias e indústrias de laticínios. A atividade leiteira em Santa Catarina experimenta uma expressiva evolução de 1990 para cá. Santa Catarina é o sexto produtor nacional com 1,650 bilhão de litros/ano. Praticamente todos os 190.000 estabelecimentos agropecuários produzem leite. O oeste catarinense responde por 60% desse volume.

Como pode um Estado tão pequeno produzir tanto?

Pedrozo - Esse resultado deve-se ao número de produtores envolvidos. A atividade leiteira só é superada pela produção de fumo. A tendência aponta, no entanto a produção leiteira como a que terá o maior número de pessoas envolvidas, tanto pelo extraordinário potencial de renda líquida dos pequenos produtores, quanto pelo fato de estarem hoje a avicultura e a suinocultura verticalizadas no sistema agroindustrial e voltadas para a exportação.

Nesta fase final de preparação da Mercoláctea, qual é a avaliação dos organizadores?

Pedrozo - O grande desafio reside no fato de ser a primeira edição da Mercoláctea. O mercado ainda não conhece e por isso não pode avaliar nem dimensionar o que será a expo-feira. Porém, graças a um trabalho intenso, já vendemos 70% dos espaços e temos a confirmação da participação de gigantes do setor, como a Schering-Plough (produtos veterinários), a Novartis (medicações), a Tetrapak (máquinas para envase e sistemas de pasteurização) Grupo GEA (equipamentos e plantas industriais, tecnologia de processos e componentes) Gail (arquitetura em cerâmica para indústrias) e a Ouro Fino (vacinas e antibióticos veterinários). Também estão confirmadas a Arm & Hummer (nutrição animal), a Kera (inoculantes), a Nutron, M. Cassab e Purina da área de rações e suplementos, além das fabricantes de equipamentos industriais Hiper Centrifugation e Sunnyvale.

Qual será o perfil e o objetivo da Mercoláctea?

Pedrozo - A expo-feira será realizada de 8 a 11 de abril de 2008 e mostrará todos os avanços e inovações do setor. Os expositores da feira serão as empresas fornecedoras da cadeia produtiva e de processamento, com soluções, produtos e serviços para manejo, nutrição, sanidade, qualidade, máquinas e equipamentos, abrangendo da granja ao supermercado. A principal clientela visitante e compradora será formada por produtores rurais e indústrias de processamento. A expectativa é de 30.000 visitantes e negócios de ordem de R$ 80 milhões de reais.

A programação paralela terá showroom e Seminário?

Pedrozo - Teremos o 1° Showroom da Indústria Láctea para apresentar aos visitantes uma grande "vitrine" num pavilhão especial para exposição de produtos beneficiados pelos principais laticínios que atuam e ajudam no desenvolvimento do mercado de leite do Sul do país. O Showroom funcionará no pavilhão Azul do Parque de Exposições Tancredo Neves Efapi, das 14 às 21h30. O acesso será gratuito para quem já estiver na Mercoláctea. Serão 42 espaços ocupados por grandes, médias e pequenas indústrias de produtos lácteos do Sul do Brasil. Nossa pretensão é criar um espaço para demonstrar uma ampla gama de produtos processados e derivados do leite, permitindo às empresas apresentar seu mix, realizar lançamentos e degustações.

E o Seminário científico está confirmado?

Pedrozo - Promoveremos, em paralelo, o III Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite que está sendo organizado pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários. A programação incluirá palestras sobre 12 temas: brucelose e tuberculose, gestão, gerenciamento de rúmen, marcadores e melhoramento genético, mercador lácteo e desenvolvimento do produtor, controle de resíduos, vacinologia bovina, sanidade das glândulas mamárias, micotoxinas, leveduras, neospora, problemas reprodutivos e alimentação do bovinos leiteiros. A coordenadora do Simpósio é a médica veterinária da Cidasc, Luciane Surdi.

O que distingue o segmento de lácteos de SC em relação ao resto do país?

Pedrozo - A atividade leiteira catarinense é a que se apresenta como a de maior estabilidade técnica e econômica, em médio e longo prazo, na comparação com qualquer outro estado brasileiro. Aqui, a orientação é produzir leite através da utilização racional das pastagens, em que o pasto verde seja o principal alimento do gado, de todas as categorias. As condições de clima e solo imperantes em Santa Catarina estão entre as mais propícias à produção de leite, comparáveis às melhores regiões do mundo, mas o maior diferencial é que nossos produtores estão decididos a seguir um caminho de sucesso, baseado nas tecnologias de processo e estão preparados para esse desafio.

Quais as ações que contribuíram para estruturar a cadeia do leite em SC?

Pedrozo - As cooperativas investem há décadas nessa área. Em 2007, a Faesc e o Senar realizaram dez encontros regionais de produção de leite, envolvendo cerca de 4 mil produtores. A parceria e o trabalho conjunto com sindicatos de empregadores e de trabalhadores rurais, Epagri, Sebrae, prefeituras municipais, cooperativas e laticínios privados são fatores decisivos no sucesso que vem sendo alcançado. Também foi importante a estruturação do arranjo produtivo local (APL) do leite, pelo Sebrae, no oeste catarinense.

Quais são as previsões para o mercado nacional e mundial do leite em 2008?

Pedrozo - Ampliação do consumo no mercado interno e aumento das exportações. A solução para o crescimento do consumo de lácteos no Brasil é mudar hábitos da população. Nesse sentido, está sendo criado o programa de marketing institucional para o leite com participação de produtores, indústrias e cooperativas para fortalecer a imagem do produto e esclarecer a população sobre suas qualidades nutricionais. O crescimento vigoroso da economia global implica aumento da demanda por leite e derivados porque ocorre o ingresso de novos consumidores no mercado e o aumento na renda multiplica o consumo desses produtos. Estudo da OCDE/FAO aponta, para os próximos dez anos, crescimento médio superior a 3% ao ano.

Quais são as instituições envolvidas com a Mercoláctea?

Pedrozo - Os promotores são a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e Sindicato das Indústrias do Leite de SC (Sindileite), com organização da Acic, Prefeitura e T12, São apoiadores o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Organização das Cooperativas do Estado de SC (Ocesc), a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de SC (Fecoagro), a Fiesc, Epagri, Sebrae, Fundação de Eventos de Chapecó (FEC), o Governo do Estado e o Sindicato Rural de Chapecó. A Revista Agromais desenvolve o catálogo oficial da feira e a Gol Linhas Aéreas é a transportadora oficial.

As informações são da assessoria de imprensa do evento.
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