Você sabe como escolher o sucedâneo lácteo para o aleitamento de bezerras?

Com a chegada de novos produtos no mercado nacional e a possibilidade de preços de sucedâneos lácteos mais competitivos, a escolha de uma ou outra formulação para bezerros pode ser um desafio. A decisão no uso de sucedâneo deve se basear em seu custo por litro diluído, comparado ao preço do leite vendido a indústria, sua composição e a oferta de leite descarte na propriedade (muito embora isso venha sendo criticado e discutido), além de facilidade no manejo. No entanto, o ponto mais importante a ser avaliado é sem dúvida a composição do sucedâneo.

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Com a chegada de novos produtos no mercado nacional e a possibilidade de preços de sucedâneos lácteos mais competitivos, a escolha de uma ou outra formulação para bezerros pode ser um desafio. A decisão no uso de sucedâneo deve se basear em seu custo por litro diluído, comparado ao preço do leite vendido a indústria, sua composição e a oferta de leite descarte na propriedade (muito embora isso venha sendo criticado e discutido), além de facilidade no manejo. No entanto, o ponto mais importante a ser avaliado é sem dúvida a composição do sucedâneo.

De maneira geral, para a adequada formulação de um sucedâneo, devem ser utilizados ingredientes que contenham carboidratos, proteínas e gorduras os quais o bezerro seja capaz de degradar. É exatamente neste ponto que algumas empresas pecam, fazendo grandes inclusões de ingredientes menos nobres de forma a baratear a fórmula. A seguir, são listados e discutidos alguns pontos importantes que devem ser considerados pelos produtores e técnicos para esta decisão.

Os primeiros pontos a serem considerados quando se avalia diferentes formulações são:

-A idade do bezerro que será aleitado com este produto. Bezerros com menos de 3 semanas não tem o trato digestório pronto para digerir fontes de carboidrato e proteína de origem vegetal, como bezerros mais velhos o fazem;

-Como foi produzido o sucedâneo;

-Disponibilidade de água quente, no caso de ser necessária, para a diluição do produto;

-Adequação dos ingredientes e taxa de inclusão dos mesmos. Um sucedâneo de boa qualidade deve apresentar em seu rótulo a lista de ingredientes, assim como os níveis de garantia em nutrientes. Normalmente, os produtos mais baratos são aqueles que não têm toda a proteína de origem láctea, devendo-se atentar para isso principalmente quando o objetivo for aleitar bezerros já a partir da primeira semana de vida.

A adequação do ingrediente é sem dúvida o ponto mais importante na escolha de uma formulação e que pode levar ao sucesso ou ao completo insucesso e descrédito nesta tecnologia. É comum produtores e técnicos não acreditarem em bons desempenhos de bezerros aleitados com sucedâneos, principalmente devido ao desastre que foi sua utilização na década de 70. Nesta época, a maior parte das formulações tinha como fonte principal de proteína, a proteína da soja, e resultaram em altas taxas de mortalidade nos sistemas de produção em que foram empregados.

De maneira geral, a escolha de um sucedâneo não deve ser tarefa tão difícil quanto possa parecer. Avalie sua composição, que será decisiva no sucesso de sua adoção, seu custo e também o treinamento dos tratadores. Quando o produto tiver o custo muito reduzido desconfie e peça uma análise bromatológica, considerando principalmente os teores de fibra bruta e de amido.

Para saber mais sobre a utilização de sucedâneo no aleitamento de bezerras, participe da segunda edição do Curso Online “Aleitamento de bezerras com sucedâneo lácteo” que terá início no dia 17/08, com a instrutora Carla M. M. Bittar.

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Material escrito por:

Carla Maris Machado Bittar

Carla Maris Machado Bittar

Prof. Do Depto. de Zootecnia, ESALQ/USP

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Hermenegildo de Assis Villaça
HERMENEGILDO DE ASSIS VILLAÇA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 06/08/2015

òtimo artigo,continue sempre.
JOÃO FRANCISCO DE LIMA
JOÃO FRANCISCO DE LIMA

CHAPECÓ - SANTA CATARINA

EM 22/07/2015

Concordo plenamente que a composição bromatológica é peça fundamental para um sucedâneo lácteo que efetivamente consiga substituir o leite da vaca. A otimização das formulações passa pela inclusão de ingredientes de origem vegetal e microbiana (levedura inativa), além dos de origem animal comumente usados. Para uma melhor digestibilidade dos ingredientes vegetais e, consequentemente maior absorção dos nutrientes, há que se fazer o uso de ferramentas tais como enzimas, moagem, ingredientes "pré-digeridos"  tecnologicamente. Enzimas como parte da formulação facilitam a hidrólise dos ingredientes que o sistema digestivo dos animais não está preparado, e o resultado se percebe no desenvolvimento mais rápido e mais saudável. Há marcas no mercado que fazem uso destas ferramentas, entre tantas, tem-se: Ternelac, Lactomais, Amamilk, RealSilo, MIlklon, Kressilac.
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